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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O desastre da transplantação

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O desastre da transplantação:
O Ministro da Saúde decidiu nomear mais um grupo de trabalho, coordenado por Hélder Trindade, presidente do IPST, para "avaliar exaustivamente as possíveis causas de diminuição da transplantação de órgãos em Portugal e propor medidas correctivas ". link

Sobre esta matéria importa recordar o seguinte:
1.º  «Questionado sobre se os transplantes estariam em risco, o ministro Paulo Macedo admitiu que "pode não haver o mesmo número de transplantes", explicando que é preciso perceber se o País "pode sustentar o actual número de transplantes".           
"O que pretendemos é manter um número de transplantes tão interessante e de qualidade como tem vindo a ser feito, mas claramente dando menos incentivos aos hospitais, porque também não é necessário. Estes incentivos visam um incremento e o que nós achamos é que não é necessário haver aqui um incremento", acrescentou o ministro.»  link

2.º  Na sequência destas declarações o presidente e a coordenadora nacional da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação pediram a demissão em protesto contra as intenções do ministro da Saúde de cortar as verbas daquele organismo.

3. º Manuel Pizarro num artigo, "Transplantação o Desastre", publicado no expresso (18.08.12), põe o dedo na ferida:
«Os números são assustadores. No primeiro semestre de 2012, em comparação com o mesmo período do ano anterior, realizaram-se em Portugal menos 100 transplantes de órgãos. Uma queda de 22%. Na transplantação renal o recuo é ainda mais significativo: menos setenta e três transplantes, uma redução de 25%. link
Aconteceu o que especialistas vaticinaram quando o actual ministro da Saúde anunciou, logo no verão de 2011, um conjunto de medidas avulsas na área da transplantação. É altura das recordar e pedir responsabilidades.
Primeiro, a decisão de reduzir em 50% o apoio financeiro dado aos hospitais por cada transplante. Um corte excessivo e desproporcionado, incluindo até a colheita de órgãos, que era já insuficientemente apoiada.
Depois, a forma displicente como Paulo Macedo reagiu aos protestos por esta decisão. O ministro declarou, de forma pouco sensível, que o país talvez não tivesse condições para se manter na liderança mundial da transplantação.
Finalmente, a extinção da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação. Sem qualquer racionalidade, dissolveu-se este organismo qualificado, que tinha apenas sete profissionais e um orçamento de setecentos mil euros, mas excelentes resultados demonstrados. A sua actividade foi integrada no muito maior Instituto Português de Sangue e da Transplantação, a braços com a dramática situação nacional da falta de sangue. Como consequência, desapareceu a efectiva coordenação dos programas de transplantação e a capacidade de intervenção atempada, antes protagonizados pelo saber e pela dedicação sem limites de João Rodrigues Pena e de Maria João Aguiar.» link

Depois de tudo o que foi decidido e dito sobre esta matéria, ficamos a aguardar com enorme expectativa o resultado do trabalho sobre  mais este desastre da politica de saúde de Paulo Macedo.

Clara Gomes

artwork- expresso
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MICOSE NA VIRILHA | Tinea cruris

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MICOSE NA VIRILHA | Tinea cruris: A micose na virilha, chamada em medicina de tinea cruris, é uma das infeções fúngicas da pele mais comuns. A tinea cruris costuma atingir as regiões inguinal (virilhas), coxas e nádegas, causando placas avermelhadas e intensa coceira.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a micose na virilha:

  • Causas da micose na virilha.
  • Como se pega tinea cruris.
  • Sintomas da micose na virilha.
  • Tratamento da micose na virilha.
O que é tinea cruris?



As micoses superficiais da pele são chamadas de dermatofitoses ou tinea. Os fungos dermatófitos, isto é, que provocam dermatofitoses, são os dos gêneros Trichophyton, Microsporum ou Epidermophyton.



As dermatofitoses podem acometer diversas áreas do corpo, como couro cabeludo (chamada de tinea capitis), pés (tinea pedis), barba (tinea barbae), unhas (tinea unguium) ou tronco e membros (tinea corporis).



A infecção fúngica que acomete a região genital e inguinal (virilhas) é chamada de tinea cruris. A micose da virilha é a segunda dermatofitose mais comum, perdendo apenas para a tínea pedis, a micose dos pés.

  • A onicomicose, que é a micose da unha (tinea unguium), já foi descrita em um artigo à parte, acessível neste link: MICOSE DE UNHA | Onicomicose.
  • A micose dos pés, também tem seu texto próprio, acessível neste link:  | Pé de atleta.


Causas da micose de virilha



A imensa maioria dos casos de micose na virilha são causados pelo fungo Trichophyton rubrum. Esse fungo pode ser um habitante normal da pele, sem necessariamente provocar doenças, já que o nosso sistema imunológico consegue mantê-lo sob controle, desde que a pele mantenha-se limpa e seca. Em épocas de maior calor, porém, algumas áreas do corpo ficam constantemente úmidas e quentes, tal como a virilha e a região genital, favorecendo a proliferação de fungos, resultando nas micose.



O fungo Trichophyton rubrum, que provoca a micose da virilha, é o mesmo que causa  o pé de atleta. Por isso, em muitos casos, o paciente tem dermatofitose nos pés e na virilha ao mesmo tempo.



Como se pega micose na virilha



A tinha cruris é uma infecção contagiosa transmitida por fômites, como toalhas, lençóis ou roupas contaminadas com o fungo. A micose na virilha também pode ocorrer como auto-contaminação pela micose dos pés. O paciente após mexer nos pés, pode ter suas mãos contaminadas com o fungo, levando-os até a região da virilha. Ter relações sexuais com uma pessoa infectada também é uma forma de contágio.



Todavia, não basta ter contato com o fungo para desenvolver micose. Para que o microrganismo vença nosso sistema imunológico, ele precisa encontrar um meio propício para sua multiplicação. Calor, umidade e ausência de luz são as condições mais adequadas para a proliferação das micoses. A virilha é muito propícia à ocorrência de infecções fúngicas, pois, além de passar grande parte do dia coberta, é uma região de dobras e com pelos, que permanece frequentemente úmida e quente.



Épocas de calor, uso de roupas quentes e apertadas, excesso de suor, permanecer com roupas de banho molhadas por muito tempo, má higiene pessoal e não trocar com frequência as roupas interiores são fatores que favorecem o desenvolvimento da tina cruris.



Outros fatores de risco para o aparecimento da micose na virilha são:

As micoses de pele ocorrem com mais frequências nas pessoas com sistema imunológico fraco, todavia, também são muito comuns em indivíduos sadios, sem qualquer problema de saúde.



Sintomas da micose na virilha



Os principais sintomas da micose na virilha são coceira e vermelhidão local, chamada de rash. A área inflamada pode apresentar alguma ardência, tornando incômodo o uso de certos ipos de roupa interior.



A tinea cruris geralmente começa com uma placas avermelhadas na face interna de uma ou ambas as coxas, com bordas bem demarcadas. Quando causada pelo fungo Trichophyton rubrum, a doença costuma se estender para baixo, sobre as coxas e até na região pubiana e glúteos. As lesões costumam se expandir em forma de círculos.



Micose na virilha


Em metade dos casos o paciente também apresenta outro tipo de tinea, geralmente tinea pedis.



No sexo masculino, a bolsa escrotal e o pênis são habitualmente poupados. Este é um detalhe importante, pois ajuda na distinção entre a tinea cruris e a infeção por cândida, já que a candidíase na região inguinal em homens muitas vezes acomete a bolsa escrotal.



O diagnóstico pode ser confirmado com uma raspagem da lesão e avaliação microscópica do material à procura de fungos. Como a cândida e os dermatófitos são fungos com aspectos distintos, é possível distingui-los através do exame microscópico.



Tratamento da micose na virilha



O tratamento da micose na virilha pode ser feito com pomadas antifúngicas, muitas delas vendidas sem necessidade de receita médica. As pomadas indicadas são as que contêm: terbinafina, naftifina, cetoconazol, miconazol ou cotrimazol. As três últimas substâncias têm ação contra dermatófitos e cândida. Cremes ou pomadas à base de nistatina servem para candidíase, mas não para dermatofitoses, não sendo indicadas para o tratamento da tinea cruris.



