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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Gerontólogos: mais uns para o molho!

Gerontólogos: mais uns para o molho!:


O aumento da oferta formativa ao nível do ensino superior encontrou alguns problemas, entre eles a necessidade de incrementar a possibilidade de escolha de percursos académicos.
Este florescimento decorreu da indispensabilidade de angariação mais estudantes e assim assegurar a sustentação financeira das instituições de ensino. Deste modo, não existe um verdadeiro planeamento estratégico das necessidades formativas em Portugal, mas sim uma amálgama selvática de vagas, desreguladas, que fluem ao sabor dos interesses das várias entidades.

A solução miraculosa foi a multiplicação dos "cursos" tradicionais numa miríade de sinónimos não equivalentes, onde a denominação da "formação" varia e a usurpação é o prato principal.
Na Saúde, por exemplo, existem meia pouco mais de meia dúzia de profissões que constituem o seu eixo humano, sobrando depois umas largas dezenas de "ocupações paralelas", de baixo reconhecimento, valor e produtividade efectiva. Sem necessidade de existência, sublinhe-se, pois o tal núcleo das principais profissões apresenta várias especializações e sub-especializações que cobrem o universo das necessidades do sector!

Agora temos os Gerontólogos, que em parceria com os Gerontologistas, tentam furar num nicho formativo já coberto por outros. Escasseiam nos locais de prestação de cuidados? Porque não os empregam, só isso.

Estes futuros "técnicos" são um mistura de Médicos, Enfermeiros, Assistentes Sociais, Técnicos Ocupacionais, Psicólogos, Auxiliares de Acção Médica, etc. Alguns planos de estudo sobrepõem-se claramente aos dos Enfermeiros (e outros)! Inclusivamente alguns destes futuros "técnicos" vão "estagiar" junto dos profissionais de Enfermagem, no seio do meio hospitalar!

Agora apercebem-se da escassez de saídas profissionais e culpam as instituições por não o empregar. A culpa devia recair sobre as entidades de ensino superior que prometem mundos e fundos, infundadamente.
Muito antes destes profissionais, estão os de primeira linha, também sem colocação.

O Estado é autista. Corta salários e subsídios, mas continua a formar milhares e milhares de alunos, como por exemplo Enfermeiros, que saem caro ao erário público, e que depois são encostados numa prateleira. Se os pais tiverem possibilidades o ciclo vicioso continua: seguem para pós-graduação, mestrados e doutoramentos quase oferecido*, sem qualidade, que apenas alimentam o apetite voraz ensino superior.

Isto tudo para dizer que já está aí mais um grupo que está a peticionar... para usurpar.
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* - Basta ver as incontáveis teses que se produzem anualmente; a maioria, lixo.

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