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domingo, 5 de maio de 2013

Dia Internacional do Enfermeiro 2013

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Dia Internacional do Enfermeiro 2013:
«Enfermagem: uma profissão que cuida de si!» é o tema central do spot que a Ordem dos Enfermeiros lançou  em suporte online e que terá uma versão curta a passar nos principais canais nacionais de televisão e duas rádios.

Entre os dias 5 e 12 de maio – data da efeméride – uma versão curta deste mesmo spot será emitida na RTP, SIC, SIC Notícias, TVI, TVI 24, Rádio Comercial e Rádio Renascença. No total esta campanha terá 128 inserções.
Nas televisões em canal aberto, o spot será transmitido sobretudo junto ao espaços noticiosos da hora do almoço e do jantar. Na SIC Notícias e TVI 24, as exibições ocorrerão um pouco ao longo do dia, sendo que é mais frequente à tarde e à noite.
Nas rádios, o anúncio poderá ser ouvido ao longo do dia, com especial destaque para o início da manhã e ao final da tarde.
Ao  spot no YouTube seguiu-se a  partilha nas redes sociais: Facebook eTwitter.

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Uma questão de higiene

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Enfermeiros saqueados... uma vez mais?!

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Enfermeiros saqueados... uma vez mais?!:
(Clicar para ampliar e ler)
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O Ministro Vítor Gaspar é, porventura, um notável académico na área financeira. A questão é que a realidade ignora esse facto, e, como tal, não lhe responde da forma que deseja e antecipa. Este efeito força a nova austeridade, encaixando a situação naquilo que se pode apelidar de ciclo vicioso.
Ontem foi anunciada mais austeridade. Entre as medidas está o alargamento do horário de trabalho dos "funcionários públicos" para as 40 horas semanais, justificado, entre outros, pela necessidade de nivelar o sector público com o privado. A questão das regalias público/privado não é linear.
O Estado pode ser encarado como um "patrão" que disponibiliza aos seus funcionários um conjunto de direitos laborais, tal como o "patrão privado" o faz. Há empresas que custeiam a escola/creche, ginásio, seguros, carro, gasóleo, telemóvel, etc, dos seus trabalhadores. 
O Estado, por seu lado, uma vez que não pode fazer o mesmo a todos, atribui outro tipo de benefícios. Cada patrão compensa e motiva como o seu entendimento estratégico mais aprouver. 
Estes argumentos da "nivelação pelo sector privado" são, por conseguinte, inválidos e muito tendenciosos!
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O alargamento do horário de trabalho é uma iniciativa nefasta (com um sustentáculo inacreditável!), tanto mais se nos referirmos à mesma sem a devida recompensação remuneratória. Uma vez mais a realidade não vai obedecer ao Ministro Gaspar!
No meio de tudo isto estão os Enfermeiros, severamente prejudicados. A carreira de Enfermagem é a piores da subsequência de 1974. Só antes dessa data é possível paralelizar. 
Os Enfermeiros já eram os licenciados da Administração Pública mais prejudicados e mal remunerados. Há pouco tempo foi imposta a redução (anunciada como "transitória") dos suplementos que retribuem as horas incómodas. Afectou dezenas de milhar de Enfermeiros. 
Agora vislumbra-se nova redução salarial, que decorre do referido alargamento de horário. Portanto, os Enfermeiros estão a ser triplamente lesados!
Com a existência de vários tipos de vínculos, o cenário que se coloca é caótico. O Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas (ex-funcionários públicos) e os Contratos Individuais de Trabalho (a 35h e 40h/semana) terão pagamentos diferentes para a mesma jornada de trabalho, numa verdadeira miscelânea entrópica e anti-constitucional!
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Como se pode constatar pela imagem que ilustra o post, ao nível remuneratório, pior que os Enfermeiros estão apenas os não-licenciados e indiferenciados. Deplorável!
Apesar desta medida ser tranversal a toda a Administração Pública, chegou a hora dos Sindicatos de Enfermeiros pugnarem com inteligência pela defesa da classe!
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Conspiração

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Conspiração:
ADSE garante um terço dos clientes dos hospitais privados
O Estado assegura quase um terço dos clientes dos hospitais privados, através da ADSE, a qual pagou 492 milhões de euros em 2011 pelos serviços prestados nestas unidades de saúde aos seus beneficiários.
Destes 492 milhões de euros, 172 milhões de euros são provenientes do Orçamento do Estado, 222 milhões de euros resultam dos descontos dos beneficiários e 98 milhões de euros dos co-pagamentos dos serviços feitos beneficiários.
Sol 26.04.13 link

"O Ministério das Finanças (gestor da ADSE) conspira desta forma ostensiva contra o SNS.
Financia e garante a sobrevivência dos privados quando, simultaneamente, fecha e raciona os serviços públicos.
António Rodrigues, facebook
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LARINGITE | Sintomas e tratamento

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LARINGITE | Sintomas e tratamento: Laringite é o nome que damos à inflamação da laringe, região das vias aéreas onde ficam localizam as cordas vocais. A laringite tem várias causas, sendo as principais a alergia, infecções, cigarro, refluxo gastroesofágico ou uso excessivo da voz. A inflamação da laringe e das cordas vocais pode ser manifestar sob a forma de laringite aguda ou laringite crônica.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a laringite:




  • O que é a laringe.
  • Causas da laringite.
  • Sintomas da laringite.
  • Crupe ou laringite estridulosa .
  • Tratamento da laringite.
Não deixe de ler também nossos outros artigos relacionas às infecções das vias aéreas:

- SINUSITE | Sintomas e tratamento.

- RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento.

- O QUE É A ADENOIDE?

- DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE

- OTITE MÉDIA | Dor de ouvido

O que é a laringe



A laringe é uma curta estrutura cilíndrica, localizada abaixo da faringe e logo acima da traqueia, responsável por abrigar as cordas vocais. A laringe fica atrás da saliência cartilaginosa do pescoço, conhecida como pomo-de-adão.



Laringe e cordas vocais
Anatomia das vias aéreas e laringe
Durante o ato de engolir, o acesso à laringe se fecha, impedindo que alimentos cheguem às cordas vocais e à traqueia. O fechamento da laringe garante que os alimentos sigam o caminho correto em direção ao esôfago. Pela laringe não passam alimentos, somente o ar inspirado e expirado.



As cordas vocais ficam na laringe e, além de permitirem a passagem de ar em direção à traqueia, podem vibrar com a passagem de ar vindo dos pulmões na direção contrária, permitindo-nos emitir sons e falar.



A laringe, portanto, tem três funções principais:



- Canalizar o ar respirado em direção às cordas vocais e à traqueia.

- Agir como válvula, fechando a traqueia quando você engole, impedindo que alimentos ou líquidos entrem nas suas vias respiratórias.

- Permitir a emissão de sons através da vibração das cordas vocais com a passagem de ar vindo dos pulmões.



Quando a laringe inflama, dizemos que o paciente tem laringite, um quadro caracterizado predominantemente pela inflamação das cordas vocais, que provoca uma redução na sua capacidade de vibrar, levando à rouquidão ou perda da voz.

Causas de laringite

A maioria das laringites é aguda e autolimitada, com duração menor que 3 semanas. As laringites agudas são habitualmente provocadas por infecções virais que acometem as vias áreas superiores. É muito comum um quadro de laringite vir acompanhado de outras infecções, como gripe, resfriado, faringite ou sinusite. Crises de alergia que acometem as vias áreas também podem provocar laringite aguda.



Outra causa comum para laringite aguda é o uso excessivo das cordas vocais, provocando irritação das mesmas. As cordas vocais podem sofrer lesões quando gritamos repetidamente, cantamos em voz alta por muito tempo ou quando usamos a voz prolongadamente sem descanso. Crises de tosse também podem causar lesão nas cordas vocais.



