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sábado, 1 de agosto de 2009

Últimas na Saúde

in DE:

Para quem não sabe pensar, até o cérebro atrapalha!

O Enf. José Amendoeira (Presidente da Comissão Permanente do Fórum de Ensino da Enfermagem e Responsável pela Escola Superior de Saúde de Santarém) ainda anda às voltas a digerir a alteração dos estatutos da Ordem dos Enfermeiros, que culminará num Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP - que prevê inclui o famoso "internato"- Estágio de Prática Tutelada).

O Sr. Enf. Amendoeira pensa apenas nos seus interesses pessoais e sectoriais (ensino) e não na classe em geral. Tudo é argumento contra a pretensão da Ordem no que diz respeito à regulação da profissão e à elevação da fasquia dos padrões de qualidade (na formação dos profissionais de Enfermagem). Queixa-se, inclusivamente, de que as escolas não foram ouvidas em todo este processo, vejam só! Para quem andou a escrever cartas, e-mails e a tentar influenciar os grupos parlamentares com manobras de backstage, a mim parece-me que foram ouvidas mais do que suficiente. Há umas semanas um Professor de Enfermagem (bem conhecido no seio académico) disse-que que a "alterações dos estatutos nunca teria lugar" porque "havia Professores que não consentiriam"! E até tinha certeza absoluta do que afirmava! Errou.
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Vários países têm uma formação de enquadramento semelhante e não houve problemas. Mesma em Portugal, várias classes profissionais não têm uma inscrição automática na respectiva Ordem. A mesma carece de estágios tutelados e/ou provas de ingresso, mas para o Enf. José Amendoeira tudo é uma barreira. Se a operacionalização do MDP decorrer como se espera, as vantagens são inegáveis. Pare e pense um pouco colega Amendoeira (nem parece um homem que escreve livros sobre a história do ensino da Enfermagem! Não consegue compreender esta evolução contextualizada decorrente das necessidades formativas?).
Até lhe faço mais: deixo-lhe um vídeo com uma entrevista da nossa Bastonária - "Dra. Maria Augusta de Sousa" (cito a pivô) - ao telejornal da RTP2. Desta vez esteve bem e falou bem.



Carreira de Enfermagem...


