Torna-te leitor do blog

Coloca aqui o teu e-mail para te inscreveres:

ATENÇÃO: clicar no link da mensagem que recebe na caixa de e-mail para validar (ver também no spam)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

DIABETES GESTACIONAL

0 comentários

DIABETES GESTACIONAL: O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez. Assim como qualquer tipo de diabetes, o diabetes gestacional é uma doença que afeta a forma como as células utilizam a glicose (açúcar), provocando níveis elevados desta substância no sangue, situação que pode afetar o curso da gravidez e a saúde do bebê.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre o diabetes gestacional:

  • O que é diabetes gestacional.
  • Fatores de risco para o diabetes gestacional.
  • Sintomas do diabetes gestacional. 
  • Diagnóstico do diabetes gestacional.
  • Consequências do diabetes gestacional.
  • Tratamento do diabetes gestacional.
Se você procura informações sobre outros tipos de diabetes, não deixe de ler também:

- O QUE É DIABETES?

- DIAGNÓSTICO DO DIABETES

- DIABETES TIPO 2 | Causas e fatores de risco

- SINTOMAS DO DIABETES

- CLORIDRATO DE METFORMINA | Indicações e efeitos colaterais

- PÉ DIABÉTICO | Causas e sintomas

O que é diabetes gestacional



O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que apresenta uma particularidade, ele surge durante a gravidez e costuma desaparecer após o nascimento do bebê. Mulheres que são diabéticas e engravidam não são consideradas portadoras de diabetes gestacional. O diabetes gestacional é aquele que aparece somente após iniciada a gravidez.



O diabetes gestacional é uma complicação comum da gravidez, acometendo, dependendo da região, entre 2% e 15% das gestantes.

Diabetes gestacional


Em comparação com mulheres não grávidas, as gestantes tendem a ter maior risco de hipoglicemia (glicose sanguínea baixa) durante os períodos fora das refeições e durante o sono. Isso ocorre porque o feto extrai continuamente glicose da mãe, mesmo quando a mesma encontra-se em jejum. Conforme o feto cresce, maior é a sua necessidade de glicose.



A partir do segundo trimestre de gravidez, como o bebê começa a ficar grande, a mãe precisa de mecanismos protetores contra hipoglicemia, pois o consumo de glicose pelo feto torna-se intenso. Esta proteção surge através dos hormônios produzidos naturalmente pela placenta, como estrogênios, progesterona e somatomamotropina coriônica, que agem diminuindo o poder de ação da insulina, fazendo com que mais glicose fique disponível na corrente sanguínea.



O efeito anti-insulínico destes hormônios é tão forte, que no final da gravidez, o pâncreas da mãe precisa produzir até 50% mais insulina para evitar que esta fique com hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue). O diabetes gestacional surge exatamente nas gestantes que não conseguem aumentar a ação da sua insulina para compensar os efeitos hiperglicemiantes dos hormônios da gravidez.



Mães com diabetes gestacional apresentam níveis elevados de glicose no sangue, principalmente após as refeições, que é o momento em que o organismo recebe uma carga grande glicose vinda dos alimentos.



O diabetes gestacional só costuma surgir a partir da metade do segundo trimestre, em geral, somente após a 20ª semana de gestação.

Fatores de risco para o diabetes gestacional



Não sabemos exatamente por que em algumas gestantes os mecanismos de controle da glicemia (glicose no sangue) se descontrolam, levando ao diabetes gestacional. Sabemos, porém, que algumas características pessoais aumentam o risco de uma grávida desenvolver diabetes gestacional. São eles:

Sintomas do diabetes gestacional



Ao contrário das outras formas de diabetes, que cursam com sintomas como perda de peso, sede excessiva, excesso de urina, visão turva e fome constante, o diabetes gestacional não costuma provocar sintomas. É sempre bom lembrar que sintomas como aumento da frequência urinária, cansaço e alterações no padrão da fome são habituais na gravidez, não servindo como parâmetro para identificação de um diabetes gestacional.



Portanto, sem a realização de exames laboratoriais de rastreio, não é possível identificar grávidas com diabetes gestacional.

Diagnóstico do diabetes gestacional



O rastreio para o diabetes gestacional é habitualmente feito entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. Em gestantes com alto risco, a investigação pode ser feita mais precocemente.



Atualmente há mais de uma forma de fazer o rastreio do diabetes gestacional. Não há amplo consenso sobre o melhor método. Vamos apresentar aqui algumas opções, mas elas não são as únicas.



Sem precisar fazer jejum, a gestante bebe um xarope com 50 gramas de glicose e 1 hora depois colhe sangue para avaliação da glicose. Se o valor for menor que 130 mg/dl o diabetes está descartado. Se for maior que 130 mg/dl, um novo teste, chamado teste de tolerância oral à glicose (TTOG), é indicado.



No teste de tolerância oral à glicose, a gestante colhe sangue em jejum e depois consome 75 gramas de glicose e colhe sangue novamente após 2 horas. São considerados positivos para diabetes gestacional valores de glicose em jejum acima de 126 mg/dl ou glicose sanguínea após 2 horas maior que 140 mg/dl.



O TTOG também pode ser feito com doseamento da glicose em jejum e com 1,2 e 3 horas após consumo de 100 gramas de glicose. Neste caso, para o diagnóstico do diabetes gestacional, a paciente precisa ter pelo menos 2 dos 4 valores a seguir alterados:



Jejum - normal até 95 mg/dl.

1h - normal até 180 mg/dl.

2h - normal até 155 mg/dl.

3h - normal até 140 mg/dl.



Em grávidas com elevado risco de diabetes gestacional, como nos casos de mulheres obesas ou com forte história familiar de diabetes, o rastreio pode ser feito precocemente.



Como no início da gestação as grávidas costumam ter níveis baixos de glicose, alguns protocolos sugerem que uma glicose em jejum acima de 92mg/dl em grávidas antes da 20ª semana de gravidez são indicativos de diabetes gestacional.



Mesmo que o resultado venha normal, abaixo de 92mg/dl, a paciente deve fazer um TTOG entre a 24ª e a 28ª semanas para se descartar de vez o diabetes gestacional.

Consequências do diabetes gestacional



O diabetes gestacional traz riscos à gestação e ao bebê. O excesso de glicose circulando no sangue da mãe atravessa a placenta e chega ao feto, enchendo-o de glicose. O pâncreas do feto, passa a produzir grandes quantidades de insulina, na tentativa de controlar a hiperglicemia fetal. A insulina é um hormônio que estimula o crescimento e o ganho de peso, fazendo com que o feto cresça excessivamente. Fetos de mães com diabetes gestacional habitualmente nascem com mais de 4kg e precisam ser submetidos a parto cesário.



Bebês filhos de mães com diabetes gestacional não tratado têm maior risco de morte intrauterina, problemas cardíacos e respiratórios, icterícia (leia: ICTERÍCIA | Neonatal e adulto) e episódios de hipoglicemia após o parto. Quando adultos, o risco de obesidade e diabetes mellitus tipo 2 também é maior que na população em geral.



Da parte da mãe, o diabetes gestacional aumenta o risco de abortamento, parto prematuro e pré-eclâmpsia.

Tratamento do diabetes gestacional



O controle dos níveis de glicose no sangue é essencial para a saúde materna e fetal. Para mulheres com sobrepeso ou obesidade é imperativo emagrecer. Uma dieta saudável, com controle de gordura, carboidratos e calorias é indicado para todas as gestantes. Exercícios físicos também são importantes, pois ajudam no funcionamento da insulina.



Se a mudança de hábitos de vida não resultar no controle da glicose, a gestante pode precisar usar injeções de insulina.



Nos casos mal controlados, se a paciente não entrar naturalmente me trabalho de parto, o parto é induzido na 39ª semana, para evitar que o feto cresça muito dentro útero.



Na maioria dos casos, o diabetes desaparece após o nascimento do bebê, porém, essas mães apresentam elevado risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida.
Leia mais clicando aqui...

COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

0 comentários

COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL: A pílula anticoncepcional, também chamada de contraceptivo oral ou anticoncepcional oral, é um método de controle de natalidade existente no mercado desde a década de 1960. Se tomada de forma correta, a pílula anticoncepcional tem uma taxa de falha de apenas 0,1%. Porém, na vida real, por erros na forma de tomar o medicamento, cerca de 9% das mulheres que usam pílula acabam engravidando, principalmente no primeiro ano de uso do anticoncepcional.



