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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

VÔMITO E DIARREIA | Gastroenterite viral

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VÔMITO E DIARREIA | Gastroenterite viral: A gastroenterite viral é uma das doenças mais comuns da humanidade, perdendo em incidência apenas para as infecções respiratórias. A gastroenterite viral pode ser provocada por vários vírus diferentes e acomete pessoas de todas idades, sexo, etnia e condição econômica. Seus principais sintomas são diarreia aquosa, cólicas e vômitos.



Estima-se que, em todo o mundo, as gastroenterites de origem viral sejam responsáveis por mais de 5 bilhões de episódios de diarreia a cada ano. Enquanto o número de casos de gastroenterites de origem bacteriana e parasitária está em queda, devido a gradual melhoria das condições de saúde pública e infraestrutura, como rede de esgoto, saneamento básico, maior disponibilidade de água potável e maior educação da população, os casos de gastroenterite viral mantém-se mais ou menos estável, com um ritmo de redução bem mais lento.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a gastroenterite viral:

  • O que é uma gastroenterite viral.
  • Causas da gastroenterite viral.
  • Transmissão da gastroenterite viral.
  • Sintomas da gastroenterite viral.
  • Diagnóstico das gastroenterites virais.
  • Tratamento gastroenterite viral.


Neste texto iremos falar apenas sobre as diarreias de origem viral. Se você deseja mais informações sobre diarreia em geral, leia: DIARREIA | Causas e tratamento.

O que é gastroenterite viral.



Gastroenterite é um termo que significa inflamação do estômago e dos intestinos. A gastroenterite pode ser causada por vários fatores, como infecções por parasitas e bactérias, remédios, álcool, ou doenças, como intolerância à lactose, doença de Crohn (leia: DOENÇA DE CROHN | RETOCOLITE ULCERATIVA) ou doença celíaca (leia: DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten). Gastroenterite viral é qualquer gastroenterite provocada por um vírus.



Quando a inflamação da gastroenterite é predominantemente do estômago, náuseas e vômitos são os sintomas são proeminentes. Quando são os intestinos os mais acometidos, cólicas abdominais e diarreia dominam o quadro. Porém, não é incomum o paciente apresentar uma quadro com inflamação extensa, sofrendo com vômitos e diarreia ao mesmo tempo.



O quadro de diarreia ocorre porque o vírus ataca as células da mucosa do intestino, principalmente do jejuno e do íleo, que correspondem aos 2/3 finais do intestino delgado. A inflamação resultante deste ataque destrói as vilosidades do intestino, que são as estruturas responsáveis pela absorção dos nutrientes digeridos. Além de impedir a absorção de nutrientes, alguns vírus, como o rotavírus, estimulam a secreção de água pelas células intestinais, provocando uma diarreia aquosa e profusa, fazendo com que o paciente evacue mais de 15 vezes por dia.



O quadro de vômitos é causado por inflamação e irritação da parede do estômago, que passa a tolerar mal a presença de alimentos.

Causas da gastroenterite viral



Vários vírus diferentes podem provocar gastroenterite, sendo os mais comuns:



- Rotavírus.

- Norovírus (antigamente chamado de vírus Norwalk).

- Adenovírus.

- Sapovírus.

- Astrovírus.



Nos adultos o norovírus é a principal causa de diarreia aguda, sendo responsável pela maiorias das epidemias de gastroenterite viral. Na população pediátrica, principalmente nas crianças até 2 anos, o rotavírus é a principal causa de gastroenterite. Adultos também podem ter diarreia por rotavírus, mas ela é menos comum e o quadro clínico costuma ser bem mais brando.



A incidência das diarreias por rotavírus em crianças tem caído bastante desde a introdução da vacina contra esse vírus. As formas de gastroenterite grave por rotavírus caíram mais 95% na população vacinada.

Transmissão da gastroenterite viral



As gastroenterites virais são chamadas em inglês de "stomach flu", que numa tradução grosseira pode ser chamado de "gripe estomacal". Apesar do vírus da gripe não provocar gastroenterite, a analogia é feita devido às semelhanças entre as formas de transmissão e a facilidade de contágio destes vírus.



Lavar as mãos contra gastroenterites
Na maioria dos casos, a transmissão é feita pelo contato próximo, principalmente por mãos contaminadas pelo vírus. Fezes e vômitos dos pacientes contaminados possuem elevadas cargas de vírus. Se uma higiene adequada das mãos não for feita após cada evacuação, este paciente pode contaminar roupas e objetos, facilitando a dispersão do vírus. Pais que não lavam as mãos adequadamente após cada troca de fraldas do filho podem espalhar o vírus para o resto da família. Alimentos preparados por pessoas doentes (principalmente se crus ou mal cozidos) ou águas contaminadas com fezes também são vias comuns de transmissão.



A transmissão através do ar também é possível, principalmente através de gotículas de saliva durante a fala, tosse ou espirros. Também há suspeitas de que o vírus possa ser transmitido pelo ar através dos vômitos. Sugere-se que a limpeza dos vômitos seja feita não somente com luvas, mas também com máscaras.

Sintomas da gastroenterite viral



As gastroenterites causadas pelo norovírus, sapovírus ou astrovírus podem provocar desde uma doença leve, com febre baixa e diarreia leve, até um quadro bem grave, com febre alta e dezenas de episódios de vômitos e diarreias ao longo do dia . A presença de vômitos é mais comum com infeções causadas pelo norovírus e pelo sapovírus. Já o rotavírus só costuma causar diarreia importante nas crianças ou nos adultos com imunidade deficiente.

Diarreia pelo norovírus



A gastroenterite pelo norovírus costuma provocar sintomas 1 a 3 dias após a contaminação. O quadro é de início abrupto, com vômitos e/ou diarreia. A diarreia costuma ser moderada, com 4 a 8 evacuações por dia. As fezes são bem líquidas e não há presença de sangue, pus ou muco. Também são comuns dor muscular, mal-estar, dor de cabeça, cólicas, dispepsia (leia: DOR NO ESTÔMAGO | DISPEPSIA) e febre ao redor de 38-39ºC. Em adultos saudáveis, esta forma de gastroenterite provoca desconforto, mas não costuma causar graves consequências. Em dois ou três dias o paciente se recupera do quadro sem maiores problemas.



Manifestações mais graves da doença podem ocorrer em crianças pequenas, idosos ou pacientes debilitados, já com outros problemas de saúde.

Diarreia pelo rotavírus



A gastroenterite pelo rotavírus é habitualmente branda em adultos, mas pode ser bem grave em crianças muito pequenas. Algumas crianças podem ter mais de 20 episódios de vômitos e/ou diarreia por dia, levando a quadros de desidratação grave. A diarreia pelo rotavírus é bem aquosa e também não contém sangue, pus ou muco. O quadro surge habitualmente 48 horas depois da contaminação e o paciente fica por até 10 dias eliminando o vírus nas fezes. Os sintomas duram de 12 a 60 horas.



A maioria das crianças não vacinadas irão contrair o rotavírus até o 3 anos de idade, devido ao intenso e próximo contato entre as mesmas em creches e infantários. A primeira infecção costuma ser a mais severa. Depois, como o organismo desenvolve anticorpos, as reinfecções ao longo da vida costumam ser bem mais brandas. Por isso, as infecções por rotavírus em adultos costumam ser leves. Nos pacientes devidamente vacinados, 60% ficam totalmente imunes ao vírus e mais de 95% ficam imunes às formas graves da gastroenterite.

Diagnóstico das gastroenterites virais



Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito somente com base no exame médico. Até existem testes para rotavírus e norovírus nas fezes, mas eles são desnecessários na maioria das vezes, já que o tratamento das diarreias aquosas, sem sinais de sangue ou pus, é basicamente o mesmo, seja ela de origem viral ou não.