A laringite crônica é aquela que dura mais de 3 semanas. Cigarro (leia: DOENÇAS DO CIGARRO) e uso abusivo de bebidas alcoólicas são causas comuns de laringite persistente. A irritação crônica da laringe também pode ser causada por refluxo gastroesofágico (leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico), sinusite crônica, uso excessivo e constante da voz, como no caso de cantores ou locutores, ou por uso constante de bombas inalatórias para asma.



Rouquidão crônica também pode ser provocada pela presença de nódulos, pólipos ou tumores nas cordas vocais. Nestes casos não há exatamente uma laringite, já que os sintomas são provocados pela presença da massa nas cordas vocais e não por inflamação das mesmas.

Sintomas da laringite



Os sintomas mais típicos da laringite são a rouquidão e a perda da voz. Dor na garganta também é comum. O pigarro e a sensação de ter que limpar a garganta frequentemente também podem ser sinais de laringite. Quando causada por uma virose das vias aéreas, sintomas como coriza, espirros ou tosse costumam estar presentes.

Crupe ou laringite estridulosa



A laringite estridulosa, também chamada de crupe, é o termo usado para uma inflamação, habitualmente de origem viral, que acomete concomitantemente a laringe, a epiglote e a traqueia. O crupe afeta preferencialmente as crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. Seu principal sinal é uma tosse rouca, chamada popularmente como "tosse de cachorro".



A laringite estridulosa é, geralmente, autolimitada, mas em algumas crianças a inflamação das vias aéreas torna-se intensa, provocando dificuldade respiratória. Febre alta, sonolência, chiado ao respirar, dificuldade para mamar e incapacidade de chorar são sinais de gravidade que devem ser avaliados urgentemente por um médico.

Tratamento da laringite



A laringite aguda é um quadro que melhora espontaneamente, na maioria dos casos com menos de 1 semana. Para ajudar na cura das cordas vocais, é importante não fumar, não beber e evitar ambientes com fumaça ou poluentes. Manter uma boa hidratação garante que as cordas vocais não irão ressecar, o que poderia agravar o quadro. Inalação com soro pode ser usada, pois ajuda a manter as vias aéreas úmidas.



Gargarejos com água morna e pastilhas ajudam caso haja dor de garganta associada. Se for somente rouquidão, eles não tem efeito, pois nenhum líquido chega à laringe. Lembre-se, o que você deglute vai para o esôfago e não para as vias respiratórias, onde se encontram as cordas vocais.



Evite falar, se possível. Sussurrar não poupa as cordas vocais, muito pelo contrário. Se precisar falar, use um tom suave e baixo, que é mais benéfico para a laringe que o sussurro.



Na maioria dos casos não há indicação para o uso de antibióticos, uma vez que a maioria dos casos infecciosos são provocados por vírus.



As laringites crônicas precisam ser investigadas pelo otorrinolaringologista. O tratamento passa pela identificação da causa.
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Paradigma "com-papel" ou "sem-papel"!

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Paradigma "com-papel" ou "sem-papel"!:
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"Hospital patients are being denied vital care because overstretched nursing staff spend too much time filling in forms and doing unnecessary paperwork, it is claimed. Britain's nurses spend an estimated 2.5 million hours a week on "non-essential" paperwork(...).
The mountain of paperwork stopping nurses from doing the job they trained for has more than doubled in the past five years." link
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Médico acumula Direcção de sete especialidades no Hospital de Braga

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Médico acumula Direcção de sete especialidades no Hospital de Braga:
Já diz o ditado popular… ” Quem tudo quer tudo perde” . E Embora não conhecendo este caso, pelo que li, acho um escândalo e uma imoralidade. Mais uma vez quem paga este desgoverno ?
Medico



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Autonomia dos Hospitais EPE é só para grupos privados !

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Autonomia dos Hospitais EPE é só para grupos privados !:

“Alguns Hospitais EPE  ALEGAM  QUE NÃO tem a autonomia para reposicionar os enfermeiros com Contrato Individual de Trabalho no valor salarial de referência em vigor
No entanto já têm a dita AUTONOMIA  para fazerem ou manterem negócios com a Galilei Saúde, ex-SLN (BPN).
A revista Visão publicou um artigo sobre os negócios que o Governo/Ministério da Saúde mantém e faz com a Galilei Saúde, a empresa que sucedeu à SLN (BPN).
Segundo o artigo, alguns dos negócios/contratos que o SNS tem celebrado com a holding já renderam cerca de 51,5 milhões de euros:
  • Centro de medicina Física e Reabilitação do Algarve€43,6 milhões;
  • Cuidados de Saúde Primários – 5 milhões por exames complementares de diagnósticos realizadosem clinicas adquiridas pela Galilei em Lisboa e nas Caldas da Rainha;
  • Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano€900 mil resultantes da gestão do serviço de imagiologia;
  • Hospital de Leiria - €300 mil em exames complementares de diagnóstico;
  • Hospital do Barreiro€110 mil cobrados ao SNS por ressonâncias magnéticas efetuadas em 2012;
  • Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – €17 mil euros por 3 meses de exames complementares de diagnóstico;
Assim o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses considera inadmissível:
  1. Que muitos dos hospitais que têm alegado falta de autonomia para reposicionar os enfermeiros em contrato individual de trabalho, pondo fim à injusta discriminação, afinal, a utilizem com outros objetivos.
  2. Governo/Ministério da Saúde mantenha/permita a existência de contratos entre hospitais do SNS com uma empresa de idoneidade, no mínimo duvidosa face ao historial conhecido e que segundo as noticias tornadas públicas, deve €1,3 mil milhões ao SNS.
  3.  Governo continue a anunciar mais cortes no setor da saúde quando é credor do valor acima referido sem esquecer a divida do Grupo que passou a ser divida pública com a nacionalização do BPN;



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sexta-feira, 12 de abril de 2013

COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

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COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL: A pílula anticoncepcional, também chamada de contraceptivo oral ou anticoncepcional oral, é um método de controle de natalidade existente no mercado desde a década de 1960. Se tomada de forma correta, a pílula anticoncepcional tem uma taxa de falha de apenas 0,1%. Porém, na vida real, por erros na forma de tomar o medicamento, cerca de 9% das mulheres que usam pílula acabam engravidando, principalmente no primeiro ano de uso do anticoncepcional.



Portanto, para que a pílula anticoncepcional seja um método contraceptivo confiável é preciso que as mulheres saibam perfeitamente como usá-la e tenham disciplina para tomá-la corretamente, sem falhas.



Neste artigo vamos explicar a forma correta de tomar as principais pílulas anticoncepcionais do mercado, abordando os seguintes pontos:

  • O que é uma pílula anticoncepcional.
  • Como tomar a pílula anticoncepcional.
  • Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez.
  • O que fazer quando se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional.
  • Dúvidas comuns sobre a pílula anticoncepcional.

O que é a pílula anticoncepcional



Existem no mercado vários tipos de pílula anticoncepcional. As mais comuns são os chamados anticoncepcionais orais combinados, que são pílulas compostas por dois hormônios femininos:

  • Estrogênio: na imensa maioria dos casos o estrogênio sintético usado é o Etinil estradiol.
  • Progestina: nome que se dá à forma sintética da progesterona. Há vários tipos no mercado, como Levonorgestrel, Ciproterona, Noretisterona, Desogestrel, Drospirenona, Linestrenol, entre outros.
Os anticoncepcionais orais combinados são, em geral, uma combinação de Etinil estradiol com uma das progestinas citadas acima. Exemplos de marcas de anticoncepcionais orais combinados:



- Yaz®.

- Minesse®.

- Yasmin®.

- Diane®.

- Marvelon®.

- Mercilon®.

- Selene®.



Há também pilulas compostas apenas por progestina (sem estrogênio) conhecidas como minipílula. Exemplos de minipílula no mercado:



- Cerazette®.

- Micronor®.

- Minipil®.

- Nortrel®.



O efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional ocorre de várias formas. O principal se dá através da interferência no ciclo menstrual, impedindo que a mulher tenha as variações hormonais naturais que estimulam a ovulação. Mas os hormônios da pílula também provocam outros efeitos, como tornar o muco produzido pelo colo do útero mais espesso, tornando-o impermeável aos espermatozoides, diminuir a motilidade da trompas e tornar o útero um meio inóspito para a implantação de um óvulo fecundando.



Para que a pílula funcione sem risco de falhas, ela precisa ser tomada diariamente, pois mesmo uma breve alteração nos níveis de estrogênio e progesterona pode ser suficiente para que o ovário seja estimulado a ovular.



Se você quiser saber mais detalhes sobre o ciclo menstrual, leia:

CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL

PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR

Como tomar a pílula anticoncepcional



Existem algumas formas diferentes de tomar a pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. Vou tentar explicar as formas mais comuns de se tomar a pílula, mas é importante que a despeito das orientações fornecidas aqui, você siga as orientações do médico e da bula do medicamento.



Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



O ciclo menstrual de quem toma pílula é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias.



Pílula anticoncepcional
Anticoncepcional oral
A maioria das pílulas anticoncepcionais vem em caixas com 21 comprimidos, mas há marcas com 28 comprimidos, sendo os últimos 7 compostos apenas por açúcar ou qualquer outra substância inócua. As caixas com 28 comprimidos servem para que a mulher não tenha que todo mês ficar contanto 7 dias sem tomar a pílula. Deste modo, ela pode emendar uma caixa na outra sem maiores preocupações.



Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, como é o caso do Yaz®, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.



Existem também outra duas formas de tomar a pílula anticoncepcional: regime contínuo e regime estendido. No regime continuo, a mulher toma pílulas com hormônios de forma ininterrupta. Todas as pilulas da caixa têm hormônios e a mulher não menstrua nunca. No regime estendido, a mulher toma pílulas durante 84 dias seguidos e depois faz uma pausa de 7 dias. Deste modo, a menstruação só uma vez a cada 3 meses.



Pílulas de progestina - minipílula



A minipílula, uma forma de pílula anticoncepcional que contém apenas progestina, costuma vir em caixas com 35 comprimidos. Esta forma de pílula deve ser usada todos os dias, ininterruptamente. Não há pausas.



A minipílula tem doses muito mais baixas de hormônios, por isso deve ser tomada diariamente sempre na mesma hora. Basta um atraso de mais de 3 horas para que a eficácia contraceptiva fique prejudicada.



Como o uso da minipílula é contínuo, a mulher não costuma menstruar. Porém, dada a baixa dose de hormônios, alguns sangramentos de escape podem eventualmente ocorrer. Todavia, se os escapes de sangue forem muito frequentes, procure orientações do seu ginecologista, pois a pílula pode não estar funcionando adequadamente.

Como tomar a pílula anticoncepcional pela primeira vez



Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



Mulheres que vão iniciar a pílula pela primeira vez na vida, ou que vão reiniciar o uso a após alguns meses ou anos de pausa, costumam ser orientadas a começar a caixa no primeiro dia da menstruação. Esta forma de iniciar o anticoncepcional é a mais eficaz e garante segurança contraceptiva imediata, não havendo necessidade de usar camisinha durante os primeiros dias de uso, já que a proteção contra a gravidez ocorre desde o primeiro comprimido.



Na verdade, a pílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo. Porém, esta forma de iniciar apresenta a desvantagem de não conferir proteção imediatamente. A paciente só vai estar plenamente protegida contra a gravidez após 7 dias de uso da pílula. Se a paciente tem risco de estar grávida, este modo de início também não é o mais adequado. Se há esta suspeita, é melhor esperar pela menstruação antes de iniciar a pílula (os testes de gravidez só ficam positivos após pelo menos 1 ou 2 dias de atraso menstrual - leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).



Uma vez iniciada a pílula, a mulher deve tomá-la conforme foi-lhe prescrita, sejam 21 dias contínuos e pausa de 7 dias, 24 dias contínuos e pausa de 4 dias ou uso contínuo sem pausas.



Não se deve trocar de marcas de um ciclo para o outro. Por exemplo, não adianta comprar Diane® num mês e no seguinte trocar para Yasmin®. Não é a forma correta de tomar a pílula.



Pílulas de progestina - minipílula



A minipílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo, mas nos primeiros 7 dias não há garantias de que ela previna uma gravidez. Após 7 dias de uso correto, a mulher já pode ter relações sem preservativos sem haver risco de engravidar.



Assim como a pílula combinada, se a minipílula for iniciada no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia da menstruação, a sua ação contraceptiva é imediata, não havendo necessidade de uso de outro método anticoncepcional desde o primeiro comprimido.

O que fazer se esquecer a hora de tomar a pílula anticoncepcional



Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



No casos dos anticoncepcionais orais combinados, a pílula não precisa ser tomada exatamente na mesma hora todo dia. Porém, não é bom atrasar a toma por mais de 12 horas. Se você tomou uma pilula às 9h, o ideal é que no dia seguinte não a tome depois das 21h.



Se o atraso for maior que 12 horas, tome a pílula assim que se lembrar, mas mantenha o horário da próxima inalterado, mesmo que isso signifique tomar duas pílulas no mesmo dia. Por exemplo, você deveria ter tomado a pílula às 19h, mas sé se lembrou no dia seguinte de manhã, às 9h. Neste caso, tome uma pílula às 9h e outra normalmente às 19h. Atrasos de apenas 1 comprimido (1 dia) não costumam causar falhas no efeito da pílula, principalmente se a mulher já estiver fazendo uso do anticoncepcional há algum tempo.



O perigo de falha é alto se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais pílulas seguidas (mais de 48 horas de atraso), principalmente se for nos primeiros dias do ciclo. Neste caso, entre em contato com o seu ginecologista para receber orientações. Em geral, ele irá lhe sugerir a seguinte conduta:



1- Se ainda faltarem 7 ou mais comprimidos na cartela, interrompa o uso da pílula, faça uma pausa de 7 dias e então recomece com uma nova cartela.

2- Se faltarem menos de 7 comprimidos na cartela, despreze esta cartela e comece uma nova, sem fazer a pausa de 7 dias neste ciclo.



Se for ter relações sexuais, use camisinha até ter pelo menos 7 dias seguidos de uso da nova cartela.



Se você tiver tido relações sexuais durante este período de 2 ou mais dias de esquecimento, faça uso da contracepção de emergência, conhecida popularmente como pílula do dia seguinte (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).



Pílulas de progestina - minipílula



Como a minipílula possui quantidades muito menores de hormônios, o conceito de atraso é bem mais rigoroso. A minipílula deve ser tomada sempre na mesma hora do dia. Um simples atraso demais de 3 horas é suficiente para a pílula perder o efeito. Caso você perca a hora, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Nos próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, pois não há garantias de que o anticoncepcional esteja funcionando neste período.



Já há no mercado minipílulas, como o Cerazette®, cujo atraso nas tomadas pode ser de até 12 horas. Se houver atrasos maiores que 12 horas na ingestão do comprimido, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Da mesma forma, durante os próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, para evitar uma gravidez não desejada.

Dúvidas comuns sobre como tomar o anticoncepcional oral



No caso da pilula combinada de 21 ou 24 dias, se eu tiver relações desprotegidas durante a pausa posso engravidar?



Não, mesmo nos 7 ou 4 dias de pausa programada, o anticoncepcional continua agindo normalmente. Só há risco de falha se a pílula não estiver sendo tomada de forma correta.



Qual é a pílula mais eficaz, a minipílula ou a pílula combinada?




Se tomadas de forma correta, ambas têm eficácia acima de 99%. Porém, como o intervalo de tolerância da minipílula é bem mais curto, na prática, vemos as mulheres tomando a minipílula de forma errada com mais frequência e, consequentemente, tendo mais gravidezes indesejadas.



Posso tomar antibióticos durante o uso da pílula?