Portanto, para que a pílula anticoncepcional seja um método contraceptivo confiável é preciso que as mulheres saibam perfeitamente como usá-la e tenham disciplina para tomá-la corretamente, sem falhas.



Neste artigo vamos explicar a forma correta de tomar as principais pílulas anticoncepcionais do mercado, abordando os seguintes pontos:

  • O que é uma pílula anticoncepcional.
  • Como tomar a pílula anticoncepcional.
  • Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez.
  • O que fazer quando se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional.
  • Dúvidas comuns sobre a pílula anticoncepcional.

O que é a pílula anticoncepcional



Existem no mercado vários tipos de pílula anticoncepcional. As mais comuns são os chamados anticoncepcionais orais combinados, que são pílulas compostas por dois hormônios femininos:

  • Estrogênio: na imensa maioria dos casos o estrogênio sintético usado é o Etinil estradiol.
  • Progestina: nome que se dá à forma sintética da progesterona. Há vários tipos no mercado, como Levonorgestrel, Ciproterona, Noretisterona, Desogestrel, Drospirenona, Linestrenol, entre outros.
Os anticoncepcionais orais combinados são, em geral, uma combinação de Etinil estradiol com uma das progestinas citadas acima. Exemplos de marcas de anticoncepcionais orais combinados:



- Yaz®.

- Minesse®.

- Yasmin®.

- Diane®.

- Marvelon®.

- Mercilon®.

- Selene®.



Há também pilulas compostas apenas por progestina (sem estrogênio) conhecidas como minipílula. Exemplos de minipílula no mercado:



- Cerazette®.

- Micronor®.

- Minipil®.

- Nortrel®.



O efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional ocorre de várias formas. O principal se dá através da interferência no ciclo menstrual, impedindo que a mulher tenha as variações hormonais naturais que estimulam a ovulação. Mas os hormônios da pílula também provocam outros efeitos, como tornar o muco produzido pelo colo do útero mais espesso, tornando-o impermeável aos espermatozoides, diminuir a motilidade da trompas e tornar o útero um meio inóspito para a implantação de um óvulo fecundando.



Para que a pílula funcione sem risco de falhas, ela precisa ser tomada diariamente, pois mesmo uma breve alteração nos níveis de estrogênio e progesterona pode ser suficiente para que o ovário seja estimulado a ovular.



Se você quiser saber mais detalhes sobre o ciclo menstrual, leia:

CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL

PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR

Como tomar a pílula anticoncepcional



Existem algumas formas diferentes de tomar a pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. Vou tentar explicar as formas mais comuns de se tomar a pílula, mas é importante que a despeito das orientações fornecidas aqui, você siga as orientações do médico e da bula do medicamento.



Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



O ciclo menstrual de quem toma pílula é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias.



Pílula anticoncepcional
Anticoncepcional oral
A maioria das pílulas anticoncepcionais vem em caixas com 21 comprimidos, mas há marcas com 28 comprimidos, sendo os últimos 7 compostos apenas por açúcar ou qualquer outra substância inócua. As caixas com 28 comprimidos servem para que a mulher não tenha que todo mês ficar contanto 7 dias sem tomar a pílula. Deste modo, ela pode emendar uma caixa na outra sem maiores preocupações.



Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, como é o caso do Yaz®, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.



Existem também outra duas formas de tomar a pílula anticoncepcional: regime contínuo e regime estendido. No regime continuo, a mulher toma pílulas com hormônios de forma ininterrupta. Todas as pilulas da caixa têm hormônios e a mulher não menstrua nunca. No regime estendido, a mulher toma pílulas durante 84 dias seguidos e depois faz uma pausa de 7 dias. Deste modo, a menstruação só uma vez a cada 3 meses.



Pílulas de progestina - minipílula



A minipílula, uma forma de pílula anticoncepcional que contém apenas progestina, costuma vir em caixas com 35 comprimidos. Esta forma de pílula deve ser usada todos os dias, ininterruptamente. Não há pausas.



A minipílula tem doses muito mais baixas de hormônios, por isso deve ser tomada diariamente sempre na mesma hora. Basta um atraso de mais de 3 horas para que a eficácia contraceptiva fique prejudicada.



Como o uso da minipílula é contínuo, a mulher não costuma menstruar. Porém, dada a baixa dose de hormônios, alguns sangramentos de escape podem eventualmente ocorrer. Todavia, se os escapes de sangue forem muito frequentes, procure orientações do seu ginecologista, pois a pílula pode não estar funcionando adequadamente.

Como tomar a pílula anticoncepcional pela primeira vez



Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



Mulheres que vão iniciar a pílula pela primeira vez na vida, ou que vão reiniciar o uso a após alguns meses ou anos de pausa, costumam ser orientadas a começar a caixa no primeiro dia da menstruação. Esta forma de iniciar o anticoncepcional é a mais eficaz e garante segurança contraceptiva imediata, não havendo necessidade de usar camisinha durante os primeiros dias de uso, já que a proteção contra a gravidez ocorre desde o primeiro comprimido.



Na verdade, a pílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo. Porém, esta forma de iniciar apresenta a desvantagem de não conferir proteção imediatamente. A paciente só vai estar plenamente protegida contra a gravidez após 7 dias de uso da pílula. Se a paciente tem risco de estar grávida, este modo de início também não é o mais adequado. Se há esta suspeita, é melhor esperar pela menstruação antes de iniciar a pílula (os testes de gravidez só ficam positivos após pelo menos 1 ou 2 dias de atraso menstrual - leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).



Uma vez iniciada a pílula, a mulher deve tomá-la conforme foi-lhe prescrita, sejam 21 dias contínuos e pausa de 7 dias, 24 dias contínuos e pausa de 4 dias ou uso contínuo sem pausas.



Não se deve trocar de marcas de um ciclo para o outro. Por exemplo, não adianta comprar Diane® num mês e no seguinte trocar para Yasmin®. Não é a forma correta de tomar a pílula.



Pílulas de progestina - minipílula



A minipílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo, mas nos primeiros 7 dias não há garantias de que ela previna uma gravidez. Após 7 dias de uso correto, a mulher já pode ter relações sem preservativos sem haver risco de engravidar.



Assim como a pílula combinada, se a minipílula for iniciada no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia da menstruação, a sua ação contraceptiva é imediata, não havendo necessidade de uso de outro método anticoncepcional desde o primeiro comprimido.

O que fazer se esquecer a hora de tomar a pílula anticoncepcional



Pílulas combinadas - estrogênio e progestina



No casos dos anticoncepcionais orais combinados, a pílula não precisa ser tomada exatamente na mesma hora todo dia. Porém, não é bom atrasar a toma por mais de 12 horas. Se você tomou uma pilula às 9h, o ideal é que no dia seguinte não a tome depois das 21h.



Se o atraso for maior que 12 horas, tome a pílula assim que se lembrar, mas mantenha o horário da próxima inalterado, mesmo que isso signifique tomar duas pílulas no mesmo dia. Por exemplo, você deveria ter tomado a pílula às 19h, mas sé se lembrou no dia seguinte de manhã, às 9h. Neste caso, tome uma pílula às 9h e outra normalmente às 19h. Atrasos de apenas 1 comprimido (1 dia) não costumam causar falhas no efeito da pílula, principalmente se a mulher já estiver fazendo uso do anticoncepcional há algum tempo.



O perigo de falha é alto se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais pílulas seguidas (mais de 48 horas de atraso), principalmente se for nos primeiros dias do ciclo. Neste caso, entre em contato com o seu ginecologista para receber orientações. Em geral, ele irá lhe sugerir a seguinte conduta:



1- Se ainda faltarem 7 ou mais comprimidos na cartela, interrompa o uso da pílula, faça uma pausa de 7 dias e então recomece com uma nova cartela.

2- Se faltarem menos de 7 comprimidos na cartela, despreze esta cartela e comece uma nova, sem fazer a pausa de 7 dias neste ciclo.



Se for ter relações sexuais, use camisinha até ter pelo menos 7 dias seguidos de uso da nova cartela.



Se você tiver tido relações sexuais durante este período de 2 ou mais dias de esquecimento, faça uso da contracepção de emergência, conhecida popularmente como pílula do dia seguinte (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).



Pílulas de progestina - minipílula



Como a minipílula possui quantidades muito menores de hormônios, o conceito de atraso é bem mais rigoroso. A minipílula deve ser tomada sempre na mesma hora do dia. Um simples atraso demais de 3 horas é suficiente para a pílula perder o efeito. Caso você perca a hora, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Nos próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, pois não há garantias de que o anticoncepcional esteja funcionando neste período.



