Torna-te leitor do blog

Coloca aqui o teu e-mail para te inscreveres:

ATENÇÃO: clicar no link da mensagem que recebe na caixa de e-mail para validar (ver também no spam)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Manual "verde" da OF...

0 comentários

Manual "verde" da OF...:

Foi editado pelo Conselho do Colégio da Especialidade de Farmácia Hospitalar e publicado pela Ordem dos Farmacêuticos (ler aqui).
.
É possível ler no prefácio:
.
.
A realçar: a maioria dos autores (conforme consta na bibliografia) em quem o manual se suporta e fundamenta são... Enfermeiros
São vários os estudos, pesquisas, trabalhos e publicações dos Enfermeiros que oferecem a sustentação a este manual para permitir ao Farmacêutico Hospitalar "escolher o material de penso com ação terapêutica mais adequado", "propor alternativas" e "opinar sobre a orientação do tratamento do utente".
Portanto, a lógica será: Farmacêuticos baseiam-se em Enfermeiros para "formar e informar" Enfermeiros. Há aqui qualquer coisa de estranho e redundante...

Leia mais clicando aqui...

sábado, 12 de janeiro de 2013

O Ministério da Saúde vai aos Saldos

0 comentários

O Ministério da Saúde vai aos Saldos:


Pois é. Parece que também existe época de saldos nas políticas do Ministério da Saúde (MS).

E que bem, aproveitando a "onda" pós-natalícia, de alegria, descontos, promoções, distrações e outras que tais, o MS decide usufruir dos saldos.

Acabam de sair o Despacho n.º 16401/2012 e seu Anexo I - Competências dos Técnicos de Ambulância de Emergência, que estabelecem a atuação desses mesmos técnicos. Supostamente, irão ser formados pelo INEM para executar tarefas e procedimentos, sob ordens dos médicos do CODU. O MS arranjou a melhor pechincha do ANO! Eu explico.

Os saldos têm duas particularidades: a redução abrupta de preços e a substituição das habituais peças ou dos fins de coleção por outras peças, mais fracas, que geralmente ninguém compra nas épocas normais. Isso mesmo, consegue-se enganar o "povão", reduzindo preços (na sua generalidade) não das peças que estavam à venda, mas de itens de fraca qualidade e muitas vezes com defeito. 



E foi isso mesmo que o MS decidiu fazer em conjunto com a aprovação do INEM e da Ordem dos Médicos: adquirir serviços de saldo a preço de saldo. Por mais que a Ordem dos Enfermeiros tivesse apresentado argumentos científicos e um conjunto de estudos nacionais e internacionais que provam, entre outros, que a assistência por enfermeiros no sistema de emergência pré-hospitalar tem mais qualidade, segurança e salva mais vidas, e que nos outros países já se começa a deixar cair o modelo de técnicos de emergência pois já se constatou que o serviço prestado por enfermeiros é MELHOR, as outras entidades acima referidas decidiram que não, provavelmente porque não lhes apetece.

Então o que temos: 9 000 enfermeiros no desemprego e a emigrar para outros países a custo zero, que já tiveram 4 anos de formação mínima (com mais de 4000 horas de formação - quatro mil), parte da qual foi financiada por SI, O LEITOR DESTE POST. Muitos desses enfermeiros ousaram tirar mais ano e meio de Especialidade em Enfermagem Médico-Cirurgica, tendo orientado a sua formação para o campo de urgência e emergência.

Esses 9 000, que você já pagou, vão embora. Agora, vamos gastar mais uns milhões a formar indivíduos durante SEIS MESES, para que possam prestar assistência de urgência e emergência no pré-hospitalar. PARABÉNS. TAMBÉM VAI PAGAR ESSES MILHÕES A MAIS. E porquê? Porque os técnicos ficam mais baratos... ao Governo.

Assumindo que o leitor não está satisfeito, ainda tem a probabilidade REAL de ter um acidente, uma patologia, ou simplesmente sentir-se mal, no seu local de trabalho, na sua rua, na sua casa.  QUANDO O VIEREM ASSISTIR, O QUE PREFERE? UM PROFISSIONAL COM MAIS DE 4000 HORAS DE FORMAÇÃO E UM UPDATE EM EMERGÊNCIA, OU UM INDIVÍDUO QUE POUCO PERCEBE DE SAÚDE, A QUEM DERAM 6 MESES DE FORMAÇÃO? 

E vivemos assim. Acabaram de colocar a  sua VIDA, a sua SEGURANÇA, o seu BEM-ESTAR e dos seus amigos e familiares a SALDOE o mais irónico de tudo isto, é que estão a usar MAIS do seu dinheiro para lhe proporcionar MENOS assistência. A vida tem destas coisas...

Senhores Enfermeiros deste País? Como ficamos? Vamos deixar mal os Portugueses?? Agora quem é que os salva?

Quem tenta substituir os meus colegas no INEM, está-me a SUBSTITUIR A MIM. Quem diz que os meus colegas do INEM não servem para a função para que foram formalmente educados, estão a dizer o mesmo de MIM. Hoje é no INEM, amanhã é no Hospital e no Centro de Saúde. 

E AGORA???? VAMOS FICAR QUIETINHOS, SE O ATAQUE AOS "OUTROS" É AFINAL UM ATAQUE A MIM, QUE SOU ENFERMEIRO? AOS CIDADÃOS, QUE NEM SE DEVEM TER APERCEBIDO DA MUDANÇA?

FICA UMA SUGESTÃO, DAS "FÁCEIS":

SAIAM COM UMA CÂMARA PARA A RUA, E ENTREVISTEM UNS QUANTOS FAMOSOS, APRESENTANDO-LHES OS NÚMEROS E OS ESTUDOS, E FAZENDO AS QUESTÕES QUE COLOQUEI EM CIMA. 

O QUE PREFERE, QUANDO TIVEREM A SUA VIDA NAS MÃOS?

Coloquem no Youtube, rapidamente se torna viral. Tipo isto:


Cumprimentos e boas entradas a todos!

Leia mais clicando aqui...

Quem são os culpados?

0 comentários

Quem são os culpados?:
O que o governo enterrou em quatro bancos corresponde ao que cortou em subsídios durante dez anos e a uma parte substancial do aumento da dívida soberana durante esta legislatura, mais de dez mil milhões de euros. Referimo-nos ao BPN, BANIF, BCP e BPI, bancos geridos por gente muito querida do actual regime, que ainda passa reveillons com ministros em hotéis de Luxo no Rio de Janeiro, que ao longo de mais de duas décadas foram apresentados como gestores modelos, exemplo das grandiosas reformas liberais de Cavaco Silva e que durante décadas ludibriaram o país escapando-se ao pagamento de impostos graças a governantes corruptos que lhes fizeram todos os favores.
 
São os pensionistas os responsáveis pela insustentabilidade da dívida soberana, são os funcionários públicos que ganharam demais e levaram a banca à falência, foram os subsídios que impediram os bancos de financiar a economia? É evidente que não, o país está a ser enganado e o povo a ser sujeito a sacrifícios que não constavam no memorando para que um governo ultra direitista use os recursos nacionais para proteger e ajudar os seus a voltar a enriquecer.
 
Pouco importa se há gente a ficar no desemprego, quem fique sem casa onde viver ou quem não tome os medicamentos de que necessita, os accionistas do BCP, do BPI ou do BANIF são cidadãos de primeira que não podem ser sujeitos a qualquer sacrifício e muito menos assumir as consequências da sua incompetência ou oportunismo à frente dos bancos. Com o falso argumento de que os bancos não podem falir estão usando os recursos nacionais em seu favor, ao mesmo tempo que investem nas suas agências de comunicação para comprarem a opinião pública. Os sacrificados não só estão a pagar os seus lucros, como ainda pagam a propaganda usada para serem ludibriados.
 
Foram os professores que decidiram atirar a economia portuguesa contra uma parede e adoptar uma política fiscal incompetente da qual resultou uma perda de mais de 4.000 milhões de euros em receitas fiscais, precisamente o montante que agora querem poupar destruindo de forma arbitrária três décadas de progresso social? É despedindo 50.000 professores que aumenta a qualificação dos portugueses, um dos grandes obstáculos à nossa competitividade? É despedindo 120.000 funcionários que os nossos empresários ficam competitivos, competentes e inteligentes de um dia para o outro?
 
Não era o ajustamento português que estava a correr às mil maravilhas e era diariamente elogiado pelos três bananas da troika que vieram para Portugal comer à nossa custa em hotéis de cinco estrelas, instalando funcionarecos aposentados que andam armados em experts do FMI no Ritz? Não era Portugal que estava muito melhor do que a Grécia? Os rapazolas da troika não previram, tal como o Gaspar, que no segundo semestre de 2012 já haveria criação de emprego e crescimento económico?
 
O povo português é o culpado da incompetência do governo, dos três bananas da troika e dos falsos experts do FMI?

