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segunda-feira, 31 de março de 2008

Percebem, agora, porque é que estes gajos não se importam de ter asas?

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Também quero um fato destes!


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Tipos de Cagalhões, escolhe o teu preferido!

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Cagalhão Fantasma

Sentes sair, vês no papel mas não na sanita...

Cagalhão Limpinho

Sentes sair, vês na sanita mas não no papel...

Cagalhão Eterno

Limpas, limpas, limpas... mas fica sempre algo no papel até que decides subir as calças mas colocando um pouco de papel nas cuecas para evitar a marca de pneu...

Cagalhão II "O Regresso"

Acabas de subir as calças e da-te vontade de cagar mais um bocado...

Cagalhão Enfarte

Cagalhão que para sair tens de fazer tanta força que quase te rebenta uma veia na cabeça... tipo avc

Cagalhão Super Estrutura

Tão grande, tão grande que até tens medo de o partir ao puxar o autoclismo. Sentes-te surpreso, mas orgulhoso!

Cagalhão "Adorava que saísse"

Queres cagar, sentes que está próximo, mas só tens caimbras e peidos... Quando começa a sair, a ponta do cagalhoto dói tanto, tanto, que até pensas que está a sair de lado!

Cagalhão Splash

É o que te molha o rabo todo quando bate lá em baixo!

Cagalhão "Após uma Festa"

É um liquido amarelo escuro que sai em esguincho, suja a sanita toda e pica o cú!

Cagalhão "Rabbit"

Sai em pequenas bolinhas, umas flutuam e outras não...

Cagalhão "Surprise"

Pensas que são só gases mas quando dás por ele... já é tarde...

Cagalhão "Time-Out"

Estás a cagar divinamente num WC público, mas tens que fazer uma pausa porque não queres que a pessoa do lado te ouça.

Cagalhão Barulhento

Faz tanto barulho que toda a gente no WC se parte a rir.

Cagalhão "A Mexicana"

Cheira tão mal que até pica no nariz...

Cagalhão Elástico

O que se recusa a cair mesmo sabendo que realmente já saiu...
Esperas que abanando o rabo ele acabe por cair



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sábado, 29 de março de 2008

imagensss

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quinta-feira, 27 de março de 2008

16 mil enfermeiros ameaçam demitir-se

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Dezasseis mil enfermeiros finlandeses ameaçam com uma demissão em massa, ainda esta segunda-feira, caso não lhes seja conferido um aumento de ordenado de 24%. O sistema de saúde finlandês está, assim, em risco de parar.

É a primeira vez que todo um sector profissional pode demitir-se. Este domingo, a equipa de mediadores apresentou uma proposta para ultrapassar o diferendo. Embora não se conheçam pormenores, sabe-se que os aumentos propostos deverão vigorar por um prazo de quatro anos.

Sindicato dos enfermeiros e autoridades locais que os empregam, vão reunir-se, em separado, esta segunda-feira à tarde, cerca das 16:00 de Lisboa, para decidir se aceitam os termos do acordo.

O Governo finlandês é que não ficou à espera. Para minorar o impacto das eventuais demissões, pediu auxílio aos países vizinhos. Hospitais alemães e suecos já estão a postos.

Também o parlamento da Finlândia aprovou sexta-feira uma lei para impedir os 2600 enfermeiros dos serviços de urgência de se juntarem aos colegas. Caso contrário, ficam sujeitos a multas.

Mas os enfermeiros parecem irredutíveis. Para além de poderem demitir-se ameaçam continuar a manifestar-se, até ver resolvida a sua situação.

In http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=881520

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Metade dos enfermeiros sem lugar meio ano após o curso

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Metade dos enfermeiros não conseguiu emprego na sua área de formação seis meses depois de ter terminado o seu curso, revela um inquérito feito pela Federação Nacional de Associações de Estudantes de Enfermagem (FNAEE) junto das cerca das 40 escolas de Enfermagem do país no final do ano passado.

Por ano saem das escolas de Enfermagem cerca de três mil licenciados. Porque não encontram emprego na sua área de formação, hoje é possível ver enfermeiros a trabalhar em lavandarias, caixas de supermercado, até como ajudantes de Pai Natal na última época festiva. E há quem tente não perder a prática frequentando intermináveis estágios profissionais não remunerados, afirma o presidente da FNAEE, Gonçalo Cruz.

Das respostas que obtiveram das escolas (19 responderam) é possível concluir que, a nível nacional, depois de três meses do final do curso, só 24 por cento tinham conseguido lugar. Após seis meses, eram 55 por cento. "O cenário geral até é positivo face aos casos particulares", continua o presidente da FNAEE. O mesmo é dizer que as médias de empregabilidade escondem situações piores, sobretudo no Norte do país, e também melhores, verificadas, por exemplo, em Lisboa, continua.

Mapa das escolas

A situação desigual encontra explicação no mapa da distribuição das escolas. Existem cinco para toda a Zona Sul, 12 na área de Lisboa e Vale do Tejo e 15 na Zona Norte. Não é por acaso que é no Norte que a situação de falta de emprego dos enfermeiros mais se agravou, defende.