Já há no mercado minipílulas, como o Cerazette®, cujo atraso nas tomadas pode ser de até 12 horas. Se houver atrasos maiores que 12 horas na ingestão do comprimido, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Da mesma forma, durante os próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, para evitar uma gravidez não desejada.

Dúvidas comuns sobre como tomar o anticoncepcional oral



No caso da pilula combinada de 21 ou 24 dias, se eu tiver relações desprotegidas durante a pausa posso engravidar?



Não, mesmo nos 7 ou 4 dias de pausa programada, o anticoncepcional continua agindo normalmente. Só há risco de falha se a pílula não estiver sendo tomada de forma correta.



Qual é a pílula mais eficaz, a minipílula ou a pílula combinada?




Se tomadas de forma correta, ambas têm eficácia acima de 99%. Porém, como o intervalo de tolerância da minipílula é bem mais curto, na prática, vemos as mulheres tomando a minipílula de forma errada com mais frequência e, consequentemente, tendo mais gravidezes indesejadas.



Posso tomar antibióticos durante o uso da pílula?



Sim, isto é um mito. Excetuando-se a rifampicina, que realmente corta o efeito do anticoncepcional, nenhum estudo conseguiu comprovar que outros antibiótico trazem riscos de falha da pílula. Para saber mais, leia: ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos.



Tomo a pílula combinada de 21 dias e por motivos pessoais quero neste mês atrasar minha menstruação por alguns dias. Posso continuar a tomar a pílula sem fazer o intervalo de 7 dias, de forma a não menstruar?



Não. Estas pílulas são feitas para serem usadas com pausas. Você estará tomando hormônios a mais e não há garantias de que a menstruação não venha de qualquer forma. Há pílulas no mercado que podem ser usadas continuamente, sem que haja pausa para menstruação. Converse com o seu ginecologista para encontrar um anticoncepcional oral que melhor se adapta ao seu estilo de vida.



Tomar a pílula durante muitos anos faz mal? É melhor suspender a pílula de tempos em tempos para descansar os ovários?



Não. Não há nenhuma vantagem em suspender a pílula temporariamente por alguns meses após anos de uso.



Tomei a pílula anticoncepcional e vomitei logo depois. Devo tomá-la novamente neste dia?



Se a pílula tiver sido tomada há menos de 2 horas, é possível que ela tenha saído no vômito. Neste caso, a mulher deve tomar um novo comprimido, sim. No dia seguinte, o próximo comprimido deve ser tomado na hora habitual. Se o episódio de vômito ocorreu mais de 2 ou 3 horas após a ingestão da pílula, não é preciso repetir a dose. obs: diarreias, a não ser em casos muito agressivos, não interferem na eficácia da pílula.



Por distração tomei a pílula duas vezes no mesmo dia. O que fazer?



Não faça nada. Continue a tomar a pílula da mesma forma no dia seguinte.  Não é preciso pular um dia para compensar.



Posso tomar anticoncepcionais orais durante a amamentação?



Em geral, a mulher não ovula durante o período de aleitamento. Se a mãe quiser ter uma maior segurança, e não está disposta a usar preservativos, o ideal é usar a minipílula, que não possui efeitos sobre a produção de leite.



Existe uma idade mínima para começar a tomar a pílula?



Não. A partir do momento que a adolescente tenha tido sua primeira menstruação, ela pode engravidar. Portanto, toda adolescente com vida sexual ativa pode usar anticoncepcionais, sem risco de atrapalhar o crescimento ou causar redução da fertilidade no futuro.
Leia mais clicando aqui...

ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos

0 comentários

ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos: O anticoncepcional oral, popularmente conhecido como pílula anticoncepcional, é um método de controle de natalidade muito difundido, usado em larga escala pela população feminina há várias décadas. Se usado corretamente, sua taxa de sucesso chega aos 99,9%. Porém, infelizmente, na vida real quase 8% das mulheres que usam anticoncepcionais acabam engravidando, devido a erros no modo de tomar o medicamento.



Além da forma correta de tomar o anticoncepcional, é importante ter em mente que algumas drogas interagem com a pílula, modificando seus efeitos e sua eficácia.



Há muitos mitos e muita confusão em relação à interação dos anticoncepcionais com alimentos e medicamentos. Neste artigo vamos abordar os riscos do uso das seguintes combinações:

  • Anticoncepcionais e antibióticos.
  • Anticoncepcionais x álcool.
  • Anticoncepcionais x anticonvulsivantes.
  • Anticoncepcionais x anti-hipertensivos.
  • Anticoncepcionais e Erva de São João.
Não deixe de ler também informações sobre como usar corretamente a pílula anticoncepcional: COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL

    Interação entre anticoncepcionais e antibióticos



    Há muitos mitos e pouca comprovação científica sobre a interação de antibióticos com a pílula anticoncepcional.



    Os únicos antibióticos que realmente cortam o efeito da pílula são a Rifampicina e o seu derivado rifabutina, drogas usadas habitualmente contra a tuberculose, hanseníase (lepra) e na profilaxia da meningite. A rifampicina reduz os níveis sanguíneos de Etinil estradiol e progestina, as formas sintéticas de estrogênio e progesterona presentes nos anticoncepcionais, fazendo com a eficácia da pílula fique reduzida. Mulheres que precisam usar esta droga devem escolher um método contraceptivo não hormonal, como preservativos.



    Interação com anticoncepcionais
     Anticoncepcionais
    Em relação às outras classes de antibióticos NÃO há comprovação científica de que qualquer um deles possa ter efeitos na eficácia da pílula.



    Até alguns anos atrás, recomendava-se cautela na associação de anticoncepcionais e antibióticos, como as tetraciclinas, metronidazol e os derivados da penicilina, como amoxicilina e cefalosporinas, pois havia relatos esporádicos de anulação do efeito da pílula por esses antibióticos. Todavia, estudos mais recentes não conseguiram comprovar esta relação. Por isso, atualmente, não se recomenda nenhum tipo de cuidado para as mulheres que usam antibióticos e anticoncepcionais (exceto, claro, no caso da rifampicina).



    Portanto, a difundida ideia de que antibióticos cortam o efeito dos anticoncepcionais é falsa na imensa maioria dos casos.



    Leia também: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações.

    Interação entre anticoncepcionais e álcool



    O consumo regular de álcool (etanol) causa aumento dos níveis de estradiol, podendo potencializar os efeitos colaterais a longo prazo dos anticoncepcionais, como tromboses e neoplasia de mama. A taxa de metabolização do álcool também fica reduzida em quem toma esses hormônios, fazendo com que o mesmo circule no sangue por mais tempo.

    Interação entre anticoncepcionais e anticonvulsivantes



    Drogas usadas no tratamento da epilepsia e da convulsão podem diminuir os efeitos dos anticoncepcionais. Entre eles, podemos citar:



    - Fenitoína.

    - Fenobarbital.

    - Carbamazepina.

    - Primidona.

    - Topiramato.

    - Oxcarbazepina.



    Felizmente, existem outras classes de anticonvulsivantes que podem ser usadas juntos com os anticoncepcionais orais sem risco de interação. São eles:



    - Gabapentina.

    - Lamotrigina.

    - Levetiracetam.

    - Tiagabina.



    Leia também: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas e tratamento.



    Interação entre anticoncepcionais e anti-hipertensivos



    Não existem problemas maiores nesta associação, pois os anti-hipertensivos não cortam os efeitos da pílula.



    Os pacientes que usam o diurético espironolactona ou os anti-hipertensivos da classe dos inibidores da ECA, como ramipril, enalapril e lisinopril, podem apresentar uma taxa um pouco maior de potássio no sangue. Em geral, uma correção da dose dos medicamentos é suficiente para controlar esta alteração.



    Leia também: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO | Captopril, Enalapril, Losartan...

    Interação entre anticoncepcionais e Erva de São João



    A Erva de São João é um medicamento natural usado para depressão (ainda sem eficácia clínica comprovada), que não deve ser usado junto com a pílula, pois reduz a eficácia dos anticoncepcionais.

    Outras interações dos anticoncepcionais



    Não há evidências de que o Orlistat (Xenical®) diminua o efeitos dos anticoncepcionais.



    O antifúngico Fluconazol não interfere na eficácia da pílula, mas ele aumenta os níveis sanguíneos de estrogênio quando usado junto com anticoncepcionais orais.



    A associação de anticoncepcionais com o anticoagulante Varfarina deve ser feita com cuidado, pois a pílula diminui o efeito desta droga (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR.