Deve-se evitar pomadas que contenham corticoides na sua fórmula, como a betametasona, pois ela pode atrapalhar o tratamento e mascarar os sintomas.



Em casos de pacientes imunossuprimidos, ou se houver falha no tratamento com pomadas, medicamentos por via oral, como griseofulvina, fluconazol ou terbinafina podem ser prescritos.



Como a tinea pedis e onicomicose (micose de unha) são fatores de risco para a tinea cruris, é importante também tratar as duas condições para diminuir o risco de recorrência da micose na virilha.



Aplicação diária de talco na região inguinal para manter a área seca ajuda a prevenir recorrências. Os pacientes devem ser aconselhados a evitar banhos quentes e roupas apertadas. Os homens devem usar cuecas largas, de preferência boxers (cueca samba-canção). Mulheres devem usar calcinha de algodão e evitar calças apertadas. Após o banho, a área inguinal deve ficar bem seca. Sugere-se separar uma toalha para secar a área infectada e outra para o resto do corpo. Não use a mesma roupa interior após o banho.
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Futuro promissor

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

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FRIEIRA | Pé de atleta

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FRIEIRA | Pé de atleta: A dermatofitose dos pés, conhecida também como tinea pedis, frieira ou pé de atleta, é a micose de pele mais comum no mundo. A frieira é uma infecção por fungos, que ataca preferencialmente a sola e os espaços entre os dedos dos pés.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a frieira (pé de atleta):

  • Causas do pé de atleta.
  • Como se pega frieira.
  • Sintomas da frieira.
  • Prevenção do pé de atleta.
  • Tratamento da frieira.
Causas da frieira



Dermatofitose é o nome dado a um grupo de micoses superficiais da pele, unhas e pelos. Os fungos dermatófitos, isto é, que provocam dermatofitoses, são os dos gêneros Trichophyton, Microsporum ou Epidermophyton.



As dermatofitoses podem acometer diversas áreas do corpo, como couro cabeludo (chamada de tinea capitis), virilhas (tinea cruris), barba (tinea barbae) ou tronco e membros (tinea corporis). Frieira é o nome popular para a dermatofitose dos pés (tinea pedis), provocada normalmente pelos fungos Trichophyton mentagrophytes ou Trichophyton rubrum.



  • A onicomicose, que é a micose da unha (tinea unguium), já foi descrita em um artigo à parte, acessível neste link: MICOSE DE UNHA | Onicomicose.


Como se pega frieira



Os dermatófitos são fungos que se reproduzem com mais facilidade em locais úmidos, quentes e fechados. Em geral, o pé de atleta é uma infecção que se pega ao andar descalço em locais úmidos contaminados pelo fungo Trichophyton, como saúnas, piscinas, chuveiros e vestiários públicos.



Todavia, não basta ter contato com o fungo para desenvolver a frieira. O Trichophyton precisa de determinadas condições para crescer, como calor e umidade. Além das condições ideias para a proliferação do fungo, algumas pessoas parecem ser naturalmente mais suscetíveis à tinea pedis do que outras. Há muitos casais que dividem o mesmo chuveiro há anos sem que haja transmissão do fungo entre eles. A causa exata desta susceptibilidade às micoses de pele é desconhecida.



Pessoas que suam excessivamente (leia: HIPERIDROSE | Suor em excesso), HIV positivos, diabéticos, imunossuprimidos, portadores de onicomicose, pacientes com psoríase (leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas) ou outras doenças de pele acometendo os pés possuem maior risco de desenvolver dermatofitose nos pés. Porém, pessoas completamente saudáveis também podem ter pé de atleta.



Um dos principais fatores de risco é o uso frequente de tênis para atividade esportivas. O fungo da frieira encontra nestes calçados um ambiente excelente para o seu crescimento, pois além de serem fechados, os tênis de esportistas estão frequentemente úmidos e quentes. Este é motivo da frieira também ser chamada de "pé de atleta". Vestiários de academias de musculação e clubes são locais com alta taxa de contaminação pelo Trichophyton, pois são locais úmidos, quentes, com pouca ou nenhuma exposição solar e frequentados por pessoas que frequentemente têm os pés também úmidos e quentes, devido à prática de atividades físicas com calçados fechados.



Sintomas da frieira



O acometimento interdigital é a forma mais comum de frieira. Os sintomas são de coceira entre os dedos dos pés, geralmente entre os 3º, 4º e 5º dedos, com vermelhidão, descamação e rachaduras na pele. As lesões podem se expandir e acometer também a sola do pé. A micose da unha (onicomicose) frequentemente está presente junto com a frieira. Outro sintoma possível da frieira é o mau cheiro dos pés (leia: COMO ACABAR COM O CHULÉ).



Uma aprestação comum da frieira é um ressecamento da sola dos pés, com espessamento da pele, descamação, vermelhidão e dor na região afetada. Muitas vezes, uma das mãos também é afetada, em uma quadro chamado de apresentação "dois pés e uma mão".



Fotos de frieira (pé de atleta) - dermatofitose


A forma inflamatória é a menos comum e se caracteriza pela presença de dolorosas e pruriginosas bolhas avermelhadas. Nestes casos as lesões podem se contaminar com bactérias da pele, provocando celulite ou erisipela (leia: ERISIPELA | CELULITE | Sintomas e tratamento).



Prevenção da frieira



Uma mesma pessoa pode ter frieira várias vezes na vida.O paciente não cria imunidade contra o fungo. Portanto, medidas de prevenção são importantes.



Manter os pés frequentemente secos e bem lavados é o principal modo de reduzir a incidência da frieira. Algumas dicas são importantes na prevenção:

  • Nunca frequente vestiários, chuveiros ou banheiros públicos descalço. No mínimo, use chinelos.
  • Após molhar os pés, antes de calcar qualquer calçado, tenha certeza que os mesmos estão bem secos, principalmente nas regiões entre os dedos.
  • Ao longo dia, mantenha os pés o máximo possível de tempo em contato com o ar. Evite manter os pés fechados em calçados por várias horas seguidas, principalmente em ambientes quentes.
  • Após a prática de exercícios, lave os pés e troque as meias e os calçados úmidos.
  • Mantenha as unhas sempre curtas e limpas.
  • Lave os pés diariamente.
  • Não compartilhe meias e sapatos com outras pessoas.
  • Use talco antifúngico para manter os pés secos.
Remédio para frieira



O tratamento da frieira pode ser feito com pomadas antifúngicas, muitas delas vendidas sem necessidade de receita médica. As pomadas para frieira com terbinafina ou naftifina são as que apresentam melhores resultados. Outras opções incluem pomadas com cetoconazol, miconazol, cotrimazol ou butenafina. O tratamento costuma ser feito 1 ou 2 vezes por dia, por 4 semanas.



Cremes ou pomadas à base de nistatina servem para candidíase, mas não para dermatofitoses, como a frieira. Deve-se também evitar pomadas que contenham corticoides na sua fórmula, como a betametasona, pois ela pode atrapalhar o tratamento e mascarar os sintomas.



Pacientes com frieira mais extensa ou resistente às pomadas devem ser tratados com antifúngicos por via oral. Os remédios para frieira mais eficazes são a terbinafina, itraconazol ou fluconazol. O tratamento dura de 1 a 6 semanas, dependendo do caso e da droga escolhida.


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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um bom Natal!

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Um bom Natal!:
António, Um presépio português [Expresso]
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domingo, 23 de dezembro de 2012

O QUE É BRONQUIOLITE?

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O QUE É BRONQUIOLITE?: A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, uma das regiões mais profundas das vias aéreas dos pulmões. A bronquiolite é habitualmente causada por uma infecção viral e acomete, principalmente, crianças com menos de 2 anos.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a bronquiolite:

  • O que é bronquiolite.
  • Causas e fatores de risco para bronquiolite.
  • Sintomas da bronquiolite
  • Tratamento da bronquiolite.
Obs: A bronquiolite obliterante e a bronquiolite obliterante com pneumonia organizada (BOOP) são doenças diferentes da bronquiolite e não serão abordadas neste texto.