No inquérito concluíram que, por exemplo, na Escola Supeiror de Enfermagem de Calouste Gulbenkian - Braga, dos 80 licenciados que saem por ano só cinco por cento conseguem emprego ao fim de três meses, número que sobe para 13 por cento ao fim de seis meses. Na Escola Superior de Saúde da Guarda, dos 40 licenciados, apenas quatro por cento estavam empregados três meses após o final do curso, número que era de 20 por cento passado meio ano. Na Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo, aos três e seis meses a percentagem de desempregados mantinha-se inalterável: rondava 16,6 por cento dos recém-licenciados. Nas escolas da capital, o cenário, apesar de tudo, é mais risonho: 35 por cento conseguiram emprego ao fim de três meses e 80 por cento ao fim de um semestre a seguir ao curso.

O crescendo de escolas e vagas não parou desde o momento em que foi criada a licenciatura em Enfermagem, em 1999, diz Gonçalo Cruz. Metade são privadas e as propinas mensais podem oscilar entre os 350 e os 500 euros.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) estima que haja no desemprego 2500 enfermeiros e há 15 mil em formação, o que significa que "o problema vai agudizar-se", defende a dirigente sindical, Guadalupe Simões. "No mínimo, era preciso colocar um travão e diminuir o número de vagas". Defende ainda que a decisão de aumentar o número de enfermeiros, embora seja função do Ministério da Ciência e Ensino Superior, também convém ao Ministério da Saúde porque assim "desvaloriza o trabalho de enfermagem".

Desde a segunda metade de 2007 que um novo fenómeno é sintoma da situação da classe. A falta de emprego leva a que muitos profissionais tentem fazer voluntariado ou estágios não-remunerados, diz. "Alguns hospitais estão ilegalmente a recebê-los", sublinha Guadalupe Simões, explicando que os enfermeiros têm estágios integrados no seu curso, não precisam de mais, e assim os hospitais evitam admitir profissionais pagos. Ao mesmo tempo, com a quantidade tão grande de alunos nas escolas, começa a ser muito difícil arranjar-lhes "estágios com qualidade" integrados no curso.

O pior é que dados do Ministério da Saúde, de 2004, davam conta da falta de 21 mil enfermeiros nos hospitais e 12 mil nos centros de saúde, lembra a dirigente. Entre 2003 e 2007 em todos os hospitais foram admitidos apenas 1100 profissionais.
In Jornal Público 14 de janeiro de 2008
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sábado, 22 de março de 2008

10 incríveis reações químicas

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10.Sódio e água e cloro gasoso


9.Magnésio, gelo e CO2


8.Cloreto de Potássio e uma pastilha


7.Cerâmica e nitrogénio líquido


6.Acetato de sódio


5.Polímero super absorvente


4.Flutuando em Hexafluoreto de enxofre


3.Hélio super fluido


2.Termita (um metal) e nitrogénio líquido


1.Reação oscilante - Briggs-Rauscher
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sexta-feira, 21 de março de 2008

Pensamento da semana

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"Temos mais força do que vontade e é por isso mesmo que
nos desculpamos imaginando que as coisas são impossíveis de atingir."
(La Rochefoucauld, François)
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Estupidez pequena e frequente

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São expressões e reações absurdamente óbvias, é de deixar qualquer um doente de raiva ver alguém recorrer a tamanhas obviedades. Reacções estúpidas de um cérebro em greve.


Quando está aborrecido, vai à cozinha e abre o frigorífico. Como nada lhe agrada, fecha. A cada 10 minutos repete esta operação. O que espera? Que apareça uma selva negra por activação luminosa do foquinho do frigorífico?

Quando o comando da TV está ficando sem pilhas, aperta com mais força, e com insistência, os botões, e às vezes até com ambas mãos!

Nem bem toca o telemovel, atende, levanta-se e começa a caminhar de um lado par o outro enquanto fala. Será que esta caminhada activa o centro cerebral da palavra? Ou será que estar sentado em cima do cú escasseia as ideias?

Toda vez que coloca algo no microondas fica ali olhando, como um retardado, como gira o prato.

Escuta ruídos em volta da casa e acha que pode ser algum ladrão. Corre a acender a luz, sai andando de mansinho e grita:- "Quem está aí?"Parabéns, o malandro que está lá no meio da escuridão agora já sabe onde você está pelo som da sua voz de burro. Ou pior ainda, não falta o retardado que grita:- "Ó... estou armado hein..."Fantástico: acaba de dizer onde está e ainda deu tempo para que o malandro carregue seu próprio revólver e te encha de chumbo, infeliz.

Suponhamos que você está fazendo umas boas panquecas e por uma destas ironias do destino salta uma faísca e começa a pegar fogo nas cortinas. O que você faz? Sai gritando?- "Aaahhh!! DASSSSS, as cortinas estão queimando!!!"E quando alguém vem ver o que está acontecendo, une-se nos gritos:- "Aaahhh!! as suas cortinas estão queimando!!!"
O que será que pensam, que vão apagar o fogo aos gritos?