    Corticoides, como a prednisona e a prednisola, podem ter seus efeitos colaterais potencializados pela associação com a pílula anticoncepcional (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).



    Antirretrovirais usados no tratamento da aids, como Nelfinavir, Nevirapine, Ritonavir, podem cortar a eficácia dos anticoncepcionais. Em geral, porém, paciente portadores do HIV não devem ter relações sexuais sem o uso de preservativos, o que de certo modo atenua o risco de gravidez por falha da pílula.
    Leia mais clicando aqui...

    terça-feira, 9 de abril de 2013

    Preços da electricidade 2001-2013

    0 comentários

    Preços da electricidade 2001-2013:
    Nos últimos dias, tem sido um Mundo Novo o que tenho descoberto sobre os temas da electricidade em Portugal. A coisa começou quando soube que a electricidade ia baixar baixou em Espanha cerca de 6.5%. No mesmo dia em que saiu esse artigo, o Jornal de Negócios anunciava que o preço da electricidade havia baixado 16% desde 2005! Depois de reunir alguns dados, fiz o artigo em que se evidencia claramente, com base nos dados da ERSE, que a subida é ininterrupta desde o mesmo ano de 2005
    Acontece que, depois de ler esse artigo várias vezes, e de olhar também várias vezes para o gráfico da ERSE, reparei que alguma coisa não batia certo! Em particular, não se notava a tremenda subida do IVA na electricidade, que ocorreu ainda em 2011. Ainda pensei que pudesse tratar-se de valores sem IVA, mas rapidamente também concluí que também isso não podia ser!
    O passo seguinte foi olhar para as facturas e confirmar que os dados não batiam efectivamente certos. E daí a fazer o gráfico abaixo, foi muito tempo perdido:
    Evolução Preços electricidade 2001-2013
    Evolução Preços electricidade 2001-2013
    O gráfico reflecte a evolução do preço da electricidade (em €/kWh) entre 2001 e 2013, para consumidores com uma potência de 3.45 kW (a maioria dos clientes domésticos), com IVA incluído. Estão disponíveis os valores para a tarifa simples e bi-horária. Os valores em si, estão disponíveis na tabela no final deste artigo.
    Conseguir estes dados, sem ser por facturas, foi uma autêntica aventura! Na Internet, a história dos preços da electricidade praticamente desapareceu. Os dados mais recentes são retirados do site da ERSE. Todavia, esta não disponibiliza no seu site os valores anteriores a 2008. Foi preciso recorrer ao “Museu da Internet“, com dados do site da EDP no ano 2007. Mas antes desse ano, as tarifas estavam aí bem escondidas, e o archive.org não deu com elas. O Diário da República Electrónico foi uma opção, enquanto o site da EDA aloja um documento da ERSE que esta não disponibiliza. Pelo meio, no site da ERSE ainda se encontra mais um, mas para os mais antigos é mesmo necessário aceder novamente ao archive.org, neste caso no arquivo da ERSE.
    Assim, foi-nos possível reconstruir verdeiramente a série que evoca a evolução dos preços da electricidade desde 2001. Quem o quiser fazer para outras tarifas, pode igualmente fazê-lo consultando os links que disponibilizamos. Pelo menos assim, não será tão fácil enganar-nos com percentagens de subidas e descidas irrealistas:
    Data IVA Tarifa Simples Fora de Vazio Vazio
    01-01-2001 5% 0.0893 0.0893 0.0498
    01-01-2002 5% 0.0920 0.0920 0.0503
    01-01-2003 5% 0.0945 0.0945 0.0517
    01-01-2004 5% 0.0965 0.0965 0.0528
    01-01-2005 5% 0.0988 0.0988 0.0540
    01-01-2006 5% 0.1011 0.1011 0.0552
    01-01-2007 5% 0.1077 0.1077 0.0584
    01-09-2007 5% 0.1071 0.1071 0.0582
    01-01-2008 5% 0.1143 0.1132 0.0614
    01-01-2009 5% 0.1211 0.1233 0.0663
    01-01-2010 5% 0.1285 0.1382 0.0742
    01-07-2010 6% 0.1285 0.1382 0.0742
    01-01-2011 6% 0.1326 0.1448 0.0778
    01-10-2011 23% 0.1326 0.1448 0.0778
    01-01-2012 23% 0.1393 0.1551 0.0833
    01-01-2013 23% 0.1405 0.1641 0.0870
    Leia mais clicando aqui...

    domingo, 7 de abril de 2013

    Contar os tostões

    0 comentários

    Contar os tostões:

    O chumbo do Tribunal Constitucional à suspensão dos subsídios de férias dos funcionários públicos e pensionistas, dos cortes de 5% no subsídio de doença e de 6% no subsídio de desemprego podem custar mais de 1350 milhões de euros. 

    O que se esperava aconteceu e o Tribunal Constitucional acabou por chumbar quatro dos nove artigos que tinha para verificar a Constitucionalidade. Poderiam e deveriam até ter sido mais mas foi o melhor que se conseguiu de um tribunal controlado pelo bloco central (três juízes escolhidos pelo PS e nove pelo PSD), pressionado pelo poder e pelo próprio governo e com muitas responsabilidades do Presidente da Republica. 
    A questão está agora em saber como vai o governo tapar o buraco que ele próprio criou ao fazer um orçamento que ele próprio sabia ter normas inconstitucionais. Hoje já estão reunidos para decidir e só vejo três saídas. Ou se demitem atirando a culpa para cima de outros, o que seria uma solução para fugirem de toda a merda que fizeram e que de dia para dia se complica mais, embora pareçam gostar demais do poder para o fazerem, ou pedirem à Troika, e ela aceitar, que não voltem a cumprir o défice , o que não me parece pouco provável num governo que gosta de se armar em forte com os seus donos à custa da vida dos mais fracos, ou muito provavelmente fazerem o que sempre fizeram, aumentar impostos, reduzir salários e cortar direitos e serviços. É só deixá-los contar os tostões e logo saberemos.

    Leia mais clicando aqui...

    quinta-feira, 4 de abril de 2013

    Vista da superfície de marte

    0 comentários

    Leia mais clicando aqui...

    segunda-feira, 1 de abril de 2013

    O melhor part-time do governo

    0 comentários

    O melhor part-time do governo:



    A Presidência do Conselho de Ministros não dá sossego ao Má Despesa. Desta vez é um contrato de 60 mil euros, válido por dois anos, em nome de Gonçalo Castel-Branco Unipessoal. Segundo o contrato, a pessoa em causa apenas precisa de trabalhar 480 horas por ano, ou seja, 40 horas por mês. Cada hora de trabalho para tratar da “estratégia digital” do governo rende 62,50 euros. 
    Claro que a história não fica por aqui. O Má Despesa revelou há mais de um ano que Gonçalo Castel-Branco iria, segundo o contrato publicado, ganhar 72 mil euros num ano por serviços de “consultoria em gestão de projectos”. Após a denúncia, o mesmo contrato foi alterado e os 72 mil euros passaram a corresponder a três anos, isto é, até 2014. Chegados a 2013, a Presidência do Conselho de Ministros lá encontrou um part-time de luxo, porque os tempos não estão fáceis para ninguém.


    PS: Talvez passe pela "estratégia digital" do governo corrigir esta informação
    Leia mais clicando aqui...

    Regabofe!

    0 comentários

    Regabofe!:
    .
    "Só 740 Médicos levam 75 milhões" link

    Perante isto, impõe-se:

    1) devolução imediata das verbas;
    2) punição exemplar para os profissionais (despedimento é uma opção lógica);
    3) investigar e sancionar severamente os Conselhos de Administração (esta troca de favores/dinheiro é frequente com a dança das cadeiras entre amigos);
    4) investigar e suspender todo o tipo de retribuições extraordinárias não comportáveis e indevidas (há cirurgiões que recebem 25 mil euros de incentivos por cada cirurgia, mesmo quando estão em casa ou de férias);
    5) Terminar com a aberração das prevenções 24 horas/365 dias para um só profissional;
    6) Obrigar os profissionais prevaricadores a cumprir os seus deveres (de assiduidade e pontualidade, inclusive!)
    7) Investigar quanto custa, na verdade, a classe médica aos contribuintes.
    .
    Todavia, afirma-se que não existem verbas para ajustar o seu vencimento dos Enfermeiros para o mínimo estabelecido legalmente (diferença de menos de 200 euros)!!!
    Tendo em conta que alguns médicos recebiam(em) subsídio de pontualidade, incentivos de produtividade (conceito tão amplo...), etc, questiono-me-me: na perspectiva desses, para que serve o vencimento mensal? Pelos vistos nem a assiduidade ou a presença, paga!
    Leia mais clicando aqui...

    sexta-feira, 29 de março de 2013

    Há médicos a receber incentivos para cirurgias no horário normal !