O exame das fezes pode ser útil se o médico tiver dúvidas entre a gastroenterite viral ou bacteriana. Geralmente, os sintomas são diferentes, mas em alguns casos a distinção pode não ser tão simples.

Tratamento das gastroenterites virais



Não existe um remédio específico para curar diarreias causadas por vírus. E nem é preciso, pois na maioria dos casos a doença é autolimitada e de curta duração. O principal objetivo do tratamento é impedir que o paciente desidrate por conta das grandes perdas de água nas fezes e nos vômitos. A hidratação adequada é muito importante, principalmente nas crianças pequenas. Em casos graves, a internação hospitalar para administração de soro intravenoso pode ser necessária.



Já existem soluções prontas para a hidratação por via oral à venda nas farmácias, como o Pedialyte®. Nas farmácias populares este soro é distribuído gratuitamente. Esta forma de hidratação é mais eficiente do que água pura ou soro caseiro feito em casa.



Antibióticos não devem ser usados, pois eles só funcionam para diarreias provocadas por bactérias. Remédios para parar a diarreia, como a loperamida (Imosec®), não devem ser usados em diarreias agudas e de origem infecciosa, pois podem piorar o quadro e causar efeitos colaterais importantes.



Probióticos, como lactobacillus (Floratil® - Saccharomyces boulardii), podem ser úteis, ajudando a reduzir o tempo de doença em alguns casos. Mas não espere efeitos milagrosos, como resolução da diarreia após algumas horas.



Não é preciso interromper a alimentação durante o quadro de gastroenterite. Evite apenas alimentos muito gordurosos ou que piorem o seu enjoo. Não é precioso fazer nenhuma dieta muito restritiva. Dê preferência a alimentos ricos em água, como frutas, sopas, iogurtes, etc. A maioria dos pacientes não apresenta problemas com a ingestão de lactíneos.
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

O miseravel Ulrich

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O miseravel Ulrich:

Depois de ter defendido em Outubro do ano passado que o país aguentava mais austeridade, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, voltou ontem ao tema com um novo argumento: 
"Se os gregos aguentam uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?"
"Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer". "E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto aguentam porque é que nós não aguentamos? Parece-me uma coisa absolutamente evidente", rematou o banqueiro.
 O BPI registou lucros de 249,1 milhões de euros em 2012, revelou hoje Fernando Ulrich. Para este resultado contribuiu não apenas a melhoria da margem financeira e  o produto bancário mas também as mais valias da venda da carteira de divida soberana portuguesa noutro trimestre do ano que terá ascendido a 160 milhões de euros.

Nem tenho palavras para descrever o que sinto ao ouvir esta cavalgadura vomitar tanta porcaria por aquela bocarra fora. A crise que vivemos é uma crise criada pela desonestidade e ganancia dos Banqueiros, que mesmo depois de atiraram países e os seus povos para situações de pobreza e miséria, vivem no luxo e na ostentação com salários exorbitantes num país onde o ordenado mínimo não chega aos 500 euros, onde todos os dias o desemprego e o desespero crescem exponencialmente. É esta gente que depois tem a lata de vir anunciar lucros de centenas de milhões, na sua maioria conseguidos na especulação coma própria divida do país que eles próprios endividaram. Um país que vive na austeridade mais violenta, que vê todos os direitos dos seus cidadãos serem destruídos vê também os culpados desta situação a serem mimados e ajudados por políticos em negócios e compadrios vergonhosos. E esta gente ainda fala, ainda se dá ao luxo de arrotar disparates e ofensas ao mais simples cidadão. Para eles é normal que alguém perca tudo, caia na mais profunda miséria, vá viver como sem abrigo num beco qualquer em nome de uma crise e de uma dívida pela qual não tem responsabilidade. Pior, ainda se coloca na situação de também ele poder vir a tornar-se num sem abrigo. Uma cavalgadura que ganha mais num ano que muitos portugueses juntos durante toda a sua vida. Mas merecia, merecia que este povo lhe entrasse pelo banco dentro e lhe retirasse tudo o que tem, lhe oferecesse um cobertor e um caixote de cartão e o obrigasse a viver a vida a que tem condenado tantos outros. Devia ter de comer dos caixotes de lixo, dormir na soleira das portas ao frio e à chuva e estender a mão em busca de alguma solidariedade, coisa que ele não sabe o que é. Este canalha não durava um mês, mas diz que todos temos de estar preparados para essa ser a nossa vida. Pulha miserável.

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Quando a Realidade supera a indignação

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Quando a Realidade supera a indignação:

Copiei este texto do mural de uma amiga do facebook que por sua vez já o partilhava de um outro amigo:
Fez-me chorar... 
Já visitei a Venezuela e Cuba. Mas, esta tarde, visitei, pela primeira vez, um país do terceiro mundo. Eu conduzia pela via de acesso ao IC19 quando observei dois homens que seguiam junto ao rail vindos do Hospital Amadora-Sintra. O mais novo aparentava 45 anos e tinha a cara tostada pelo sol. O mais velho devia ter cerca de 80 anos e trazia um dreno ensanguentado junto à cintura. O filho trazia o pai que havia tido um AVC e uma infecção urinária. Ficaram na Brandoa. Foi onde os deixei depois de ter decidido dar-lhes boleia. Não tinham dinheiro para o transporte de ambulância. Durante a viagem, envergonhado, o filho concordou comigo. Este é o país em que os donos dos bancos e das grandes empresas enchem os bolsos através da humilhação dos trabalhadores e dos reformados. O velho mal se compreendia. Muito cansado tentava comentar com muita dificuldade o que se dizia. Mas houve um momento em que encheu a voz de força e rematou: "É preciso um novo 25 de Abril". Respondi-lhe, então, que se o havia que repetir que fosse sem cravos. Pelo espelho retrovisor, vi-lhe o sorriso. Não sei o que lhe passava pela cabeça. Mas, na minha, vi o nosso povo unido esmagar os que assim tratam os que sacrificaram o melhor das suas vidas pela felicidade de outros. E sorri-lhe de volta.

Quando o li comentei que pensava fazer um post utilizando o texto se entretanto conseguisse fazer um boneco que o merecesse. Não me perguntem porque escolhi esta imagem que pouco ou nada se relaciona com ele, mas na altura, sem saber dizer porquê, pareceu-me a imagem certa e ainda agora não sei mas ainda agora me parece. Quanto à história, não é o 25 de Abril sem cravos que me diz muito, já que foram eles que me mostraram os tempos e as gentes mais lindas que vivi, mas a tristeza de saber que vivemos outros tempos bem mais feios onde se despreza a pessoa e onde quase nada resta da dignidade humana. Este é o mundo de quem coloca nos altares do poder o dinheiro e não o homem. Este é o mundo do capitalismo selvagem, o mundo em que a cada vida humana é colada uma etiqueta com o preço que vale e a vida de cada um de nós cada vez vale menos.

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Os novos Corsários

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Os novos Corsários:

Já nos tempos das Caravelas muitos piratas trabalhavam para Coroas estrangeiras com a finalidade de assaltar e pilhar as riquezas que eram transportadas para Portugal. Agora, passados vários séculos o que mudou foi a forma como o fazem porque a pilhagem continua. A única diferença é que agora contam também com a colaboração de alguns vendidos que a troco de mordomias e poder vendem o seu país e as suas riquezas. Na altura isso era considerado traição, agora apelidam-se de banqueiros e políticos.