O que é a bronquiolite?

Bronquiolite - Bronquíolos


O ar que inspiramos entra pela boca/nariz e segue o seguinte trajeto: faringe » laringe » traqueia » brônquio » bronquíolo » alvéolo (veja a ilustração ao lado para melhor entender).



Conforme avançamos ao longo da arvore respiratória, as estruturas vão se tornando cada vez mais ramificadas e finas. Os bronquíolos são a última porção da árvore respiratória antes dos alvéolos, que são as estruturas que entregam o oxigênio respirado para o sangue.



Os bronquíolos são estruturas quase microscópicas, com diâmetro menor que 1mm. São através de canais tão pequenos que o ar precisa passar para chegar nos alvéolos. Qualquer processo inflamatório que acometa os bronquíolos causa inchaço na parede dos mesmos, fechando a passagem de ar e aumentando a produção de muco dentro das vias aéreas. A bronquiolite - inflamação dos bronquíolos - se traduz clinicamente por broncoespasmo (chiado no peito) e tosse com expectoração.



Causas e fatores de risco da bronquiolite



A bronquiolite é habitualmente causada por uma infecção viral, na maioria dos casos por uma vírus chamado Vírus sincicial respiratório (VSR). Outros vírus também podem ser os responsáveis, como Rinovírus, Influenza, Parainfluenza e Adenovírus. A transmissão é feita de forma semelhante a qualquer outra virose respiratória, como gripes e resfriados (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO).



A bronquiolite é uma infecção altamente contagiosa, que ataca preferencialmente crianças menores de 2 anos. Os bebês com menos de 6 meses são as principais vítimas.



O VSR é muito comum e existe no mundo inteiro. Praticamente todas as crianças terão tido contato com ele até os três anos de idade. Algumas desenvolvem quadros brandos, semelhantes a resfriados, enquanto outras, geralmente as mais novas, podem ter quadros graves, com necessidade de hospitalização. Habitualmente, as crianças acima dos 2 anos que entram em contato com o VSR não desenvolvem a bronquiolite, apenas um quadro de resfriado simples. É possível se infectar com o Vírus sincicial respiratório mais de uma vez, porém, em geral, as infecções subsequentes são mais brandas que a infecção inicial, principalmente nas crianças mais velhas.



Os principais fatores de risco para desenvolver bronquiolite são:



- Prematuridade.

- Baixo peso ao nascer.

- Idade inferior a 3 meses.

- Crianças com doença pulmonar, neurológica ou cardíaca prévia.

- Imunodeficiência.

- Fumo passivo.

- Frequentar creche.

- Ter irmãos mais velhos que frequentemente trazem infecções respiratórias para casa.

- Morar em casa amontoado com muitas pessoas.

- Ambientes frios (o vírus costuma circular com mais facilidade no inverno).



Sintomas da bronquiolite



O período de incubação do VSR costuma ser de 2 a 5 dias. Os primeiros sintomas são inespecíficos, típicos de qualquer resfriado, com coriza, espirros, tosse e febre baixa. Na maioria das crianças, o vírus fica restrito às vias aéreas superiores e o quadro não evolui muito a partir daí. Nas crianças mais novinhas, porém, o vírus pode alcançar áreas mais profundas da árvore respiratória, atacando os brônquios e bronquíolos, levando à bronquiolite.



Na bronquiolite os sintomas surgem após 2 a 5 dias de resfriado, apresentando o seguinte quadro:



- Recusa alimentar.

- Cansaço para mamar.

- Letargia e sonolência.

- Broncoespasmo (chiado no peito).

- Tosse persistente, que pode durar por mais de 2 semanas.



Nos casos de bronquiolite grave, a criança pode apresentar:



- Dificuldade respiratória, caracterizada por frequências respiratórias elevadas, geralmente acima de 60 incursões por minuto e uso da musculatura abdominal e intercostal durante a respiração.

- Cianose (dedos e lábios arroxeados).

- Rebaixamento do nível de consciência.



Em crianças menores de 2 meses um dos sintomas da bronquiolite pode ser pausas respiratórias (apneia) de até 20 segundos.



Na maioria dos casos, a bronquiolite é uma doença autolimitada, com resolução espontânea após alguns dias. O pico dos sintomas costuma ocorrer entre 5 a 7 dias. A recuperação completa geralmente se dá em 1 ou 2 semanas, mas pode demorar até 4 semanas em alguns casos.



Os casos mais graves são aqueles em que o bebê apresenta dificuldade respiratória, principalmente quando há sinais de esforço para respirar. Em geral, apenas 3% dos casos precisam de hospitalização.



O diagnóstico da bronquiolite é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. Na maioria dos casos, não há necessidade de exames laboratoriais ou radiológicos.



Tratamento da bronquiolite



Por segurança, todo bebê menor que 6 meses com quadro de infecção respiratória deve ser avaliado pelo pediatra.



Assim como na gripe, não há um tratamento específico para a bronquiolite. Nas casos mais leves, o tratamento pode ser feito em casa, com repouso, antipiréticos e soro nasal. Nebulização com soro também pode ajudar. Se houver algum grau de broncospasmo, a nebulização com broncodilatadores está indicada.



Não se deve usar anti-histamínicos, descongestionantes ou antibióticos para tratar bronquiolite.



Os bebês que ainda mamam costumam ficar mais cansados, não conseguindo mamar com a mesma eficiência. Nestes casos, ofereça o peito com mais frequência para que o mesmo mantenha-se sempre bem hidratado e alimentado.



Nunca fume perto de uma criança, principalmente durante um quadro de infecção respiratória.
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Madeira gasta 125 mil Euros em Tablets para Médicos !?!?

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Madeira gasta 125 mil Euros em Tablets para Médicos !?!?:
Tablets
A Administração do Serviço Regional de Saúde da Madeira não tem a menos dúvida das vantagens desta medida.  Confesso que  também gostaria de substituir o Papel em todas as Instituições de Saúde de Portugal, pois isso  permite “medir para Mudar” .
No entanto e no actual clima de austeridade, contesto este gasto e o CUSTO desta compra sem que haja mais informação que  prove que esta medidada vai trazer mais ganhos em saúde e  poupança.
Contesto ainda o facto de aparentemente estes Tablets só se destinarem a um ÚNICO e aparentemente Privilegiado grupo profisisonal .
Luxo tablets madeira
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

OTITE MÉDIA AGUDA

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OTITE MÉDIA AGUDA: As infecções do ouvido recebem o nome de otite. A otite média é a infecção do ouvido médio, espaço cheio de ar atrás do tímpano, que contém os pequenos ossos vibratórios do sistema auditivo. As otites médias são habitualmente causadas por bactérias ou vírus, atacando preferencialmente as crianças.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a otite média:

  • Anatomia do ouvido.
  • Função do ouvido médio.
  • O que é otite média.
  • Fatores de risco para otite média.
  • Sintomas da otite média aguda.
  • Complicações da otite média aguda.
  • Tratamento da otite média.
Se você está à procura de informações sobre a otite externa, infecção da porção mais externa do ouvido, seu artigo é este: OTITE EXTERNA | Dor de ouvido



Antes de seguirmos em frente, apenas como curiosidade, a nomenclatura mais correta não é ouvido externo e ouvido médio, mas sim orelha externa e orelha média. Antigamente chamava-se de orelha o pavilhão auricular, que é a parte externa e visível do órgão auditivo; o ouvido era toda a parte interna. Desde 2001 os nomes mudaram e o termo ouvido já não é mais usado. Entretanto, como esse site é voltado para o público leigo, e para que não haja confusão com a nomenclatura, manterei no texto os termos orelha e ouvido como eles são popularmente conhecidos.