    0 comentários

    Há médicos a receber incentivos para cirurgias no horário normal !:

    Existem situações em que a realidade parece ultrapassar a ficção … A Inspecção da Saúde detectou vários casos de clínicos do SNS a receber mais de 200 mil euros por ano acima do salário-base em incentivos e horas extraordinárias.

    No caso mais flagrante, o de um oftalmologista, foram pagos mais de 1,3 milhões de euros no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), sendo que 1,2 milhões dizem respeito a intervenções feitas durante o horário do médico. (Fonte Público) 

     Eu enquanto contribuinte, espero que estes valores sejam devolvidos ao SNS e ao Estado !

    Leia mais clicando aqui...

    Governo cria cria grupos de trabalho, sem Enfermeiros…

    0 comentários

    Governo cria cria grupos de trabalho, sem Enfermeiros…:

    O Ministério da Saúde criou  grupos de trabalho: para proceder ao desenvolvimento da rede de Centros de Excelência, para proceder à avaliação da capacidade instalada e necessidades nacionais de camas de Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e para proceder à avaliação da situação nacional dos blocos operatórios em Portugal Continental.
    Até aqui, tudo estaria bem, o problema é que em 2 grupos não foi nomeado NENHUM ENFERMEIRO !
    Os despachos em questão são :
    1. Despacho n.º 4319/2013 cria um grupo de trabalho para proceder ao desenvolvimento da rede de Centros de Excelência, nomeadamente no que se refere à definição do conceito de Centro de Excelência, aos critérios de identificação e reconhecimento pelo Ministério da Saúde desses centros, bem como da sua implementação, modelos de financiamento, integração na rede hospitalar e redes de referência.
    2. Despacho n.º 4320/2013 cria um grupo de trabalho para proceder à avaliação da capacidade instalada e necessidades nacionais de camas de UCI em Portugal Continental, bem como dos diferentes patamares de articulação com os demais níveis organizativos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
    Para saberem mais, cliquem nos links
    Espero rápida intervenção da Ordem dos Enfermeiros 
    Leia mais clicando aqui...

    terça-feira, 26 de março de 2013

    Salários Público (1625€) vs Privado (1515€) - O porquê de estarmos perante uma autêntica falácia

    0 comentários

    Salários Público (1625€) vs Privado (1515€) - O porquê de estarmos perante uma autêntica falácia:

    Os irreais e desfasados retratamentos e as absurdas conclusões que o estudo comparativo das remunerações praticadas no setor público e no setor privado demonstrou em relação à classe de Enfermagem fizeram com que "perdesse" um bocado do meu tempo para proceder à leitura do mesmo. Após a sua leitura só existe uma palavra capaz de poder classificar aquilo que dizem ser uma espécie de estudo - FALÁCIA.

    Na análise ao documento, o meu único foco centrou-se nas questões que directamente dizem respeito à Enfermagem, pois trata-se da área na qual consigo argumentar com conhecimento de causa. Presenciamos mensalmente na íntegra que os valores de 1625€ - Setor Público e 1515€ - Setor Privado que nos foram apresentados são completamente deturpados da realidade, e posto isto vou aqui provar o porquê de estarmos perante um pseudo-estudo sem qualquer tipo de credibilidade e veracidade. Vou, de seguida, expôr e partilhar alguns extratos que retirei do referido estudo realizado pela empresa Mercer (serviços de consultoria) a pedido da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças e da Administração Pública, para posteriormente por baixo tecer o meu comentário relativamente a cada um deles:

    - Na página 4 do pseudo-estudo:
    Pois bem, foi então realizada uma análise comparativa do setor público com o setor privado sem contemplarem as Leis dos Orçamentos de Estado dos anos de 2011, 2012 e 2013. Logo no início do documento encontro algo que lhe derruba a credibilidade. Querem considerar credíveis os dados apresentados depois de não terem em linha de conta o violento ataque que estes OE´s (Orçamentos de Estado) proporcionaram a toda a classe de Enfermagem? Ao não contemplarem os OE´s é espelhado um irreal acréscimo no cálculo da remuneração auferida, senão vejamos: como podem apresentar 1625€ mensais para o sector público sem, por exemplo, terem em linha de conta a sobretaxa de 3,5% contemplada no OE de 2012 ou sem considerarem a injusta redução de 50% da remuneração relativa ao trabalho suplementar que está consagrada no OE de 2013?

    - Na página 65 do pseudo-estudo:

    O extrato de cima encontra-se nos Pressupostos do ponto 6 do documento, onde nos é clarificado o que foi tido em conta para o cálculo dos valores de 1625€ no setor público e 1515€ no setor privado. Como podemos verificar é importante perceber que os valores apresentados têm apenas por base toda a remuneração auferida sem qualquer subtração da enorme carga fiscal a que estamos sujeitos ( foi contabilizado apenas o salário bruto e adicionado os suplementos), tendo sido isto algo que de uma forma transversal não foi explicado pela comunicação social. É gravosa a forma como é transmitida uma descontextualizada informação para a opinião pública.

    - Na página 44 do pseudo-estudo:
    Este extrato é retirado do ponto 4, onde consta a descrição da Caracterização da Amostra do Sector Público que tiveram em conta. Devo dizer que este ponto é o meu favorito e caso este estudo fosse o Oceano Atlântico, não tenho dúvidas que este extrato seria o seu Rift. Ficamos desta forma a saber que o referido estudo apenas englobou os enfermeiros pertencentes à Carreira de Enfermagem (vulgo CTFP´s), deixando de fora do estudo e ignorando por completo todos milhares de Contratos Individuais de Trabalho (vulgo CIT´s) que precariamente desempenham funções no SNS! É incrível! Por outro lado, os enfermeiros principais fazem parte da amostra caracterizada do setor público, sendo que na data actual os enfermeiros principais a desempenharem funções no SNS são...zero! Fantástico!

    Em suma, é assim inevitável concluir que os valores de 1625€ - Setor Público e 1515€ - Setor Privado são deturpados. Também concluo que estamos perante um engenhoso estudo encomendado pelo pior governo pós-25 de Abril a uma empresa de consultoria na tentativa de mascarar e deturpar a realidade. O objectivo foi fomentar o alastramento de uma manipulada opinião pela sociedade civil com o pressuposto de poder fornecer empowerment a este lastimável governo para que, desta forma, possa avançar com os tão "apeteciveis" despedimentos no setor público depois do "colossal" falhanço com que nos tem presenteado. 
    Podem aqui consultar o referido estudo. 

    Catalisado pela tentativa de mascarar e deturpar a realidade manipulando a opinião pública, decidi pesquisar algo mais acerca dele e da referida empresa - a Mercer. Após a exaustiva pesquisa, encontrei algumas interessantes informações que aqui também vos partilho:

    - Sabem quanto custou este distorcido e irreal estudo?
    - A módica quantia de 69 600€ ao erário público.

    - Sabem quanto é que no total a Mercer já recebeu do Estado por serviços de consultoria?
    - 1 366 380€.

    - Tratando-se de um estudo imposto pela troika e pela importância que este desempenha na estratégia de Pedro Passos Coelho e restante comandita, acham que foram ponderadas, analisadas e avaliadas várias propostas em regime de concurso público?
    - Não, foi mesmo por...adjudicação directa!

    -Sabem quantos ajustes directos já foram dados à Mercer?
    - "Apenas" 29.

    - Sabem quando foi celebrado e depois publicado o contrato para este pseudo-estudo?
    - Celebrado dia 3 de Setembro de 2012 e publicado 19 de Dezembro de 2012, ou seja, mesmo que quisessem, algo que duvido, este estudo nunca poderia englobar o OE de 2013 (o OE só foi aprovado no dia 27 de Novembro de 2012 na Assembleia da República e depois promolgado pelo PR dia 27 de Dezembro de 2012).

    E esta hein? É estranho isto não ter passado na comunicação social. Não passou ou não foram dadas ordens para poder passar?
    Podem aqui consultar o site de onde recolhi as informações expostas.
    Leia mais clicando aqui...

    Não podia ser de outra forma!

    0 comentários

    Não podia ser de outra forma!:
    "Ordem dos Enfermeiros «desmonta» números da Mercer e repudia intenção governamental de nivelar vencimentos desde já desprestigiantes" link


    Leia mais clicando aqui...