Acabou a luz. Qual é a primeira coisa a fazer? Ir buscar as velas... muito bem. Mas o que faz antes? Sim, liga o interruptor para ver melhor. Que levante a mão quem nunca fez isto.

Pessoas reunidas... aborrecidas. Acabou o assunto, silêncio incómodo. Todos se olham. O que faz o dono da casa então?- "Então pessoal, querem um cafezinho?" Como se a cafeína pudesse melhorar aquele chato encontro?!?

Verão, 45 graus à sombra, está suando como um porco e mastigando um cubo de gelo, quando entra algum imbecil (sempre existe um) e diz:- "Meu, que calor? Tá um sol de fritar ovos na cabeça."
Ah, não digas! É sério? Eu pensava que era febre..

Inverno, 10 graus abaixo zero, faz 1 hora que chegou ao serviço e ainda não se animou a tirar as luvas de lã quando entra algum imbecil (imbecil é o que mais tem) e com a mesma expressão que deve ter feito Arquimedes quando gritou "Heureca!" diz:- "Meu, não sabes o frio que está a fazer lá fora!" AHH pois não... Eu vim até aqui por via subterrânea.

Cortei o cabelo faz uma semana... Todos, absolutamente todos os que me viram não puderam resistir a pergunta:- "Kumé, cortou o cabelo?" Não carago... ele encolheu e nem dei por isso.

Fila do cinema e de repente encontra com alguém que há muito não via. Primeira pergunta:- "Como é, o que estás a fazer por aqui?" Nada... estava eu lá em casa sozinho e pensei... "Por que não ir para a fila do cinema, é muito fixe..."

Saio para caminhar e paro em frente a uma vitrine olhando algo. De repente sai a vendedora e solta o clássico:- "Quer ver alguma coisa?" De facto é justamente o que estou fazendo... vendo alguma coisa. Será que com a ajuda dela vou ver melhor? Se soubesse disso não trazia os óculos.
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domingo, 16 de março de 2008

Voltou o bom-humor!!

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CRAQUE MARKET - eu é que não sou parvo!!




Afinal até devo saber falar inglês!!!

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Cerimónia Final de Curso: 8ºCLE - Filmes

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Filme cerimónia final de curso - Versão apresentada





Filme Cerimónia final de curso - versão não apresentada...






Boa sorte para todos e que ... trabalhem...
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domingo, 9 de março de 2008

Dizem que agora sou ENFERMEIRO... com licenciatura mas sem trabalho

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Agora que apenas faltam uns dias para receber o certificado e diploma, inscrever na Ordem e começar a maratona de entrega de currículos.... deixo aqui uns quantos posts que encontrei no blog do doutorenfermeiro:

Ingredientes: carreira, mega-estudo sobre Enfermeiros, mentiras q.b. e conspirações!


Com a nova carreira dos Enfermeiros prestes a ser proposta pelo Ministério da Saúde (por exemplo, já sabemos que terá 14 escalões... mas disso falaremos nos próximos posts...), chegam também os resultados de um mega-estudo europeu relativo aos Enfermeiros.

O estudo "NEXT" (Nurse's Early Exit Study) foi, segundo a Medical News, realizado por Autoridades Europeias no sentido de compreender o "desânimo" global vivenciado pelos Enfermeiros em toda a Europa.

As conclusões deste estudo foram muito claras: os "Enfermeiros sentem-se orgulhosos da sua profissão" mas, estão bastante descontentes com "a falta de condições laborais, tais como a falta de autonomia, limites de competências e salários". Existe também por toda a Europa uma elevada taxa de abandono da profissão devido ao "horário de trabalho", ao "desgaste profissional" que também "afecta as relações profissionais e familiares" e a "insuficiente protecção profissional".

A Medical News, no seu boletim quinzenal, alerta também para uma questão que eu pessoalmente também tenho vindo a debater - o conceito de Enfermeiro "diplomado".
Este conceito afecta inevitavelmente o cálculos dos rácios apresentados pela OCDE - e que vezes afecta os delírios de muita boa gente neste país à beira-mar plantado - pois, os rácios que a OCDE apresenta para a Enfermagem são sobrestimados, pois ao contrário de Portugal, não incluem só Enfermeiros "diplomados", mas também auxiliares de Enfermagem e outros técnicos! Fica esclarecido o delírio!

Por fim, a conspiração. Numa altura de negociações que envolvem uma nova carreira, nunca foi tão divulgada esta ilusão estatística como agora - os Enfermeiros Portugueses são os mais bem pagos da União Europeia (UE)!