"Foram 8 versões diferentes de avanços e recuos, onde fomos argumentando com o conhecimento que temos da matéria.
Assinámos, em conjunto com os restantes sindicatos, o documento que expusemos na página.
Classificámo-lo de uma ideia válida de carreira, onde não falta tudo, mas falta muita coisa essencial: as transições dos actuais para a nova carreira, porque duma carreira nova se trata e não da revisão da mesma, da que temos ainda; as remunerações, que em função dos direitos à tabela consentânea com o nosso estatuto de licenciado especial deve ser de nível 21 (€1510,43) ao 57(€3364,14) para os enfermeiros e especialistas e do 58 (€3415,64) ao 83 (€4702,94) para o enfermeiro gestor principal (chefes e supervisores actuais); as avaliações do desempenho, com as necessárias adaptações.Ninguém deve tentar ver o que lá não está, nem devem tirar ilações precipitadas, porque o que foi relegado para negociação posterior, não está negociado. Tudo vai depender da nossa capacidade sindical, para impormos o direito a uma carreira que traduza o nosso real valor, no SNS. Entre o real e o ideal está o possível.
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É mais que óbvio que sem as remunerações, as transições e as avaliações estarem legisladas não é possível satisfazer uma natural e legítima aspiração: cada qual saber, onde e como se vai posicionar.
Também não deve haver dúvidas que a transposição para legislação posterior tem muito a ver com a nossa razão argumentativa, que não torna as coisas tão lineares como se pudesse pensar, bem como com as circunstâncias várias em que estamos a negociar.
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Sugerimos uma leitura objectiva do que vamos assinar amanhã, pelas 17 horas com a Ministra da Saúde. Durante estes longos meses de negociação foram dados passos muito importantes no reconhecimento das capacidades e competências dos enfermeiros, na sua nova situação de licenciados, que vão ter de assumir, com todas as implicações. Em muitos casos a rede, que amortece as quedas nos trapezistas, passe a comparação, desapareceu.
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As chefias em comissão de serviço não são um exclusivo da enfermagem: são assim em toda a função pública. Aqui estão criadas as condições, para não entrarem ou saírem, segundo os caprichos dos mandantes. Há, terá de haver, necessariamente, regras que impeçam de pôr chefes na prateleira só porque…
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Não estamos a negociar uma carreira para A, B, ou C: negociamos para a Enfermagem com a mesma dignidade com que o fizemos em 1981, 1985, 1991 e 2009. Desta carreira terá de sair um conjunto harmonioso de regras e regalias, que possa ser actual e actuante, nos próximos 10 anos, que é o tempo razoável de vigência duma carreira. O facto de isto ser faseado não distorce o nosso objectivo final. Só exige mais paciência a todos nós.
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Não é de todo descabido, antes de chegar à tabela salarial, demonstrarmos o que somos e valemos. Isso já está feito e vai ser assinado.
A negociação não está concluída e isso nem é bom nem é mau: é como é.Não duvidem que temos tanta ou mais necessidade de terminarmos as negociações rapidamente, mas não de qualquer maneira nem em função do que cada qual gostaria que fosse, mas do que a natureza da profissão exige, para que haja uma harmonia profissional, onde cada enfermeiro se sinta digno e respeitado, por si e pelos que o rodeiam.
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O texto que vai ser assinado amanhã, esteve e vai estar nesta página. A sua ocultação momentânea foi para não prejudicar estratégias, que a todos interessam.
Deu, no entanto, para entender, que os enfermeiros estão atentos e ansiosos. Lembra-nos, a propósito, uma situação anedótica e trágica, em que era preciso informar o recruta que o pai tinha morrido. O comandante não sabia o que fazer; o sargento ofereceu-se para dar a macabra notícia. Abeirou-se do recruta e disse: a tua família morreu… O recruta entrou em pânico. O sargento disse: sossega, porque só morreu o teu pai. Aí o recruta respondeu: ainda bem!
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A divulgação do documento teve um efeito semelhante, pois houve quem pensasse que era a carreira toda e não é. Sendo pouco é de boa vontade.
"




Chicos-espertos.


"Os Farmacêuticos defendem que devem ser incluídos em equipas multidisciplinares nos hospitais, para aconselhar os Médicos para o uso e o risco dos medicamentos." link

Quando se referem a "equipas multidisciplinares", pressupõem-se que sejam constituídas, no mínimo, por dois elementos básicos: Médico + Enfermeiro. Deduzo, então, que também queriam vir aconselhar os Enfermeiros (já que um dos papeis fundamentais na terapêutica farmacológica pertence à Enfermagem). Metem o nariz em tudo!

Hoje coloco a questão de forma inversa - haverá, porventura, algo que os farmacêuticos não queriam ou não possam fazer?
Querem aconselhar os Médicos, administrar injectáveis (incluindo a vacina da Gripe A), realizar primeiros socorros e exames de diagnóstico (nas Farmácias), cuidados domiciliares, uma carreira profissional só para eles (invejosos), querem ser os únicos proprietários das Farmácias, querem prescrever os pensos com activos terapêuticos (o Enfermeiros deixa de prescrever, passa a executar apenas), querem tomar conta da Linha Saúde 24, etc, etc, etc, etc.

Há um rol de oportunidades de negócio a explorar.



Enfermeiros congratulam-se por vacina da "Gripe A" não ser administrada nas Farmácias.