Clica nas imagens para aumentar! Visita o blog
www.asminhasvisoesdomundo.blogspot.pt
para muitas mais fotos.
Leia mais clicando aqui...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Coisas do verbo entroikar

0 comentários

Coisas do verbo entroikar:
Entroikacete: a política deste governo tem três peças fundamentais, a cenoura, o coelho e o cacete, não admira que o entroikacete deste governo, o ministro da Administração Interna não só tenha sido o único governante a dispor de maior orçamento e a poder promover os seus funcionários, como ainda é considerado o melhor ministro depois de os seus rapazes terem ido à RTP tirar um curso acelerado de jornalistas.
   
Troikadalho: local para onde se mandam os que tudo fizeram para entregar o país à troika e agora andam armados em líderes da luta contra o FMI. Um exemplo: "Ó Mário Nogueira, vai para o troikadalho!". Designa também um novo tempero para a carne de porco, carne em troikadalhos.

Troikos: aquilo que o Vítor Gaspar acha que deve pagar-se aos funcionários públicos, esperando que depois o mercado faço mesmo e declare escravos todos os trabalhadores portugueses.

Destroikável: tal como Paulo Portas, aquele que nunca é responsável pelas medidas da troika.
  
Entroikisto: Passos Coelho é cada vez mais um quisto nas ambições de um número três que anda armado em número dois mas está convencido de que é o número um. Passos Coelho há muito que deixou de ser primeiro-ministro, o líder do PSD não é mais do que  um entroikisto que impede a progressão de alguém que acha que deve governar mas ainda não sabe muito bem como ultrapassar esse impecilho chamado democracia.

Entroikadinho: José Seguro é um político que ainda está dividido entre continuar a fazer oposição a José Sócrates, o que implica manter aquele ar de penitência com que costuma aparecer, ou fazer oposição a Passos Coelho o que faz sempre que o primeiro-ministro o engana. Dividido entre detestar o seu antigo camarada ou fazer oposição ao seu velho amigo o José Seguro não consegue deixar de ser o entroikadinho.

Entroikador: Vítor Gaspar chamou a si o papel de entroikador nacional, ele acha que o país, os portugueses, os professores, os trabalhadores, os jovens, os velho, todos devem ser entroikados em nome de Deus porque os que não são de Sodoma vieram de Gomorra. Para Gaspar entroikar portugueses é a mesma coisa que ser cruzado e matar mouros e da mesma forma que os cruzados chegaram a praticar o canibalismo o nosso Gaspar sempre que promete novas medidas de austeridade para entroikar os portugueses até parece estar a dizer “até os como!”.

Entroikada: a ministra da Agricultura vai deixar o governo da melhor forma, agendou a sua remodelação para daqui a nove meses e em vez de escrever a carta de demissão deverá ter enviado os resultados do teste de gravidez a Passos Coelho. Ao que aprece o primeiro-ministro achou que aquilo sim que era uma grande troika e até terá exclamado “não é meu!”.

Entroikanada: o ministro Álvaro bem que tenta entroikar qualquer coisa mas o seu amigo Gaspar quer ser o único entroikador da capoeira e não o deixa entroikar nada, nem mesmo um pastelinho de Belém, aliás, esses muito menos pois se há sítio onde o Gaspar tem um especial prazer em entroikar é precisamente no palácio anexo ao banco onde nasceu o clube Os Belenenses, até já há quem diga que o Gaspar entroikou de tal forma o Cavaco que este até ficou com o olho à Belenenses!

Entroikável: qualidade que os Orçamentos de Estado devem ter para que sejam aplicados no caso de alguém com poderes para tal se lembrar de pedir a fiscalização do Tribunal Constitucional. Agora tempos um país entroikado de um todo a aguardar para saber se o Tribunal Constitucional se pronuncia pela entroikabilidade do OE permitindo ao Gaspar que entroike os portugueses a seu belo prazer, ou se o OE não é entroikável e nesse caso o Gaspar entroikou o Passos Coelho.

Desentroika-te: Vulgo desenrasca-te.

Desentroikem-se: foi mais isso que Cavaco Silva disse aos portugueses na sua mensagem de ano novo, ele avisou, fez o que podia, não entroikou o governo pedindo a fiscalização preventiva do OE, a economia vai ser entroikada de um todo com este OE, mas ele foi comer umas filhoses para a Quinta da Coelha enquanto o pessoal das janeiras não lhe levar o bolo-rei e o país que se desentroike.

Nem entroika nem sai de cima: diz-se de um político que ora diz que a economia vai cair numa espiral, ora assegura que está cheio de esperança de que daqui a uns meses teremos crescimento e criação de emprego, ou que acha que um OE é inconstitucional mas primeiro promulga e depois pergunta, enfim, primeiro sai de cima e depois é que troika!
  
Entroikanso: É o estado em que um país fica metido quando é governado por imbecis que perguntam à troika o que devem fazer.
Leia mais clicando aqui...

O FÍGADO | Principais funções

0 comentários

O FÍGADO | Principais funções: O fígado é um órgão vital, sem o qual não é possível sobreviver. Além de ser o maior órgão sólido e a maior glândula do corpo, o fígado também é responsável por centenas de funções no nosso organismo.



Neste artigo iremos abordar as principais características do fígado, dando ênfase às principais funções deste órgão. Se você está à procura de informações sobre sintomas de problemas no fígado, leia: 12 SINTOMAS DO FÍGADO.



O que é o fígado?



Localização do Fígado

O fígado é um grande órgão maciço, com aproximadamente 20 cm de diâmetro, 17 cm de altura e peso médio de 1.4 quilo, localizado no quadrante superior direito da cavidade abdominal, logo abaixo do diafragma.



O suprimento sanguíneo do fígado é feito por duas vias, pela artéria hepática (20-40%) e pela veia porta (60-80%). O fígado é um órgão tão vascularizado que chega a receber 1.5 litro de sangue por minuto.



Uma das mais interessantes características do fígado é a sua incrível capacidade de se regenerar, sendo ele capaz de retornar ao tamanho normal mesmo após ter mais de 50% do seu volume retirado cirurgicamente.



O fígado é uma complexa fábrica orgânica, com centenas de funções, entre as mais importantes, remover toxinas do sangue e processar alimentos vindos dos intestinos.

Funções do fígado



As células do fígado, chamadas hepatócitos, contêm milhares de enzimas que são responsáveis pela metabolização das substâncias presentes no sangue, sejam elas benéficas ou prejudiciais ao nosso organismo. O fígado também é capaz de armazenar nutrientes e outras substâncias úteis, além de produzir proteínas e vitaminas essenciais para nossa saúde.



A ciência já conhece mais de 500 funções do fígado, vamos falar resumidamente das principias:



1- Metabolização dos nutrientes digeridos



O processo de digestão consiste na quebra dos nutrientes em moléculas cada vez menores, até o ponto delas poderem ser absorvidas pela mucosa dos intestinos e depois lançadas na circulação sanguínea.



Figado e veia portaToda a circulação sanguínea do trato digestivo drena em direcção à veia porta, de forma que nenhum nutriente ou substância ingerida consiga chegar ao resto do organismo sem antes passar pelo fígado.



Este processo é de suma importância, pois é o fígado quem controla quanto, qual, em que forma cada substância originada da alimentação passará para o resto do corpo. Exemplos:



a. Gorduras



O processo de digestão quebras as gorduras em moléculas pequenas, chamadas ácidos graxos e glicerol. São estas as moléculas absorvidas pelos intestinos e lançadas em direcção à veia porta. No fígado essa gordura é transformada em diversas substâncias, como fosfolipídios ou colesterol, que são essenciais na produção de nossas células.



O fígado também usa as gorduras para sintetizar lipoproteínas, como o HDL, VLDL, e LDL, que são as moléculas responsáveis pelo transporte de colesterol pelo sangue (leia: COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS).



O fígado também é quem determina se a gordura ingerida será usada para gerar energia ou será armazenada. Se o indivíduo consome gorduras em excesso, o fígado transforma o glicerol e o ácido graxo em triglicerídeos, armazenando-os no tecido subcutâneo, criando camadas de tecido adiposo (os famosos pneuzinhos). De forma oposta, se o corpo precisar de fontes extras de energia, o tecido adiposo quebra os triglicerídeos novamente em glicerol e o ácido graxo, enviando-os de volta para o fígado para que eles possam ficar disponíveis como fonte de energia para as células (leia: O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS?).



b. Proteínas



O processo de digestão quebra as proteínas ingeridas em moléculas chamadas aminoácidos. O fígado é o órgão que decide o destino destes aminoácidos, podendo utilizá-los como:



- fonte para produção de proteínas essenciais para o organismo, como albumina, globulinas, lipoproteínas, factores da coagulação, etc;

- fonte para formação de massa muscular;

- fonte para produção de gordura, pois, caso necessário, o fígado consegue transformar aminoácidos em triglicerídeos, num processo chamado lipogénese;

- fonte para produção de glicose, em um processo chamado gliconeogénese.