Mas a Medical News não fica por aqui. Dá uma mãozinha aos médicos Portugueses afirmando que estes são "dos mais mal pagos da UE" ao mesmo tempo que apresenta gráficos que demonstram o contrário (ver gráfico seguinte)!! E esta, heim?
Usando uma linha de raciocínio desvirtuada da conjuntura global, afirma que os Enfermeiros Portugueses absorvem, em termos absolutos, uma razão de 1,8 do PIB per capita!
Esta ilusão acontece porque Portugal é um país pobre quando comparado com o grosso da UE, e como os salários portugueses são baixos, (sendo que os Enfermeiros apresentam um salário médio superior à mísera média nacional, ao contrário de muitos países mais desenvolvidos) até pode aparentar que em termos europeus somos bem pagos! Errado! Um exemplo: o salário médio, em 2005, dos Enfermeiros do Reino Unido foi cerca de 2780 euros, enquanto que no período homólogo os Enfermeiros Portugueses auferiam em média cerca de 1230 euros!

No plano nacional acontece o mesmo: quem não conhecer a realidade até poderá pensar que os Enfermeiros são majestosamente pagos. Enganam-se. Vamos a um exemplo concreto: a ARS Norte. Em 2006, o salário médio dos médicos foi 3418.92 euros, e o dos Enfermeiros 1329.83 euros, ou seja, apenas 39% do salário médico!

Outro factor de desmotivação entre os Enfermeiros Portugueses é o desemprego crescente e ingovernável. Retomando o mesmo alvo de exemplos, a ARS Norte, no que concerne a concursos, preencheu apenas 1 página de "nomes" constantes a candidatos para a categoria médica, meia página para a categoria de farmacêutico e apenas 42 páginas para a categoria de Enfermeiro! Revelador! Recentemente um Hospital Privado, sem ter anunciado qualquer lugar para Enfermeiros, recebeu apenas 1200 candidaturas! Muitas vozes se têm levantado contra o desemprego dos Enfermeiros, tal como o ex-Bastonário da Ordem dos Médicos entre outros. O artigo seguinte é claro neste aspecto! Boa leitura (Clicar para ampliar e ler)...


A prepotência dos Administradores Hospitalares!


Chegou até mim este e-mail, que versa sobre as negociações dos sindicatos relativamente à forma de pagamento das horas de qualidade (suplementos) do Centro Hospitalar Lisboa Oriental (CHLO).

Publico-o na íntegra para melhor poderem "apreciar" a prepotência vergonhosa de alguns membros do Conselho de Administração (CA) do CHLO:

"Realizou-se no passado dia 28 de Fevereiro a reunião com o CA. Ao contrário daquilo que tinha sido prometido o senhor presidente do CA não esteve presente, alegadamente por motivos de força maior. Estiveram presentes, pelo CA, o Dr. João Nabais e o Dr. Manuel Roque Santos [(e a Enfermeira Directora, onde estava?)].

A reunião começou tendo o CA manifestado alguma abertura para considerar resolver o problema das horas de qualidade, mas desde que não fosse pela aplicação pura e simples do Decreto-Lei 62/79, e querendo negociar o valor fixo do suplemento que estabeleceram para cada carreira. Os sindicatos replicaram, considerando que o estabelecimento de um suplemento fixo estava fora de questão, uma vez que esse não remunera adequadamente o trabalho na diferentes situações em que é realizado o trabalho suplementar (trabalho nocturno, nos dias de descanso semanal e feriados), mas que estavam disponíveis para estabelecer um acordo de Empresa com o CHLO, para resolver o problema, mesmo que seguindo o mesmo modelo.

Em dada altura, sem que existisse motivo para tal, o Dr. Manuel Roque, numa atitude de claro afrontamento e provocação, tentou dividir os Sindicatos e lançou mão de uma tentativa de humilhação profissional, com diversas frases que aqui passamos a ilustrar:

- "O Hospital funciona bem sem administradores, eventualmente até sem enfermeiros e sem auxiliares de acção médica, não funciona é sem médicos"

- "Quem faz a admissão dos doentes são os médicos"

- "Quem dá consultas são os médicos, não são os enfermeiros nem os auxiliares"

- "Sem os médicos, o hospital não passa, sem os Enfermeiros e os auxiliares continua a laborar"

- "Os médicos são os principais ordenadores da produção no hospital!"

Perante estas intoleráveis considerações do CA, naturalmente o ambiente da reunião azedou-se bastante. Como é evidente, ninguém, nem os médicos, subscreve estes conceitos típicos do século XIX. Isto foi usado no sentido de nos dividir. Não o vão conseguir!

Todos os sindicatos integrantes desta Comissão Negociadora sabe que o objectivo que nos irmana e une nesta luta é o mesmo - a reposição do pagamento das horas de qualidade pelo 62/79. O CA âmbito da abertura negocial, solicitou que a Comissão Negociadora apresentasse uma proposta concreta. Os sindicatos enviarão uma proposta formal ao CA, no dia 29/2. Essa proposta, em sintonia com as decisões dos trabalhadores do CHLO e sobre esta matéria integra as propostas sindicais que foram apresentadas, no âmbito do processo negocial do ACT, para os Hospitais EPE. (...)»