Anatomia do ouvido



Otite média - Ouvido médio
Anatomia do ouvido
O ouvido externo (atualmente chamado de orelha externa) é a parte mais externa no aparelho auditivo, sendo composta pelo pavilhão auricular (popular orelha) e pelo canal auditivo. O ouvido externo é delimitado internamente pela membrana timpânica (tímpano). O ouvido médio (atualmente chamado de orelha média) começa logo após o tímpano e é composto pelos ossículos auditivos e pela tuba de Eustáquio. O ouvido interno (atualmente chamado de orelha interna) é a porção mais profunda, composta pela cóclea e pelo aparelho vestibular.



Funcionamento do ouvido médio



Quando um som chega aos nossos ouvidos, ele precisa passar por algumas estruturas do sistema auditivos para que possa chegar ao cérebro e ser corretamente interpretado. As vibrações das ondas sonoras são captadas pela membrana timpânica e transformadas em estímulos mecânicos pelos ossículos auditivos. Os ossículos transmitem estes estímulos para cóclea, que por sua vez entrega-os para o nervo auditivo, que o conduzirá até o cérebro. Lesões no tímpano ou nos ossículos podem levar à deficiência auditiva, pois interrompem a transmissão das ondas sonoras em direção ao nervo auditivo.



A tuba de Eustáquio é um canal que liga o ouvido médio à orofaringe. Sua principal função é escoar mucos e líquidos e regular a pressão do ar dentro do ouvido médio, impedindo lesões da membrana timpânica, caso a pressão no ouvido fique maior que a pressão atmosférica. A tuba de Eustáquio encontra-se habitualmente fechada, mas podemos estimular sua abertura, seja mastigando ou abrindo a boca, simulando um bocejo. Quando a tuba se abre, as pressões do ambiente e do ouvido médio se equalizam (quem já voou de avião consegue entender bem a função deste mecanismo).



O que é otite média



A otite média aguda é a inflamação e acúmulo de líquido no ouvido médio, habitualmente causados por infecções virais do trato respiratório, como resfriados ou gripe (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO). Estas infecções podem causar um inchaço nas mucosas do nariz e da garganta, diminuindo as defesas naturais do organismo e a eliminação de bactérias a partir do nariz. As infecções virais do trato respiratório também podem prejudicar o funcionamento da tuba de Eustáquio, favorecendo o acúmulo de líquidos dentro do ouvido médio. A falta de drenagem de líquido favorece a colonização do mesmo por bactérias, levando à infecção e aumento da pressão do ouvido médio.



Nas crianças, a tuba de Eustáquio é anatomicamente diferente dos adultos, sendo menos angulada, o que dificulta a abertura e favorece seu entupimento em casos de infecção respiratória. Cerca de 60% das crianças têm ao menos um episódio de otite média durante o seu primeiro ano de vida. Esta taxa sobe para quase 90% até os três anos.



A otite média não é uma infecção contagiosa. Não é preciso isolar a criança.



Fatores e risco para otite



O principal fator de risco é a idade, sendo as crianças pequenas as principais vítimas. O pico de incidência da otite média ocorre entre 6 e 18 meses de vida. Conforme a criança cresce, as otites vão se tornando mais infrequentes, apesar de haver novo pico de incidência entre os 4 e 5 anos de idade. Após o surgimento dos dentes definitivos a taxa de otite média cai drasticamente. Adultos também podem ter otite média, mas é algo pouco comum.



Além da idade, outros fatores de risco para otite são:

  • Ausência de aleitamento materno.
  • Beber na mamadeira, principalmente na posição deitada.
  • Fumo passivo (pais que fumam perto da criança).
  • Frequentar creches e infantários.
  • História familiar de otite média.
  • Situação de carência econômica.
  • Inverno.
  • Infecções respiratórias de repetição.
  • Refluxo gastroesofágico.
  • Síndrome de Down.
Sintomas da otite média aguda



Os principais sintomas da otite média aguda nas crianças são febre, dor de ouvido e perda auditiva temporária. Estes sintomas habitualmente surgem de forma súbita.



Em lactentes e crianças pequenas, o diagnóstico pode ser mais difícil, pois os sintomas são menos típicos, podendo incluir irritabilidade, puxar a orelha frequentemente, apatia, falta de apetite, vômitos, diarreia ou conjuntivite (leia: CONJUNTIVITE | Sintomas e Tratamento).



A perfuração do tímpano é uma das complicações mais comuns. O paciente sente um súbito alívio da dor e melhora da audição, associados a saída de secreção pelo ouvido (otorreia), que pode ser clara, purulenta ou sanguinolenta. A perfuração do tímpano e a otorreia podem permanecer durante semanas, levando à otite média crônica supurativa, ou simplesmente desaparecer espontaneamente após poucos dias.



Através da otoscopia (exame do ouvido) o médico pode avaliar o tímpano, conseguindo notar a presença de inflação do mesmo e líquido dentro do ouvido médio. O exame também permite comprovar perfurações na membrana tímpanica. A otoscopia não dói, mas é um exame difícil de ser feito em crianças, pois as mesmas não costumam aceitar a introdução do aparelho dentro do ouvido. Muitas vezes a criança fica tão arredia que o médico não consegue realizar o exame adequadamente.



Complicações da otite média



Uma perda auditiva leve e temporária é um sintoma comum das otites médias e costuma melhorar após a resolução do quadro. Todavia, otites crônicas ou não tratadas adequadamente podem causar perdas significativas e permanentes de audição, caso haja algum dano permanente ao tímpano ou a outras estruturas do ouvido médio.



Entre outras complicações da otite média aguda, podemos também citar:

Tratamento da otite média



A maioria das otites médias não precisa ser tratada com antibióticos, pois boa parte se resolve espontaneamente em 1 ou 2 semanas. O uso indiscriminado de antibióticos, além de desnecessário em muitos casos, pode levar à seleção de bactérias mais resistentes, o que pode dificultar o tratamento nos casos em que os antibióticos são realmente necessários. Muitos pacientes podem ser tratados apenas com anti-inflamatórios. Anti-histamínicos e descongestionantes nasais não estão indicados.



Se a criança estiver bem, sugere-se uma reavaliação médica em 72 horas para avaliar a necessidade de tratamento com antibióticos. Habitualmente, indica-se o uso de antibiótico no seguintes casos:

  • Idade menor que 2 anos.
  • Otite bilateral.
  • Otorreia.
  • Sintomas intensos, como febre alta, dor e prostração.
  • Ausência de melhora em 72 horas.
Quando os antibióticos estão indicados, a amoxicilina costuma ser a droga de escolha. Outras opções são a amoxicilina + ácido clavulânico, cefuroxima ou ceftriaxona. Nos pacientes alérgicos à penicilina e cefalosporinas, as opções são a claritromicina, azitromicina ou eritromicina (leia: ALERGIA À PENICILINA).



Vacinas



Atualmente o calendário vacinal inclui vacinas contra algumas das principais bactérias e vírus causadoras das otites médias, como Haemophilus influenza, Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e vírus Influenza (gripe). Estas vacinas têm conseguido reduzir substancialmente a incidência de otites médias.



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As magníficas pulgas do INEM!