    Nova tática

    0 comentários

    Leia mais clicando aqui...

    segunda-feira, 25 de março de 2013

    Baixa no preço da electricidade?

    0 comentários

    Baixa no preço da electricidade?:
    Isto é confuso...
    Isto é confuso…
    Este seria um título apropriado para uma brincadeira de primeiro de Abril, daqui a uma semana. Mas foi notícia aqui ao lado em Espanha na semana passada! Daqui a uma semana, o preço da electricidade vai baixar 6.5% para nuestros hermanos…
    Por cá, já havíamos relatado que a ERSE não havia mexido no fator de agravamento. E neste artigo da passada semana havíamos referenciado como a meteorologia deste ano tem beneficiado a produção de energia eléctrica em Portugal.
    A dúvida que se levanta é se não haveria condições para fazer o mesmo em Portugal? O próprio chefe da missão do FMI, Abebe Selassie, “considera muito desapontante o facto dos preços da eletricidade e das telecomunicações não terem descido e que esta questão é importante para garantir que os sacrifícios são repartidos de forma justa“. Então, porque não desce?
    Leia mais clicando aqui...

    domingo, 24 de março de 2013

    Sábado é o melhor dia para atestar

    0 comentários

    Sábado é o melhor dia para atestar:
    Na semana passada abordamos o “efeito segunda-feira” verificado em Espanha. Fomos procurar descobrir se tal efeito se verificaria também em Portugal. Para isso, utilizamos os dados que são disponibilizados pela DGEG.
    Para simplificação, analisamos os valores médios diários da Gasolina 95 (também fizemos ao Gasóleo; conclusões praticamente idênticas), no segundo semestre de 2012, e os valores de início de 2013. O resultado, em função da evolução por cada dia da semana, é visível no gráfico abaixo (clique para ampliar). Por cada semana, entende-se que o primeiro dia corresponderia à segunda-feira, por ser esse o dia em que tradicionalmente se observam variações nos preços dos combustíveis.
    Gráfico Preço Médio da Gasolina na DGEG
    Preço Médio da Gasolina por dia da semana
    Da análise deste gráfico resultam algumas evidências claras:
    • Durante o segundo semestre de 2012, são claramente visíveis os valores mais baixos dos terceiros Domingos de cada mês, resultante da promoção da GALP. Em 2013, esses valores mais baixos dos Domingos desapareceram.
    • Os valores dos Sábados são quase sempre os mais baixos de cada semana.
    • O valor das segundas-feiras é claramente o mais elevado, quando se assiste a uma queda de preços.
    Dos aspectos anteriores, o primeiro é auto-explicado. No que toca ao segundo aspecto, colocamos os valores numa tabela, visível abaixo (clique para ampliar), sendo que cada linha da tabela é uma semana. Nesta tabela, cada célula está colorida. Quando a célula apresenta uma cor amarela, representa uma subida relativamente ao dia anterior; quando é verde, representa uma descida de preços face ao dia anterior; uma cor branca de fundo significa que o valor não se alterou.
    Preço Médio Gasolina nas últimas 40 semanas
    Preço Médio da Gasolina nas últimas 40 semanas
    Da tabela, rapidamente se extraem algumas conclusões:
    • Em todas as sextas-feiras, das últimas quarenta semanas, verificou-se uma descida dos preços médios da Gasolina 95. Tal é claramente visível pelo facto da coluna da sexta-feira ser toda verde.
    • Em todos os Sábados, das últimas quarenta semanas, verificou-se uma descida adicional de preços face aos valores de Sexta-feira.
    • As descidas de preços observadas aos Domingos verificaram-se quando se verificou a promoção da GALP no terceiro Domingo do mês, bem como no último Domingo.
    • Na grande maioria das segundas-feiras do mês verificou-se um aumento de preços.
    Do terceiro aspecto adicional, relativo ao facto de que o valor das segundas-feiras ser claramente o mais elevado, quando se assiste a uma queda de preços, há que fazer uma avaliação contextualizada com as subidas e as descidas de preços. Os Media dão-nos conta regularmente que as subidas e descidas se vão efectuar no início da semana. À análise deste aspecto voltaremos rapidamente.
    Leia mais clicando aqui...

    SARAMPO | Sintomas e vacina

    0 comentários

    SARAMPO | Sintomas e vacina: O sarampo é uma doença infecciosa de origem viral, extremamente contagiosa, capaz de provocar diversos sintomas, como manchas pelo corpo, febre, tosse, faringite, conjuntivite, etc. Antes da vacina, o sarampo chegava a acometer até 90% das crianças até os 5 anos. Atualmente, porém, o sarampo é uma infecção pouco comum, tendo sido praticamente erradicado do Brasil desde o ano 2000 (os poucos casos ainda registrados são importados por pessoas que se contaminaram no exterior).



    Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre o sarampo:

    • Transmissão do sarampo.
    • Sintomas do sarampo.
    • Tratamento do sarampo.
    • Prevenção e vacina do sarampo.
    Se você quiser ler sobre outras infecções comuns da infância:

    - RUBÉOLA | Sintomas e diagnóstico

    - CATAPORA (VARICELA) | Sintomas e tratamento

    - CAXUMBA | Sintomas e complicações

    - COQUELUCHE | Sintomas, tratamento e vacina

    Transmissão do sarampo



    O sarampo é uma doença causada por um vírus, extremamente contagiosa e transmitida de pessoa para pessoa através de secreções das vias respiratórias, como as eliminadas na tosse, espirros ou mesmo durante a fala.



    Gotículas infecciosas a partir de secreções respiratórias de um paciente com sarampo podem permanecer no ar durante várias horas. Portanto, um contato direto com alguém infectado pode não ser necessário para a transmissão do vírus. O sarampo pode ser transmitido em hospitais e consultórios médicos, entre passageiros do avião durante o voo, e também em escolas e comunidades densamente povoadas.



    O período de incubação do sarampo é de 6 a 19 dias (média de 13 dias). O período de contágio ocorre entre 5 dias antes do aparecimento das erupções da pele até 4 dias depois. O pico do contágio ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início das lesões de pele.



    3 em cada 4 pessoas não vacinadas expostas ao vírus irão se contaminar e desenvolver sintomas. Ao contrário do que ocorre em várias outras viroses comuns da infância, como rubéola e caxumba, o sarampo não costuma causar casos leves, com sintomas brandos e inespecíficos, que possam passar despercebidos. Quem tem sarampo, o tem de verdade, com direito a todos os sintomas clássicos.

    Sintomas do sarampo



    O sarampo se manifesta inicialmente como uma infecção viral inespecífica, com febre alta, mal estar, coriza, tosse, perda do apetite, dor de garganta e conjuntivite. Esta fase inicial da doença chama-se pródromo e dura de 2 a 3 dias. Na transição da fase prodrômica para a fase de sintomas clássicos do sarampo começam a surgir pequenos pontos brancos na mucosa da boca, próximo aos dentes molares, que recebem o nome de manchas de Koplik. Estas manchas surgem geralmente 48 horas antes do aparecimento do exantema clássico do sarampo.



    Exantema do sarampo
    Lesões de pele do sarampo
    As erupções de pele típicas do sarampo (exantema do sarampo) são machas avermelhadas, com discreto relevo, que surgem inicialmente no rosto e se espalham para o resto do corpo de forma descendente. As lesões podem ser abundantes, sofrendo fusão, de forma a criar grandes manchas avermelhadas. Em geral, a extensão e o grau de confluência do exantema se correlacionam com a gravidade da doença. Palmas das mãos e plantas dos pé raramente são envolvidos.



    Outros achados característicos durante a fase exantemática incluem linfadenopatia (aumento dos linfonodos), febre alta (às vezes acima de 40ºC), faringite e conjuntivite. Tosse também é comum e pode persistir por até 2 semanas.



    Durante o período exantemático, o paciente fica com o sistema imunológico comprometido, sendo um alvo fácil para outras infecções de origem bacteriana ou viral.



    48 horas após o aparecimento da erupção cutânea, o paciente começa a melhorar. Com três a quatro dias, a erupção escurece, ficando acastanhada, e depois começa a descamar e sumir. A erupção geralmente dura um total de seis a sete dias. A febre costuma sumir quando o exantema começa a aliviar. Uma febre que dura mais de 3 ou 4 dias após o início das erupções pode ser sinal de uma complicação em curso, como pneumonia, diarreia, otite ou encefalite (inflamação do cérebro). A pneumonia e a encefalite são as complicações mais perigosas do sarampo.