Pacientes com doenças graves do fígado apresentam níveis baixos de proteínas no sangue, principalmente albumina. A perda de massa muscular também é comum devido à perda de capacidade de lidar com os aminoácidos recebidos da alimentação. A deficiência de factores da coagulação faz com que estes pacientes apresentem maior risco de hemorragias.



A digestão das proteínas produz aminoácidos, mas também gera a amónia, uma substância tóxica para o organismo. O fígado é o responsável pela metabolização da amónia, transformando-a em ureia, uma substância infinitamente menos tóxica. Pacientes com cirrose e falência hepática perdem a capacidade de metabolizar a amónia, fazendo com que a mesma se acumule no corpo, levando à chamada encefalopatia hepática, um processo de intoxicação dos neurônios.



c. Glicose



Os carboidratos ingeridos são transformados em moléculas de glicose, que é a principal fonte de energia das células. Quando chega uma grande quantidade de glicose ao fígado, ele libera uma parte em direcção à circulação sanguínea e armazena outra sob a forma de glicogénio, para que esta possa ser usada como fonte de energia nos períodos de jejum ou actividade física. Se o fígado já está cheio de glicogénio, mas o indivíduo continua ingerindo carbohidratos em excesso, o mesmo passa a ser transformado em triglicerídeos (lipogenese), sendo enviado para os tecidos subcutâneos. É por isso que comer muito carbohidrato engorda.



Pacientes com grave doença hepática podem apresentar hipoglicemias, pois o fígado já não consegue armazenar glicose na forma de glicogénio, fazendo com que o paciente não tenha reservas de glicose facilmente disponíveis nos períodos de jejum.



2- Metabolização de substâncias tóxicas



Assim como os nutrientes, qualquer outra substância ingerida também passará pelo fígado antes de chegar ao resto do organismo, incluindo remédios, drogas, toxinas ambientais e álcool.



Os hepatócitos são ricos em citocromo P450, o nome dado a uma família de enzimas que têm a capacidade de metabolizar, inactivar e facilitar a eliminação pelos rins de diversas substâncias.



O exemplo mais famoso do processo de desintoxicação realizado pelo fígado é a metabolização de bebidas alcoólicas. O álcool é uma substância extremamente tóxica,  mas que até certo ponto pode ser consumida, pois o fígado tem a capacidade de transformá-lo em ácido acético, uma metabólito muito menos tóxico e facilmente eliminado pelos rins através da urina. Se você quiser informações mais detalhadas sobre esse processo de metabolização do álcool pelo fígado, leia: O QUE É A RESSACA?



O fígado também é capaz de desactivar substâncias produzidas pelo próprio corpo, como hormonas, impedindo que haja excesso das mesmas circulando pelo sangue.



Pacientes com doenças hepática devem evitar álcool e determinados medicamentos, pois o fígado já não será mais capaz de metabolizá-los adequadamente.



3- Produção de bílis



Nossas hemácias (glóbulos vermelhos) são células que têm uma vida média de 120 dias. Quando ficam velhas, elas são levadas para o baço, onde são destruídas. Um dos produtos liberados neste processo é a bilirrubina, um pigmento amarelo-esverdeado. A bilirrubina produzida no baço não é solúvel em água e, portanto, não pode ser eliminada pelos rins, cabendo ao fígado este papel.



A bilirrubina é metabolizada no fígado e acrescentada a bile, uma substância que auxilia na digestão de gorduras. A bílis produzida pelo fígado é parte armazenada na vesícula biliar e parte liberada no intestino, para facilitar o processo de digestão. A presença da bilirrubina na bílis é a responsável pela cor castanha das fezes. Pacientes com doenças no fígado ou nas vias biliares que impeçam a drenagem de bílis para os intestinos apresentam problemas de digestão de gorduras e fezes esbranquiçadas.



Se o fígado perder a capacidade de metabolizar e excretar a bilirrubina, a mesma se acumula no sangue e acaba se depositando na pele, tornando-a amarelada, um sinal que chamamos de icterícia (leia: ICTERÍCIA | Neonatal e adulto).



4- Produção de substâncias essenciais ao organismo



Além da produção de proteínas importantes, como albumina e factores da coagulação, já explicados acima, o fígado também é capaz de produzir, metabolizar e armazenar uma grande diversidade de outras substâncias, como vitaminas e ferro.



5- Destruição de bactérias e outros germes.



O fígado possui células de defesas, chamadas células de Kupffer, capazes de eliminar germes e fragmentos de células mortas que passem pelo fígado.



Se você quiser ler sobre as principais doenças do fígado, veja os nossos artigos sobre doenças hepáticas:



- O QUE É HEPATITE?

- HEPATITE A

- HEPATITE B

- HEPATITE C

- ESTEATOSE HEPÁTICA | Gordura no fígado

- CIRROSE HEPÁTICA | Sintomas e causas

- SÍNDROME DE GILBERT, CRIGLER-NAJJAR e DUBIN-JOHNSON

- SINTOMAS DA HEPATITE

- O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?

- ASCITE | Causas e tratamento
Leia mais clicando aqui...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Maldita lei - Opinião - DN

0 comentários

Leia mais clicando aqui...

domingo, 6 de janeiro de 2013

COMO CALCULAR O PERÍODO FÉRTIL

0 comentários

COMO CALCULAR O PERÍODO FÉRTIL: Saber calcular o período fértil é importante para todas as mulheres em idade fértil, estejam elas querendo ou não engravidar. Para mulheres que querem engravidar, saber estimar o período fértil serve para otimizar as datas das relações sexuais, aumentando as chances de fecundação. Para as mulheres que não querem engravidar, mas que por descuido ou acidente tiveram relações sexuais desprotegidas, estimar o período fértil ajuda a saber se ato sexual foi feito em uma período de elevado risco de gravidez.



Neste texto vamos explicar como fazer para calcular o período fértil, ou seja, como saber quais os dias do mês que a mulher tem mais riscos de engravidar.



Se você não quer apenas saber calcular o dia fértil e procura explicações mais detalhadas sobre ciclo menstrual e o dia da ovulação, leia também os seguintes artigos:

O que é o período fértil?



A definição mais simples para período fértil é o intervalo de dias em que a mulher pode engravidar, caso tenha relações sexuais desprotegidas.



Duas informações são essenciais para entender o período fértil:



1- Após a ovulação, o óvulo só permanece viável para ser fecundado por aproximadamente 24 horas.

2- Os espermatozoides sobrevivem dentro do aparelho reprodutor feminino por até 5 dias, sendo as primeiras 48 horas o seu período de maior atividade.



Isso significa que o período fértil costuma ser de até 5 dias. Mesmo que a mulher só ovule 5 dias depois do ato sexual, é possível ainda haver espermatozoides viáveis na sua trompa, à espera do óvulo.



Vamos dar exemplos hipotéticos para ficar mais fácil o entendimento.



Calendário do dia fértil
Imagine uma mulher que irá ovular no dia 7 de Outubro. Se os espermatozoides estão mais ativos nas primeiras 48 horas, e se o óvulo só sobrevive por 24 horas, isso significa que o período com maior chance dela engravidar ocorre entre os dias 5 e 8 de Outubro.



Estudos mostram que a chance de gravidez após relação sexual desprotegida neste caso hipotético seria de:



- 5% nos dias 3 e 4 de Outubro (4 a 5 dias antes da ovulação).

- 30% nos dias 5 e 6 de Outubro (1 ou 2 dias antes da ovulação).

- 10% nos dias 7 e 8 de Outubro (até 24 horas depois da ovulação).

- 0% antes do dia 2 de Outubro ou depois do dia 9 de Outubro (mais que 6 dias antes da ovulação ou mais que 2 dias depois da ovulação).



Portanto, podemos concluir que o maior risco de gravidez se dá quando as relações sexuais ocorrem 48 horas antes da ovulação.



Como calcular o dia da ovulação?



Bom, sabendo agora que o período fértil costuma ser de 5 dias antes até 24 horas depois da ovulação, o próximo passo é saber estimar em que dia foi ou em que dia será a próxima ovulação.

1- Como saber quando foi a última ovulação?



É muito mais fácil saber quando a mulher ovulou do que tentar adivinhar quando será a próxima ovulação. Geralmente a ovulação ocorre 14 dias antes do próximo ciclo menstrual. Portanto, se uma mulher menstruou no dia 20 de Outubro (como no nosso calendário fictício acima), isso significa que a sua ovulação ocorreu por volta do dia 7 de Outubro.



Esta informação, porém, ajuda pouco na maioria dos casos, pois se a mulher já menstruou isso significa que ela não está grávida.  As pessoas geralmente querem saber a data da ovulação antes da nova menstruação descer.



