Universidade do Porto: os alunos mais bem preparados vêm das escolas públicas:
Este estudo, baseado numa amostragem aparentemente significativa, é, em primeiro lugar, mais um elemento que deveria servir para chamar a atenção de todos aqueles que se limitam a uma análise simplista dos rankings: a qualidade de uma escola não se pode medir apenas com base nas notas dos exames.
Em segundo lugar, deve obrigar a reflectir sobre a real importância dos exames, nomeadamente no que respeita à possibilidade de que o peso excessivo dos mesmos exames acabe por perverter o processo de ensino, levando a que professores, pais e alunos se preocupem demasiado com um momento, desvalorizando o percurso. Se é certo que a esquerda tem demasiados tiques pavlovianos de rejeição dos exames, não é menos certo que os exames não são a receita milagrosa que Nuno Crato e os seus apaniguados defendem como a suprema panaceia de todos os males do ensino.
Finalmente, o pró-reitor volta a ter palavras judiciosamente críticas sobre um sistema de acesso à Universidade que se limita a premiar os alunos com capacidade para tirar boas notas, o que nem sempre é garantia de um bom desempenho no percurso académico.
Este estudo não tem de ser visto como uma vitória da escola pública sobre a privada e deve servir, sobretudo, para repensar muito do que deve ser melhorado na Educação. Apesar disso, não posso deixar de sorrir face ao silêncio de uma certa e determinada blogosfera sempre pronta a festejar os rankings e a apoucar as escolas estatais.
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