IBM conseguiu superar a Lei de Moore com tecnologia atómica:
A IBM descobriu uma maneira de reduzir em mais de 100 vezes o espaço necessário para representar um Bit fisicamente. Esta descoberta irá mais uma vez revolucionar o mundo das memórias e dos dispositivos de armazenamento de dados que terão um tamanho mais reduzido mas uma capacidade muito maior.

A mais recente descoberta da IBM irá revolucionar o mercado de armazenamento de dados dos próximos anos e poderá mesmo influenciar o mercado de processadores. Isto porque os investigadores da IBM conseguiram representar, de um modo muito fiável, um Bit com apenas 12 átomos. Digo “apenas 12 átomos” porque antes eram precisos cerca de 1 milhão!!
Gordon E. Moore (antigo presidente da Intel) afirmou que a cada 18 meses, com o mesmo custo de produção conseguem-se fabricar o dobro dos transístores. Assim como dezenas de outras leis, a Lei de Moore surgiu devido ao método da observação e depois a história encarregou-se de a demonstrar. Algumas das empresas levavam esta lei muito a sério e moviam mundos e fundos para a tentar cumprir. Mas agora a IBM rebentou com a escala.
A descoberta da IBM começou com uma coisas simples, o famoso ditado “Os opostos atraem-se” e o facto da maior parte dos dispositivos de armazenamento utilizarem materiais ferromagnéticos onde os átomos estão todos alinhados e orientados numa mesma direcção. A ideia foi então utilizar o antiferromagnetismo (os átomos giram numa direcção oposta e não têm de estar alinhados), nanotecnologia para manipulação e gestão desses mesmos átomos e depois matemática para poderem calcular com certeza qual o valor que os 12 átomos estão a representar, se 0 ou 1.

O exemplo mais prático que podemos arranjar para termos a verdadeira noção desta invenção é compararmos o que temos hoje com o que poderemos ter com esta tecnologia. Por exemplo, as memórias Flash actuais em vez de 1TB terão 100TB ou 150TB. Teremos finalmente discos SSD com muito mais capacidade (100 vezes mais). O consumo dos componentes cai drasticamente aumentando assim o tempo de vida útil da nossa bateria! Certos componentes, que já hoje nos surpreendem do quão pequenos são, poderão ser ainda mais pequenos!
A seguir podem ver a representação binária da palavra “Think” com bits de 12 átomos cada.

Mais uma vez, o futuro tecnológico parece muito promissor e afinal o professor Wayne Szalinski não era assim tão maluco. Era um visionário
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