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Se beber, não trabalhe

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Se beber, não trabalhe:
A deputada socialista Glória Araújo está dispensada de apresentar um atestado médico na Assembleia da República (AR) para justificar as faltas que deu ao plenário na semana a seguir a ter sido apanhada a conduzir com excesso de álcool. A parlamentar do PS justificou as faltas com doença, mas não apresentou qualquer comprovativo e as regras do parlamento não obrigam os deputados a fazê-lo.
Tendo em conta que o país tem sido conduzido por gente embriagada que tem acusado excesso de incompetência no cérebro, parece-me exagerada toda esta histeria à volta de uma deputada só porque terá pensado que a imunidade parlamentar poderia tê-la tornado imune ao álcool, podendo, então, dar-se ao luxo de beber e, acto contínuo, conduzir. Se tivesse atropelado alguns portugueses pelo caminho, ficaria, ainda assim, muito aquém do que José Sócrates e Passos Coelho têm feito.
Quanto a ter ficado doente, conta com a minha solidariedade, porque há poucas coisas mais incapacitantes que uma ressaca. No que se refere à dispensa de entrega de comprovativo, parece-me justo que a senhora deputada seja considerada doente, até prova em contrário.
As regras, por exemplo, para os funcionários públicos são diferentes e a legislação define que a ausência por doença deve ser comprovada “mediante declaração passada por estabelecimento hospitalar, centro de saúde, incluindo as modalidades de atendimento complementar e permanente, ou instituições destinadas à prevenção ou reabilitação de toxicodependência ou alcoolismo”.
O presidente do Conselho de Administração da AR, Couto dos Santos, considera que não se justifica obrigar os deputados a apresentar um atestado médico em caso de doença, porque tem de admitir-se que “um deputado é responsável pelos seus actos” e é preciso ter “confiança em quem elegemos”.
idem
Da leitura destes dois parágrafos poderá concluir-se, portanto, que os funcionários públicos não são responsáveis pelos seus actos e que o Estado não deve ter confiança em quem contrata. Não me espantaria que Couto dos Santos partisse desse princípio, uma vez que apoia uma maioria que tem os funcionários públicos na conta de parasitas privilegiados, no seguimento, aliás, da maioria anterior, apoiada por Glória Araújo. É frequente, na verdade, o poder estar associado à embriaguez.

Tagged: alcoolemia, assembleia da república, álcool no sangue, deputados, Glória Araújo, parlamento
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Visto e ouvisto

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Visto e ouvisto:
Relvas: vai estudar!

vistoouvisto

Tagged: licenciatura, Miguel Relvas, relvas
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Os super-ricos e o Titanic

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Os super-ricos e o Titanic:
Dos 400 homens super-ricos que viajavam em 1.ª classe [no Titanic, em 1912], 70% morreram afogados. Há registos, recordados num ensaio de F. Zakaria, que nos confirmam que J. J. Astor, a maior fortuna do mundo de então, acompanhou a sua mulher até ao bote salva-vidas, recusando-se a entrar enquanto existissem mulheres e crianças por salvar. O mesmo fez B. Guggenheim, que ofereceu o seu lugar no bote a uma mulher desconhecida. Se o Titanic naufragasse em 2013, estou seguro de que quase todos esses 400 super-ricos chegariam são e salvos, deixando para trás, se necessário, as suas próprias mulheres e crianças. A gente que manda hoje no mundo acredita apenas no sucesso egoísta, traduzido em ganhos monetários, pisando todas as regras e valores. Os aventureiros que conduziram a humanidade à atual encruzilhada dolorosa não passam de jogadores que transformaram o mundo num miserável reality show. Tirando o dinheiro, nada neles os distingue da gente vil, medíocre e intelectualmente indistinta que se arranha para participar nesses espetáculos insultuosos para com a condição humana. Quando andarmos pela rua, é preciso ter cuidado. É preciso olhar lá bem para baixo. No meio do pó e da lama, habita a vilanagem que manda no mundo. Cuidado para não tropeçarmos nalgum deles…
Viriato Soromenho-Marques via Joana Lopes.

Tagged: ricos, Titanic, Viriato Soromenho-Marques
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Quem gasta mais do que tem, mostra que siso não tem"

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"Quem gasta mais do que tem, mostra que siso não tem":




Como é da praxe, o Má Despesa limita-se a partilhar a informação oficialmente publicada pelas entidades públicas: a Secretaria- Geral do Ministério das Finanças pagou 4.794,75€ pelo aluguer operacional de uma viatura por um dia. Foi no final de Setembro do ano passado e esta despesa só foi publicada volvidos dois meses e o contrato não refere o respectivo fim nem a natureza da viatura. Para quem quiser saber mais, a matrícula da viatura foi, excepcionalmente, publicada: 74-HR-87.

Aparentemente, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) é mais "poupada". Nos próximos quatro anos esta entidade financiada pelo orçamento do Estado vai gastar 120.751,20 € no aluguer de viaturas ligeiras de passageiros, o que corresponde a mais de 2500 € mensais. Naturalmente, os carros consomem combustível e, portanto, a ERC já tratou de comprá-lo: 79.970,00€ nos próximos três anos, ou seja, mais de 2000 € mensais. Feitas as contas, a ERC vai gastar nos próximos anos mais de 4500 € mensais só em carros e combustível. Uma pequena amostra da dimensão da despesa pública afecta a este tipo de bens.


A este propósito, vale a pena rever a reportagem da RTP, do programa Sexta às 9, com a participação do Má Despesa Pública. 


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Filhos da puta !

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Filhos da puta !:
O tal do Estado Social
O Senhor Santos tem 91 anos. Trabalhou desde os 9. Já aprendia o ofício de sapateiro quando fez o exame da quarta classe.
Nos dias de semana acordava às 6 da manhã e fazia quatro quilómetros a pé para ir trabalhar. Estivesse chuva, frio ou sol. Não sabia o que era tomar o pequeno almoço. Logo se via, durante a manhã, se conseguia comer um bocado de pão.
Aos fins-de-semana não descansava nem brincava como qualquer criança de nove anos. Ia para o campo, pois ao fim de semana não ia trabalhar para o sapateiro. Trabalhava sete dias por semana. 9 anos e muitos dentes de leite.
O Senhor Santos teve vários ofícios e profissões. Trabalhou a vida toda.
No ano passado, aos 90, ficou viúvo. Esmoreceu. Decidiu que, finalmente, ia deixar de trabalhar. Arrumou os livros e entregou as escritas que ainda fazia dos vendedores de fruta na praça ou dos cafés que só vendem bicas a um gabinete de escritas organizadas. Parou de trabalhar aos 90.
O Senhor Santos trabalhou dos 9 aos 90 anos. O Senhor Santos trabalhou 80 anos sem parar. Descontou para a reforma a vida toda. Tem uma reforma de miséria, como quase todos os velhos deste país.
Na semana passada o Senhor Santos teve um AVC. Foi de ambulância para o Hospital. Um hospital público, sem direito a regalias ou atenções especiais (no caso, o Hospital de São Bernardo, em Setúbal). Entrou, foi atendido e assistido. Umas horas depois foi mandado para casa com uma receita para aviar na farmácia, que mais parecia uma lista telefónica.
Além da receita passaram-lhe outro papel: uma conta para pagar.
O Senhor Santos teve um AVC e teve de pagar 90 euros no Hospital Público que ajudou a pagar a vida toda. 90 euros! Noventa euros, por extenso. Meia reforma para umas taxas de urgência e para uns exames complementares de diagnóstico. Azar, logo teve que fazer duas TAC’s. 90 euros. Quase toda a reforma de um velho a morrer… E a do mês seguinte para os comprimidos que não lhe deram no Hospital. Meses de reforma ao ar para pagar os cuidados básicos de saúde a que tinha direito. Mais que direito. Mais de 80 anos a trabalhar e a descontar para o Estado.
Filhos da Puta!
Matam quem os criou. Matam quem construiu este país. Matam quem lutou pela vossa democracia, que esta não é a dele. Esta está apodrecida, anémica, doente, moribunda.
Matem as vossas mães, filhos da puta! Matem os vossos pais, filhos da puta!
Desculpem o desabafo…
Sim, o Senhor Santos é meu avô. E sim, o Senhor Santos está um pouco melhor, obrigada.
Está a recuperar. Não havia vaga no Hospital para o internamento. Está a recuperar em casa dos meus pais, que estão a faltar ao trabalho para poderem assisti-lo. Está em casa, à custa dos meus pais que também pagam os seus impostos.
Mas ainda bem que voltámos aos mercados. O Senhor Santos também está feliz por isso. Talvez por essa boa notícia tenha tido o AVC, que está a pagar em prestações mensais.
03/02/2013 por Ana Catarina Santos
…………….
Uma pessoa abre o blogue “O Que Fica do que Passa para lá da espuma dos dias” link lê este texto e sente uma indignação imensa e um desejo irreprimível de gritar filhos da puta!
Tavisto
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Top 25 artigos mais procurados no Science Direct

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Top 25 artigos mais procurados no Science Direct:

Artigos mais procurados na área de Enfermagem e outras profissões da área da Saúde.