A isto segue-se uma convocação de greve ridícula para os dias 18, 19 e 20 de Março, nas 3 primeiras horas do turno da manhã.

Neste momento não consigo tecer mais qualquer comentário, mas entrarei brevemente em contacto consigo.
Obrigada"
a
Comentários?
As diferenças começam depois. Os Enfermeiros, mesmo que não estejam de acordo com a nova "imposição", terão de "aguentar" pois não têm alternativas de intervenção tais como rumar a outras Instituições de Saúde.
O "outros" podem lançar o ultimato habitual: "ou aceitam ou vamos embora"... Dejá vu?

Nunca pensei ver isto, mas...


Hoje não teço comentários. Não é necessário. Deixo-vos o link para lerem a reportagem na íntegra (para mudar de página, p.f. "clicar" nos números de paginação visualizáveis no canto superior esquerdo da mesma).


Como motivar os "profissionais de saúde"? (4 mil euros/mês não motiva ninguém...)


(Clicar na imagem para ampliar e ler)
a
No seguimento dos últimos acontecimentos em Aveiro, e em entrevista ao Jornal O Aveiro, o Administrador do Hospital de Aveiro, Luís Delgado, referiu que é difícil "atrair um médico pagando-lhes 3000 ou 4000 euros se a pessoa ganha isso lá fora numa semana".
a
E tão difícil recrutar médicos que, há dois anos, apesar da publicação de anúncios em Espanha, Brasil e Portugal, não houve interessados.
No entanto, neste momento, já têm candidatos porque "pagam salários decentes".
aa
Há bem pouco tempo, o hospital tentou recrutar médicos para as Urgências com um salário de 4 mil euros, mas, perante o elevado desinteresse dos médicos (que não entram na aventura dos rácios da OCDE!), a instituição subiu a parada de forma a motivá-los um pouco mais, desta feita para valores desconhecidos. Mesmo assim, os interessados não abundam.
a
Os Enfermeiros, por sua vez, nem referenciados são nesta entrevista. Oferece-se pouco mais de 900 euros e aparecem aos milhares e sem necessidades de motivação. Não é necessário pagar exclusividades, pois, mesmo que desejem, os Enfermeiros já têm lugares disponíveis no privado. A existirem, são incrivelmente mal remunerados!
Segundo e-mails de alguns colegas da instituição, os médicos chegam a auferir salários dez vezes superiores ao dos Enfermeiros...
Fica aqui uma questão para a Ordem dos Enfermeiros e Sindicatos pensarem...


www.deixar-os-enfermeiros-na-miséria.pt


Para quem não sabe, existe um estudo que vaticina o fim da profissão de Enfermagem nos próximos 50 anos. Em Portugal, o SEP e a Ordem dos Enfermeiros dão uma ajuda neste sentido...

Tal como eu, os Enfermeiros estão fartos. Não só fartos. Desmotivadíssimos também. Ah, é verdade: explorados, mal pagos e humilhados.
Não é nada pessoal, mas Enfermeiros como a Maria Augusta de Sousa, Rui Santos (neste post em representação do SEP) e companhia, não interessam a ninguém. Isto, como entenderão é uma mera sinédoque, pois estes pobres coitados não fazem mal a uma palha. Antes fizessem. Refiro-me à Ordem dos Enfermeiros (que começa a ser irritante) e o SEP que, num sentimento cada vez mais comunista, rouba aos Enfermeiros para distribuir pelo patronato.
a
A Maria Augusta de Sousa deixa muito a desejar. Recordo-me bem de uma conversa que tivemos em 2007. Às minhas questões respondia sempre com as mesmas respostas. Nunca descarrilava da mesma “lenga-lenga” que já incomodava o nojo!
Não só deixa muito a desejar, como gosta de fazer dos Enfermeiros “gato-sapato”. Recentemente afirmou que Portugal necessita de 80 mil Enfermeiros.
Facilmente, se deduz que andou a enganar os Enfermeiros, desamparados e aflitos, com a bandeira do “precisamos de racionalizar o fluxo formativo” durante a campanha eleitoral! Lérias demagógicas! Mentiras!
a
Mas não é tudo. Quando esta muy distinta senhora fala em 80 mil, saberá o que palreia?
Não me parece, pois argumenta esta afirmação com um rácio de 1998!! Chego à conclusão que a nossa bastonária é avessa à matemática, à verdade e à realidade! (estranha obsessão esta, a de Portugal ter este indicador "à altura" da OCDE, quando mais nenhum está...! O erro começa aqui!)
As quotas dos Enfermeiros, essas sim, são importantes.