"Ordem reage às declarações da Ministra da Saúde" link

"A Ordem dos Enfermeiros felicitou hoje a Ministra da Saúde, na sequência das suas declarações sobre a vacina para a gripe A (H1N1). Ana Jorge afastou a hipótese de as farmácias administrarem as doses quando elas chegar a Portugal, em Dezembro ou Janeiro. A decisão “merece uma apreciação positiva por parte da Ordem dos Enfermeiros (OE)” por “manter a vacinação contra esta patologia nos serviços que constituem o Serviço Nacional de Saúde”, diz a ordem, em comunicado. E acrescenta: “O Ministério está a criar as condições necessárias para que a administração da vacina em causa ocorra com toda a segurança para os cidadãos e profissionais de saúde”. Por outro lado, a Ordem dos Enfermeiros diz esperar que “a decisão agora assumida em relação à vacina para a gripe A (H1N1) corresponda ao início de uma nova forma de encarar a problemática da vacinação”. A hipótese de as farmácias administrarem a vacina é avançada no plano de contingência da Associação Nacional de Farmácias, mas a ministra afasta, para já, esse cenário.
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(...)
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Recorde-se que no ano passado as Farmácias puderam, pela primeira vez, passar a administrar algumas vacinas. Uma decisão que foi bem acolhida pelos farmacêuticos mas muito criticada pelos Enfermeiros que alegaram que não estava a ser garantida a qualidade do serviço aos utentes, dizendo que o acto de vacinação não se esgota na injecção e que têm de ser previstas possíveis reacções adversas que merecem supervisão. Além da vacina da gripe sazonal, as farmácias passaram a poder ministrar as vacinas contra as hepatites A e B, febre-amarela ou cancro do colo do útero, não incluídas no Plano Nacional de Vacinação. A vacinação foi o primeiro serviço a ser prestado nas Farmácias, mas há outros cuidados de saúde que vão ser assumidos, como o apoio domiciliário, a administração de primeiros socorros e de medicamentos ou a utilização de meios auxiliares de diagnóstico. A ideia foi avançada ainda na altura do antigo ministro da Saúde, Correia de Campos."
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A perspectiva das farmácias?
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"Farmácias também querem dar vacinas contra gripe A" link
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"Entregar medicamentos ao domicílio, administrar as vacinas contra a gripe A e recrutar Farmacêuticos reformados para manter os serviços essenciais. Estas são algumas das medidas prevista no plano de contingência das Farmácias"
(...)
"Como unidades de saúde de grande proximidade, as Farmácias estão disponíveis para fazer a administração da vacina, mediante protocolos com o Ministério da Saúde."
(...)
"Outra medida prevista no plano para facilitar a vida aos doentes é o reforço da entrega de medicamentos ao domicílio. Algumas Farmácias já oferecem esse serviço, mas a ANF aconselha as que não têm a aproveitar esta oportunidade para desenvolver esquemas de distribuição, realçando que se trata de boa oportunidade de negócio."
(...)
"A associação dá também instruções para as Farmácias identificarem pessoas que podem chamar em caso de emergência, como Farmacêuticos reformados ou ex-empregados"
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"Negócio", pois claro. Contratar reformados? Quem ler isto até pode ficar a com a impressão que este senhores são tão raros e imprenscindíveis que se se torna imperativo recorrer aos serviços dos reformados...