Mais especificamente para a área da Emergência podem consultar a lista dos mais lidos de cada Revista:
- Australasian Emergency Nursing Journal (LINK)
- Australian Critical Care (LINK)
- Enfermeria Intensiva (LINK)
- Heart and Lung: The Journal of Acute and Critical Care (LINK)
- Intensive and Critical Care Nursing (LINK)
- International Emergency Nursing Journal (LINK)
- Journal of Emergency Nursing (LINK)

  1. Qualitative content analysis in nursing research: concepts, procedures and measures to achieve trustworthiness • Article
    Nurse Education Today, Volume 24, Issue 2, February 2004, Pages 105-112
    Graneheim, U.H.; Lundman, B.
    Cited by SciVerse Scopus (1480)
  2. Leadership styles and outcome patterns for the nursing workforce and work environment: A systematic review • Review article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 47, Issue 3, March 2010, Pages 363-385
    Cummings, G.G.; MacGregor, T.; Davey, M.; Lee, H.; Wong, C.A.; Lo, E.; Muise, M.; Stafford, E.
    Cited by SciVerse Scopus (45)
  3. Combining qualitative and quantitative research within mixed method research designs: A methodological review • Review article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 48, Issue 3, March 2011, Pages 369-383
    Ostlund, U.; Kidd, L.; Wengstrom, Y.; Rowa-Dewar, N.
    Cited by SciVerse Scopus (6)
  4. The transitional journey through the graduate year: A focus group study • Article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 44, Issue 7, September 2007, Pages 1231-1237
    Newton, J.M.; McKenna, L.
    Cited by SciVerse Scopus (46)
  5. Nursing staffing, nursing workload, the work environment and patient outcomes • Article
    Applied Nursing Research, Volume 24, Issue 4, November 2011, Pages 244-255
    Duffield, C.; Diers, D.; O\'Brien-Pallas, L.; Aisbett, C.; Roche, M.; King, M.; Aisbett, K.
    Cited by SciVerse Scopus (4)
  6. Developing a framework for critiquing health research: An early evaluation • Article
    Nurse Education Today, Volume 31, Issue 8, November 2011, Pages e1-e7
    Caldwell, K.; Henshaw, L.; Taylor, G.
  7. Nurse-directed interventions to reduce catheter-associated urinary tract infections • Article
    American Journal of Infection Control, Volume 40, Issue 6, August 2012, Pages 548-553
    Oman, K.S.; Makic, M.B.F.; Fink, R.; Schraeder, N.; Hulett, T.; Keech, T.; Wald, H.
    Cited by SciVerse Scopus (3)
  8. Central sensitization: Implications for the diagnosis and treatment of pain • Review article
    PAIN®, Volume 152, Issue 3, March 2011, Pages S2-S15
    Woolf, C.J.
  9. Ready for a paradigm shift? Part 2: Introducing qualitative research methodologies and methods • Article
    Manual Therapy, Volume 17, Issue 5, October 2012, Pages 378-384
    Petty, N.J.; Thomson, O.P.; Stew, G.
  10. The DRESS Syndrome: A Literature Review • Review article
    The American Journal of Medicine, Volume 124, Issue 7, July 2011, Pages 588-597
    Cacoub, P.; Musette, P.; Descamps, V.; Meyer, O.; Speirs, C.; Finzi, L.; Roujeau, J.C.
    Cited by SciVerse Scopus (39)
  11. Generalization in quantitative and qualitative research: Myths and strategies • Article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 47, Issue 11, November 2010, Pages 1451-1458
    Polit, D.F.; Beck, C.T.
    Cited by SciVerse Scopus (15)
  12. Developing interprofessional communication skills • Article
    Teaching and Learning in Nursing, Volume 6, Issue 3, July 2011, Pages 97-101
    Wagner, J.; Liston, B.; Miller, J.
    Cited by SciVerse Scopus (1)
  13. The influence of authentic leadership on newly graduated nurses'experiences of workplace bullying, burnout and retention outcomes: A cross-sectional study • Article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 49, Issue 10, October 2012, Pages 1266-1276
    Spence Laschinger, H.K.; Wong, C.A.; Grau, A.L.
  14. Role and quality of nurse practitioner practice: A policy issue • Article
    Nursing Outlook, Volume 57, Issue 2, March 2009, Pages 93-98
    Mullinix, C.; Bucholtz, D.P.
    Cited by SciVerse Scopus (5)
  15. From SOLER to SURETY for effective non-verbal communication • Article
    Nurse Education in Practice, Volume 11, Issue 6, November 2011, Pages 395-398
    Stickley, T.
  16. Working memory and language: an overview • Article
    Journal of Communication Disorders, Volume 36, Issue 3, May 2003, Pages 189-208
    Baddeley, A.
    Cited by SciVerse Scopus (311)
  17. Nurses@? ethical reasoning and behaviour: A literature review • Review article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 47, Issue 5, May 2010, Pages 635-650
    Goethals, S.; Gastmans, C.; de Casterle, B.D.
    Cited by SciVerse Scopus (13)
  18. Effects of a needs-based education programme for family carers with a relative in an intensive care unit: A quasi-experimental study • Article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 43, Issue 1, January 2006, Pages 39-50
    Chien, W.-T.; Chiu, Y.L.; Lam, L.-W.; Ip, W.-Y.
    Cited by SciVerse Scopus (31)
  19. Nurse staffing, burnout, and health care-associated infection • Article
    American Journal of Infection Control, Volume 40, Issue 6, August 2012, Pages 486-490
    Cimiotti, J.P.; Aiken, L.H.; Sloane, D.M.; Wu, E.S.
    Cited by SciVerse Scopus (6)
  20. Studies Comparing Numerical Rating Scales, Verbal Rating Scales, and Visual Analogue Scales for Assessment of Pain Intensity in Adults: A Systematic Literature Review • Review article
    Journal of Pain and Symptom Management, Volume 41, Issue 6, June 2011, Pages 1073-1093
    European Palliative Care Research Collaborative (EPCRC); Hjermstad, M.J.; Fayers, P.M.; Haugen, D.F.; Caraceni, A.; Hanks, G.W.; Loge, J.H.; Fainsinger, R.; Aass, N.; Kaasa, S.
    Cited by SciVerse Scopus (19)
  21. Critiquing a research article • Review article
    Radiography, Volume 11, Issue 1, February 2005, Pages 55-59
    Marshall, G.
    Cited by SciVerse Scopus (6)
  22. Successful Graduate Nurse Transition: Meeting the Challenge • Article
    Nurse Leader, Volume 9, Issue 4, August 2011, Pages 32-35,49
    Duclos-Miller, P.A.
  23. Therapeutic communication skills and student nurses in the clinical setting • Article
    Teaching and Learning in Nursing, Volume 6, Issue 1, January 2011, Pages 2-8
    Rosenberg, S.; Gallo-Silver, L.
    Cited by SciVerse Scopus (1)
  24. What do midwives think about interprofessional working and learning? • Article
    Midwifery, Volume 27, Issue 3, June 2011, Pages 376-381
    Murray-Davis, B.; Marshall, M.; Gordon, F.
    Cited by SciVerse Scopus (1)
  25. Job satisfaction among nurses: a literature review • Article
    International Journal of Nursing Studies, Volume 42, Issue 2, February 2005, Pages 211-227
    Lu, H.; While, A.E.; Louise Barriball, K.
    Cited by SciVerse Scopus (167)
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Boicotar o Ulrich e o BPI é um duplo dever cívico

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Boicotar o Ulrich e o BPI é um duplo dever cívico:
A opinião do boche Ulrich vale tanto quando a de qualquer desempregado ou emigrante ucraniano que tenha adquirido a nacionalidade portuguesa, aliás, no caso do emigrante ucraniano até podemos dizer que veio para cá trabalhar enquanto o suor dos Ulrich de Hamburgo sempre cheirou a dinheiro.
De um ponto de vista académico a opinião do senhor Ulrich, ou dr. Ulrich como parece gostar de ser tratado pelos jornalistas, vale menos do que a do nosso Artur da ONU, a verdade é que o Artur ainda é licenciado, coisa que o Ulrich não é. Portanto quando o senhor Ulrich fala de economia equivale a ouvir um canalizador dissertar sobre arte contemporânea.
  