Sim, isto é um mito. Excetuando-se a rifampicina, que realmente corta o efeito do anticoncepcional, nenhum estudo conseguiu comprovar que outros antibiótico trazem riscos de falha da pílula. Para saber mais, leia: ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos.



Tomo a pílula combinada de 21 dias e por motivos pessoais quero neste mês atrasar minha menstruação por alguns dias. Posso continuar a tomar a pílula sem fazer o intervalo de 7 dias, de forma a não menstruar?



Não. Estas pílulas são feitas para serem usadas com pausas. Você estará tomando hormônios a mais e não há garantias de que a menstruação não venha de qualquer forma. Há pílulas no mercado que podem ser usadas continuamente, sem que haja pausa para menstruação. Converse com o seu ginecologista para encontrar um anticoncepcional oral que melhor se adapta ao seu estilo de vida.



Tomar a pílula durante muitos anos faz mal? É melhor suspender a pílula de tempos em tempos para descansar os ovários?



Não. Não há nenhuma vantagem em suspender a pílula temporariamente por alguns meses após anos de uso.



Tomei a pílula anticoncepcional e vomitei logo depois. Devo tomá-la novamente neste dia?



Se a pílula tiver sido tomada há menos de 2 horas, é possível que ela tenha saído no vômito. Neste caso, a mulher deve tomar um novo comprimido, sim. No dia seguinte, o próximo comprimido deve ser tomado na hora habitual. Se o episódio de vômito ocorreu mais de 2 ou 3 horas após a ingestão da pílula, não é preciso repetir a dose. obs: diarreias, a não ser em casos muito agressivos, não interferem na eficácia da pílula.



Por distração tomei a pílula duas vezes no mesmo dia. O que fazer?



Não faça nada. Continue a tomar a pílula da mesma forma no dia seguinte.  Não é preciso pular um dia para compensar.



Posso tomar anticoncepcionais orais durante a amamentação?



Em geral, a mulher não ovula durante o período de aleitamento. Se a mãe quiser ter uma maior segurança, e não está disposta a usar preservativos, o ideal é usar a minipílula, que não possui efeitos sobre a produção de leite.



Existe uma idade mínima para começar a tomar a pílula?



Não. A partir do momento que a adolescente tenha tido sua primeira menstruação, ela pode engravidar. Portanto, toda adolescente com vida sexual ativa pode usar anticoncepcionais, sem risco de atrapalhar o crescimento ou causar redução da fertilidade no futuro.
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ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos

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ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos: O anticoncepcional oral, popularmente conhecido como pílula anticoncepcional, é um método de controle de natalidade muito difundido, usado em larga escala pela população feminina há várias décadas. Se usado corretamente, sua taxa de sucesso chega aos 99,9%. Porém, infelizmente, na vida real quase 8% das mulheres que usam anticoncepcionais acabam engravidando, devido a erros no modo de tomar o medicamento.



Além da forma correta de tomar o anticoncepcional, é importante ter em mente que algumas drogas interagem com a pílula, modificando seus efeitos e sua eficácia.



Há muitos mitos e muita confusão em relação à interação dos anticoncepcionais com alimentos e medicamentos. Neste artigo vamos abordar os riscos do uso das seguintes combinações:

  • Anticoncepcionais e antibióticos.
  • Anticoncepcionais x álcool.
  • Anticoncepcionais x anticonvulsivantes.
  • Anticoncepcionais x anti-hipertensivos.
  • Anticoncepcionais e Erva de São João.
Não deixe de ler também informações sobre como usar corretamente a pílula anticoncepcional: COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

    Interação entre anticoncepcionais e antibióticos



    Há muitos mitos e pouca comprovação científica sobre a interação de antibióticos com a pílula anticoncepcional.



    Os únicos antibióticos que realmente cortam o efeito da pílula são a Rifampicina e o seu derivado rifabutina, drogas usadas habitualmente contra a tuberculose, hanseníase (lepra) e na profilaxia da meningite. A rifampicina reduz os níveis sanguíneos de Etinil estradiol e progestina, as formas sintéticas de estrogênio e progesterona presentes nos anticoncepcionais, fazendo com a eficácia da pílula fique reduzida. Mulheres que precisam usar esta droga devem escolher um método contraceptivo não hormonal, como preservativos.



    Interação com anticoncepcionais
     Anticoncepcionais
    Em relação às outras classes de antibióticos NÃO há comprovação científica de que qualquer um deles possa ter efeitos na eficácia da pílula.



    Até alguns anos atrás, recomendava-se cautela na associação de anticoncepcionais e antibióticos, como as tetraciclinas, metronidazol e os derivados da penicilina, como amoxicilina e cefalosporinas, pois havia relatos esporádicos de anulação do efeito da pílula por esses antibióticos. Todavia, estudos mais recentes não conseguiram comprovar esta relação. Por isso, atualmente, não se recomenda nenhum tipo de cuidado para as mulheres que usam antibióticos e anticoncepcionais (exceto, claro, no caso da rifampicina).



    Portanto, a difundida ideia de que antibióticos cortam o efeito dos anticoncepcionais é falsa na imensa maioria dos casos.



    Leia também: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações.

    Interação entre anticoncepcionais e álcool



    O consumo regular de álcool (etanol) causa aumento dos níveis de estradiol, podendo potencializar os efeitos colaterais a longo prazo dos anticoncepcionais, como tromboses e neoplasia de mama. A taxa de metabolização do álcool também fica reduzida em quem toma esses hormônios, fazendo com que o mesmo circule no sangue por mais tempo.

    Interação entre anticoncepcionais e anticonvulsivantes



    Drogas usadas no tratamento da epilepsia e da convulsão podem diminuir os efeitos dos anticoncepcionais. Entre eles, podemos citar:



    - Fenitoína.

    - Fenobarbital.

    - Carbamazepina.

    - Primidona.

    - Topiramato.

    - Oxcarbazepina.



    Felizmente, existem outras classes de anticonvulsivantes que podem ser usadas juntos com os anticoncepcionais orais sem risco de interação. São eles:



    - Gabapentina.

    - Lamotrigina.

    - Levetiracetam.

    - Tiagabina.



    Leia também: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas e tratamento.



    Interação entre anticoncepcionais e anti-hipertensivos



    Não existem problemas maiores nesta associação, pois os anti-hipertensivos não cortam os efeitos da pílula.



    Os pacientes que usam o diurético espironolactona ou os anti-hipertensivos da classe dos inibidores da ECA, como ramipril, enalapril e lisinopril, podem apresentar uma taxa um pouco maior de potássio no sangue. Em geral, uma correção da dose dos medicamentos é suficiente para controlar esta alteração.



    Leia também: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO | Captopril, Enalapril, Losartan...

    Interação entre anticoncepcionais e Erva de São João



    A Erva de São João é um medicamento natural usado para depressão (ainda sem eficácia clínica comprovada), que não deve ser usado junto com a pílula, pois reduz a eficácia dos anticoncepcionais.

    Outras interações dos anticoncepcionais



    Não há evidências de que o Orlistat (Xenical®) diminua o efeitos dos anticoncepcionais.



    O antifúngico Fluconazol não interfere na eficácia da pílula, mas ele aumenta os níveis sanguíneos de estrogênio quando usado junto com anticoncepcionais orais.



    A associação de anticoncepcionais com o anticoagulante Varfarina deve ser feita com cuidado, pois a pílula diminui o efeito desta droga (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR.



    Corticoides, como a prednisona e a prednisola, podem ter seus efeitos colaterais potencializados pela associação com a pílula anticoncepcional (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).