Se o ensino da Enfermagem não cumpre os requisitos de qualidade, não interessa.
Se os professores/orientadores das Escolas não percebem nada de ciências de Enfermagem, não interessa. ("cunhas" e amizades - em muitos casos são pouco mais velhos do que os alunos...)
Se saem Enfermeiros aos milhares para o desemprego, pouco importa!
O fundamental é "dar trabalho" a uma dúzia de professores que partilham interesses comuns com a OE! Os Enfermeiros vivem depois ao sabor do vento dos interesses económicos e pouco dignos de alguns que, com a exploração de alunos, subsistem! Temos a prova deste facto nos inúmeros cursos de Enfermagem, pós-graduações e formações específicas, que não são projectados à medida dos alunos e Enfermeiros, mas sim dos "formadores" que por lá debitam pseudo-conhecimentos! A existência de qualidade ou não, é um pormenor meramente secundário e facilmente ultrapassável assim que os bolsos de alguns "morcegos" se encham com os euros pretendidos!
Como tal, a OE não cumpre o disposto nos seus estatutos, envolvendo os Enfermeiros em mentiras sem fim! Regulação da profissão? Qual regulação?a
a
Apesar da notória evolução académica da nossa profissão, não existem mudanças na prática. Pelo contrário. Cada vez somos mais submissos e dependentes dos médicos. Vejam a publicação do Decreto-Lei dos ACES!
Nem um mísero paracetamol podemos administrar sem indicação médica! Cá fora, é um medicamento não sujeito a receita médica (MNSRM), qualquer um pode comprar e gerir as sua administração! Inclusive os Enfermeiros! Cá fora. Lá dentro, já não somos os mesmos!
A inércia da OE é estupidificante! Dificilmente as situação tomará outro rumo.
Esta OE acredita piamente na idiotice de um rácio que já tem moscas em volta! Com muitos ou poucos Enfermeiros no desemprego, isso é irrelevante!
Quando todas as outras outras ordens e organizações profissionais defendem a prudência na formação de mais profissionais, tomando medidas para refrear a formação atendendo às condições do mercado de trabalho, a OE não!
Nem a OE, nem tão pouco o "atordoado" SEP (que com uma divisa roubada aos comunistas mais ferrenhos, "obrigam" agora os Enfermeiros a marcharem martelo e foice na mão, e t-shirt do Che Guevara)!
a
O SEP, esse, é uma carta fora do baralho. Deslocado da realidade. O Rui Santos é um exemplo disso. Resolvem os problemas dos Enfermeiros com umas pedaladas de bicicleta num dia solarengo. Bestial! Uma estratégia ímpar!
Isso e as notas à comunicação social. Ninguém lhes passa cachimbo!
Pagar quotas ao SEP é o mesmo que militar no PCP. Mais valia pagar directamente aos comunistas! É isso e andarmos a fazer greve para incrementar os números da CGTP! Já cheira mal!

Estas mentes geniais querem que os Enfermeiros lutem, façam greves e se envolvam nas reivindicações! Por vezes pergunto-me se eles vivem no nosso mundo...

Andam milhares de Enfermagem à cata de um mísero emprego, implorando porta a porta, e o Rui Santos e amigos querem "luta", vejam só! Estes ignorantes não percebem nada de mercado, da lei da oferta/procura e respectivas consequências! Milhares e milhares de Enfermeiros lutam pelo seu emprego instável e estes "marmelos" acham que é verosímil que os "Enfermeiros abandonem as USF's" se não forem satisfeitas as suas pretensões!!
Por favor "rapaziada", e que tal abandonar o vosso delírio?
Não há emprego para os Enfermeiros.... ninguém vai arriscar o seu lugar!
Já reparou que os Enfermeiros já só se contentam com o facto de ter um emprego mal pago e fedorento!

O SEP fala, fala e fala. Dizem que faltam Enfermeiros em Portugal porque os relatório "dizem isto, aquilo", pardais ao ninho e porcos às gamelas! A cabeça, essa, não serve para pensar. Os piolhos têm de dormir em algum lugar e ainda nenhum deles me veio explicar a vantagem de mais Enfermeiros no nosso país. Cada vez temos mais Enfermeiros. Cada esquina tem um. E depois? (Faltam 33 mil!)

Os salários subiram? Não. Desceram.
O acesso à profissão melhorou? Não. Há milhares de desempregados.
Os cuidados melhoraram? Não.
A estabilidade laboral melhorou? Não. Piorou.
A visibilidade social incrementou? Não.
A classe está mais motivada? Não. (Motivação já não está no dicionário dos Enfermeiros...)
O gozo e usufruto dos direitos dos Enfermeiros melhorou? Não.

Apelava então ao magnânimo Rui Santos (leia-se: SEP) o favor de fazer meia dúzia de sinapses e explicar aqui ao pessoal desfavorecido, o que melhorou? E o que está previsto melhorar com a suposta introdução de mais 33 mil Enfermeiros? Não está escrito nos relatórios?

O SEP anda a fazer um grande favor ao patronato. De uma penada só, desceram os salários, passaram a poder usar e abusar dos Enfermeiros e deitá-los "ao lixo", quando não precisam deles. Puramente descartáveis.

O Ministério também agradece. Independentemente das condições propostas aos Enfermeiros, haverá sempre quem aceite. Nem que seja trabalhar de borla!