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As magníficas pulgas do INEM!:



"INEM já poupou meio milhão de euros em horas extra pagas aos enfermeiros" link 

De vez em quando lá sai mais uma notícia de charme encomendada pelo INEM. Hoje saiu mais outra - oca como uma noz sem miolo. Todavia vai convencendo o povo, que é manifestamente leigo nestas matérias.
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Por partes então. Integração dos meios do pré-hospitalar (SIV's e VMER's) nos respectivos serviços de urgência e "não apenas à espera de uma chamada", como afirma o Dr. M Rego O, Presidente do INEM). Até nem discordo.
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Enquanto os profissionais aguardam a sua solicitação/activação, treinam as suas "competências" na área do doente crítico/emergência.
Esta medida está intimamente relacionada com a poupança destes largos milhares de euros em Enfermeiros (a notícia imputa esta poupança aos Enfermeiros apenas, mas o Dr. Rego, a bem da juztissa, explicita que esta concerne aos "Médicos e Enfermeiros" - é uma técnica psicológica: dá uma no cravo, para rebentar logo a seguir a ferradura!). 
É que ao poupar estas horas ao INEM, o Dr. Rego esmifrou-as (e bem!) ao SNS. Não, bruxo! Não paga o INEM, mas paga o riquíssimo Estado! Foram habilmente chutadas para outro gabinete de contabilidade!
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Se o financiamento do INEM não depende directamente do Estado ("a totalidade da receita do INEM é obtida através da transferência de 2% sobre os prémios de determinado tipo de seguros, efectuada pelas companhias de seguros"), tal como já explicou em tempos o Dr. Rego, então configuraria uma acção benévola, racional, sábia e prudente o auxílio do INEM ao Ministério da Saúde (que já padece de carências e elevadas dívidas aos Enfermeiros!), ao suportar parte desses encargos remuneratórios; mas não! Foi um excelente negócio para o INEM! Fornece a chapa amarela e quatro pneus, o resto que se lixe!
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Em segundo, tal como referi em cima, mas reitero, é por achar bem que os Enfermeiros "não fiquem apenas à espera de chamadas", mas sim a "contribuir como toda a sua diferenciação científica e técnica em prol dos utentes" (Rego, 2012), que me questiono: enquanto, por exemplo, os Enfermeiros das SIV's dão o melhor de si para salvar vidas nos serviços de urgência e a investir na manutenção das suas competências, então, os TAE's (o segundo tripulante destas ambulâncias) onde investem e mantêm as suas "competências"?
A julgar pelos factos: a lavar e limpar as ambulâncias, ver televisão, eructar, ganhar pulgas, etc. E quer o Dr. Rego que estes jovens-de-panela-de-pressão tenham mais competências!! Treinam e mantêm-nas onde? A puncionar e a monitorizar a tais pulgas? A injectar fármacos na almofadas dos sofás? Ou enquanto tratam da quinta no facebook? Não tarda têm mais competências para a agricultura do que para a emergência!
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O INEM é um fenómeno na rentabilização financeira: esbanjou muitíssimo dinheiro a dar formação de condução a Enfermeiros das SIV (que não conduzem), que nunca vão fazer VMER! Desbaratou outro tanto a formar (quase) a totalidade dos Enfermeiros das SIV para poderem tripular os helicópteros, mas até hoje nunca nenhum o fez!
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Por fim, em tónica concluiva, assevera o Dr. Rego que "todas estas medidas salvaram muitas vidas"! Vamos lá ver: como é que ele sabe? Com que fundamentação profere estas declarações?
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Nota: Dr. Rego = Miguel Rego Oliveira, Presidente do INEM.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

O que todos os enfermeiros trazem no bolso....

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O que todos os enfermeiros trazem no bolso....: A farda de um Enfermeiro tem por hábito incorporar pelo menos um a dois bolsos, que permitem guardar um sem-número de objetos.

Desde a indispensável tesoura, ao adesivo, folha da passagem de turno, canetas, ou ainda um sem número de material hospitalar, os bolsos das fardas/batas, com o devido respeito pelos princípios de higiene, permitem o armazenamento de ferramentas fundamentais à prestação de cuidados.

Venho aqui hoje partilhar outro objeto que TODOS os enfermeiros, sem exceção, guardam no seu bolso, sendo que a maioria nem se lembra que ele lá está. No entanto, sem se aperceberem, dão-lhe imenso uso, mais que à própria tesoura ou adesivo. Sempre aconchegado, maior ou menor, é ele que determina a imagem da profissão.



Falo-vos, naturalmente, do boneco de VOODOO. Sim, é isso mesmo. Aqueles bonequinhos de pano/tecido, com os olhos e a boca simples, algum cabelo, que representam sempre alguém que conhecemos. O mecanismo é simples, basta disferir um golpe no boneco, que a pessoa "ligada" ao mesmo irá sofrer aquela dor, não só em intensidade como na forma do golpe aplicado.

(Nesta altura, o leitor questiona-se sobre a sanidade mental do autor)

Sim, um boneco de Voodoo. Todos os enfermeiros? Sim, todos o trazem.

Isto porque, numa base diária, os enfermeiros têm comportamentos e atitudes semelhantes a alfinetes compridos e torcidos, que são espetados de forma insuspeita no boneco que é a PROFISSÃO DE ENFERMAGEM.



Porque todos os dias os enfermeiros exercem violência horizontal sobre os seus pares, ameaçam, ignoram, chantageiam, fazem bullying, mobbing e humilham o colega (de preferência evidênciando o erro, de forma a dizer que "EU" é que sabia e tinha razão).

Os enfermeiros matam-se a trabalhar em diversos locais de trabalho para depois ter, em cada um deles, uma prestação razoável e às vezes medíocre.

Os profissionais olham para as suas atribuições com desdém, no que diz respeito à alimentação e higiene dos utentes, no apoio emocional e outras que tais, e permitem que outros profissionais o façam numa base diária, sem qualquer controlo ou supervisão.

Os enfermeiros são os primeiros a descredibilizar os colegas, a gozar quando recebem formação destes, a menosprezar o seu trabalho com as expressões "isto é muito simples" ou "não precisa de agradecer, não foi nada" frente aos utentes e outros profissionais de saúde.

Os enfermeiros são dos poucos a tratar-se, no local de trabalho, como se estivessem no café da esquina. Calam-se quando têm razão e preferem evitar defender os doentes, face à possibilidade da ameaça (muitas vezes virtual) do desemprego.

Os enfermeiros pedem reconhecimento, mas esquecem a assunção da responsabilidade.

Os enfermeiros alheiam-se da vida social e política da profissão, não participando na sociedade, não discutindo a profissão e não a defendendo no espaço público. São aliás os primeiros a dizer que a Ordem não faz nada, os Sindicatos não fazem nada, mas eles não se vêem a fazer nada.

Ninguém é perfeito, eu muito menos. A crítica é dura, mas todos os dias, alguns enfermeiros espetam milhares de agulhas no BONECO. 

E O BONECO ESTÁ A COMEÇAR A RASGAR-SE. 



Todos o levamos no nosso bolso, no dia-a-dia, e somos responsáveis por olhar por ele. Não olhar da maneira distorcida de quem tem o prazer de espetar novamente, mas quem o preserva e defende de todos os perigos.

Saibamos por isso lembrar-nos que trazemos a profissão connosco, no bolso, na atitude, na apresentação, na conduta. Saibamos também guardar o alfinete, praticando tratamentos positivos de colegas, praticando o respeito e o elogio mútuo.

Cumprimentos a todos.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"Com os meios que temos podemos ser mais eficientes sem perda de qualidade."

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"Com os meios que temos podemos ser mais eficientes sem perda de qualidade.":


A exequibilidade do trabalho exigido e praticado diariamente depende directamente de uma elevada eficiência na recolha de informação, avaliação, execução e avaliação promovida de forma constante pelos Enfermeiros. Em muitos momentos a pressão exercida para que os processos decorram de forma eximia parte de “nós” próprios, porque sabemos que caso não o consigamos ser, poderá estar em causa a nossa capacidade para executar tudo aquilo que pensamos (que os utentes necessitam), sob um ponto de vista temporal/execução.

Na Saúde um parâmetro que está mais que esbatido, é a exigência aos enfermeiros de eficiência/eficácia parte dos chefes, gestores ou patrões. Um exemplo prático é a avaliação constante da possibilidade de se reduzirem os rácios existentes nos serviços, porque em muitos momentos somos o “elo” mais fraco (sem poder interventivo). Direcciono a minha visão para os recursos humanos, sendo perceptível que existem outras dimensões, tais como os recursos materiais que se escasseiam por diversas vezes, colocando-se em causa a qualidade dos cuidados.