De um ponto de vista cívico o senhor Ulrich não tem uma carreira que lhe permita falar com ares de quem é um senador da República, tanto quanto se sabe sempre falou em nome de interesses financeiros e tem o mau hábito de confundir com facilidade os interesses dos portugueses com as suas expectativas de prémios e remunerações que espera receber no fim do ano.

O país não deve nada ao senhor Ulrich, ele é que deve muito ao país e aos contribuintes pois se não fosse o dinheiro destes estaria agora na fila do centro de emprego. Se não fosse o investimento do dinheiro dos contribuintes usado na recapitalização do banco para compensar a sua incompetência enquanto gestor o seu banco estaria agora à venda pelo melhor preço. A verdade é que o Sr. Ulrich tinha um banco incapaz de assumir os riscos resultantes dos seus investimentos especulativos em dívida grega. O senhor Ulrich que tanto gosta de dar raspanetes ao país pôs em risco o dinheiro dos seus accionistas e clientes em investimentos cujos riscos se veio a saber não terem cobertura.

Se o país não deve nada ao senhor Ulrich, se a sua opinião não vale a ponta de um chavelho. Se o senhor não é propriamente o líder de uma ONG e muito menos um benfeitor, então porque tem a mania de dar lições ao país, de defender que todo um povo pode sofrer como sem abrigos? Como se explica que uma besta quadrada destas tenha tanta audiência junto da comunicação social?

A resposta é simples e resume-se a uma palavra: CORRUPÇÃO.

O senhor Ulrich dá-se ao luxo de se armar em parvo quando lhe apetece e ser notícia de primeira página porque vivemos num sistema corrupto e enquanto “dono” da massa o senhor Ulrich está no topo de uma pirâmide alimentar que é um sistema político que se alimenta de corrupção. Os banqueiros compram publicidade com a mesma facilidade com que compram políticos, vivemos num país onde jornalistas e políticos disputam a vez para lamberem os ditos aos banqueiros. É por isso que os banqueiros dizem os que lhe apetece e não há um único político que ouse dizer uma única palavra contra.

O que o senhor Ulrich está fazendo é usar o imenso poder que tem para apoiar uma política que o favorece, está usando o seu poder para manipular opiniões e condicionar o curso da democracia portuguesa. Cada cidadão tem direito aa um voto, mas neste sistema altamente corrupto o senhor Ulrich vale tantos votos quantos os que conseguir influenciar com a sua imensa máquina de comunicação.

O senhor Ulrich é um furúnculo na democracia portuguesa, por isso deve ser lancetado, o pus deve ser extraído e a ferida devidamente infectada antes que se propague a todo o sistema e a democracia mora de septicemia. Boicotar o senhor Ulrich e o seu BPI já é mais do que um dever cívico de qualquer cidadão que ame a democracia e o seu país, é também uma questão de higiene pública. Boicotar o senhor Ulrich é o equivalente a recolher a caca do cão quando vamos passear o bicho à rua, é velar pela higiene pública.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

1016 – Estatísticas

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Uma viagem aos Observatórios em Portugal

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Uma viagem aos Observatórios em Portugal:

“Observatório & Observatórios”
é uma grande reportagem de Alexandra Borges exibida esta
segunda-feira no Repórter TVI e que inclui um depoimento do Má
Despesa Pública. Pode ver aqui a reportagem completa desta viagem aos Observatórios em Portugal.

Algumas das conclusões deste trabalho:
  1. Ninguém sabe quantos
    observatórios existem em Portugal;
  2. Há mais de 13 mil entidades em
    Portugal que movimentam dinheiros públicos;
  3. Observatórios servem para “gerar
    prateleiras douradas”, aponta Bagão Felix;
  4. A informação produzida pelos
    observatórios raramente serve para apoiar as decisões políticas;
  5. Por vezes, os estudos produzidos
    pelos Observatórios demoram tanto tempo a serem concluídos que os
    decisores políticos já foram substituídos e as conclusões estão
    desactualizadas. (ex. Observatório das Actividades Culturais);
  6. Um exemplo caricato: o
    Observatório do QREN tem um quadro de pessoal de 24 pessoas. Na
    prática, limita-se a coordenar a encomenda de estudos a consultoras
    externas;
  7. Vários Observatórios servem
    apenas para duplicar as funções de entidades já existentes. (ex:
    Observatório do Património).


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Populações de micróbios vivos detectadas na média e alta troposfera

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Populações de micróbios vivos detectadas na média e alta troposfera: “Pela primeira vez, um estudo mostra que esta camada da atmosfera tem mais vida do que se pensava. (…) Utilizando técnicas de sequenciação genética, uma equipa de cientistas dos EUA detectou a presença de quantidades significativas de microrganismos vivos, sobretudo bactérias, na troposfera, a altitudes entre os oito e os 15 mil metros. (…) A …
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Suspeita? que exagero…

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Suspeita? que exagero…:
FMI suspeita que ricos estão a fugir ao fisco.

Tagged: fisco, fmi, ricos
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Da série ai aguenta, aguenta (21)

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DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten

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DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten: A doença celíaca, também conhecida por enteropatia sensível ao glúten, é uma doença do intestino delgado caracterizada pela intolerância ao glúten, uma proteína presente em diversos alimentos, como trigo, aveia e cevada.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a doença celíaca:

  • O que é o glúten.
  • O que é a doença celíaca.
  • Fatores de risco para doença celíaca.
  • Sintomas da doença celíaca.
  • Diagnóstico da doença celíaca.
  • Tratamento da doença celíaca.
  • Alimentos sem glúten.

O que é glúten?



O glúten é uma proteína presente em vários cereais, principalmente trigo, aveia, centeio, malte, triticale, espelta, kamut ou cevada. Isso significa que uma enormidade de alimentos feitos à base destes produtos contém glúten na sua fórmula, incluindo cereais, pães, massas, pizzas, bolos, doces, biscoitos, salgadinhos, barra de cerais, empanados, waffles, sopas, croutons, batata frita industrializada, cerveja, uísque e vodca destilada de grãos.



Você já deve ter notado que um grande variedade de alimentos apresenta na sua embalagem o aviso "contém glúten". Este aviso é voltado para pacientes portadores da doença celíaca, que, como veremos a seguir, não podem consumir qualquer alimento que contenha glúten.

O que é a doença celíaca



A doença celíaca é uma doença de origem imunológica e se caracteriza pela ocorrência de uma intensa reação inflamatória no intestino delgado toda vez que este é exposto a alimentos que contenham glúten. Em alguns casos, a inflamação pode ser tão severa, que destrói as vilosidades da mucosa do intestino delgado, que são responsáveis pela absorção de boa parte dos nutrientes. O resultado deste processo de inflamação e lesão da mucosa intestinal é uma síndrome de má absorção intestinal (explicarei melhor esta síndrome mais à frente).