    Antirretrovirais usados no tratamento da aids, como Nelfinavir, Nevirapine, Ritonavir, podem cortar a eficácia dos anticoncepcionais. Em geral, porém, paciente portadores do HIV não devem ter relações sexuais sem o uso de preservativos, o que de certo modo atenua o risco de gravidez por falha da pílula.
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    quarta-feira, 10 de abril de 2013

    Quer uma vida folgada? Seja assessor dos vereadores de Loures

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    Quer uma vida folgada? Seja assessor dos vereadores de Loures:




    No dia 1 de Abril, a autarquia de Loures celebrou um contrato de ajuste directo para "prestação de Serviços de Assessoria Técnica aos Vereadores do partido Socialista da Câmara Municipal de Loures, no âmbito da atividade da Câmara Municipal, bem como do acompanhamento de assuntos a serem objeto de discussão em Assembleia Municipal". Estão em causa quase 55 mil euros (54.600,00 €) durante 10 meses, ou seja, 5.460,00 € mensais. Perante estes valores, o Má Despesa quis saber mais sobre a novata empresa e descobriu que é Tiago Filipe Vaz Batista quem vai auferir essa choruda quantia e que o objecto social da empresa contratada limita-se a consultadoria informática, como se pode  constatar nos dados recolhidos no Portal do Ministério da Justiça

    FIRMA: NÓMADAFORMA, UNIPESSOAL, LDA 
    NIPC: 510340938 
    NATUREZA JURÍDICA: SOCIEDADE POR QUOTAS 
    SEDE: Rua 25 de Abril nº 20, r/c 
    Distrito: Lisboa Concelho: Loures Freguesia: Moscavide 
    1885 - 086 Moscavide 
    OBJECTO: Consultadoria Informática 
    CAPITAL : 1.000,00 Euros 

    SÓCIOS E QUOTAS: 
    »QUOTA : 1.000,00 Euros 
    TITULAR: TIAGO FILIPE VAZ BATISTA 
    NIF/NIPC: 228859832 

    Forma de obrigar: Com a intervenção de 1 gerente 
    GERÊNCIA: 
    Nome/Firma: TIAGO FILIPE VAZ BATISTA 
    NIF/NIPC: 228859832 
    Cargo: Gerente 


    Data da deliberação: 2012/08/10 




    É óbvio que o nosso pobre Estado tem de despedir funcionários- o dinheiro não chega para todos. 
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    DIABETES GESTACIONAL

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    DIABETES GESTACIONAL: O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez. Assim como qualquer tipo de diabetes, o diabetes gestacional é uma doença que afeta a forma como as células utilizam a glicose (açúcar), provocando níveis elevados desta substância no sangue, situação que pode afetar o curso da gravidez e a saúde do bebê.



    Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre o diabetes gestacional:

    • O que é diabetes gestacional.
    • Fatores de risco para o diabetes gestacional.
    • Sintomas do diabetes gestacional. 
    • Diagnóstico do diabetes gestacional.
    • Consequências do diabetes gestacional.
    • Tratamento do diabetes gestacional.
    Se você procura informações sobre outros tipos de diabetes, não deixe de ler também:

    - O QUE É DIABETES?

    - DIAGNÓSTICO DO DIABETES

    - DIABETES TIPO 2 | Causas e fatores de risco

    - SINTOMAS DO DIABETES

    - CLORIDRATO DE METFORMINA | Indicações e efeitos colaterais

    - PÉ DIABÉTICO | Causas e sintomas

    O que é diabetes gestacional



    O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que apresenta uma particularidade, ele surge durante a gravidez e costuma desaparecer após o nascimento do bebê. Mulheres que são diabéticas e engravidam não são consideradas portadoras de diabetes gestacional. O diabetes gestacional é aquele que aparece somente após iniciada a gravidez.



    O diabetes gestacional é uma complicação comum da gravidez, acometendo, dependendo da região, entre 2% e 15% das gestantes.

    Diabetes gestacional


    Em comparação com mulheres não grávidas, as gestantes tendem a ter maior risco de hipoglicemia (glicose sanguínea baixa) durante os períodos fora das refeições e durante o sono. Isso ocorre porque o feto extrai continuamente glicose da mãe, mesmo quando a mesma encontra-se em jejum. Conforme o feto cresce, maior é a sua necessidade de glicose.



    A partir do segundo trimestre de gravidez, como o bebê começa a ficar grande, a mãe precisa de mecanismos protetores contra hipoglicemia, pois o consumo de glicose pelo feto torna-se intenso. Esta proteção surge através dos hormônios produzidos naturalmente pela placenta, como estrogênios, progesterona e somatomamotropina coriônica, que agem diminuindo o poder de ação da insulina, fazendo com que mais glicose fique disponível na corrente sanguínea.



    O efeito anti-insulínico destes hormônios é tão forte, que no final da gravidez, o pâncreas da mãe precisa produzir até 50% mais insulina para evitar que esta fique com hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue). O diabetes gestacional surge exatamente nas gestantes que não conseguem aumentar a ação da sua insulina para compensar os efeitos hiperglicemiantes dos hormônios da gravidez.



    Mães com diabetes gestacional apresentam níveis elevados de glicose no sangue, principalmente após as refeições, que é o momento em que o organismo recebe uma carga grande glicose vinda dos alimentos.



    O diabetes gestacional só costuma surgir a partir da metade do segundo trimestre, em geral, somente após a 20ª semana de gestação.

    Fatores de risco para o diabetes gestacional



    Não sabemos exatamente por que em algumas gestantes os mecanismos de controle da glicemia (glicose no sangue) se descontrolam, levando ao diabetes gestacional. Sabemos, porém, que algumas características pessoais aumentam o risco de uma grávida desenvolver diabetes gestacional. São eles:

    Sintomas do diabetes gestacional



    Ao contrário das outras formas de diabetes, que cursam com sintomas como perda de peso, sede excessiva, excesso de urina, visão turva e fome constante, o diabetes gestacional não costuma provocar sintomas. É sempre bom lembrar que sintomas como aumento da frequência urinária, cansaço e alterações no padrão da fome são habituais na gravidez, não servindo como parâmetro para identificação de um diabetes gestacional.



    Portanto, sem a realização de exames laboratoriais de rastreio, não é possível identificar grávidas com diabetes gestacional.

    Diagnóstico do diabetes gestacional



    O rastreio para o diabetes gestacional é habitualmente feito entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. Em gestantes com alto risco, a investigação pode ser feita mais precocemente.



    Atualmente há mais de uma forma de fazer o rastreio do diabetes gestacional. Não há amplo consenso sobre o melhor método. Vamos apresentar aqui algumas opções, mas elas não são as únicas.



    Sem precisar fazer jejum, a gestante bebe um xarope com 50 gramas de glicose e 1 hora depois colhe sangue para avaliação da glicose. Se o valor for menor que 130 mg/dl o diabetes está descartado. Se for maior que 130 mg/dl, um novo teste, chamado teste de tolerância oral à glicose (TTOG), é indicado.



    No teste de tolerância oral à glicose, a gestante colhe sangue em jejum e depois consome 75 gramas de glicose e colhe sangue novamente após 2 horas. São considerados positivos para diabetes gestacional valores de glicose em jejum acima de 126 mg/dl ou glicose sanguínea após 2 horas maior que 140 mg/dl.



    O TTOG também pode ser feito com doseamento da glicose em jejum e com 1,2 e 3 horas após consumo de 100 gramas de glicose. Neste caso, para o diagnóstico do diabetes gestacional, a paciente precisa ter pelo menos 2 dos 4 valores a seguir alterados:



    Jejum - normal até 95 mg/dl.

    1h - normal até 180 mg/dl.

    2h - normal até 155 mg/dl.

    3h - normal até 140 mg/dl.



    Em grávidas com elevado risco de diabetes gestacional, como nos casos de mulheres obesas ou com forte história familiar de diabetes, o rastreio pode ser feito precocemente.



    Como no início da gestação as grávidas costumam ter níveis baixos de glicose, alguns protocolos sugerem que uma glicose em jejum acima de 92mg/dl em grávidas antes da 20ª semana de gravidez são indicativos de diabetes gestacional.



    Mesmo que o resultado venha normal, abaixo de 92mg/dl, a paciente deve fazer um TTOG entre a 24ª e a 28ª semanas para se descartar de vez o diabetes gestacional.