E posto isto, tal como em muitos momentos já foi referido, que o ministério da saúde faça um estudo verdadeiro sobre a carga de trabalho exigida aos enfermeiros (tendo em atenção o desgaste físico  psicológico e emocional). Revolta-me este pensamento, porque se eu como enfermeiro não tiver tempo para executar certo procedimento, se conseguir, vou ter de o delegar a alguém que não tem as minhas competências para o executar à minha voz de comando, ou vou ter de deixar para o colega do turno seguinte, dificultando o trabalho do mesmo (por vezes não fazendo o que é melhor para o utente). A maioria das pessoas só compreendem este  significado quando estão sujeitas aos nossos cuidados e os observam, sendo este fato uma tremenda injustiça para nós Enfermeiros.

Agora se o discurso surgiu em troca de ideias com o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos e não se pretendeu ser-se directo, ajustava-se selectividade nas palavras, porque as mesmas têm potencial para se tornarem inadequadas e inoportunas.

Posto isto, questiono em que local encontram-se descritas, ou quais são as ineficiências identificadas na prática diária dos Enfermeiros?

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A culpa é do La Féria …

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A culpa é do La Féria …:

Segundo Passos Coelho, os cidadãos de maiores rendimentos são os que usufruem mais do nosso SNS (também pagam mais impostos). Logo devem pagar mais (co-pagamento). 
Quando isto acontecer, os cidadãos de maiores rendimentos vão querer sair do sistema. E adquirir seguros privados de saúde. Passos Coelho, achará, então, que será mais justo premiá-los com isenção fiscal. Um humilde contributo para uma sociedade menos solidária mas com mais caridadezinha (como a senhora jonet tanto gosta).link
E, disse mais, o senhor primeiro ministro, na sua voz de barítono. Os profissionais de saúde têm obrigação de ser mais eficientes. Ou seja, trabalhar mais por menos dinheiro.link 
Quando oiço este poço de inteligência,  conhecimento e cultura, apetece-me mandá-lo pró c...fuck you, senhor primeiro. 
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Discriminação positiva

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Discriminação positiva:
Paulo Macedo admite cortes adicionais na Saúde
O ministro da saúde admitiu esta manhã que a Saúde não escapará aos cortes do próximo ano. link
JN 12.12.12

Apesar da discriminação positiva, os cortes da Saúde vão continuar em 2013 (ano de azar). Veremos se são de aplicação diferenciada ou simplesmente cortes a eito.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

HEMATÚRIA | Sangue na urina

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HEMATÚRIA | Sangue na urina: Hematúria é o nome médico dado à presença de hemácias (glóbulos vermelhos) na urina. De modo mais simples, podemos dizer que hematúria é a presença de sangue na urina.



Uma grande variedade de doenças pode provocar perda de sangue na urina. Na maioria dos casos, a hematúria costuma ser um dos sinais de infecção urinária. Porém, a existência de sangue na urina  pode também ser um sinal de doença grave, como câncer de bexiga ou rins, ou não ter nenhum significado especial, ocorrendo por discretos defeitos nos túbulos renais, que não possuem nenhuma relevância clínica.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a presença de sangue na urina:

  • Definição de hematúria.
  • Tipos de hematúria.
  • Causas de hematúria.
  • Como investigar uma hematúria.
  • Doença da membrana fina.
  • Hematúria após esforço físico.
Definição de hematúria



A definição mais simples de hematúria é presença de sangue na urina. Porém, na maioria das situações, o paciente com hematúria não se apresenta com uma urina francamente sanguinolenta, avermelhada e com coágulos. Em muitos casos, a perda de sangue no trato urinário é tão discreta, que não é possível notar a presença de sangue na urina apenas olhando para a mesma. Além disso, a presença de outras substâncias na urina, como bilirrubinas, medicamentos, corantes, mioglobina etc., também podem deixar a urina avermelhada, passando a falsa impressão de haver hematúria (leia: URINA COLORIDA (URINA VERDE, ROXA, LARANJA, AZUL)).



Portanto, para definirmos com segurança que uma urina contém sangue, é preciso submetê-la a análises laboratoriais. O exame de urina mais utilizado para o diagnóstico da hematúria é o EAS (também chamado de urina tipo 1 ou urina tipo 2) (leia: EXAME DE URINA | Leucócitos, nitritos, hemoglobina...).



A principal célula do sangue é a hemácia (também chamada de eritrócito ou glóbulo vermelho). A investigação laboratorial da hematúria consiste na avaliação da urina com um microscópio, à procura de hemácias. Toda urina contém quantidades mínimas de hemácias. Para ser considerado hematúria, a maioria dos laboratórios usa como referência a existência de mais de 10.000 hemácias por mililitro de urina ou mais de 5 hemácias por campo de grande aumento (campo visto com lente com aumento de 400x).



Tipos de hematúria



Como existem dezenas de causas para hematúria, a caracterização da mesma ajuda na investigação clínica. Uma hematúria pode ter as seguintes características:



1. Hematúria macroscópica



É a hematúria que pode ser vista a olho nu, pois a urina encontra-se escurecida, avermelhada ou com coágulos de sangue. Este tipo de hematúria é facilmente reconhecida pelo próprio paciente.



Hematúria macroscópica - sangue na urina
Hematúria macroscópica
2. Hematúria microscópica



É a hematúria que não pode ser vista a olho nu. A aparência da urina é complemente normal, sendo a presença de sangue apenas detectada através do exame de urina. Este tipo de hematúria pode existir por anos sem que o paciente tenha consciência do fato.



3.  Hematúria com coágulos



A hematúria com coágulos é um tipo de hematúria macroscópica. A presença de coágulos geralmente indica um sangramento de maior volume, causado por uma lesão visível através de exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada do sistema urinário.



4. Hematúria persistente ou transiente



A hematúria, seja ela macroscópica ou microscópica, pode ser persistente, ou seja, está constantemente presente; ou ser intermitente, isto é, aparecer e desaparecer de tempos em tempos.



5. Hematúria dismórfica



Hematúria dismórfica ocorre quando no exame de urina detectam-se hemácias com formato atípico (dismórficas). Isso geralmente é um sinal de doença dos glomérulos renais.



6. Hematúria isolada



Hematúria isolada ocorre quando o paciente não apresenta nenhum outro sinal ou sintoma  além da presença de sangue na urina. A maioria das doenças que provoca hematúria causa sintomas, como dor para urinar, febre, dor nas costas, ou outras alterações nos exames laboratoriais, como a presença de proteínas e/ou leucócitos na urina, elevação da creatinina e da urina no sangue (leia: CREATININA e UREIA), etc.



A presença de hematúria sem nenhum outro sinal ou sintoma e como exames laboratoriais sempre normais habitualmente indica uma doença benigna.



Causas de hematúria



A hematúria pode ter origem em qualquer ponto do trato urinário, incluindo rins, ureter, bexiga, próstata ou uretra.



Algumas causas de sangramento urinário são:



- Câncer renal.

- Câncer de bexiga.

- Câncer de próstata (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento).

- Cálculo renal (leia: CÁLCULO RENAL | PEDRA NOS RINS | Sintomas da cólica renal).

- Infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | CISTITE).

- Hiperplasia benigna da próstata (leia: HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA | Sintomas e tratamento).

- Glomerulonefrite (leia: GLOMERULONEFRITE | O que é, sintomas e tratamento).

- Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO | Sintomas e tratamento).

- Anemia falciforme (leia: ANEMIA FALCIFORME | TRAÇO FALCIFORME).

- Doença policística renal (leia: RINS POLICÍSTICOS | Doença policística renal).

- Acidentes com traumatismo renal.

- Trauma após passagem de sonda vesical.

- Trauma por manipulação cirúrgica ou endoscópica do sistema urinário.

- Biopsia da próstata (leia: BIÓPSIA DA PRÓSTATA | Indicações e complicações).

- Biópsia renal (leia: BIÓPSIA RENAL | Indicações, precauções e riscos).

- Cistite rádica (lesão da bexiga por radioterapia).

- Medicamentos (ex: pyridium, rifampicina, fenitoína, nitrofurantoína, entre outros).

- Tuberculose urinária (leia: TUBERCULOSE | Sintomas e tratamento).

- Esforço físico.

- Excesso de cálcio na urina.

- Endometriose (leia: ENDOMETRIOSE | Sintomas e tratamento).

- Uretrite.