Apenas para os casais que estão tentando engravidar é que essa informação é relevante. Se o casal teve frequentes relações sexuais ao longo do mês e a mulher não engravidou, é importante olhar para trás e ver se eles realmente tiveram relações nos dias corretos. Se ao final de cada mês o casal constatar que sempre estão tendo relações nos dias mais férteis, e mesmo assim a mulher não engravida, uma consulta com um médico especializado em fertilidade pode ser de grande ajuda.

2- Como saber quando será a próxima ovulação?



Estimar o dia da próxima ovulação pode ser uma tarefa difícil, principalmente para aquelas mulheres com ciclos muito irregulares. Quanto mais regular for o ciclo menstrual, mais preciso conseguimos ser ao calcular o dia fértil.



Vamos dar exemplos de como calcular o período fértil para diferentes tamanhos de ciclos menstruais.



Atenção, estamos falando de estimativas. Não use as informações deste texto para fazer uma "tabelinha" como método anticoncepcional. Cada mulher tem ciclos menstruais com características próprias. Sem fazer exames, é impossível afirmar com certeza o dia da próxima ovulação.



Exemplo 1: ciclo menstrual regular de 28 a 30 dias



Calendário do período fértil em ciclo de 28 dias.
Quando as mulheres têm ciclos bem regulares e de aproximadamente 1 mês, é bem fácil calcular o dia fértil.



Nestes casos, a ovulação habitualmente ocorre bem no meio do ciclo, 14 a 15 dias depois do primeiro dia de menstruação, o que também significa 14 a 15 dias antes da próxima menstruação.



Portanto, se o primeiro dia da menstruação caiu no dia 2 de Outubro, a ovulação deverá vir ao redor do dia 16 de Outubro e o período fértil englobará os dias 12 a 17 de Outubro, sendo os dias 14,15 e 16 e 17 de Outubro os com maior probabilidade de gravidez.



Exemplo 2: Ciclo menstrual regular maior que 30 dias ou menor que 28 dias.



Calendário de perído fértil.
As mulheres com ciclos regulares, mesmo que não entre 28 e 30 dias, também podem estimar com alguma precisão o dia da próxima ovulação. Como já explicamos, a ovulação costuma ocorrer 14 dias antes da próxima menstruação. Portanto, se o ciclo é bem regular, é possível prever o primeiro dia da próxima menstruação.



Imagine uma mulher com ciclo de 26 dias, que menstruou no dia 2 de outubro. Sendo o seu ciclo regular, a próxima menstruação deverá vir no dia 28 de Outubro. Como a ovulação costuma ocorrer 14 dias antes da próxima menstruação, a ovulação deverá ocorrer aproximadamente no dia 14 de Outubro.



Portanto, neste caso, o período fértil englobará os dias 10 a 15 de Outubro, sendo os dias 12,13 e 14 e 15 de Outubro os com maior probabilidade de gravidez.



Exemplo 3: Ciclo menstrual irregular entre 26 e 32 dias



A maioria das mulheres não tem seu ciclo menstrual regular como um relógio. Em um mês o ciclo é de 29 dias, no outro 27, num terceiro 31... Quando a menstruação não segue um padrão bem definido ao longo dos meses, calcular o período fértil e quando será a próxima ovulação não são uma tarefa fácil.



Calendário de período fértil em ciclos irregulares
Em 95% das mulheres, a ovulação ocorre entre 3 dias antes e 3 dias depois da metade do ciclo. Portanto, como não é possível prever antecipadamente o tamanho do ciclo, nessas mulheres o cálculo é feito levando em conta a possibilidade de ciclos de 26 a 32 dias. Isso significa que se ocorrer um ciclo curto de 26 dias (meio do ciclo com 13 dias), a ovulação pode se dar entre os dias 10 e 16 de Outubro. Se for um ciclo longo, com 32 dias (meio do ciclo com 16 dias), a ovulação pode ocorrer entre os dias 13 e 19 do ciclo.



Portanto, em mulheres com ciclos irregulares entre 26 e 32 dias, a ovulação pode ocorrer a qualquer momento entre o 10º e o 19º dias do ciclo (o primeiro dia do ciclo é o primeiro dia de menstruação). Isso significa que o período fértil pode começar tão cedo quanto o 7º ou 8º dia do ciclo ou terminar tão tarde como o 20º dia.



No nosso exemplo, se a mulher menstruou no dia 2 de Outubro, os  5 dias férteis dela podem cair desde o dia 7 de Outubro (no caso de ciclo de 26 dias) até o dia 20 de Outubro (no caso do ciclo ser de 32 dias).



Existe uma outra maneira de calcular o período fértil nos casos de ciclos irregulares, mas é preciso que a mulher tenha anotado o tamanho dos seus ciclos nos últimos seis meses.



Como é feito este cálculo? Ao longo dos últimos 6 meses, pegamos o número de dias do menor ciclo e subtraímos 18, depois, pegamos o número de dias do maior ciclo e subtraímos 11. Por exemplo, se o menor ciclo foi 25 dias e o maior foi de 34 dias, então:



25-18 = 7

34-11 = 23



Isto indica que no próximo mês, os seus 5 dias de período fértil poderão cair a qualquer momento entre os dias 7 e 23 do ciclo.



Já deu para notar que nestes casos não há muito como antecipar os dias férteis com segurança. O intervalo é grande porque é impossível prever o dia da ovulação com muita exatidão. A cada mês a mulher ovula em um dia diferente do ciclo. E quanto maior for a diferença de dias entre o maior e o menor ciclo, mais impreciso é o cálculo.



Exemplo 3: Ciclo menstrual irregular muito curtos ou muito longos



A maioria das mulheres tem ciclos entre 26 e 32 dias, mas consideramos normais os ciclos entre 25 e 35 dias. Ciclos menores que 25 ou maiores que 35 dias geralmente indicam que a mulher não está ovulando.



Nos ciclos muito curtos, mesmo que haja ovulação, ela se dará tão próxima da menstruação, que o útero ainda não estará preparado para receber o óvulo fecundado, não sendo possível a progressão da gravidez.



Nestes casos, portanto, não adianta querer calcular período fértil, pois ele provavelmente não existe. O ideal é procurar ajuda do ginecologista.
Leia mais clicando aqui...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SINTOMAS DE GASTRITE

0 comentários

SINTOMAS DE GASTRITE: Gastrite é o nome dado à inflamação da mucosa gástrica, camada de tecido que reveste a parede do estômago, protegendo-o contra a excessiva acidez. A gastrite pode ser aguda, quando a inflamação surge subitamente, ou crônica, quando a inflamação vai se estabelecendo lentamente, podendo a mucosa permanecer inflamada por meses ou até anos.



Neste artigo vamos abordar apenas os sintomas da gastrite. Se você quiser saber mais informações sobre a gastrite, como causas, tipos, diagnóstico e tratamento, leia: GASTRITE | ÚLCERA GÁSTRICA.

O que é gastrite?



A gastrite é uma inflamação da parede do estômago, que pode ser causada por inúmeros problemas. Entre as causas mais comuns, podemos citar:

A inflamação pode acometer toda a mucosa do estômago de forma difusa, sendo chamada de pangastrite, ou apenas algumas regiões, como o antro, chamada gastrite antral.

Gastrite


A gastrite também pode ser classificada como gastrite erosiva ou gastrite não-erosiva. A gastrite erosiva é aquela que provoca pouca inflamação, mas causa erosão da parede do estômago, levando à perda da mucosa. A gastrite erosiva também pode levar à formação de úlceras e sangramentos. Na gastrite não-erosiva, ainda existe mucosa presente, mas a mesma encontra-se muito inflamada.



Quando durante a endoscopia digestiva a mucosa do estômago além de inflamada também aparenta estar inchada (com edemas), damos o nome de gastrite enantematosa.

Gastrite nervosa



A gastrite é um diagnóstico que só pode ser fechado através da biópsia do estômago realizada durante um exame de endoscopia digestiva alta (leia: ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA). O paciente pode ter os sintomas que tiver, se não houver inflamação da mucosa identificável na endoscopia digestiva, não podemos dizer que ele tem gastrite.



Esta informação é importante porque frequentemente ouvimos falar de uma tal gastrite nervosa. Antes de mais nada, vamos deixar bem claro: não existe gastrite nervosa. O que o paciente pode ter em situações de estresse ou nervosismo é um quadro que chamamos de dispepsia funcional (leia: DOR NO ESTÔMAGO | DISPEPSIA).