Não contém glúten


A doença celíaca é uma patologia de origem autoimune, sendo uma doença diferente da alergia ao glúten. O mecanismo imunológico da doença celíaca é distinto, assim como o quadro clínico. (leia: DOENÇA AUTOIMUNE e ALERGIA ALIMENTAR | Alergia à comida).



A doença celíaca é uma doença relativamente comum e pode acometer qualquer pessoa, porém é mais frequente em caucasianos (brancos) descendentes de europeus do norte. Na Europa e nos EUA cerca de 1 a cada 150 pessoas tem doença celíaca. Nos países nórdicos, esta taxa chega a ser de 1 para cada 90 pessoas. No mundo inteiro, cerca de 25 milhões de pessoas sofrem com esta doença.



Antes considerada uma doença pediátrica, hoje sabemos que a enteropatia por glúten pode surgir em qualquer idade. 60% dos casos ocorrem em adultos, sendo 20% em pacientes com mais de 60 anos. Nas crianças, em geral, a doença se torna aparente quando estes ainda são bebês, logo após as primeiras exposições à dieta com glúten.



A maior parte dos pacientes com doença celíaca apresenta uma forma branda da doença, com poucos ou nenhum sintomas, fazendo com que os mesmo passem anos ser nem sequer suspeitar que possuem qualquer problema. Estima-se que para cada paciente com sintomas típicos de doença celíaca haja outros 7 com doença celíaca silenciosa ou oligossintomática (com sintomas discretos). Portanto, apesar dos avanços nos métodos diagnósticos, a real prevalência da doença celíaca pode ainda estar subestimada.

Fatores de risco para doença celíaca



A enteropatia por glúten tem um forte componente hereditário. Cerca de 10% dos parentes de primeiro grau de um paciente com doença celíaca também são portadores da doença.



Novas evidências indicam que o tempo e o modo da primeira exposição ao glúten podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença celíaca. Estudos observacionais sugerem que o risco para a enteropatia por glúten pode ser reduzido pela introdução gradual do glúten na dieta do bebê, de preferência após o sexto mês de vida e enquanto a criança ainda está sob aleitamento materno.



A doença celíaca pode ocorrer em qualquer pessoa, mas indivíduos com algumas doenças autoimunes apresentam um risco maior que a população em geral. São elas:



- Diabetes mellitus tipo 1 (leia: O QUE É DIABETES?).

- Tireoidite de Hashimoto (leia: HIPOTIREOIDISMO | Tireoidite de Hashimoto).

- Doença de Graves (leia: HIPERTIREOIDISMO | Sintomas e tratamento).

- Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO | Sintomas e tratamento).

- Doença de Addison.

- Hepatite autoimune (leia: O QUE É HEPATITE?).

- Artrite reumatoide (leia: ARTRITE REUMATOIDE | Sintomas e tratamento).

- Síndrome de Sjögren.

- Síndrome de Raynaud.

- Alopecia Areata.

- Esclerodermia.

- Esclerose múltipla (leia: O QUE É ESCLEROSE MÚLTIPLA).



Outras doenças sem origem autoimune também estão relacionadas a uma maior incidência de doença celíaca, como:



- Doenças do fígado (leia: 12 SINTOMAS DO FÍGADO).

- Fibromialgia (leia: O QUE É FIBROMIALGIA?).

- Síndrome da fadiga crônica (leia: SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA).

- Síndrome de Down.

Sintomas da doença celíaca



Os sintomas clássico da doença celíaca ocorrem devido à atrofia das vilosidades do intestino delgado, o que impede a absorção de diversos nutrientes, incluindo gorduras, proteínas e vitaminas. A falta de absorção de alimentos no intestino causa a chamada síndrome disabsortiva (ou síndrome de má absorção), caracterizada por diarreia (muitas vezes com gotas de gorduras nas fezes, chamada esteatorreia), flatulência, cólicas abdominais, emagrecimento e problemas causados por deficiência de vitaminas e nutrientes, como anemia por carência de ferro, ácido fólico e/ou vitamina B12, osteopenia (ossos fracos) por carência de vitamina D e cálcio, e sangramentos por deficiência de vitamina K. Nas crianças, se o diagnostico não for feito precocemente, é comum haver desnutrição e atraso no desenvolvimento e no crescimento.



Entre as manifestações não-gastrointestinais da doença celíaca, podemos citar:



- Dermatite herpetiforme (lesão de pele típica da enteropatia sensível ao glúten).

- Nefropatia por IgA (leia: DOENÇA DE BERGER | Nefropatia por IgA).

- Alterações do esmalte dentário.

- Artrites (leia: ARTRITE E ARTROSE).

- Atraso puberal.

- Alterações menstruais.

- Enxaqueca (leia: DOR DE CABEÇA | Enxaqueca e sinais de gravidade).

- Alterações neurológicas.

- Câimbras (leia: CÂIMBRAS | Causas e tratamento).

- Alterações do fígado.



O quadro clínico da doença celíaca varia muito de paciente para paciente. Alguns podem ter vários dos problemas citados acima enquanto outros apresentam uma forma atípica, com poucos ou nenhum sintomas de má aborção intestinal e brandos sintomas não-gastrointestinais. Há ainda também um grupo que não apresenta sintoma algum de doença, chamada doença celíaca silenciosa.



Os sintomas tendem a melhorar com a eliminação do glúten da dieta. Cerca de 70% das pessoas começam a se sentir melhor dentro de duas semanas após a retirada do glúten.

Diagnóstico da doença celíaca



A doença celíaca pode ser difícil de diagnosticar porque os sinais e sintomas são semelhantes a várias outras doenças que causam sintomas gastrointestinais e síndrome disabsortiva. Além disso, se o médico não estiver muito atento, a falta de sintomas gastrointestinais nas formas atípicas pode fazer com que o mesmo não pense na doença celíaca como diagnóstico diferencial, não solicitando, assim, os exames necessários para o seu diagnóstico.



Mais de 90% das pessoas com doença celíaca não tratada têm níveis elevados de alguns anticorpos no sangue, entre eles os anticorpos antigliadina, antiendomísio e antitransglutaminase (anti-TTG), sendo este último o mais sensível para o diagnóstico.



Antes de realizar esses testes sanguíneos, é importante continuar a consumir uma dieta normal, incluindo os alimentos que contêm glúten. Pacientes que já não estão mais ingerindo glúten pode ter níveis baixos destes anticorpos, dificultado o diagnóstico.



Os níveis de anticorpos também servem para acompanhar a eficácia da dieta, devendo estes estarem baixos caso o paciente esteja mesmo evitando glúten.



Se o exame de sangue for positivo, o diagnóstico deve ser confirmado através da biópsia da mucosa intestinal, realizada durante uma endoscopia digestiva alta (leia: ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA). Mais uma vez, o paciente não deve estar fazendo dieta sem glúten para que as lesões típicas da doença celíaca estejam presentes.



Pacientes com anticorpos positivos e lesões de pele sugestivas de dermatite herpetiforme podem fazer o diagnóstico através da biópsia destas lesões, pois elas são a manifestação de pele da doença celíaca. Nestes casos, a biópsia intestinal pode não ser necessária.

Tratamento da doença celíaca



A doença celíaca não tem cura, mas pode ser controlada adequadamente. Em geral, não são necessários medicamentos. A base do tratamento é somente a eliminação completa do glúten da dieta. Manter uma dieta sem glúten é uma tarefa desafiadora que pode exigir importantes ajustes no estilo de vida do paciente. O glúten não só está presente em uma grande quantidade de alimentos habituais da dieta ocidental, mas também em alguns medicamentos e suplementos alimentares.



O auxílio de um nutricionista é imprescindível, pois muitos alimentos que supostamente não são feitos à base de cereais podem ter glúten escondido em sua composição, como sorvetes, iogurtes, chocolates, salsichas, salame, produtos marinados e outros.