Como investigar uma hematúria



Como podemos ver acima, as causas de sangue na urina são múltiplas e, por isso, nem sempre a investigação é simples e rápida.



No caso de mulheres com hematúria microscópica o primeiro passo é confirmar se a urina não foi colhida durante a menstruação. Durante o período menstrual há sempre um pouco de sangue da menstruação na urina, provocando uma falsa hematúria. Nestes casos, o exame de urina precisa ser refeito fora da menstruação para confirmação.



Algumas vezes, os sinais e sintomas que acompanham a hematúria podem sugerir o diagnóstico, por exemplo:



- Mulheres jovens com ardência ao urinar e hematúria provavelmente têm cistite.

- Pacientes com hematúria acompanhada de febre, calafrios, vômitos e dor lombar possivelmente apresentam pielonefrite..

- Hematúria acompanhada de excruciante dor lombar, com com irradiação para virilha, costuma ser um sinal de cálculo renal.

- Homens idosos, com hematúria e jato urinário fraco, devem sempre ser investigados para doenças da próstata.

- Em pessoas acima dos 50 anos, fumantes e com hematúria macroscópica, o câncer de bexiga deve ser sempre pensado.



Quando não há uma causa aparente para a hematúria, inicia-se uma investigação mais complexa, tentando descartar ou confirmar algumas das várias causas citadas acima. Alguns dos exames que podem ser usados na investigação são a ultrassonografia, tomografia computadorizada ou cistoscopia. Outros exames laboratoriais de sangue e urina também ajudam no diagnóstico diferencial. Em algumas hematúrias, principalmente se houver suspeita de doença dos glomérulos renais, a biópsia renal pode ser indicada.



Doença da membrana fina (hematúria benigna familiar)



Em alguns casos de hematúria isolada não é possível identificar uma causa. Se o paciente não tiver nenhuma outra queixa e se todos os exames forem normais, um acompanhamento anual ou a cada dois anos apenas para ver se está tudo bem é o único procedimento indicado nestes casos. Geralmente estes pacientes apresentam um problema chamado doença da membrana fina, que é uma discreta alteração genética nas membranas dos glomérulos, provocando perda de sangue na urina, sem nenhuma relevância clínica. Estes pacientes habitualmente vivem o resto da vida com hematúria sem que isso provoque qualquer repercussão em suas vidas.



Hematúria após esforço físico



A hematúria após esforço físico é aquela que surge após a realização de qualquer atividade física de grande intensidade, geralmente extenuante. Este tipo de hematúria pode ser macroscópica ou microscópica e tende a ser transiente, desaparecendo após alguns dias de repouso.



Este tipo de sangramento na urina não costuma ter nenhum significado clínico. Se o paciente for jovem, saudável, não tiver outras queixas e a hematúria desaparecer com o repouso, não há necessidade de nenhuma investigação mais profunda.
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Opiniões VII - O Orçamento de Estado para os enfermeiros

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Opiniões VII - O Orçamento de Estado para os enfermeiros: Publico um texto que me foi enviado por email, que achei muito interessante e que considero importante para o conhecimento de todos.



Por João Alves (postado no Facebook)



Matemática. Detesto, mas não há duvida que é uma ciência exacta. O Orçamento de Estado que foi aprovado para 2013, prevê uma redução de 100% para 50% e de 50% para 25%, das horas que qualidade ( Tardes, Feriados, Noites.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CISTO SINOVIAL

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CISTO SINOVIAL: O cisto sinovial é um tumor benigno que habitualmente apresenta-se como um pequeno nódulo arrendondado acima das articulações ou tendões, principalmente nas mãos e punhos. Em português bem claro, o cisto sinovial é uma bolinha de consistência mole, que surge geralmente acima do punho ou em um do dedos da mão.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre o cisto sinovial:

  • O que é o cisto sinovial.
  • Causas do cisto sinovial.
  • Sintomas do cisto sinovial.
  • Tratamento do cisto sinovial.
O que é o cisto sinovial?



Para entender o que é o cisto sinovial, precisamos antes falar um pouquinho sobre a sinóvia e as articulações. Todo mundo entende que nosso esqueleto é amplamente articulado. Conseguimos dobrar e girar braços, pernas, mãos, dedos, pescoço, etc. Toda essa gama de movimentos que nosso esqueleto é capaz de fazer se deve ao fato de termos articulações, que são as estruturas que unem dois ossos diferentes e permitem o movimento entre eles. Como exemplo de articulações, podemos citar os joelhos, cotovelos, tornozelos e punhos.



O cisto sinovial no punho
Para que essa movimentação de um osso contra o outro não provoque atrito e desgaste, dentro das articulações existem duas importantes estruturas, o líquido sinovial e as cartilagens. A cartilagem é um tecido escorregadio localizado nas extremidades dos ossos articulados. O líquido sinovial é uma espécie de lubrificante que fica dentro das articulações, circundado por uma bolsa chamada sinóvia. Estas duas estruturas permitem que os ossos das articulações possam deslizar um sobre o outro durante anos e anos com mínimo atrito, impedindo que haja desgaste dos mesmos. A perda destas duas estruturas provoca lesão dos ossos, levando a uma doença chamada artrose (leia: O QUE É ARTROSE?). Além das articulações, os tendões também são circundados por uma bolsa contendo líquido sinovial.



Cisto é nome que damos a qualquer bolsa que tenha material líquido ou semilíquido em seu interior. O cisto sinovial é, portanto, é uma bolsa que contém líquido sinovial.



O cisto sinovial surge nas articulações ou tendões, sendo uma herniação de parte da sinóvia e da cápsula das articulações. Este "vazamento" de líquido sinovial para fora das articulações forma uma bolsa que pode ser facilmente vista e palpada.



Apesar de ter origem no líquido sinovial, o conteúdo da cisto sinovial não é puramente líquido. O material dentro do cisto fica isolado do resto da articulação e acaba por formar um espécie de geleia.



Causas o cisto sinovial



Não se sabe muito bem por que os cistos sinoviais surgem. A teoria mais aceita é de que pequenas lesões da cápsula articular, causadas por traumas ou esforço repetitivo, permitem o extravasamento de líquido sinovial para fora da articulação, formando o cisto.



Além do trauma e do uso excessivo da articulação, um defeito na formação da articulação também parece ser importante, já que o cisto sinovial pode surgir em pessoas sem história de traumas ou uso repetitivo da articulação.



Sintomas do cisto sinovial



O cisto sinovial é uma massa arrendondada, que costuma ter um diâmetro de 1 a 3 centímetros, compressível e de consistência borrachosa. O cisto costuma ser visível e palpável, estando a pele acima íntegra e sem sinais inflamatórios. A lesão é transluzente, ficando avermelhada quando jogamos um foco de luz sobre a mesma, demonstrando seu conteúdo fluído.



O cisto pode surgir subitamente ou ir crescendo ao longo do tempo. Seu tamanho pode variar, estando mais ou menos volumosos em determinados momentos. O cisto sinovial também pode desaparecer espontaneamente e reaparecer tempos depois.



O cisto sinovial pode surgir em qualquer articulação, mas sua localização mais habitual é na região do punho ou em um dos dedos da mão. Ele não costuma provocar dor, mas pode fazê-lo caso a massa comprima algum nervo. Nesta situação, além da dor, também é possível haver perda de força e de sensibilidade na região da articulação ou tendão.



Existem casos de cistos sinóvias pequenos e ocultos, que não são visíveis através da pele, mas que são descobertos por causaram dor. Cistos ocultos podem ser diagnosticados pela ultrassonografia ou ressonância magnética.



Tratamento do cisto sinovial



O cisto sinovial é uma tumoração benigna, sem nenhuma possibilidade de se tornar em câncer. Na maioria dos casos ele é assintomático e, como pode desaparecer espontaneamente, nenhum tratamento é necessário.



Por outro lado, se o cisto estiver provocando dor ou atrapalhando na movimentação da articulação, o tratamento médico está indicado.