Dispepsia é um termo que compreende uma série de sintomas relacionados ao estômago, sejam eles ligados ou não à gastrite. Entre os sintomas que estão incluídos no termo dispepsia, podemos citar:

  • Queimação ou dor na região do estômago.
  • Sensação de plenitude após refeições.
  • Sensação de estômago distendido.
  • Eructação excessiva (excesso de arrotos).
  • Azia.
  • Saciação precoce.
  • Náuseas e vômitos.
  • Sensação de má digestão.
Algumas pessoas quando ficam ansiosas, nervosas ou estressadas podem ter vários destes sintomas de dispepsia, às vezes de forma crônica. Todavia, se não houver inflamação da mucosa do estômago, não podemos dizer que elas têm gastrite.



É um erro comum pessoas que tem dispepsia acharem que seu estresse as fez desenvolver uma gastrite. Estresses do dia-a-dia, ansiedade ou nervosismo NÃO causam gastrite. Eles podem até causar sintomas de gastrite, podem também exacerbar os sintomas de uma gastrite já existente, mas nervosismo não provoca gastrite, pois ele não faz a mucosa do estômago ficar inflamada.



Portanto, se você anda estressado(a) e tem frequentemente sintomas de gastrite, mas a endoscopia digestiva nada revela, o seu diagnóstico correto é dispepsia funcional. Por outro lado, se a endoscopia digestiva realmente revelar uma gastrite, é preciso procurar a causa para ela, pois somente o nervosismo não justifica o quadro.

Sintomas da gastrite



Um erro frequente é chamar de gastrite qualquer sintoma de dispepsia. Basta haver uma dor ou queimação no estômago para as pessoas dizerem que estão com gastrite. Gastrite não é sinônimo de dor no estômago.



Na verdade, ao contrário do que se imagina, a maioria das pessoas com gastrite não apresenta sintoma algum. Muitos pacientes com gastrite referem um pequeno incômodo estomacal após algumas refeições, mas nada que cause preocupação ou faça-os procurar um médico.



Nos pacientes que realmente têm sintomas de gastrite, o mais comum é uma queimação na boca do estômago, que para algumas pessoas melhora com a comida e para outros piora. Todos os sintomas de dispepsia descritos no tópico anterior podem estar presentes no paciente com gastrite. Além da queimação, azia e náuseas também são muito comuns.



Os sintomas da gastrite podem piorar em situações de estresse ou após o consumo de álcool, refrigerantes, café ou alimentos picantes. Fumar também costuma piorar a inflamação da mucosa do estômago, podendo agravar os sintomas.



Podemos concluir, portanto, que o diagnóstico de gastrite não pode ser dado apenas com base nos sintomas. Há pacientes com muitos sintomas que não têm gastrite, e há outros com pouco ou nenhum sintoma que podem ter o estomago todo inflamado. A intensidade dos sintomas também não é um bom preditor de gravidade da gastrite. Ter muita ou pouca dor no estômago não significa que a gastrite é mais ou menos grave. Há pacientes com gastrite erosiva e úlceras que referem pouca dor e há pessoas com sintomas fortíssimos, que apresentam pouca ou nenhuma inflamação do estômago quando fazem a endoscopia digestiva.



Nas gastrites erosivas graves, quando há sangramento do estômago, o paciente pode apresentar fezes bem escurecidas, pastosas e com odor muito forte. Estas fezes, chamadas de melena, são compostas por sangue digerido que transitou ao longo do trato gastrointestinal. Nos pacientes mais idosos, a anemia e sangramento digestivo, às vezes, são os únicos sintomas de uma gastrite severa. Se o sangramento gástrico for muito volumoso, o paciente pode apresentar vômitos sanguinolentos.



Os caos mais graves, porém, são a minoria. Na maioria dos pacientes, a gastrite é uma quadro leve, que pode ser facilmente tratada com medicamentos e mudanças de hábito de vida.
Leia mais clicando aqui...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

coisas que poucos sabem :)

0 comentários

:):
.
É um artigo populista da Reader's Digest, mas admito que, apesar da componente lúdica e light, está redigido de modo a ser uma leitura "interessante", até. Para leigos.


"

