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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Médicos a ganharem €2500 em 24 horas


fonte: SEN
por: Enfº José Azevedo

"Ninguém pode criticar os médicos por quererem ganhar mais. Não foram eles que inventaram a empresarialização dos hospitais — EPE" diz o Bastonário da Ordem dos Médicos no Correio da Manhã — página 22 de 8 de Setembro.

"…Estas contratações não passam pelos recursos humanos mas pelo departamento de compras (armazéns)…" Diz Manuel Delegado Administrador do Hospital Curry Cabaral, (no mesmo jornal), onde, por sinal há mais violações legais nos contratos a termo, alguns com 13 anos. Por acaso ou não, foi até há bem pouco tempo, presidente da Associação Profissional dos Administradores Hospitalares, onde nos parece haver muitos entusiastas do modelo EPE.

É escandalosa, nos dias que correm, onde há tantos cintos apertados e enfermeiros no desemprego, que tanta falta fazem ao SNS, que se abuse de tante ingenuidade popular.

Há países, como a Austrália, que têm os Enfermeiros a fazerem urgências. Os médicos aparecem depois de cumpridos os protocolos, cerca de uma hora depois. Quem foi investigar isto foi um médico. Não se lhe pode exigir que diga a quem lhe pagou a deslocação para fazer as transformações que países ricos, como a Austrália fizeram, para pouparem desperdícios, pois cá, também há protocolos, que são da execução dos enfermeiros. O médico só entra em acção após uma ou mais horas, após a entrada.
A França pôs os Enfermeiros a anestesiar, nos blocos para acabar com o poderoso "lobbi" bloqueador, dos anestesistas. Cá em Portugal também são os Enfermeiros que anestesiam, enquanto o anestesista fuma no corredor (agora mais distante), ou faz política.

Quando dizemos que Portugal é uma medicocracia ditatorial é disto que falamos.
Se o Ministério da Saúde quisesse inverter esta sem-vergonha, para moldes razoáveis, desmentia a falta de obstetras na Maternidade Alfredo da Costa; combatia as anestesias epidurais excessivas, nas grávidas, que já são referência como acontece com a reabertura da maternidade em Vila Franca de Xira: "Maternidade com epidural 24 horas por dia".

Em suma: criava condições para os Enfermeiros exercerem as suas capacidades técnicas, como já fazem enquanto os médicos se passeiam principescamente pagos por um SNS totalmente gerido por eles, atrofiando, silenciando tudo e todos.
Não acreditamos nas medidas que estão a ser elaboradas no Ministério da Saúde, por uma Médica Ministra.

Para que isso fosse realidade, a realidade que se estima, teriamos de ir mais longe.
Por tudo isto se mantêm os CS com a promessa de mais USF, com menos enfermeiros do que médicos; por tudo isto se mantêm os hospitais, geridos por médicos, (por serem eles que sabem... pudera!), esganados numas áreas para permitirem estes abusos, que já eram previsíveis, quando começou a preparar-se a opinião pública para a impossibilidade de ser posta em prática a exclusividade para os médicos do SNS.

Este vai ser um tema a que voltaremos diariamente ou quase, até haver sinais de mudança, porque em nós e connosco, confiamos.
Quanto às vias de exploração da "vaca sagrada", há várias estratégias, algumas das quais parecem antagónicas, mas que são, no final, convergentes, para a mamada, no animal sagrado…

in: http://enfermagempt-noticias.blogspot.com



Hoje é notícia um pouco por toda a imprensa nacional o seguinte: segundo a imprensa falada e escrita de hoje existem médicos que auferem 2500 euros/dia pelo trabalho efectuado. Podemos, por exemplo, ler no Portugal Diário (IOL) o seguinte:

"Há médicos que ganham 2.500 euros numa urgência de 24 horas num hospital público, quando contratados por empresas privadas. Alguns pertencem ao quadro da unidade de saúde onde fazem o «banco» através da empresa.
Anestesiologia, obstetrícia ou pediatria são especialidades em que há falta de profissionais. A solução tem sido empresas privadas de médicos que cobram valores muito superiores aos pagos por hora extraordinária aos profissionais dos quadros dos hospitais.

As empresas privadas recrutam os médicos nas urgências hospitalares, a quem convidam para realizar «bancos» em determinados hospitais" (Link)

Ainda dizem que os serviços publicos não estão bem organizados. Fico curioso da saber qual a posição pública sobre esta matéria da Ministra da Saúde e de toda a sua equipa que tem a responsabilidade de gerir eficazmente os dinheiros públicos.

O extraordinário neste ponto é que as Administrações Hospitalares parecem pagar sem pestanejar estes valores e, neste ponto, ninguém parece preocupar-se com os equilíbrios dos respectivos orçamentos. As razões para esta realidade é sustentada pela falta de profissionais de saúde médicos. Podemos ler no Público (08/09/08) o seguinte:

"A carência de médicos obriga muitos hospitais a contratarem tarefeiros a empresas de prestação de serviços para manter as urgências a funcionar. A medida tem um preço elevado: há médicos que cobram 2500 euros por banco de 24 horas." (Link)

Assim vai parte da gestão em saúde neste país.

in:http://www.o-enfermeiro.blogspot.com/

6 comentários:

Anónimo disse...