Depois de ver num anúncio publicitário uma Farmacêutica Hospitalar a recomendar o uso de tampões higiénicos de uma determinada marca, já nada me espanta. (Considerei aquilo um conselho pessoal (e não profissional!) - ao ouvir as suas declarações relativas à confortabilidade dos ditos - pois não é possível reconhecer a uma farmacêutica (hospitalar) competências profissionais nesse âmbito)
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O farmacêutico dos portugueses, sempre vai alvitrando que "com pandemia ou sem pandemia, o primeiro lugar onde vai o comum dos portugueses com gripe é à Farmácia. Goste ou não goste a Ministra, esta é a verdade e não será ela a mudar esta realidade. Fazer planos de contingência a uma pandemia de gripe sem considerar as farmácias é um desperdício indesculpável de recursos e é uma forma incompreensível de autismo".
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E tem toda a razão (o nosso Boticário). Erro crasso e imperdoável, mas facilmente remediável. Basta uma pequena alínea no tal plano: "as Farmácias devem encaminhar os utentes que necessitam de vacinação para o Centro de Saúde de referência". Assim as farmácia já ficam incluídas.
Como é que esta gente vem afirmar barbaridades destas e depois recorre a argumentos estouvados para impedir que os médicos distribuam fármacos nos consultórios? Que moral tem esta gente? Que consciência profissional e ética? Que inteligência é esta que depois de iniciar a vacinação (nas Farmácias) por Farmacêuticos de forma ilegal, vem - quando o cenário muda de posição - alegar, em sua defesa, invasão de "uma actividade fundamental em termos sociais" (link)?
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P.s. - Não posso de deixar de comentar aqui o facto da Ordem dos Farmacêuticos ter solicitado uma nova audiência, junto do Minsitério da Saúde, para apresentar uma proposta de Carreira Farmacêutica. Estes senhores, que estão integradas há muitos anos numa carreira geral, acham-se no direito de reivindicar uma carreira especial (e demarcar-se dos restantes "técnicos superiores")? Porquê e para quê?
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Em Junho, o mui nobre Boticário, justificou assim a sua paranoia: "um Governo sério não negoceia carreiras sob a pressão inaceitável de eleições próximas - este Governo está neste momento, pelo menos, que eu saiba, a negociar a carreira dos enfermeiros, dos médicos e dos técnicos de saúde. Este Governo não é sério!" Logo a seguir vieram os Farmacêuticos pedir uma carreira especial!! O Sr.Newton (em 1680!) ensinou-nos que quando se cospe para o ar...
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Mas o que é que deseja essa gente?
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"A Ordem dos Farmacêuticos fundamenta os motivos da criação desta Carreira, na fundamental paridade que é de elementar justiça considerar, quando comparada a classe farmacêutica com outros profissionais de Saúde a exercerem a nível do SNS, como os Médicos ou Enfermeiros. O desempenho profissional do Farmacêutico, nomeadamente no âmbito das funções exercidas nos serviços Farmacêuticos hospitalares (farmácia e laboratório) do SNS, circunscreve-se de características absolutamente definidas, que justificam que o exercício profissional a este nível seja exclusivo, no enquadramento duma Carreira própria." link
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Justificam? Característica absolutamente definidas (isso todas as profissões têm!)? Esta gente nem sabe argumentar. Ninguém percebe muito bem os seus motivos. A mim parece-me um caso de complexo de inferioridade de características bem portuguesas: se-o-meu-vizinho-tem-também-quero-um-igual! Ou sentem-se mal quando misturados indiscriminadamente com todos os outros técnicos de forma amorfa? É isso? Digam lá que é para nós percebermos!