Dirty Little Secrets

1. "We're not going to tell you your doctor is incompetent, but if I say, 'You have the right to a second opinion,' that can be code for 'I don't like your doctor' or 'I don't trust your doctor.'" — Linda Bell, RN, clinical practice specialist at the American Association of Critical-Care Nurses in Aliso Viejo, California
 2. "When a patient is terminally ill, sometimes the doctor won't order enough pain medication. If the patient is suffering, we'll sometimes give more than what the doctor said and ask him later to change the order. People will probably howl now that I've said it out loud, but you have to take care of your patient." — A longtime nurse in Texas 
3. "Feel free to tell us about your personal life, but know that we're here for 12 hours with nothing to talk about. So the stuff you tell us will probably get repeated." — A nurse in St. Petersburg, Florida  
4. "A lot of my patients are incontinent, and I'm supposed to just use a wet washcloth to clean them. But if it's a patient who's been really nice and appreciative, I'll go all the way to intensive care to get some of the heated wet wipes, which are a lot more gentle. Somebody who's constantly yelling at me? I just use the washcloth." — A nurse in St. Petersburg, Florida
5. "I've had people blow out arteries in front of me, where I know the patient could bleed to death within minutes. I've had people with brains literally coming out of their head. No matter how worried I am, I'll say calmly, 'Hmmm, let me give the doctor a call and have him come look at that.'" — A longtime nurse in Texas  
6. "I'd never tell a patient that he's a moron for waiting a week for his stroke symptoms to improve before coming to the hospital. Although I'd like to. Especially if his wife then complains that we're not doing anything for the guy." — A longtime nurse who blogs at head-nurse.blogspot.com
 7. "If you're happily texting and laughing with your friends until the second you spot me walking into your room, I'm not going to believe that your pain is a ten out of ten." — A nurse in New York City
8. "When you tell me how much you drink or smoke
or how often you do drugs, I automatically double or triple it." — A longtime nurse in Texas
 9. "Your life is in our hands — literally. We question physicians' orders more often than you might think. Some of the mistakes I've headed off: a physician who forgot to order a medication that the patient was taking at home, a doctor who ordered the incorrect diet for a diabetic, and one who tried to perform a treatment on the wrong patient." — A nurse from Pennsylvania
10. "These days, you can't get admitted unless you're really sick,
and you'll probably get sent home before you're really ready. So we don't get any easy ones anymore." — Kathy Stephens Williams, RN, staff development educator for critical care at St. Anthony's Medical Center in St. Louis, Missouri
 11. "People have no idea of the amount of red tape and charting we have to deal with every day. We spend hours at the computer just clicking boxes. They tell us, 'If it wasn't charted, it didn't happen.' So I always chart with a jury in the back of my mind." — An intensive-care nurse in California
12. "Despite nurses' best efforts, hospitals are still filthy and full of drug-resistant germs.
I don't even bring my shoes into the house when I get home." — Gina, a nurse who blogs at codeblog.com
 13. "The No. 1 thing you should never say to me: 'You're too smart to be a nurse.' I went to nursing school because I wanted to be a nurse, not because I wanted to be a doctor and didn't make it." — A longtime nurse in Texas
14. "Grey's Anatomy? We watch it and laugh. Ninety percent of the things doctors do on the show are things that nurses do in real life. Plus, there's no time to sit in patients' rooms like that." — Kathy Stephens Williams, RN
 15. "The sicker you are, the less you complain. I'll have a dying patient with horrible chest pain who says nothing, because he doesn't want to bother me. But the guy with the infected toe — he can't leave me alone." — An intensive-care nurse in California 
 16. "No matter how many times you use your call light, even if it's every ten minutes, I will come into your room with a smile. However, if you don't really need help, I will go back to the nurses' station and complain, and this may affect how the nurses on the next shift take care of you." — A cardiac nurse in San Jose, California  
17. "When your provider asks for a list of the medications you're taking, make sure you include over-the-counter drugs and herbals. People think that if an herb is 'all natural' and 'organic,' it's not a medication. But that's not true. Herbals can interact with other medications and can cause serious complications." — Kristin Baird, RN, a health-care consultant in Fort Atkinson, Wisconsin
 18. "This is a hospital, not a hotel. I'm sorry the food isn't the best, and no, your boyfriend can't sleep in the bed with you." — A nurse in New York City 
 19. "I know you asked for mashed potatoes, but that sound you hear is my other patient’s ventilator going off." — A nurse in New York City
 20. "If you ask me if your biopsy results have come back yet, I may say no even if they have, because the doctor is really the best person to tell you. He can answer all your questions." — Gina, a nurse who blogs at codeblog.com  
21. "When you ask me, 'Have you ever done this before?' I'll always say yes. Even if I haven’t." — A nurse in New York City
 22. "In my first nursing job, some of the more senior nurses on the floor refused to help me when I really needed it, and they corrected my inevitable mistakes loudly and in public. It's a very stressful job, so we take it out on each other." — Theresa Brown, RN, an oncology nurse and the author of Critical Care: A New Nurse Faces Death, Life, and Everything in Between  
23. "It can be intimidating when you see a physician who is known for being a real ogre make a mistake. Yes, you want to protect your patient, but there's always a worry: Am I asking for a verbal slap in the face?" — Linda Bell, RN  
24. "Every nurse has had a doctor blame her in front of a patient for something that is not her fault. They're basically telling the patient, 'You can't trust your nurse.'" —Theresa Brown, RN
 25. "If you have a really great nurse, a note to her nurse manager that says 'So-and-so was exceptional for this reason' will go a long way. Those things come out in her evaluation — it's huge." — Linda Bell, RN
26. "If you've been a patient in a unit for a long time, come back and visit. We'll remember you, and we'd love to see you healthy." — An intensive-care nurse in California
 27. "I once took care of a child who had been in a coma for more than a week. The odds that he would wake up were declining, but I had read that the sense of smell was the last thing to go. So I told his mom, 'Put your perfume on a diaper and hold it up by his nose to see if it will trigger something.' The child woke up three hours later. It was probably a coincidence, but it was one of my best moments as a nurse." — Barbara Dehn, RN, a nurse-practitioner in Silicon Valley who blogs at nursebarb.com
28. "Now that medical records are computerized, a lot of nurses or doctors read the screen while you're trying to talk to them. If you feel like you're not being heard, say, 'I need your undivided attention for a moment.'" — Kristin Baird, RN
  29. "Never talk to a nurse while she's getting your medications ready. The more conversation there is, the more potential there is for error." — Linda Bell, RN 
 30. "Some jobs are physically demanding. Some are mentally demanding. Some are emotionally demanding. Nursing is all three. If you have a problem with a nurse or with your care, ask to speak to the charge nurse (the one who oversees the shift). If it isn't resolved at that level, ask for the hospital supervisor." — Nancy Brown, RN, a longtime nurse in Seattle
31. "If the person drawing your blood misses your vein the first time, ask for someone else. I've seen one person stick someone three times. They need to practice, but it shouldn't be on you!" — Karon White Gibson, RN, producer-host of Outspoken with Karon, a Chicago cable TV show 
 32. "Never let your pain get out of control. Using a scale of zero to ten, with ten being the worst pain you can imagine, start asking for medication when your pain gets to a four. If you let it get really bad, it's more difficult to get it under control." — Nancy Beck, RN, a nurse at a Missouri hospital 
 33. "Ask the nurse to wet your bandage or dressing before removal — it won’t hurt as much." — Karon White Gibson, RN
 34. "If you're going to get blood drawn, drink two or three glasses of water beforehand. If you're dehydrated, it's a lot harder for us to find a vein, which means more poking with the needle." 
35. "Don't hold your breath when you know we're about to do something painful, like remove a tube or take the staples out of an incision. Doing that will just make it worse. Take a few deep breaths instead." — Mary Pat Aust, RN, clinical practice specialist at American Association of Critical-Care Nurses in Aliso Viejo, California
36. "If you have a choice, don't go into the hospital in July. That's when the new crop of residents starts, and they're pretty clueless." — A nurse supervisor at a New Jersey hospital  
37. "Doctors don't always tell you everything. They'll be in the hallway saying, 'She has a very poor prognosis. There's nothing we can do.' Then they don't say that in the room. Sometimes I try to persuade them to be more up-front, but I don't always succeed." — Theresa Brown, RN
38. "There are a few doctors at every hospital who just don't think that they need to wash their hands between seeing patients. Others get distracted and forget. So always ask anyone who comes into your room, 'Have you washed your hands?'" — Kathy Stephens Williams, RN 
 39. "Many doctors seem to have a lack of concern about pain. I've seen physicians perform very painful treatments without giving sedatives or pain medicine in advance, so the patient wakes up in agony. When they do order pain medicine, they're so concerned about overdosing, they often end up underdosing." — A nurse supervisor at a New Jersey hospital
40. "When you're with someone who is dying, try to get in bed and snuggle with them. Often they feel very alone and just want to be touched. Many times my patients will tell me, 'I'm living with cancer but dying from lack of affection.'" — Barbara Dehn, RN, NP  
41. "It's the little things that make a difference for people who are sick. One of the best things you can do is wrap them in a warm blanket or towel. Throw the towel in the dryer before they are bathed. If they're in a hospital, find out where the blanket warmer is." — Barbara Dehn, RN, NP 
42. "I'll never tell you to change your code status to Do Not Resuscitate, even though I might cringe at the thought of having to break your ribs during CPR. With certain patients, however, I may talk to family members to clarify their goals for the patient's care. This sometimes leads to an elderly person being placed on comfort care rather than being continually tortured by us with procedures that aren't going to help." — A cardiac nurse in San Jose, California
43. "Husbands, listen to your wives if they tell you to go to the hospital. Today a man kept fainting but wouldn't go to the hospital until his wife forced him. He needed not one, not two, but three units of blood — he was bleeding internally. He could have had a cardiac arrest. Another man complained to his wife that he didn't feel 'right.' His wife finally called me to come over to their house. His pulse was 40. He got a pacemaker that evening." — Barbara Dehn, RN, NP  
44. "The doctors don't save you; we do. We're the ones keeping an eye on your electrolytes, your fluids, whether you're running a fever. We're often the ones who decide whether you need a feeding tube or a central line for your IV. And we're the ones who yell and screech when something goes wrong." — A longtime nurse in Texas
 45. "If you do not understand what the doctor is telling you, say so! I once heard a doctor telling his patient that the tumor was benign, and the patient thought that benign meant that he had cancer. That patient was my dad. It was one of the things that inspired me to become a nurse." — Theresa Tomeo, RN, a nurse at the Beth Abraham Center for Nursing and Rehabilitation in Queens, New York 46. "At the end of an appointment, ask yourself: Do I know what's happening next? If you had blood drawn, find out who's calling who with the results, and when. People assume that if they haven't heard from anyone, nothing is wrong. But I've heard horror stories. One positive biopsy sat under a pile of papers for three weeks." — Kristin Baird, RN 
47. "As a nurse, sometimes you do nothing but run numbers and replenish fluids. Sometimes you're also the person who reassures the teenager that 'everybody' gets her period on the day of admission, the person who, though 30 years younger than the patient, tells that patient without blushing or stammering that yes, sex is possible even after neck surgery. You're the person who knows not only the various ways to save somebody else's life but also how to comfort those left behind." — A longtime nurse who blogs at head-nurse.blogspot.com
48. "I had one patient show up repeatedly to see me after he was discharged. Another little old man tried to pull me into bed with him. (He was stronger than he looked.) The general rule is don't ask us on a date. We're busy. It's unethical. And, really, I already know you better than I want to." — A longtime nurse in Texas  
49. "Positive attitude is everything. I have seen many people think themselves well." — Nancy Beck, RN  
50. "A simple 'Thank you' can really make my day."A nurse in New York City
Leia mais clicando aqui...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

VITAMINA D | Deficiência e suplementos

0 comentários

VITAMINA D | Deficiência e suplementos: A vitamina D, também conhecida como calciferol, é uma substância essencial para a nossa saúde, sendo uma das responsáveis pelo controle dos níveis de cálcio e fósforo no sangue e nos ossos.  Nos últimos anos, a vitamina D tem ganhado atenção na mídia e no meio médico por suas supostas ações contra infecções, câncer e doenças cardíacas.



Neste artigo vamos fazer uma revisão do papel da vitamina D no organismo, esclarecendo quais são os seus reais benefícios e quais são apenas suposição ainda não comprovadas por estudos científicos. Vamos abordar os seguintes pontos sobre a vitamina D:

  • O que são as vitaminas.
  • O que é vitamina D.
  • Relação entre vitamina D e exposição solar.
  • Alimentos que contêm vitamina D.
  • Benefícios da vitamina D.
  • Deficiência de vitamina D
  • Suplementos de vitamina D.
O que são as vitaminas



As vitaminas são substâncias encontradas nos alimentos, sendo necessárias em pequenas quantidades para o funcionamento normal do metabolismo do corpo. Os seres humanos não conseguem produzir vitaminas (exceto pela vitamina D, como será explicado mais à frente) e, por isso, dependem da alimentação para manter o níveis sanguíneos necessários à saúde.



Existem 13 vitaminas essenciais, cada uma delas com uma ação específica no organismo. As vitaminas são importantes para a saúde, mas o seu real papel costuma ser superestimado. As pessoas tendem a achar que as vitaminas são nutrientes que agem de forma generalizada no corpo, melhorando a força, combatendo cansaço, impedindo infecções, abrindo apetite, etc. Nada disso é real. Cada vitamina tem ação específica e restrita. Por exemplo, a vitamina K é necessária para as reações que ativam a coagulação do sangue; a vitamina B12 é importante na formação das hemácias (glóbulos vermelhos); e a vitamina A é essencial na formação dos tecidos que revestem os olhos.