Tomem nota: mesmo que se reduza a formação de Enfermeiros a zero já, o problema do desemprego não se resolverá nos próximos 10 anos! E mesmo assim, aconselho o SEP a "motorizar-se", pois não vão ter bicicletas para todos!
a
A Enfermagem poderia ser uma profissão estimulante com perspectivas de um futuro brilhante, não fossem os dirigentes de algumas organizações de Enfermagem uns mentecaptos sem inteligência e visão!
a
A Enfermagem deixou de ter dignidade desde que se tornou um negócio que alguns vão explorar até ao tutano! O IFE (Instituto de Formação em Enfermagem), por exemplo, oferece férias na compra de livros... O que alguém se esqueceu é que com os salários miseráveis dos Enfermeiros nem livros dá para comprar (quanto mais estatuto e visibilidade social!)...




A solidariedade e união entre todos os Enfermeiros: Petição!


"Neste momento a administração do CHLO (Centro Hospital de Lisboa Ocidental) que agrupa o Hospital de Santa Cruz, o Hospital Egas Moniz e o Hospital de S. Francisco Xavier, decidiu deixar de pagar as horas de qualidade como tem feito até agora, para passar a pagar segundo a lei do código de trabalho, isto é, em vez de sermos remunerados a 50% e 100% nas noites, fins de semana e feriados, somos apenas pagos a 25% a qualquer noite a partir das 22h até as 07h. E quando digo deixaram de nos pagar é apenas aos enfermeiros contratados, pois os enfermeiros da função publica continuam a ser pagos a 50% e a 100%.

Em termos práticos perdemos cerca de 150€ a 200€ por mês. Após reuniões com o sindicato o conselho de administração do CHLO decidiu atribuir um subsídio de turno de 71€ de "natureza provisória". *sem palavras* Produzimos o mesmo, trabalhamos as mesmas horas e recebemos menos?

Assim em poucas palavras quis expor lhe mais uma atrocidade! Esta medida já é aplicada em muitos outros locais. O grave disto, é que para além de promover a desigualdade de direitos entre os contratados e funcionários públicos, vem menosprezar o desgaste que nós enfermeiros estamos sujeitos ao trabalho por turnos, para além das complicações familiares que por vezes acarreta. Assim não vale a pena trabalhar por turnos.

Ninguém reconhece o nosso trabalho e o quão difícil é trabalhar à noite, Sábados, Domingos e feriados. O nosso ritmo circadiano fica todo alterado e nem monetariamente agora é recompensado esse desgaste.

Por favor façam chegar esta informação ao maior numero de enfermeiros possível e juntos vamos tentar lutar contra esta situação!!!!!

Muito obrigada!"
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A título de curiosidade, deixo-vos os salários auferidos em 2006, pela Enfª. Directora do CHLO (Enfª. Fernanda Maria da Rosa):
Remuneração: 74,594.00 euros
Regalias: entre outras coisas, um automóvel de 37 mil euros!
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Salários do Dr. José Miguel Boquinhas (Presidente do CA do CHLO - 2006)
Remuneração: 86,496.38 euros
Regalias: entre outras coisas, um automóvel de 41,500 euros!
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Podem consultar os salários de todos os membros do CA aqui!


Ficando para trás....

Onde anteriormente existiam Enfermeiros Especialistas de Reabilitação... existem agora Fisioterapeutas!
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Onde anteriormente existiam Enfermeiros no apoio à prevenção (rastreios por ex.)... existem agora Técnicos de Cardiopneumologia, Farmacêuticos, etc...!

Onde anteriormente existiam Enfermeiros no apoio psicológico aos utentes... existem agora Psicólogos!

Onde anteriormente existiam Enfermeiros no apoio social aos utentes... existem agora Técnicos de Acção Social!

Onde anteriomente existiam Enfermeiros no âmbito da Saúde Alimentar... existem agora Nutricionistas!

Onde anteriormente existiam Enfermeiros (Enfermagem do Trabalho)... existem agora Técnicos de Higiene e Segurança!

Onde anteriormente existiam Enfermeiros na direcção dos Departamentos de Formação... existem agora outros profissionais (Médicos, Gestores, etc...)!

Onde anteriormente existiam Enfermeiros Especialistas de Saúde Materna e Obstetrícia... existem agora Doulas, Pseudo-Parteiras, etc...
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Onde anteriomente existiam Enfermeiros dedicados ao âmbito do Pé Diabético... existem agora Podologistas!
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Onde anteriomente existiam Enfermeiros dedicados à Geriatria e Gerontologia... existem agora Técnicos de Geriatria e Gerontologia!
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Onde anteriormente existiam Enfermeiros em cargos de Auditoria e Assessoria... existem agora Engenheiros, Economistas, Advogados, Médicos, etc...
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Continuo?? Ou dou esse prazer à Ordem dos Enfermeiros? Estamos há sensivelmente 30 anos com, basicamente, as mesmas competências, apesar da evolução académica...


Hã?