Uma vez que o paciente tenha removido o glúten da sua dieta, a inflamação do intestino delgado começará a desaparecer dentro de algumas semanas, mas a melhora sintomática é mais rápida, ocorrendo em apenas alguns dias de dieta. A resolução completa do quadro e a recuperação das vilosidades do intestino pode levar vários meses, ou até anos, dependendo da gravidade. A melhora tende a ocorrer mais rapidamente em crianças do que em adultos.

Alimentos sem glúten



Apesar da grande quantidade de alimentos que contém glúten, as opções para uma dieta sem glúten também são imensas. Exemplos de alimentos que não contém glúten e podem ser consumidos por pacientes com doença celíaca:



- Frutas frescas, legumes, carne, frango, peixe, porco, maioria produtos lácteos, arroz, milho, soja, batata, mandioca, feijão, amaranto, fubá, farinhas sem glúten (arroz, soja, milho, batata, feijão), quinoa, tapioca e vinho.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

TRATAMENTO PARA INFECÇÃO URINÁRIA

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TRATAMENTO PARA INFECÇÃO URINÁRIA: Infecção urinária é o nome dado à infecção de qualquer estrutura do trato urinário, incluindo uretra, bexiga, ureteres ou rins. Em mais de 95% dos pacientes a infecção é de origem bacteriana, sendo a bactéria Escherichia coli responsável por mais de 3/4 destes casos.



Não existe um tratamento único que sirva para todas as formas de infecção urinária. O medicamento mais indicado vai depender do agente causador, do sexo do paciente, do local do trato urinário acometido, da gravidade da doença e do estado clínico do paciente.



Neste artigo vamos abordar tratamento da cistite, incluindo as seguintes nas situações clínicas:

  • Tratamento da cistite em mulheres.
  • Tratamento da cistite em homens.
  • Tratamento da cistite em grávidas.
Para ler sobre a pielonefrite, infecção urinária que acomete os rins, acesse o link: INFECÇÃO URINÁRIA | Pielonefrite

Tratamento da cistite



Cistite é o nome dado à infecção da bexiga, sendo a forma mais simples e mais comum de infecção urinária. A cistite ocorre preferencialmente em mulheres, sendo incomum em homens saudáveis.



Vamos dividir a explicação do tratamento da cistite em 5 grupos:



a. Cistite não complicada em mulheres.

b. Cistite complicada em mulheres.

c. Cistite em grávidas.

d. Cistite em homens.

e. Urocultura positiva em pacientes sem sintomas.



Se você quiser saber mais informações sobre cistite, além do tratamento, leia: CISTITE | Sintomas e tratamento.

a. Cistite não complicada



A infecção da bexiga que ocorre em mulheres sem problemas de saúde é chamada de cistite não complicada. Este é o tipo mais comum de infecção urinária.



A imensa maioria dos casos de cistite não complicada é causada pela bactéria E.coli (leia: BACTÉRIA Escherichia coli | E.coli), mas outras bactérias, como o Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae e Staphylococcus saprophyticus também podem ser as causadoras. Portanto, o tratamento da cistite não complicada em mulheres deve sempre incluir um antibiótico que tenha ação contra estas bactérias, principalmente sobre a E.coli, responsável por mais de 80% dos casos.



A escolha do antibiótico é feita mais corretamente quando baseada nos resultados da urocultura, exame de urina usado para identificar qual é a bactéria que está causando a infecção. No resultado da urocultura, além da identificação da bactéria, o laboratório também fornece uma lista com os antibióticos que invitro se mostraram mais eficazes para combatê-la. Esta lista é chamada antibiograma. Portanto, quando o médico tem acesso ao resultado da urocultura, a escolha do antibiótico deve sempre se basear no antibiograma (leia: EXAME UROCULTURA | Indicações e como colher).



Cabe ressaltar que na maioria das vezes a cistite é uma infecção simples e de fácil tratamento, não havendo necessidade de solicitar urocultura para todos os casos. O resultado da urocultura demora de 2 a 4 dias para ficar pronto, o que atrasaria em vários dias o início do tratamento e o alívio dos sintomas. Em geral, como os sintomas são muito típicos, na suspeita de cistite não complicada em mulheres, o médico está autorizado a começar antibióticos empiricamente, sem pedir qualquer exame.



Os remédios mais utilizados contra a cistite são os antibióticos que agem sobre as bactérias que habitualmente provocam infecção urinária, principalmente contra a bactéria E.coli. As melhores opções de tratamento empírico (sem orientação do antibiograma) incluem:



Tratamento da infecção urinária- Nitrofurantoína 100mg de 12/12 por 5 dias.

- Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 160/800 mg de 12/12 horas por 3 dias.

- Fosfomicina 3g em dose única.

- Levofloxacino 250mg a 500mg 1x por dia por 3 dias

- Ciprofloxacino 250 a 500mg de 12/12 horas por 3 dias.

- Norfloxacino 400mg de 12/12 horas por 3 dias.

- Amoxicilina-clavulanato 500mg de 12/12 horas por 5 a 7 dias (amoxicilina pura, sem ácido clavulânico não é muito eficaz para tratar cistite).



A escolha do melhor tratamento cabe ao médico, baseado no conhecimento do perfil de sensibilidade da E.coli em cada comunidade. Há locais, por exemplo, onde a taxa de resistência da E.coli ao Bactrim é sabidamente elevada, não sendo esta uma boa opção para tratamento empírico.



O Pyridium (Fenazopiridina) ou o Cystex não são antibióticos e, portanto, não servem para tratar infecção urinária. Estas drogas são somente analgésicos, servindo apenas para aliviar temporariamente os sintomas de ardência urinária, sem ter ação efetiva sobre as bactérias (leia: DOR AO URINAR | Principais causas).



ATENÇÃO: não use este texto para se automedicar. Indicar antibióticos é tarefa do médico. A escolha equivocada pode causar graves efeitos colaterais e criar bactérias resistentes.

b. Cistite complicada



Cistite complicada é a infecção da bexiga que ocorre em mulheres com algum problema de saúde que aumente o risco de falha no tratamento. São geralmente consideradas cistites complicadas aquelas que ocorrem em pacientes com:



- Diabetes (leia: O QUE É DIABETES?).

- História de pielonefrite aguda nos últimos 12 meses.

- Sintomas prolongados de infecção urinária.

- Infecção urinária por bactéria multirresistente.

- Infecção urinária adquirida em ambiente hospitalar.

- Insuficiência renal (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA).

- Obstrução do trato urinário.

- Presença de cálculo renal (leia: CÁLCULO RENAL | Causas e sintomas).

- Presença de um cateter vesical, stent ureteral ou nefrostomia.

- Instrumentação ou cirurgias recentes do trato urinário.

- Anormalidade anatômica do trato urinário.

- Incontinência urinária (leia: INCONTINÊNCIA URINÁRIA).

- História de infecção do trato urinário na infância

- Transplante renal ou outras causas de imunossupressão.



Pacientes com cistite complicada devem sempre colher exames de urina, principalmente urocultura. Não é preciso esperar o resultado dos exames para começar o tratamento com antibióticos, mas ter um antibiograma e a bactéria causadora da infecção urinária identificada dentro de 2 ou 3 dias ajuda muito a decidir o próximo passo, caso o paciente não tenha melhorado nas primeiras 72 horas de tratamento empírico. Em geral, sugerimos ao paciente que ele vá ao laboratório fazer um exame de urina e logo depois inicie o tratamento com antibióticos.



As melhores opções de tratamento empírico (sem orientação do antibiograma) da cistite complicada incluem:



- Levofloxacina 500 a 750mg 1x por dia por 5 a 14 dias, dependendo da gravidade do caso.

- Ciprofloxacina 500mg de 12/12 horas por 5 a 14 dias, dependendo da gravidade do caso.