Nós precisamos de apenas pequenas quantidades de vitaminas no corpo. Algumas vitaminas quando consumidas em excessos, em vez de trazer benefícios, provocam intoxicações, um quadro chamado hipervitaminose.



Em uma artigo à parte, descrevemos de forma sucinta o papel das principais vitaminas: MITOS E VERDADES SOBRE VITAMINAS.

O que é a vitamina D



A vitamina D é uma substância cuja maior ação se dá no controle dos níveis de cálcio no sangue e na saúde dos ossos. A vitamina D possui uma particularidade em relação às outras vitaminas: além de ser adquirida através dos alimentos, ela também pode ser produzida pelo nosso próprio organismo, através da exposição solar. Portanto, enquanto todas as outras vitaminas só podem ser adquiridas na dieta, uma adequada exposição à luz do sol consegue prover quantidades suficientes de vitamina D para o nosso organismo.



Nos próximo parágrafos vou explicar com mais detalhes a formação e a ativação da vitamina D no nosso corpo. Esta parte apesar de parecer muito técnica e de ter nomenclaturas complicadas será importante mais à frente quando falarmos da deficiência e da reposição de vitamina D. Tentarei ser o mais didático possível.

Metabolismo da vitamina D no organismo

Existem duas formas básicas de vitamina D: colecalciferol (vitamina D3) e ergocalciferol (vitamina D2). Ambas podem ser obtidas através de alimentos ou suplementos vitamínicos. A vitamina D3, porém, pode também ser produzida pelo nosso corpo. Através do colesterol que é consumido nos alimentos, conseguimos obter uma substância chamada 7-dehidrocolesterol. Este colesterol se deposita nas células da pele e, quando exposto à luz solar (raios UV-B), se transforma colecalciferol (vitamina D3).



Metabolismo da vitamina D


Tanto o colecalciferol (vitamina D3) quanto o ergocalciferol (vitamina D2) são formas inativas da vitamina D. Para que a vitamina D possa exercer seus efeitos no organismo, mais duas metabolizações são necessárias.



O processo se dá da seguinte maneira: as vitaminas D3 e D2 obtidas na alimentação e/ou exposição solar são transportadas para o fígado, onde serão transformadas em calcidiol (25-hidroxivitamina D). O calcidiol é a forma que o corpo usa para armazenar a vitamina D. Por isso, quando queremos saber se o paciente tem níveis adequados de vitamina D no corpo, dosamos no sangue os níveis de 25-hidroxivitamina D (25OH vit D).



Quando o organismo sente necessidade de agir sobre os níveis de cálcio do sangue e dos ossos, uma parte desta 25-hidroxivitamina D é transportada até o rins, onde sofrerá o último processo de metabolização, transformando-se em calcitriol (1,25-hidroxivitamina D), esta sim a forma ativa da vitamina D.



Portanto, resumindo, a obtenção e ativação da vitamina D podem seguir dois caminhos:

  • Alimentos » fígado » rim.
  • Pele » fígado » rins.

Exposição solar e vitamina D



O colecalciferol (vitamina D3) formado após exposição solar é a melhor e mais fácil fonte de vitamina D que podemos obter. A variedade de alimentos ricos em vitamina D é pequena, por isso, uma exposição solar frequente é necessária para que o corpo consiga ter reservas adequadas de vitamina D.



Populações que vivem em países de clima temperado são as que mais sofrem com a falta de vitamina D. Além da menor incidência de sol nos meses de inverno e outono, o frio faz com que as pessoas saiam menos de casa, e quando o fazem, precisam usar roupas grossas e compridas, impedindo o contato da pele com o sol, mesmo em dias ensolarados. Na Europa, cerca de metade da população chega ao final do inverno com níveis baixos de calcidiol (25-hidroxivitamina D), caracterizando deficiência de vitamina D.



Para quem vive em países com elevada exposição solar, como o Brasil, o risco de deficiência de vitamina D deveria ser bem baixo, mas não é. Na verdade, a quantidade de sol que uma região recebe por ano é importante, mas há outros fatores que influenciam na capacidade da pele de produzir vitamina D a partir dos raios UV-B. Exemplos:



- No Oriente Médio, a exposição solar anual é bem elevada, entretanto esta região apresenta altas taxas de carência de vitamina D. O principal motivo é cultural, devido ao costume de se usar roupas compridas, que cobrem toda a superfície corporal, limitando o contato da pele com os raios solares.



- A idade é outro fator importante também. Com o passar do anos, a pele vai ficando cada vez menos eficiente em produzir vitamina D, tornado os idosos um grupo com elevado risco para deficiência desta vitamina. Além da baixa eficiência da pele, os idosos costumam ter um consumo mais baixo de vitamina D na dieta, se expõem menos ao sol e muitas vezes passam o dia fechados em casa ou em lares para terceira idade. Em alguns países da Europa, mais de 80% da população idosa apresenta carência de vitamina D. Mesmo no Brasil, estima-se que metade da população idosa sofra de falta de vitamina D.



- Com a maior conscientização da população em relação aos riscos de câncer de pele devido à exagerada exposição solar, é cada vez maior o número de pessoas que evitam tomar banho de sol (leia: MELANOMA | Câncer de pele). Além disso, o uso frequente de protetor solar com elevado fator de proteção bloqueia os raios UV-B, impedindo que os mesmos consigam estimular a produção de vitamina D na pele (leia: PROTETOR SOLAR | FILTRO SOLAR).



- A cor da pele é outro importante fator. A melanina, presente em grande quantidade nas pessoas de pele mais escura, é um pigmento que nos protege contra os raios UV-A e UV-B. A melanina é a responsável pela menor incidência de câncer de pele em pessoas negras e pardas. Porém, a melanina não bloqueia só os efeitos maléficos dos raios ultravioleta. Pessoas de pele mais escura precisam ficar mais tempo ao sol para que sua pele produza mesma quantidade de vitamina D que pessoas mais brancas. A falta de vitamina D em negros é muito comum, principalmente naqueles que vivem em países com baixa incidência solar.



Em geral, pessoas de pele clara precisam de 5 a 10 minutos de exposição solar 2 a 3 vezes por semana. Já pessoas de pele mais escura precisam de 30 minutos, três vezes por semana para obter o mesmo resultado. O melhor horário é entre 10h e 15h. O sol do início da manhã ou no final da tarde é muito fraco, não tendo capacidade de estimular a produção de vitamina D.

Alimentos que contêm vitamina D



Poucos alimentos contêm quantidades relevantes de vitamina D. Naturalmente, os peixes oleosos são as principais fontes, principalmente o óleo de fígado de bacalhau, atum enlatado, salmão e sardinha. Outras fontes de vitamina D são a gema do ovo, cogumelos e o bife de fígado. Atualmente, os derivados de leite também são fontes ricas de vitamina D, mas somente porque eles são artificialmente enriquecidos com a vitamina. Portanto, leite industrializado, queijos e iogurtes também são alimentos que contêm vitamina D.



Ao contrário da crença popular, frutas e vegetais não são fontes de vitamina D.

Benefícios da vitamina D



O principal papel da vitamina D é controlar o metabolismo do cálcio e do fósforo, mantendo os ossos saudáveis. Crianças com deficiência de vitamina D desenvolvem raquitismo e adultos sofrem de osteomalácia e osteoporose. Idosos com falta de vitamina D apresentam também menor força muscular e maior risco de quedas e fratura do colo do fêmur.



Nos últimos anos uma grande quantidade de estudos têm surgido, sugerindo outros benefícios da vitamina D além do controle do metabolismo do cálcio. Entre as doenças que podem estar relacionadas com a falta de vitamina D podemos citar:

É importante frisar que os benefícios cientificamente comprovado da vitamina D são apenas aqueles ligados aos ossos e o metabolismo do cálcio. Todas as outras supostas ações não estão 100% comprovadas. O que existem são estudos preliminares, que parecem ser reais, mas que precisam ainda serem comprovados por estudos em larga escala.



Obs: há um grande estudo sobre o assunto em andamento nos EUA, com mais de 20.000 pacientes, que deve ser finalizado até 2016. Espera-se que a partir deste estudo tenhamos dados mais confiáveis sobre a ação da vitamina D em várias partes do corpo.

Deficiência de vitamina D



Como a vitamina D é armazenada no organismo sob a forma de calcidiol (25-hidroxivitamina D), este é o tipo de vitamina D mais abundante no nosso sangue. Por isso, a 25-hidroxivitamina D é a substância que dosamos quando queremos saber se o corpo tem quantidades adequadas de vitamina D.



Umas das grandes dificuldades atualmente na medicina é descobrir quais são os valores ideais de calcidiol (25-hidroxivitamina D). Ao longo dos anos, conforme os estudos vão elucidando o papel da vitamina D no organismo, os valores considerados normais vem se alterando.