Andam a zombar com os Enfermeiros. Literalmente e sem margem para dúvidas.
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Já nem vou falar dos ataques recentes à autonomia da Enfermagem, do tipo "o Ministério da Saúde pretende acabar com a autonomia e carreira dos Enfermeiros nos Cuidados de Saúde Primários", pois no projecto de diploma relativo ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) "não vai haver lugar para os Enfermeiros Chefes, Supervisores e Directores, e no Conselho Clínico o Enfermeiro será adjunto do Médico"...
a
Falo de outros tipo de zombaria, igualmente muito grave! De tal forma grave, que põe em causa a integridade da profissão.
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Chegou-me aos "ouvidos" histórias que violam as "Regras Gerais do Ensino da Enfermagem - DL 353/99", o REPE e os os estatutos da Ordem dos Enfermeiros!! Nem vou mencionar quais os artigos e respectivos pontos violados, pois são uma imensidão...
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Mais do que histórias, são uma realidade. Dei-me ao trabalho de estabelecer contactos para confirmar a sua veracidade. Infelizmente, são bem reais...
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Desde da Escola de Enfermagem que lecciona algumas aulas num Centro Comercial (sim, ouviram bem, num Shopping Center!!), aos alunos que vão "estagiar" para Infantários e Escolas do Ensino Básico sem nunca verem nenhum Enfermeiro, nem nunca contactarem com a... Enfermagem, passando pelos alunos que ingressam nos "estágios" em Lares da Terceira Idade (por falta de "Campos de Estágio" de Medicina...), e que são orientados por Ajudantes de Lar...!!!
Existem também aqueles que terminam uma licenciatura sem nunca terem procedido à realização de uma punção, algaliação ou uma intubação nasogátrica, além de terem sido obrigados a "partilhar" cuidados com três ou quatro colegas...! Os alunos chegam a ser mais do que os próprios utentes....
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Isto não é compatível com a Enfermagem!! A respectiva queixa será elaborada, e seguirá brevemente para a Ordem dos Enfermeiros (a quem não faltará matérial legal para levar o(s) caso(s) às autoridades competentes)!!



Equipas SIV / VMER do INEM


Deixo-vos o link para a reportagem emitida ontem (13-Fev-08), no Canal 1 da RTP, que relata o dia-a-dia das Equipas SIV (TAE e Enfermeiro) e VMER (Enfermeiro e Médico) do INEM. Nesta peça, os intervenientes são a SIV de Cantanhede e a VMER de Castelo Branco, assim como a ambulância SBV-INEM dos B.V. da mesma localidade.


A lógica da batata...


A Ordem dos Enfermeiros afirmou no Diário As Beiras:

"Não há Enfermeiros a mais, há emprego a menos!"

Como é que ninguém se lembrou disto antes? Finalmente (!) compreendo este mundo...

- Não há poluição excessiva no planeta, há pouco espaço para poluir!

- Não há obesos, há peças de roupa de tamanho reduzido!

- Não há engarrafamentos de trânsito, há poucas estradas para circular!

- Não há elevada incidência de AVC's em Portugal, há pouca gente para ser atingida!
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- ...

A Ordem dos Enfermeiros não compreende: não é o mundo que se deve adaptar aos Enfermeiros. Sãos os Enfermeiros que se devem adaptar à realidade...!
O que me parece é que a realidade passa pela OE, que por sua vez fica sentada a fitá-la, impávida e serena. Senão, vejamos:
As estratégias de formação inicial pouco mudaram...
Os currículos formativos não se adaptaram...
A qualidade do ensino não está garantida...
As competências não evoluem há dezenas de anos...
A investigação continua a não ter aplicabilidade...
A gestão de recursos não é equilibrada...
A evolução académica não teve uma repercussão acompanhada no exercício profissional...


Abertura de Escolas de Enfermagem/Faculdades de Medicina...

Perspectiva-se, em Bragança, a abertura de mais um curso de Enfermagem privado. A Ordem dos Enfermeiros refere não ter influência neste âmbito, e envereda pela passividade não respeitando duas das atribuições patentes no seu estatuto ("Zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de enfermeiro, promovendo a valorização profissional e científica dos seus membros" e "fomentar o desenvolvimento da formação e da investigação em enfermagem, pronunciar-se sobre os modelos de formação e a estrutura geral dos cursos de enfermagem").
Nunca emitiu qualquer comunicado a repudiar a formação excessiva de Enfermeiros.
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Atirar areia para os olhos dos Enfermeiros é moralmente punível, e um desrespeito total. Principalmente quando a OE não cumpre as suas atribuições!
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P.s. - Um pouco por todo o mundo (exceptuando o continente Africano), a oferta de Enfermeiros começa a exceder a procura. Existem mentes ingénuas que pensavam de a escassez era infinita e eterna...
Em muitos países, os Enfermeiros são agora pagos com um salário mais baixo do que um trabalhador desqualificado...
Outros profissionais de saúde são, pelo contrário, cada vez mais bem pagos, e a sua oferta cada vez mais ponderada e adequada, e a sua formação, cada vez mais rigorosa e controlada.


in: http://doutorenfermeiro.blogspot.com/
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