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in: Cogitare em Saúde

Carreira de Enfermagem … Resposta dos Sindicatos

Nota Pessoal !
Ora após tanto silêncio sobre a Carreira de Enfermagem ,estranho que tenha saído hoje em vários Jornais a Notícia de que foi “Aprovado regime da carreira especial de Enfermagem” (LINK) e a notícia é anunciada pelos meios de comunicação social como tendo sido uma Vitória para a classe e para o Governo !
Não chega ter uma Carreira nova, é importante informar que as remunerações e as transições aguardam negociação… E muitos enfermeiros não entendem isso, nem sabem porquê que isso aconteceu !
Mais Revoltante é a falsidade que esta cobertura Jornalistica da Notícia espelha. Pois ao afirmar que Finalmente os Enfermeiros têm uma NOVA CARREIRA, estão a MANIPULAR. E isto é inaceitável, é uma meia verdade!

Recordando o passado recente, relembro-me muito bem que os Enfermeiros Fizeram uma das maiores manifestações de sempre em frente ao Ministério, que nos valeu uma noticia em todos os jornais no final dos noticiários.
Os Enfermeiros entregaram uma Petição pela Carreira(10000 mil assinaturas) e comunicaram a todos os media que iam entregar à Ministra e Órgãos Parlamentares a mesma… A isto os media só enviaram uma repórter da Lusa . No dia seguinte outra petição de 4000 mil sobre a IVG mereceu destaque de quase uma página e abertura de jornais…

Hoje porém a RTP abre com a noticia de que os Enfermeiros têm nova Carreira, sendo que alguns Jornais fazem o mesmo e dão destaque ( Ex: Publico, Correio da Manha ) .

Deste modo e segundo o meu ponto de vista os Sindicatos devem fazer um Comunicado em todos os Jornais para esclarecerem as particulariedades desta “nova Carreira”.

Arrisco mesmo a dizer que os Sindicatos caminham sobre varas verdes e é fundamental que todos os Enfermeiros sejam informados desta realidade de carreira e dos Porquês?!… Lanço o pedido para que informem todos os Enfermeiros e mesmo População sobre a verdade desta “meia Carreira” . Para que num cenário de PRÉ ELEIÇÕES em que seja preciso mobilizar Enfermeiros para greves estes percebam o rumo passado e caminhem a passos certos para um objectivo comum.

Sobretudo porque não quero apelidado de oportunista pelo Governo se tivermos de recorrer à Greve (futuramente) aquando da negociação das remunerações, perante um Cenário de Pandemia de Gripe A.
Deixo-vos que a declaração de um dos Sindicatos.
Assinámos, em conjunto com os restantes sindicatos, o documento que expusemos na página (LINK).
Classificámo-lo de uma ideia válida de carreira, onde não falta tudo, mas falta muita coisa essencial: as transições dos actuais para a nova carreira, porque duma carreira nova se trata e não da revisão da mesma, da que temos ainda; as remunerações, que em função dos direitos à tabela consentânea com o nosso estatuto de licenciado especial deve ser de nível 21 (€1510,43) ao 57(€3364,14) para os enfermeiros e especialistas e do 58 (€3415,64) ao 83 (€4702,94) para o enfermeiro gestor principal (chefes e supervisores actuais); as avaliações do desempenho, com as necessárias adaptações.

Ninguém deve tentar ver o que lá não está, nem devem tirar ilações precipitadas, porque o que foi relegado para negociação posterior, não está negociado. Tudo vai depender da nossa capacidade sindical, para impormos o direito a uma carreira que traduza o nosso real valor, no SNS. Entre o real e o ideal está o possível.

É mais que óbvio que sem as remunerações, as transições e as avaliações estarem legisladas não é possível satisfazer uma natural e legítima aspiração: cada qual saber, onde e como se vai posicionar.

Também não deve haver dúvidas que a transposição para legislação posterior tem muito a ver com a nossa razão argumentativa, que não torna as coisas tão lineares como se pudesse pensar, bem como com as circunstâncias várias em que estamos a negociar.

(…) . Só exige mais paciência a todos nós. Não é de todo descabido, antes de chegar à tabela salarial, demonstrarmos o que somos e valemos. Isso já está feito e vai ser assinado.

A negociação não está concluída e isso nem é bom nem é mau: é como é.Não duvidem que temos tanta ou mais necessidade de terminarmos as negociações rapidamente, mas não de qualquer maneira nem em função do que cada qual gostaria que fosse, mas do que a natureza da profissão exige, para que haja uma harmonia profissional, onde cada enfermeiro se sinta digno e respeitado, por si e pelos que o rodeiam.

O texto que vai ser assinado amanhã (LINK), esteve e vai estar nesta página. A sua ocultação momentânea foi para não prejudicar estratégias, que a todos interessam. .” (Fonte: http://www.enfermeiros.pt/ )

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