    O diagnóstico do sarampo é feito através dos achados clínicos e da sorologia sanguínea (pesquisa por anticorpos). O anticorpo do tipo IgM contra sarampo fica positivo a partir do terceiro dia de exantema e desaparece após 30 dias. O anticorpo tipo IgG surge no sétimo dia de exantema e fica positivo para o resto da vida.

    Tratamento do sarampo



    Uma vez que os sintomas do sarampo já tenham surgidos, não há tratamento específico para a doença. A única coisa a fazer é dar suporte e esperar que a doença se cure sozinha. Nas crianças, a administração de vitamina A parece reduzir a incidência de casos graves. A febre pode ser controlada com antipiréticos comuns, como Paracetamol. Não se deve usar nunca a aspirina (AAS) no sarampo, devido ao risco de síndrome de Reye, uma doença rara, mas com alta mortalidade, caraterizada por edema cerebral e lesão do fígado. Antibióticos só têm valor se houver alguma infecção bacteriana complicando o quadro de sarampo.

    Prevenção e vacina do sarampo



    Como não há tratamento efetivo durante a fase de sintomas, o controle do sarampo deve ser voltado para a prevenção. Nas últimas décadas, devido a ampla cobertura vacinal na maioria dos países, o sarampo de tornou uma doença pouco comum. A vacina contra sarampo é feita com vírus vivo atenuado.



    Como a maioria das vacinas, a vacina do sarampo deve ser administrada antes do paciente ter qualquer contato com o vírus, de preferência durante o primeiro ano de vida. Porém, como o período de incubação do sarampo pode chegar a 19 dias, uma pessoa nunca imunizada, que tenha tido contato com alguém contaminado, pode ser vacinada, contanto que não ultrapasse o limite de 72 horas após a exposição ao vírus. Esta forma de vacinação não é a ideal, mas costuma ser efetiva em muitos casos.



    Outra forma de prevenção para pessoas expostas ao vírus do sarampo é a administração de imunoglobulina. Pacientes com elevado risco de complicação, como imunossuprimidos, grávidas e crianças com menos de 1 ano ainda não vacinadas podem fazer uso da imunoglobulina caso venham a ter contato com pessoas contaminadas. Esta medicação deve ser administrada dentro dos primeiros 6 dias de exposição ao vírus.
    Leia mais clicando aqui...

    Estudos "Mercianos"!

    0 comentários

    Estudos "Mercianos"!:

    O amplamente difundido estudo comparativo entre as remunerações do sector público e privado por parte da Consultora Mercer foi, para não o apelidar de outra coisa, uma tibornice. O Governo que descer os salários (claro como a água) e, com efeito, encomendou uma coisa destas para "fundamentar" o acto e consagrá-lo à troika.
    .
    Tudo o que lá consta é muito duvidoso. Começando pelos métodos, amostras (público: que faixa etária?, que antiguidade profissional?, que categoria?,etc; privado: que faixa etária?, que experiência profissional?, que função/cargo?, que categoria?, que instituições?, etc), induções e conclusões.
    Até os Enfermeiros Principais foram incluídos no estudo, pasme-se. A sua média salarial deve ter sido "zero euros". A informar: ainda não há qualquer Enfermeiro Principal em Portugal! 
    Ficou-se também a saber que os dados relativos ao sector privado foram fornecidos... pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social. Pouco imparcial (considerando o objectivo do estudo!). 
    Mas se os colegas mais reparem, percebem, com certeza, que, mesmo no meio de tanta engenharia estatística - por parte da Mercer - os Enfermeiros são, de longe os licenciados mais mal remunerados da Administração Pública! Mesmo quando comparamos o ganho médio mensal dos Enfermeiros (que inclui os suplementos ) com as remunerações-base de outros licenciados. Mesmo assim, auferimos menos!! É notável!
    .
    Todavia, no exercício do rigor, divulgo aqui a reposição da verdade, da autoria do Economista Eugénio Rosa.
    Leia mais clicando aqui...

    sexta-feira, 15 de março de 2013

    O culpado do costume

    0 comentários

    Leia mais clicando aqui...

    quarta-feira, 13 de março de 2013

    CARCINOMA BASOCELULAR | Câncer de pele

    0 comentários

    CARCINOMA BASOCELULAR | Câncer de pele:
    O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo de câncer de pele mais comum no ser humano, sendo também aquele com maior taxa de cura. Apesar de ser o tipo histológico de 3 em cada 4 cânceres de pele diagnosticados, o carcinoma basocelular tem uma taxa de mortalidade abaixo de 2%.


    Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre o carcinoma basocelular:

    • O que é o carcinoma basocelular.
    • Fatores de risco para o carcinoma basocelular.
    • Sintomas do carcinoma basocelular.
    • Tratamento do carcinoma basocelular.
    Se você está à procura de informações sobre o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, o seu texto é esse: MELANOMA | Câncer de pele.

    O que é o carcinoma basocelular



    A epiderme é a camada mais superficial da pele (as outras camadas são a derme e a hipoderme, esta última também é chamada de tecido subcutâneo), chegando a ter 1,5cm de espessura em áreas de pele mais grossa, como as solas dos pés e as palmas das mãos. A epiderme é subdividida em 5 camadas, sendo a mais profunda composta pelas células basais. As células basais estão constantemente se multiplicando, gerando células de pele novas, que vão empurrando as antigas para cima, de forma a renovar constantemente a epiderme. Conforme as células velhas se desprendem e descamam, as células mais novas que estão subindo vão ocupando o seu lugar.



    O carcinoma basocelular é o câncer que surge das células basais. O seu aparecimento geralmente ocorre após uma lesão do DNA desta célula, fazendo com que as mesma mude suas características, tornando-se um câncer. O principal fator de agressão ao DNA das células da pele é o excesso de exposição solar (explicaremos melhor na próxima parte do texto).



    Para entender melhor o processo que leva ao surgimento de um célula cancerígena, leia:

    - O QUE É O CÂNCER?

    - O QUE É UM CARCINOMA?


    O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum e, felizmente, o menos mortal. Apesar de localmente ser um tumor agressivo, capaz de destruir camadas da pele e de invadir tecidos ao redor, a sua relativa benignidade está no fato de ser um câncer com baixo potencial de causar metástases. Na verdade, menos de 1% dos casos de carcinoma basocelular metastizam. Os tumores não tratados continuam a crescer, causando significativa destruição das camadas da pele, que podem provocar lesões desfigurantes. Porém, mesmo nestes casos, o tratamento curativo é possível.

    Fatores de risco para o carcinoma basocelular



    A exposição crônica ao sol é o principal fator de risco para o desenvolvimento do carcinoma basocelular. Ao contrário do melanoma que surge habitualmente após um episódio de exposição excessiva ao sol, o CBC surge em pessoas que se expõem frequentemente ao sol durante anos, em geral, desde os primeiros anos de vida. Em relação à exposição solar, os seguintes fatores aumentam o risco do carcinoma basocelular:

    • Ter pele muito clara.
    • Ter olhos claros.
    • Ser ruivo ou naturalmente loiro.
    • Ter tido muitos episódios de queimadura solar ao longo da vida.
    • Ter mais de 50 anos (o dano ao DNA surge na juventude, mas o câncer só aparece décadas depois).
    • Fazer bronzeamento artificial.
    • Viver em áreas tropicais e com alta exposição solar ao longo de todo o ano.
    • Ter familiares próximos com história de câncer de pele.
    • Já ter tido um carcinoma basocelular anteriormente (o risco de novo tumor é 40% maior que na população em geral).
    O excesso de sol ao longo da vida é um fator de risco importante, mas há outros fatores que também podem levar ao aparecimento do carcinoma basocelular, como:

    • Exposição excessiva à radiação, como raio X.
    • Imunossupressão (por doença ou por uso de drogas imunossupressora).
    • Exposição a arsênico.
    • Algumas raras doenças genéticas facilitam o aparecimento do CBC, como a síndrome de Goltz ou xeroderma pigmentoso.

    Sintomas do carcinoma basocelular



    As lesões do carcinoma basocelular habitualmente se apresentam em locais da pele mais expostos à radiação solar. Na maioria dos casos, a lesão ocorre na face. A seguir, o tronco é o local mais acometido. Eventualmente o CBC pode surgir em áreas não expostas ao sol, como órgãos genitais ou região ao redor do ânus.