É ridículo o que escreveste. Achas que um enfermeiro tem competência para desempenhar procedimentos médicos? Por alguma coisa esses procedimentos que referiste são desempenhados por profissionais que tiram um curso de medicina que dura 6 anos, mais 2 de internato e 4 a 6 anos de especialidade um total de 12 a 14 anos de estudo intenso. Enquanto um curso de enfermagem dura uns 4 anos de boa vida. Mesmo assim o profissional mais treinado comete erros. Se achas que os outros países como a Austria são exemplo a seguir muda-te para lá, entretanto não andes a espalhar a tua frustração pela net...tivesses estudado mais no secundário.
Abraço e sê um bom enfermeiro
Paulo Lucas

Tabanika disse...

Fizeste-me rir sr. "doutor" Paulo Lucas (porque não cheguei a saber qual a sua profissão ou conhecimentos de causa para falar do que falou).
Primeiro devia ter reparado que tudo o que foi colocado tem um link de referência o que significa que não é da minha autoria (mas que concordo por completo).
Depois comparar o curso de Medicina com o Curso de Enfermagem não é um bom princípio, pois quanto mais se sabe de uma coisa menos se sabe do geral, é bem verdade.
Para ser bom enfermeiro ou bom médico não é só o tempo de curso que conta, é muito mais a maneira como vê a pessoa que merece cuidado e não apenas um "abono de familia" ou "doente=ordenado", vê este exemplo na perspectiva de médico (ririr) pois nós, enfermeiros, ganhamos o mesmo quer sejam 2 ou 200 pessoas a quem prestamos CUIDADOS. (não fique com isto a ideia de que não existem bons e maus medicos e bons e maus enfermeiros, porque há de tudo)
O curso de enfermagem não é boa vida, o de Medicina pode ser muito puxado mas o de Enfermagem (do qual posso falar) também o é. Se queres falar de cursos faceis vai falar com o Sócrates.
Agora respondendo à provocação pessoa (a qual nem deveria responder... mas pronto... eu até sou bonzito) é claro que me mudaria para qualquer outro país em que o que é feito é reconhecido e não neste "país das bananas" onde só existem lobbies. e olha... "menino"... eu não sou frustado... estou a fazer o que gosto, tal como gosto de outras áreas cientificas, tecnológicas e desporto... por isso... quando eu estiver mal eu mudo, não te preocupes.
Agora, por fim, algo para o qual todos deviam pensar um pouco e encontrariam a razão pela qual a saúde, entre outras áreas, está como está: "tivesses estudado mais no secundário" - entendi esta afirmação como aquela "máxima" do: "tens tão boa nota então vais para médico ou advogado"... olha... não são as notas da escola que fazem uma profissão e um bom trabalhador, mas sim o seu desempenho e empenho. Pelos vistos as notas que contam para essas profissões são mesmo outras notas $$$$$$$$$$.
Abraço sr. Paulo Lucas, e sim, darei sempre o meu melhor como enfermeiro tendo em conta aquilo que sou e que sinto.

Anónimo disse...

Por acaso não sou médico, mas tenho um familiar médico e sei o que trabalha e está a léguas de ganhar o que diz a notícia, que provavelmente é falsa.Pois esse meu familiar trabalha que se farta e não ganha metade do que diz a notícia por mes.
Se és profissional de saúde devias de saber que é muito pouco provável a notícia ser verdadeira e que se tal acontecer deve ser a um médico em 5 mil. Por isso mesmo acho que foi de mau gosto a teres colocado no teu blog porque chamaste a atenção para um problema que não existe, e como o que escreveste tinha um tom mesquinho e ressabiado julguei que estivesses frustrado com a tua profissão.
Não tenho nada contra a profissão de enfermagem nem nada a favor ou contra os médicos. Infelizmente já estive muitas vezes doente e fui tratado por enfermeiros simpáticos e competentes e também por enfermeiros arrogantes, assim como o mesmo se passou com os médicos que me trataram. Eu só acho que se tiver que ser operado novamente não quero ser anestesiado por um enfermeiro, mas sim por um médico competente se possível. Espero não se ter sentido insultado porque não foi a minha intenção, mas por vezes sou demasiado directo, de qualquer forma aqui ficam os meus pedidos de desculpas.
Paulo Lucas

Tabanika disse...

Então aqui fica que não guardo rancor contra sim mas sim pela sociedade em si que ainda não compreendeu o que faz um enfermeiro, já não somos "freirinhas", na saúde existe uma equipa interdisciplinar e não SR's expoentes máximos dos hospitais e afins...

Anónimo disse...

Sim, concordo que os enfermeiros não são muitas vezes reconhecidos da importância crucial do seu trabalho.
Já que não me levou a mal só queria dizer que quando disse que não eram as notas ditavam que alguém é bom profissional ou não, mas sim o empenho e a dedicação, eu perguntava-lhe se para se tirarem boas notas não é necessário empenho e dedicação, e por vezes abdicar de muitas coisas na vida? Se bem que muitas vezes quem tira boas notas só o tira porque é filho de fulano ou cicrano, ou porque os papás pagaram um bom colégio, etc.
Gostei de conversar consigo. Abraço
Paulo Lucas

Tabanika disse...

Nem sempre quem tira melhores notas são aqueles que mais se esforçam... Já conheci muito boa gente que se fartou de estudar e abdicar dessas tais coisas boas e não atingiu o que mais queria ou atingiu com muito e muito esforço... enquanto outra boa gente não necessitava de abdicar para atingir o que sempre sonhou e corresponder aos objectivos que lhe são propostos...
Depende do que se quer fazer e como se quer fazer.... e também depende de cada um.... Somos todos diferentes e temos de aprender a viver com as diferenças.... sem injustiças.
abraço

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