    Consequências do diabetes gestacional



    O diabetes gestacional traz riscos à gestação e ao bebê. O excesso de glicose circulando no sangue da mãe atravessa a placenta e chega ao feto, enchendo-o de glicose. O pâncreas do feto, passa a produzir grandes quantidades de insulina, na tentativa de controlar a hiperglicemia fetal. A insulina é um hormônio que estimula o crescimento e o ganho de peso, fazendo com que o feto cresça excessivamente. Fetos de mães com diabetes gestacional habitualmente nascem com mais de 4kg e precisam ser submetidos a parto cesário.



    Bebês filhos de mães com diabetes gestacional não tratado têm maior risco de morte intrauterina, problemas cardíacos e respiratórios, icterícia (leia: ICTERÍCIA | Neonatal e adulto) e episódios de hipoglicemia após o parto. Quando adultos, o risco de obesidade e diabetes mellitus tipo 2 também é maior que na população em geral.



    Da parte da mãe, o diabetes gestacional aumenta o risco de abortamento, parto prematuro e pré-eclâmpsia.

    Tratamento do diabetes gestacional



    O controle dos níveis de glicose no sangue é essencial para a saúde materna e fetal. Para mulheres com sobrepeso ou obesidade é imperativo emagrecer. Uma dieta saudável, com controle de gordura, carboidratos e calorias é indicado para todas as gestantes. Exercícios físicos também são importantes, pois ajudam no funcionamento da insulina.



    Se a mudança de hábitos de vida não resultar no controle da glicose, a gestante pode precisar usar injeções de insulina.



    Nos casos mal controlados, se a paciente não entrar naturalmente me trabalho de parto, o parto é induzido na 39ª semana, para evitar que o feto cresça muito dentro útero.



    Na maioria dos casos, o diabetes desaparece após o nascimento do bebê, porém, essas mães apresentam elevado risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida.
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    COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

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    COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL: A pílula anticoncepcional, também chamada de contraceptivo oral ou anticoncepcional oral, é um método de controle de natalidade existente no mercado desde a década de 1960. Se tomada de forma correta, a pílula anticoncepcional tem uma taxa de falha de apenas 0,1%. Porém, na vida real, por erros na forma de tomar o medicamento, cerca de 9% das mulheres que usam pílula acabam engravidando, principalmente no primeiro ano de uso do anticoncepcional.



    Portanto, para que a pílula anticoncepcional seja um método contraceptivo confiável é preciso que as mulheres saibam perfeitamente como usá-la e tenham disciplina para tomá-la corretamente, sem falhas.



    Neste artigo vamos explicar a forma correta de tomar as principais pílulas anticoncepcionais do mercado, abordando os seguintes pontos:

    • O que é uma pílula anticoncepcional.
    • Como tomar a pílula anticoncepcional.
    • Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez.
    • O que fazer quando se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional.
    • Dúvidas comuns sobre a pílula anticoncepcional.

    O que é a pílula anticoncepcional



    Existem no mercado vários tipos de pílula anticoncepcional. As mais comuns são os chamados anticoncepcionais orais combinados, que são pílulas compostas por dois hormônios femininos:

    • Estrogênio: na imensa maioria dos casos o estrogênio sintético usado é o Etinil estradiol.
    • Progestina: nome que se dá à forma sintética da progesterona. Há vários tipos no mercado, como Levonorgestrel, Ciproterona, Noretisterona, Desogestrel, Drospirenona, Linestrenol, entre outros.
    Os anticoncepcionais orais combinados são, em geral, uma combinação de Etinil estradiol com uma das progestinas citadas acima. Exemplos de marcas de anticoncepcionais orais combinados:



    - Yaz®.

    - Minesse®.

    - Yasmin®.

    - Diane®.

    - Marvelon®.

    - Mercilon®.

    - Selene®.



    Há também pilulas compostas apenas por progestina (sem estrogênio) conhecidas como minipílula. Exemplos de minipílula no mercado:



    - Cerazette®.

    - Micronor®.

    - Minipil®.

    - Nortrel®.



    O efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional ocorre de várias formas. O principal se dá através da interferência no ciclo menstrual, impedindo que a mulher tenha as variações hormonais naturais que estimulam a ovulação. Mas os hormônios da pílula também provocam outros efeitos, como tornar o muco produzido pelo colo do útero mais espesso, tornando-o impermeável aos espermatozoides, diminuir a motilidade da trompas e tornar o útero um meio inóspito para a implantação de um óvulo fecundando.



    Para que a pílula funcione sem risco de falhas, ela precisa ser tomada diariamente, pois mesmo uma breve alteração nos níveis de estrogênio e progesterona pode ser suficiente para que o ovário seja estimulado a ovular.



    Se você quiser saber mais detalhes sobre o ciclo menstrual, leia:

    CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL

    PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR

    Como tomar a pílula anticoncepcional



    Existem algumas formas diferentes de tomar a pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. Vou tentar explicar as formas mais comuns de se tomar a pílula, mas é importante que a despeito das orientações fornecidas aqui, você siga as orientações do médico e da bula do medicamento.



    Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



    O ciclo menstrual de quem toma pílula é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias.



    Pílula anticoncepcional
    Anticoncepcional oral
    A maioria das pílulas anticoncepcionais vem em caixas com 21 comprimidos, mas há marcas com 28 comprimidos, sendo os últimos 7 compostos apenas por açúcar ou qualquer outra substância inócua. As caixas com 28 comprimidos servem para que a mulher não tenha que todo mês ficar contanto 7 dias sem tomar a pílula. Deste modo, ela pode emendar uma caixa na outra sem maiores preocupações.



    Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, como é o caso do Yaz®, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.



    Existem também outra duas formas de tomar a pílula anticoncepcional: regime contínuo e regime estendido. No regime continuo, a mulher toma pílulas com hormônios de forma ininterrupta. Todas as pilulas da caixa têm hormônios e a mulher não menstrua nunca. No regime estendido, a mulher toma pílulas durante 84 dias seguidos e depois faz uma pausa de 7 dias. Deste modo, a menstruação só uma vez a cada 3 meses.



    Pílulas de progestina - minipílula



    A minipílula, uma forma de pílula anticoncepcional que contém apenas progestina, costuma vir em caixas com 35 comprimidos. Esta forma de pílula deve ser usada todos os dias, ininterruptamente. Não há pausas.



    A minipílula tem doses muito mais baixas de hormônios, por isso deve ser tomada diariamente sempre na mesma hora. Basta um atraso de mais de 3 horas para que a eficácia contraceptiva fique prejudicada.



    Como o uso da minipílula é contínuo, a mulher não costuma menstruar. Porém, dada a baixa dose de hormônios, alguns sangramentos de escape podem eventualmente ocorrer. Todavia, se os escapes de sangue forem muito frequentes, procure orientações do seu ginecologista, pois a pílula pode não estar funcionando adequadamente.

    Como tomar a pílula anticoncepcional pela primeira vez



    Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



    Mulheres que vão iniciar a pílula pela primeira vez na vida, ou que vão reiniciar o uso a após alguns meses ou anos de pausa, costumam ser orientadas a começar a caixa no primeiro dia da menstruação. Esta forma de iniciar o anticoncepcional é a mais eficaz e garante segurança contraceptiva imediata, não havendo necessidade de usar camisinha durante os primeiros dias de uso, já que a proteção contra a gravidez ocorre desde o primeiro comprimido.



    Na verdade, a pílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo. Porém, esta forma de iniciar apresenta a desvantagem de não conferir proteção imediatamente. A paciente só vai estar plenamente protegida contra a gravidez após 7 dias de uso da pílula. Se a paciente tem risco de estar grávida, este modo de início também não é o mais adequado. Se há esta suspeita, é melhor esperar pela menstruação antes de iniciar a pílula (os testes de gravidez só ficam positivos após pelo menos 1 ou 2 dias de atraso menstrual - leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).