    Na maioria dos casos, a lesão de pele do carcinoma basocelular apresenta-se como um pequeno nódulo ou uma pápula (uma lesão com relevo, tipo uma bolinha meio achatada), da cor da pele, meio brilhosa ou perolada, frequentemente com um ou mais diminutos vasos sanguíneos visíveis. Estas lesões se ferem com facilidade, podendo formar pequenas úlceras. A forma nodular surge habitualmente na face e é responsável por 60% dos casos.

    Carcinoma basocelular - fotos


    Em 30% dos casos, a lesão do CBC é superficial, plana e levemente avermelhada. Esta forma ocorre mais comumente em jovens e acomete principalmente o tronco.



    Carcinoma basocelular  superficial


    Os 10% dos casos restantes podem apresentar uma variedade de formas. Em geral, são variações da forma nodular e superficial. Algumas lesões podem ser pigmentadas (mais escuras) ou com uma leve depressão. Outras parecem cicatrizes arrendondadas, como se o paciente tivesse tido uma ferida anterior no local.



    Nem sempre é fácil para a população leiga notar a presença de um carcinoma basocelular em fase inicial. Por isso, alguns sinais de alerta devem ser conhecidos:



    - Uma ferida persistente, principalmente na face, que não se cura após várias semanas.

    - Uma mancha vermelha nova, que não desaparece após várias semanas.

    - Um nódulo novo, brilhante. Pode ser avermelhado, translúcido ou pigmentado. Também pode haver pequenos vasos sanguíneos visíveis.

    - Uma área mais branca ou amarelada, com bordas pouco definidas, parecida com uma pequena cicatriz.



    O diagnóstico do carcinoma basocelular é habitualmente confirmado com uma biópsia de pele.

    Tratamento do carcinoma basocelular



    O tratamento do carcinoma basocelular é preferencialmente cirúrgico, com retirada completa da lesão, mas uma série de outros tratamentos estão disponíveis, dependendo do tipo, localização e gravidade do tumor. Algumas opções incluem: laserterapia, curetagem, crioterapia, eletrocoagulação e radioterapia. Lesões muito iniciais podem ser tratadas apenas com cremes à base de 5-Fluorouracil (5-FU) ou Imiquimod.



    Independentemente do tratamento escolhido, praticamente todos os casos de CBC conseguem ser curados. Todavia, a taxa de recorrência é alta, cerca de 10% após 5 anos.
    Leia mais clicando aqui...

    segunda-feira, 11 de março de 2013

    O país em que é proibido ser-se adulto

    0 comentários

    O país em que é proibido ser-se adulto:
    “Portugal não é Pátria mas país”
    Ruy Belo, que nasceu há 80 anos

    Joana Manuel, que é muita gente ao mesmo tempo, explica como é que Portugal, que era um país em que as pessoas eram impedidas de ser jovens, se transformou num sítio em que são impedidas de ser adultas. País ou sítio. Pátria é outra coisa.
    Canal apeloPortugal
    Leia mais clicando aqui...

    Indignação

    0 comentários

    Indignação:
    Imagem roubada do Facebook
    Imagem roubada do Facebook
    Ando, desde que li sobre a última «pérola» eructada por antónio broche,s para escrever algo sobre o assunto.

    Furiosa, danada, revoltada, usei a minha página pessoal do Facebook para o insultar livremente e sem qualquer tipo de pudor, mesmo sabendo que alguns dos meus «amigos» são meus antigos alunos e actuais formandas ou familiares já com alguma idade e pouco habituados a palavrões.

    Mas até agora não encontrei palavras para mostrar a minha indignação aqui. Sei que o assunto já foi por cá abordado, mas preciso, ainda assim, de reflectir sobre isto. Sobre o significado de tamanha pouca vergonha.

    Sendo, desde que me conheço, defensora dos direitos de todos (ou de quase todos, que neste momento não reconheço grandes direitos a certas «mentes-com-quantos-dentes-tens brilhantes»), as declarações do dito cujo, de quem não se espera nada de útil, calaram fundo na minha alma. Senti ondas de revolta, senti uma fúria pouco habitual. Se aquele ser ignominioso estivesse perto de mim, acho que seria desta que eu, uma pessoa pacífica, pacifista e pacificadora, apertaria o gasganete a alguém, tirando-lhe a tosse sem dó nem piedade.

    Pensar sequer na hipótese de cortar no salário de quem ganha a côdea de 485 euros mensais com o pretexto de que assim se diminuiria o desemprego é uma ideia tão absurda que, sinceramente, não sei como a apelidar. E isto vindo de quem ganha o que ganha por ser Conselheiro do Governo.

    Cada vez são maiores e mais frequentes os insultos que estes fulanos fazem ao povo que lhes paga os salários, as casas, os carros, as mordomias. Já não há decoro ou respeito. Acham-se no direito de tudo dizer, de verbalizar todo o lixo que lhes passa pelas mentes enegrecidas com tanto pensamento inútil.

    Eu aprendi desde pequena que há coisas que até posso pensar mas nunca, nunca, as posso dizer. E isto sem pôr em causa a minha frontalidade ou a minha honestidade. Simplesmente, há coisas que não se dizem. Ponto.

    E depois há outras que nem sequer se pensa.

    Estes senhores, verdadeiros caciques dos tempos modernos com ideias e sonhos dos tempos passados, consideram-se donos da nação, donos da razão, seres acima de todos os mortais. Acham normal dizerem tudo o que pensam porque tudo o que pensam é fantástico e será sempre aplaudido. Autênticos bobos do corte, dizem uma graçola para agradar ao rei e defenderem cada vez mais os cortes cegos. Claro! Convém justificar o salário ganho tão arduamente a fazer felatios a todos os membros dos governantes.

    Parece que estou a ver a cena, tó broches, nome pelo qual é carinhosamente apelidado nos bastidores do governo, de joelhinhos numa almofadinha fofinha que está, por sua vez assente numa roldana, a abrir a braguilha do «nosso» pm, a retirar-lhe o falo com todo o cuidado e a fazer o trabalhinho, enquanto o ingrato ppc goza, de braços cruzados atrás da nuca. Terminando este, a formiguinha trabalhadora e esforçada desliza para o seguinte e assim sucessivamente. Sempre em silêncio, para não perder tempo e consolar todos os presentes no menor espaço de tempo possível, que há muito trabalhinho pela frente.

    No final, depois de todos felizes com o desempenho excelente e profissional, lá lhe dão umas palmadinhas nas costas e um chequezinho chorudo para engrossar a sua conta bancária. Com os agradecimentos da nação, com o pão da nação,com o sangue da nação, com a indignação da nação.

    É preciso, meus senhores e minhas senhoras, indignação, muita indignação. Quando nos cansaremos de tantos insultos, de tantas afrontas à dignidade humana? Quando?

    Quando bateremos com as mãos na mesa e diremos BASTA!? Quando?

    Até quanto vamos esperar calmamente que nos tirem? Quantos de entre nós vamos deixar cair até que se ponha fim a esta vilanagem?
    A hora, meus amigos, é de acção, de indignação. Não podemos ficar calados perante cada vez mais e maiores despautérios. Quanto mais nos calarmos, mais pesado será o jugo que sobre todos nós cairá.
    E acabo por terminar este artigo sem conseguir escrever o que realmente sinto e como me revolta toda esta falta de respeito por quem já (sub)vive com tão pouco.
    Como me deu vontade de chorar ouvir o pedinte (o segundo que me abordou em menos de dez minutos)  dizer-me, enquanto eu procurava alguma moeda esquecida para lhe dar, «Deixe lá, se não tiver, não faz mal, a senhora até tem cara de boa pessoa.» Não quero ter cara de boa pessoa, não quero dar moedas a mendigos. Não quero que me estendam a mão. Quero que as pessoas tenham salários justos, que tenham direito ao trabalho, a uma casa, à saúde, à educação. Quero que não tenham necessidade de estender as mãos à caridadezinha de outros.
    Quero não ver velhinhos a pedir uma ajudinha entre os poucos dentes que lhes restam nas bocas.
    Quero não ver cada vez mais pessoas a dormir nas ruas.
    Quero que os Chupistas deste país se calem para sempre e parem de nos chupar até ao tutano.
    Agora percebo por que não consigo verbalizar o que sinto. Estou tão indignada que não consigo pôr por palavras o escuro que me vai na alma. Não sei dizer o indizível.


    Tagged: António Borges, corte salarial, governo, mendicidade, pobreza, revolta
    Leia mais clicando aqui...

    Mensagens populares

    Partilhando

    A minha Lista

    Links para este blog

    Pesquisa doenças pelo corpo

    Filme cerimónia final de curso - Versão apresentada

    Comentem aqui também