Se o paciente não apresentar sinais de melhora em 2 ou 3 dias, o antibiótico deve ser trocado de acordo com o antibiograma, que já deverá estar disponível nesta altura.



Nos casos de pacientes com cálculos renais ou obstruções do trato urinário, a remoção cirúrgica destes pode ser necessária para que o tratamento tenha sucesso. Do mesmo modo, pacientes com sonda vesical ou stent no ureter podem ter que trocá-los para conseguir se livrar da infecção urinária. A bactéria pode se alojar em qualquer uma destas estruturas e conseguir "se esconder " do antibiótico, sendo muito difícil sua eliminação apenas com remédios.

c. Cistite em grávidas



Aproximadamente 2% das mulheres grávidas apresentam pelo menos um episódio de cistite durante a gestação. O risco de ascensão das bactérias da bexiga em direção aos rins é maior nas mulheres grávidas, fazendo com que toda cistite neste grupo seja considerada uma cistite complicada. Além disso, a presença de bactérias na urina está associada a problemas na gravidez, como parto prematuro, baixo peso do feto e morte fetal.



Devido ao risco de má formações fetais, nem todos os antibióticos podem ser usados nas mulheres grávidas. Por isso, as gestantes merecem uma abordagem distinta das outras pacientes com cistite complicada.



Todas as gestantes com sintomas sugestivos de cistite devem colher urocultura e iniciar tratamento antibiótico empírico. As melhores opções são:



- Nitrofurantoína 100 mg de 12/12 horas por 5 dias.

- Cefpodoxima 100 mg de 12/12 horas por 3 a 7 dias.

- Amoxicilina-clavulanato 500 mg de 12/12 horas por 3 a 7 dias.

- Fosfomicina 3 g em dose única.

- Cefalexina 500 mg de 12/12 horas durante 3-7 dias.



O Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 160/800 mg de 12/12 horas por 3 dias é uma opção, mas apenas a partir do segundo trimestre, devendo este ser evitado nas primeiras 12 semanas de gravidez. Os antibióticos da família das quinolonas, como ciprofloxacino, norfloxacino e levofloxacino são contraindicados na gravidez.



Uma semana após o fim do tratamento, a urocultura deve ser repetida para se confirmar a eliminação da bactéria. Se a urocultura for novamente positiva para a mesma bactéria, o tratamento deve ser repetido, desta vez por mais tempo.



Por outro lado, se a urocultura confirmar a eliminação da bactéria, ela deve ser repetida todo mês até o final da gestação, para termos certeza de que não haverá novas infecções.



Para saber mais detalhes sobre infecção urinária na gravidez, leia: INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ

d. Cistite em homens



A cistite é um quadro muito menos comum em homens do que em mulheres, devido ao maior comprimento da uretra, ao ambiente periuretral menos úmido, à menor colonização de bactérias na região ao redor da uretra e à presença de substâncias antibacterianas no líquido prostático.



Habitualmente, as cistites em homens ocorrem naqueles com anormalidades do trato urinário, sejam más-formações em crianças pequenas ou doenças urológicas em pacientes idosos, como problemas da próstata. No entanto, cistites não complicadas podem ocorrer em um pequeno número de homens entre os 15 e os 50 anos de idade, sem nenhum problema de saúde.



Todos os homens com sintomas sugestivos de cistite devem colher urocultura e iniciar tratamento antibiótico empírico. As melhores opções são:



- Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 160/800 mg de 12/12 horas por no mínimo 7 dias.

- Levofloxacino 500mg 1x por dia por no mínimo 7 dias.

- Ciprofloxacino 500mg de 12/12 horas por no mínimo 7 dias.



Se após 48-72 horas não houver melhora, o tratamento deve ser ajustado de acordo com o resultado da urocultura e do antibiograma. Nestes casos, uma investigação para alterações na anatomia urológica deve ser avaliada



É preciso ter sempre em mente que sintomas de infecção urinária em homens não necessariamente indicam uma cistite, já que prostatite (leia: PROSTATITE | Sintomas e tratamento) e uretrite, como no caso da gonorreia (leia: GONORREIA | Sintomas e tratamento), podem ter sintomas muito parecidos.

Urocultura positiva em pacientes sem sintomas - bacteriúria assintomática.



Cistite é a inflamação da bexiga causada por bactérias. A simples presença de bactérias na urina, sem sinais de inflamação da bexiga não é considerada uma infecção, mas sim uma colonização. Uma analogia fácil de entender é com a pele. Ter bactérias presentes na pele é completamente diferente de ter uma infecção de pele. Portanto, a simples presença de bactérias na urina não é suficiente para o diagnóstico de uma infecção. Para ser cistite é preciso que o paciente tenha sintomas de uma bexiga inflamada, como dor para urinar, sangue na urina, vontade constante de urinar, mesmo com a bexiga vazia, etc.



Mesmo no caso da bactéria E.coli, há cepas menos virulentas, capazes de se proliferar na urina, mas sem força para causar inflamação da bexiga. Uma urocultura positiva, mesmo para E.coli, em um paciente sem nenhuma queixa, não deve ser valorizada na maioria dos casos. Na verdade, se o paciente não tem queixas urinárias, não faz sentido solicitar uma urocultura.



A presença de bactérias na urina sem sintomas é chamada bacteriúria assintomática e não deve ser tratada com antibióticos na grande maioria dos casos. As únicas exceções são as grávidas e os pacientes que irão ser submetidos a cirurgias urológicas. Nestes casos está indicada a realização de urocultura, mesmo sem sintomas, e o tratamento de acordo com o resultado do antibiograma. Em todos os outros casos, o tratamento da bacteriúria assintomática não apresenta benefícios e pode ainda estimular o desenvolvimento de bactérias resistentes.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Universidade do Porto: os alunos mais bem preparados vêm das escolas públicas

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Universidade do Porto: os alunos mais bem preparados vêm das escolas públicas:
Edificio-Reitoria-Universidade-do-PortoUm estudo feito pela Universidade do Porto verificou que os alunos provenientes das escolas públicas revelam melhor desempenho durante o seu percurso académico. Assim, os autores do estudo chegaram à conclusão de que as escolas privadas conseguem preparar melhor os alunos para entrar na Universidade, mas, segundo o pró-reitor da Universidade do Porto “o que se verificou é que, passados três anos, estes alunos mostraram estar mais mal preparados para a universidade do que os que vieram da escola pública.”
Este estudo, baseado numa amostragem aparentemente significativa, é, em primeiro lugar, mais um elemento que deveria servir para chamar a atenção de todos aqueles que se limitam a uma análise simplista dos rankings: a qualidade de uma escola não se pode medir apenas com base nas notas dos exames.
Em segundo lugar, deve obrigar a reflectir sobre a real importância dos exames, nomeadamente no que respeita à possibilidade de que o peso excessivo dos mesmos exames acabe por perverter o processo de ensino, levando a que professores, pais e alunos se preocupem demasiado com um momento, desvalorizando o percurso. Se é certo que a esquerda tem demasiados tiques pavlovianos de rejeição dos exames, não é menos certo que os exames não são a receita milagrosa que Nuno Crato e os seus apaniguados defendem como a suprema panaceia de todos os males do ensino.
Finalmente, o pró-reitor volta a ter palavras judiciosamente críticas sobre um sistema de acesso à Universidade que se limita a premiar os alunos com capacidade para tirar boas notas, o que nem sempre é garantia de um bom desempenho no percurso académico.
Este estudo não tem de ser visto como uma vitória da escola pública sobre a privada e deve servir, sobretudo, para repensar muito do que deve ser melhorado na Educação. Apesar disso, não posso deixar de sorrir face ao silêncio de uma certa e determinada blogosfera sempre pronta a festejar os rankings e a apoucar as escolas estatais.

Tagged: colégios, escolas públicas, escolas privadas, exames, exames nacionais, rankings, universidade do porto
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