    Uma vez iniciada a pílula, a mulher deve tomá-la conforme foi-lhe prescrita, sejam 21 dias contínuos e pausa de 7 dias, 24 dias contínuos e pausa de 4 dias ou uso contínuo sem pausas.



    Não se deve trocar de marcas de um ciclo para o outro. Por exemplo, não adianta comprar Diane® num mês e no seguinte trocar para Yasmin®. Não é a forma correta de tomar a pílula.



    Pílulas de progestina - minipílula



    A minipílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo, mas nos primeiros 7 dias não há garantias de que ela previna uma gravidez. Após 7 dias de uso correto, a mulher já pode ter relações sem preservativos sem haver risco de engravidar.



    Assim como a pílula combinada, se a minipílula for iniciada no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia da menstruação, a sua ação contraceptiva é imediata, não havendo necessidade de uso de outro método anticoncepcional desde o primeiro comprimido.

    O que fazer se esquecer a hora de tomar a pílula anticoncepcional



    Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



    No casos dos anticoncepcionais orais combinados, a pílula não precisa ser tomada exatamente na mesma hora todo dia. Porém, não é bom atrasar a toma por mais de 12 horas. Se você tomou uma pilula às 9h, o ideal é que no dia seguinte não a tome depois das 21h.



    Se o atraso for maior que 12 horas, tome a pílula assim que se lembrar, mas mantenha o horário da próxima inalterado, mesmo que isso signifique tomar duas pílulas no mesmo dia. Por exemplo, você deveria ter tomado a pílula às 19h, mas sé se lembrou no dia seguinte de manhã, às 9h. Neste caso, tome uma pílula às 9h e outra normalmente às 19h. Atrasos de apenas 1 comprimido (1 dia) não costumam causar falhas no efeito da pílula, principalmente se a mulher já estiver fazendo uso do anticoncepcional há algum tempo.



    O perigo de falha é alto se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais pílulas seguidas (mais de 48 horas de atraso), principalmente se for nos primeiros dias do ciclo. Neste caso, entre em contato com o seu ginecologista para receber orientações. Em geral, ele irá lhe sugerir a seguinte conduta:



    1- Se ainda faltarem 7 ou mais comprimidos na cartela, interrompa o uso da pílula, faça uma pausa de 7 dias e então recomece com uma nova cartela.

    2- Se faltarem menos de 7 comprimidos na cartela, despreze esta cartela e comece uma nova, sem fazer a pausa de 7 dias neste ciclo.



    Se for ter relações sexuais, use camisinha até ter pelo menos 7 dias seguidos de uso da nova cartela.



    Se você tiver tido relações sexuais durante este período de 2 ou mais dias de esquecimento, faça uso da contracepção de emergência, conhecida popularmente como pílula do dia seguinte (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).



    Pílulas de progestina - minipílula



    Como a minipílula possui quantidades muito menores de hormônios, o conceito de atraso é bem mais rigoroso. A minipílula deve ser tomada sempre na mesma hora do dia. Um simples atraso demais de 3 horas é suficiente para a pílula perder o efeito. Caso você perca a hora, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Nos próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, pois não há garantias de que o anticoncepcional esteja funcionando neste período.



    Já há no mercado minipílulas, como o Cerazette®, cujo atraso nas tomadas pode ser de até 12 horas. Se houver atrasos maiores que 12 horas na ingestão do comprimido, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Da mesma forma, durante os próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, para evitar uma gravidez não desejada.

    Dúvidas comuns sobre como tomar o anticoncepcional oral



    No caso da pilula combinada de 21 ou 24 dias, se eu tiver relações desprotegidas durante a pausa posso engravidar?



    Não, mesmo nos 7 ou 4 dias de pausa programada, o anticoncepcional continua agindo normalmente. Só há risco de falha se a pílula não estiver sendo tomada de forma correta.



    Qual é a pílula mais eficaz, a minipílula ou a pílula combinada?




    Se tomadas de forma correta, ambas têm eficácia acima de 99%. Porém, como o intervalo de tolerância da minipílula é bem mais curto, na prática, vemos as mulheres tomando a minipílula de forma errada com mais frequência e, consequentemente, tendo mais gravidezes indesejadas.



    Posso tomar antibióticos durante o uso da pílula?



    Sim, isto é um mito. Excetuando-se a rifampicina, que realmente corta o efeito do anticoncepcional, nenhum estudo conseguiu comprovar que outros antibiótico trazem riscos de falha da pílula. Para saber mais, leia: ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos.



    Tomo a pílula combinada de 21 dias e por motivos pessoais quero neste mês atrasar minha menstruação por alguns dias. Posso continuar a tomar a pílula sem fazer o intervalo de 7 dias, de forma a não menstruar?



    Não. Estas pílulas são feitas para serem usadas com pausas. Você estará tomando hormônios a mais e não há garantias de que a menstruação não venha de qualquer forma. Há pílulas no mercado que podem ser usadas continuamente, sem que haja pausa para menstruação. Converse com o seu ginecologista para encontrar um anticoncepcional oral que melhor se adapta ao seu estilo de vida.



    Tomar a pílula durante muitos anos faz mal? É melhor suspender a pílula de tempos em tempos para descansar os ovários?



    Não. Não há nenhuma vantagem em suspender a pílula temporariamente por alguns meses após anos de uso.



    Tomei a pílula anticoncepcional e vomitei logo depois. Devo tomá-la novamente neste dia?



    Se a pílula tiver sido tomada há menos de 2 horas, é possível que ela tenha saído no vômito. Neste caso, a mulher deve tomar um novo comprimido, sim. No dia seguinte, o próximo comprimido deve ser tomado na hora habitual. Se o episódio de vômito ocorreu mais de 2 ou 3 horas após a ingestão da pílula, não é preciso repetir a dose. obs: diarreias, a não ser em casos muito agressivos, não interferem na eficácia da pílula.



    Por distração tomei a pílula duas vezes no mesmo dia. O que fazer?



    Não faça nada. Continue a tomar a pílula da mesma forma no dia seguinte.  Não é preciso pular um dia para compensar.



    Posso tomar anticoncepcionais orais durante a amamentação?



    Em geral, a mulher não ovula durante o período de aleitamento. Se a mãe quiser ter uma maior segurança, e não está disposta a usar preservativos, o ideal é usar a minipílula, que não possui efeitos sobre a produção de leite.



    Existe uma idade mínima para começar a tomar a pílula?



    Não. A partir do momento que a adolescente tenha tido sua primeira menstruação, ela pode engravidar. Portanto, toda adolescente com vida sexual ativa pode usar anticoncepcionais, sem risco de atrapalhar o crescimento ou causar redução da fertilidade no futuro.
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    ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos

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    ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos: O anticoncepcional oral, popularmente conhecido como pílula anticoncepcional, é um método de controle de natalidade muito difundido, usado em larga escala pela população feminina há várias décadas. Se usado corretamente, sua taxa de sucesso chega aos 99,9%. Porém, infelizmente, na vida real quase 8% das mulheres que usam anticoncepcionais acabam engravidando, devido a erros no modo de tomar o medicamento.



    Além da forma correta de tomar o anticoncepcional, é importante ter em mente que algumas drogas interagem com a pílula, modificando seus efeitos e sua eficácia.



    Há muitos mitos e muita confusão em relação à interação dos anticoncepcionais com alimentos e medicamentos. Neste artigo vamos abordar os riscos do uso das seguintes combinações:

    • Anticoncepcionais e antibióticos.
    • Anticoncepcionais x álcool.
    • Anticoncepcionais x anticonvulsivantes.
    • Anticoncepcionais x anti-hipertensivos.
    • Anticoncepcionais e Erva de São João.
    Não deixe de ler também informações sobre como usar corretamente a pílula anticoncepcional: COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

      Interação entre anticoncepcionais e antibióticos



      Há muitos mitos e pouca comprovação científica sobre a interação de antibióticos com a pílula anticoncepcional.