Atualmente, os valores mais aceitos como adequados são entre 20 e 40 ng/mL. Porém, é possível encontrar fontes bibliográficas que dizem que os valores ideais de 25-hidroxivitamina D são acima de 50 ng/mL ou até 75 ng/mL.



Níveis superiores a 90 ng/mL costumam ser considerados potencialmente tóxicos.

Suplementos de vitamina D



Como os especialistas ainda não chegaram ao um consenso sobre quais são os níveis adequados de 25-hidroxivitamina D, os critérios para se indicar suplementos de vitamina D mantêm-se confusos. Há médicos que indicam suplementos quando os níveis de 25-hidroxivitamina D estão abaixo de 50 ng/mL, enquanto outros somente quando abaixo de 30 ou 20 ng/mL.



As normas da Sociedade Americana de Endocrinologia sugerem suplementação de vitamina D, visando manter a concentração de 25-hidroxivitamina D acima de 30 ng/mL. Habitualmente, a dose de 600 a 800 UI por dia é suficiente para atingir este alvo. A suplementação com colecalciferol (vitamina D3) é mais indicada que com ergocalciferol (vitamina D2), apesar desta última também ser uma opção aceitável.



Em pessoas com deficiência mais grave, como nos casos de 25-hidroxivitamina D em níveis abaixo de 20 ou 15 ng/dl, doses diárias mais elevadas de vitamina D, como até 2.000 UI, podem ser necessárias.



Se for possível realizar alterações na dieta e no padrão de exposição solar, muitas vezes o paciente consegue alcançar níveis de 25-hidroxivitamina D adequados sem suplementos. É bom lembrar que um prato de salmão chega a fornecer 1.000 UI de vitamina D e 30 minutos de exposição solar pode produzir 10.000 UI de vitamina D.



Os idosos, porém, são o grupo que tem mais dificuldade de corrigir sua deficiência de vitamina D sem a ajuda de suplementos. Quem mora em locais mais frios também costuma precisar de suplementos de vitamina D, principalmente no inverno.



Como os pacientes com doença do fígado ou dos rins são normalmente incapazes de metabolizar adequadamente as vitaminas D2 e D3, a reposição costuma ser feita diretamente com 25-hidroxivitamina D ou 1,25-hidroxivitamina D.
Leia mais clicando aqui...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

SEM COMENTÁRIOS... mas com MUITA REVOLTA...!!! (recebido por mail)

0 comentários


Muito gostava de saber o que é que o Governo e a Oposição têm a dizer sobre o que consta abaixo e sobre a real situação financeira da Segurança Social, se é que se atrevem...
Convém ler e reler para ficar a saber, pois é uma coisa que interessa a todos...
Agora sabemos porque não chega para todos...

A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL

A Segurança Social nasceu da fusão (nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos governos comunistas e socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.
As contribuições que entravam nessas Caixas eram das empresas privadas (23,75%) e dos seus empregados(11%).
O Estado nunca lá pôs 1 centavo.

Nacionalizando aquilo que aos privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"...!
Começou por atribuir pensões a todos os não contributivos (domésticas, agrícolas e pescadores). Ao longo do tempo, foi distribuindo subsídios para tudo e para todos...

Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido) em 1997, hoje chamado RSI.
E tudo isto, apenas e só, à custa dos fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos privados. Os governos não criaram rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
Optaram isso sim, pelo assalto àqueles fundos.

Cabe aqui recordar que os governos do Prof. Salazar, também a esses fundos várias vezes recorreram.
Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas...
Em 1996/97, o 1º Governo Guterres nomeou uma comissão com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".

Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência dos privados, pelos saques que foi fazendo desde 1975.
Pois esse montante, apurado até 31 de Dezembro de 1996, era já de 7.300 milhões de contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 milhões de euros.

De 1996 até hoje, os governos continuaram a sacar e a dar benesses a quem nunca para lá tinha contribuído e tudo à custa dos privados.
Faltará criar agora outra comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos saques que continuaram de 1997 até hoje.

Mais, desde 2005 o próprio Estado admite funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. Então, e o Estado desconta, como qualquer empresa privada, 23,75% para a SS...?
Claro que não!...

Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os funcionários que o Estado admite descontam para a
Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE...?
Há poucos meses, um conhecido economista estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 milhões de euros...! Ou seja, pouco menos, do que o empréstimo da Troika!...

Ainda há dias, falando com um advogado amigo em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...

Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE

Sabiam que na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de redução das despesas que ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:
  • A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da República fazer algo de semelhante.
  • Os deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar gratuitamente os transportes públicos do Estado (na época comboios e navios); também não vi ainda nada de semelhante na actual conjuntura nem nas anteriores do Século XX.
 
SEM COMENTÁRIOS...
 
Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.
 
Governo Português:
 
3 Governos (continente e ilhas)
333 deputados (continente e ilhas)
308 câmaras
4259 freguesias
1770 vereadores
30.000 carros
40.000(!!!) fundações e associações
500 assessores em Belém
1284 serviços e institutos públicos



Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados per capita equivalentes à Alemanha, teria de reduzir o seu número em mais de 50%...


É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTANEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS...!


"Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados!"
(Ernesto Che Guevara)


Faz o que te compete: divulga...!!!


E nas próximas eleições vota num partido pequenino ou vota NULO (eu não voto branco porque não confio que não preencham o boletim por mim)...
Leia mais clicando aqui...

2013

0 comentários

UM EXCELENTE 2013 para todos nós!!!!

PS: (excepto capitalistas e políticos leia-se: corruptos -> a quem servir o chapéu) !!
Leia mais clicando aqui...

domingo, 30 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho

0 comentários

Mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho:


Cartoon com marca d'água amavelmente enviado por Anastácia Venenosa, mulher-a-dias na Quinta da Marinha, Bairro da Lapa e Parque das Nações.
Leia mais clicando aqui...

Ai de ti se adoeces!

0 comentários

Ai de ti se adoeces!:
«Por mais impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS, mais tarde ou mais cedo, será insustentável. Não basta só cobrar impostos. É preciso que as pessoas façam alguma coisa para que recorreram menos aos serviços».
(- Francisco Leal de Costa, secretário de Estado da Saúde)
Hoje estava mesmo a apetecer-me apanhar uma gripe.
Conheço uma pessoa que está na cama com gripe. Ia lá a casa e pedia-lhe para tossir directamente para a minha cara. Várias vezes.
Depois, quando começasse a ter dores no corpo e febre, ia ao SAP para que o médico me receitasse muitos medicamentos, pedia-lhe alguns dias de baixa e enfiava-me na cama a ler tio patinhas.
Mas depois lembrei-me da entrevista do nosso secretário de Estado da Saúde e desisti da ideia.
Já avisei os meus netos que, este ano, não podem ter otites, nem amigdalites, e se se atreverem a ficar ranhosos, a única que lhes vou fazer é assoá-los e caso estejam a pensar ficar com diarreia, podem contar com uma rolha!
Não podemos ficar doentes, senão o Passos Coelho tira-nos, também, o Serviço Nacional de Saúde!
Leia mais clicando aqui...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desta vez só pergunto... ou "Os melhores hospitais do País"

0 comentários

Desta vez só pergunto... ou "Os melhores hospitais do País":


Foi publicado este ano, como tem sido habitual, o ranking dos 10 melhores hospitais do País.

Estudo este realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, como nos tem vindo a habituar ao longo dos anos. Pode ser vista uma das notícias AQUI.

Pois fica a interrogação:

- Porque é que são os melhores?

- O que caracteriza a "melhor" assistência às doenças? Indicadores exclusivamente médicos?

- E indicadores de Enfermagem, há? Serão importantes nesta caracterização do "melhor"?

- Na altura do Estudo haveria indicadores de Enfermagem que pudessem basear o trabalho dos autores? Alguém perguntou por eles?

- Se o estudo já é feito, anualmente, há 5 anos, alguém já se preocupou em informar os autores que também há indicadores de Enfermagem (se é que os há) ?

Por último:

a) uma vez que, na grande maioria dos casos, só fica internado no hospital quem necessita de cuidados de enfermagem (porque senão eram operados/consultados em ambulatório e iam para casa  de seguida),

b) que o grosso dos cuidados directos prestados por profissionais de saúde o é por enfermeiros,

c) que o trabalho realizado por estes profissionais no que diz respeito à capacitação do utente para lidar com os seus problemas de saúde e à articulação com os profissionais de comunidade é fundamental,

SERÁ QUE ISTO FOI CONTEMPLADO, ou CONVENIENTEMENTE ESQUECIDO????


é que, talvez não saibam, mas tudo o que foi acima descrito influencia a saúde, o decurso da doença e o sucesso global das intervenções dos profissionais de saúde...
Leia mais clicando aqui...

Mensagens populares

Partilhando

A minha Lista

Links para este blog

Pesquisa doenças pelo corpo

Filme cerimónia final de curso - Versão apresentada

Comentem aqui também