      Os únicos antibióticos que realmente cortam o efeito da pílula são a Rifampicina e o seu derivado rifabutina, drogas usadas habitualmente contra a tuberculose, hanseníase (lepra) e na profilaxia da meningite. A rifampicina reduz os níveis sanguíneos de Etinil estradiol e progestina, as formas sintéticas de estrogênio e progesterona presentes nos anticoncepcionais, fazendo com a eficácia da pílula fique reduzida. Mulheres que precisam usar esta droga devem escolher um método contraceptivo não hormonal, como preservativos.



      Interação com anticoncepcionais
       Anticoncepcionais
      Em relação às outras classes de antibióticos NÃO há comprovação científica de que qualquer um deles possa ter efeitos na eficácia da pílula.



      Até alguns anos atrás, recomendava-se cautela na associação de anticoncepcionais e antibióticos, como as tetraciclinas, metronidazol e os derivados da penicilina, como amoxicilina e cefalosporinas, pois havia relatos esporádicos de anulação do efeito da pílula por esses antibióticos. Todavia, estudos mais recentes não conseguiram comprovar esta relação. Por isso, atualmente, não se recomenda nenhum tipo de cuidado para as mulheres que usam antibióticos e anticoncepcionais (exceto, claro, no caso da rifampicina).



      Portanto, a difundida ideia de que antibióticos cortam o efeito dos anticoncepcionais é falsa na imensa maioria dos casos.



      Leia também: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações.

      Interação entre anticoncepcionais e álcool



      O consumo regular de álcool (etanol) causa aumento dos níveis de estradiol, podendo potencializar os efeitos colaterais a longo prazo dos anticoncepcionais, como tromboses e neoplasia de mama. A taxa de metabolização do álcool também fica reduzida em quem toma esses hormônios, fazendo com que o mesmo circule no sangue por mais tempo.

      Interação entre anticoncepcionais e anticonvulsivantes



      Drogas usadas no tratamento da epilepsia e da convulsão podem diminuir os efeitos dos anticoncepcionais. Entre eles, podemos citar:



      - Fenitoína.

      - Fenobarbital.

      - Carbamazepina.

      - Primidona.

      - Topiramato.

      - Oxcarbazepina.



      Felizmente, existem outras classes de anticonvulsivantes que podem ser usadas juntos com os anticoncepcionais orais sem risco de interação. São eles:



      - Gabapentina.

      - Lamotrigina.

      - Levetiracetam.

      - Tiagabina.



      Leia também: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas e tratamento.



      Interação entre anticoncepcionais e anti-hipertensivos



      Não existem problemas maiores nesta associação, pois os anti-hipertensivos não cortam os efeitos da pílula.



      Os pacientes que usam o diurético espironolactona ou os anti-hipertensivos da classe dos inibidores da ECA, como ramipril, enalapril e lisinopril, podem apresentar uma taxa um pouco maior de potássio no sangue. Em geral, uma correção da dose dos medicamentos é suficiente para controlar esta alteração.



      Leia também: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO | Captopril, Enalapril, Losartan...

      Interação entre anticoncepcionais e Erva de São João



      A Erva de São João é um medicamento natural usado para depressão (ainda sem eficácia clínica comprovada), que não deve ser usado junto com a pílula, pois reduz a eficácia dos anticoncepcionais.

      Outras interações dos anticoncepcionais



      Não há evidências de que o Orlistat (Xenical®) diminua o efeitos dos anticoncepcionais.



      O antifúngico Fluconazol não interfere na eficácia da pílula, mas ele aumenta os níveis sanguíneos de estrogênio quando usado junto com anticoncepcionais orais.



      A associação de anticoncepcionais com o anticoagulante Varfarina deve ser feita com cuidado, pois a pílula diminui o efeito desta droga (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR.



      Corticoides, como a prednisona e a prednisola, podem ter seus efeitos colaterais potencializados pela associação com a pílula anticoncepcional (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).



      Antirretrovirais usados no tratamento da aids, como Nelfinavir, Nevirapine, Ritonavir, podem cortar a eficácia dos anticoncepcionais. Em geral, porém, paciente portadores do HIV não devem ter relações sexuais sem o uso de preservativos, o que de certo modo atenua o risco de gravidez por falha da pílula.
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      terça-feira, 9 de abril de 2013

      Preços da electricidade 2001-2013

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      Preços da electricidade 2001-2013:
      Nos últimos dias, tem sido um Mundo Novo o que tenho descoberto sobre os temas da electricidade em Portugal. A coisa começou quando soube que a electricidade ia baixar baixou em Espanha cerca de 6.5%. No mesmo dia em que saiu esse artigo, o Jornal de Negócios anunciava que o preço da electricidade havia baixado 16% desde 2005! Depois de reunir alguns dados, fiz o artigo em que se evidencia claramente, com base nos dados da ERSE, que a subida é ininterrupta desde o mesmo ano de 2005
      Acontece que, depois de ler esse artigo várias vezes, e de olhar também várias vezes para o gráfico da ERSE, reparei que alguma coisa não batia certo! Em particular, não se notava a tremenda subida do IVA na electricidade, que ocorreu ainda em 2011. Ainda pensei que pudesse tratar-se de valores sem IVA, mas rapidamente também concluí que também isso não podia ser!
      O passo seguinte foi olhar para as facturas e confirmar que os dados não batiam efectivamente certos. E daí a fazer o gráfico abaixo, foi muito tempo perdido:
      Evolução Preços electricidade 2001-2013
      Evolução Preços electricidade 2001-2013
      O gráfico reflecte a evolução do preço da electricidade (em €/kWh) entre 2001 e 2013, para consumidores com uma potência de 3.45 kW (a maioria dos clientes domésticos), com IVA incluído. Estão disponíveis os valores para a tarifa simples e bi-horária. Os valores em si, estão disponíveis na tabela no final deste artigo.
      Conseguir estes dados, sem ser por facturas, foi uma autêntica aventura! Na Internet, a história dos preços da electricidade praticamente desapareceu. Os dados mais recentes são retirados do site da ERSE. Todavia, esta não disponibiliza no seu site os valores anteriores a 2008. Foi preciso recorrer ao “Museu da Internet“, com dados do site da EDP no ano 2007. Mas antes desse ano, as tarifas estavam aí bem escondidas, e o archive.org não deu com elas. O Diário da República Electrónico foi uma opção, enquanto o site da EDA aloja um documento da ERSE que esta não disponibiliza. Pelo meio, no site da ERSE ainda se encontra mais um, mas para os mais antigos é mesmo necessário aceder novamente ao archive.org, neste caso no arquivo da ERSE.
      Assim, foi-nos possível reconstruir verdeiramente a série que evoca a evolução dos preços da electricidade desde 2001. Quem o quiser fazer para outras tarifas, pode igualmente fazê-lo consultando os links que disponibilizamos. Pelo menos assim, não será tão fácil enganar-nos com percentagens de subidas e descidas irrealistas:
      Data IVA Tarifa Simples Fora de Vazio Vazio
      01-01-2001 5% 0.0893 0.0893 0.0498
      01-01-2002 5% 0.0920 0.0920 0.0503
      01-01-2003 5% 0.0945 0.0945 0.0517
      01-01-2004 5% 0.0965 0.0965 0.0528
      01-01-2005 5% 0.0988 0.0988 0.0540
      01-01-2006 5% 0.1011 0.1011 0.0552
      01-01-2007 5% 0.1077 0.1077 0.0584
      01-09-2007 5% 0.1071 0.1071 0.0582
      01-01-2008 5% 0.1143 0.1132 0.0614
      01-01-2009 5% 0.1211 0.1233 0.0663
      01-01-2010 5% 0.1285 0.1382 0.0742
      01-07-2010 6% 0.1285 0.1382 0.0742
      01-01-2011 6% 0.1326 0.1448 0.0778
      01-10-2011 23% 0.1326 0.1448 0.0778
      01-01-2012 23% 0.1393 0.1551 0.0833
      01-01-2013 23% 0.1405 0.1641 0.0870
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