Um tratamento simples é a imobilização da articulação com talas, de forma a comprimir o cisto e impedir a movimentação da articulação. Desta maneira, tenta-se criar um mecanismo contrário, empurrando o material do cisto de volta para a articulação.



A aspiração do cisto com uma agulha é outra opção e pode ser feita com anestésicos locais no próprio consultório (leia: TIPOS DE ANESTESIA). Após a aspiração, o médico costuma infundir uma solução com corticoides para colar as paredes do cisto e atrapalhar o seu reenchimento. A taxa de sucesso desta técnica é de 75%.



A aspiração apresenta resultado superiores à imobilização por tala, mas mesmo assim há risco de reincidência do cisto. Em cerca de 15 a 20% dos casos, o cisto retorna com frequência e se o paciente continua tendo queixas de dor ou incômodo, o ortopedista pode indicar a remoção cirúrgica do mesmo. A cirurgia pode ser feita pela via clássica ou através de artroscopia. O problema da cirurgia é que ela é um procedimento muito mais invasivo e não garante 100% de cura. Mesmo após remoção cirúrgica, o cisto sinovial pode retornar.
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ALIMENTAÇÃO DURANTE A AMAMENTAÇÃO

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ALIMENTAÇÃO DURANTE A AMAMENTAÇÃO: As mulheres lactantes têm uma incrível capacidade de produzir leite materno em quantidade e qualidade suficientes para o bebê, mesmo que não estejam se alimentando adequadamente. O organismo da mulher prioriza a produção leite, mas há limites até onde o corpo consegue compensar uma dieta inadequada, seja em qualidade ou em quantidade de calorias e nutrientes..



Mas o fato do seu bebê não ser prejudicado por eventuais lapsos na sua dieta não significa que você não possa sofrer problemas nutricionais. Quando a lactante tem problemas na sua dieta e não consegue obter os nutrientes de que precisa, seu corpo vai atrás das suas reservas, o que pode eventualmente esgotá-las. O período de aleitamento não é hora de se preocupar em fazer dietas doidas para emagrecer. Lembre-se que você precisa de força e resistência para atender as exigências físicas e psicológicas de cuidar de um bebê nos primeiros meses de vida.



Neste artigo iremos abordar algumas importantes questões nutricionais durante a amamentação, incluindo:

  • Perda de peso durante aleitamento.
  • Ingestão de água durante a amamentação.
  • Nutrientes recomendados durante o aleitamento materno.
  • Precauções nutricionais durante o aleitamento materno.
  • Bebês que não toleram certos alimentos.
Peso materno durante o aleitamento



As alterações de peso nas mulheres lactantes são muito variáveis. Habitualmente, uma gradual perda de peso ocorre durante os primeiros seis meses de amamentação. A perda de peso pode ser maior ou menor dependendo de alguns fatores, como qualidade e quantidade da alimentação, prática de exercícios físicos, ganho de peso durante a gravidez, peso antes da gravidez, massa muscular, idade da mãe, tempo de licença materna, etc. Estes fatores podem fazer com que a diferença de ritmo de perda de peso entre duas lactantes seja de até 1 quilo por mês.



É importante lembrar que nas primeiras semanas grande parte da perda de peso se refere à perda de água que foi retida durante a gravidez. Após os inchaços irem embora, a perda de peso se dá por conta da eliminação de gordura. Habitualmente, nas mulheres bem nutridas, não há relevante perda de massa muscular durante o período de aleitamento materno. A perda de peso se dá mesmo é pelo consumo de tecido adiposo (gordura).



Apesar de ser amplamente divulgado que a amamentação ajuda a mulher a perder peso após a gravidez, esta relação ainda é controversa. Diferentes estudos mostram resultados contraditórios, que variam desde maior perda de peso com o aleitamento, menor perda de peso com o aleitamento ou nenhuma diferença na perda de peso entre mulheres lactantes e não lactantes.



É fato que a produção de leite aumenta o consumo calórico basal das mães. Uma mulher que amamenta precisa consumir, em média, mais 500 calorias na sua dieta para manter um consumo calórico adequado. Porém, não é preciso se preocupar contando calorias na sua alimentação, já que a maioria das mulheres acaba conseguindo aumentar naturalmente a ingestão de calorias devido ao aumento da fome que o aleitamento materno provoca.



Ingestão de líquidos durante a amamentação



As lactantes produzem em média 750 a 800 ml de leite materno por dia. Muitas mulheres têm dúvidas sobre qual o volume de água que elas devem beber durante o período de aleitamento materno, de forma a não prejudicar a produção de leite. Não é preciso quantificar o volume de líquidos que você bebe ao longo do dia. O importante é consumir água o suficiente para não sentir sede, procurando manter a urina sempre diluída e clara (leia: URINA COM CHEIRO FORTE). Para facilitar sua vida, antes de cada amamentação, mantenha sempre um copo de água por perto para que você tenha fácil acesso quando sentir vontade de bebê-lo.



Evite bebidas com cafeína, pois além de passá-la para o seu bebê através do leite, a cafeína tem efeito diurético, podendo deixá-la mais desidratada.



Nutrientes recomendados durante o aleitamento materno



Alimentação na amamentação
Na maioria dos casos, a dieta habitual da mãe é mais do que suficiente para manter um bom estado nutricional do bebê e dela mesma. O aumento da fome é um excelente mecanismo para que inconscientemente o consumo de calorias, proteínas e outros nutrientes se eleve, atingindo valores desejáveis.



Vamos tecer breves comentários sobre alguns nutrientes que mais causam dúvidas nas lactantes.



1. Ferro



O leite materno fornece em média 3mg de ferro por dia. Em geral, se a mãe não tem anemia, não há necessidade de repor ferro, basta uma alimentação balanceada. A perda de ferro para o leite é menor do que a perda de ferro habitual durante a menstruação. Como não menstruam nos primeiros meses de aleitamento, as mulheres acabam tendo estoques de ferro melhores durante a amamentação do que em outros períodos da vida.



Boas fontes de ferro incluem carnes, feijão, ervilha, lentilha, cereais enriquecidos, produtos feitos com grãos integrais, vegetais folhosos verde escuros e frutos secos. Para ajudar na absorção, procure comer alimentos ricos em ferro em combinação com alimentos ricos em vitamina C, como morangos, frutas cítricas ou tomates.



2. Proteínas



A quantidade média de proteínas excretada diariamente no leite materno é de 8 gramas. Recomenda-se um aumento de 25 gramas de proteínas na dieta habitual para compensar essas perdas. Em geral, a quantidade de proteínas no leite não se altera, mesmo que a mãe tenha um baixo consumo de proteínas na dieta. O problema da falta de proteínas não é para o bebê, mas sim para a mãe, que pode começar a ter sua massa muscular consumida.



Boas fontes de proteína podem ser encontradas em carnes, ovos, produtos lácteos, soja , legumes, lentilhas, nozes, sementes e grãos integrais.



3. Cálcio



Cerca de 210 mg de cálcio são excretados no leite materno diariamente. A amamentação podem causar uma redução temporária na quantidade de cálcio nos ossos. Porém, estudos mostram que essa perda não consegue ser revertida, mesmo com o aumento de cálcio na dieta. A boa notícia é que esse fato parece não ter muita relevância clínica, já que a perda óssea é geralmente recuperada após o fim do período de aleitamento. Além disso, alguns estudos apontam que mulheres idosas que amamentaram quando jovens apresentam menor índice de osteoporose quando comparadas as mulheres que não amamentaram (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento).



Portanto, o consumo de cálcio durante a amamentação não precisa ser aumentado. Todas as mães devem consumir um mínimo diário de 1.000 mg de cálcio, que é a quantidade indicada para todas as mulheres em geral.



As fontes primárias de cálcio na dieta são o leite e outros produtos lácteos, tais como o queijo, manteiga e iogurte. Vegetais verdes, como espinafre, também são boas opções.



4. Vitaminas



As vitaminas também são excretadas no leite, por isso indica-se um aumento no consumo das mesmas durante o período de amamentação. Mais uma vez, uma dieta variada, rica em frutas, verduras, legumes e carnes é suficiente para repor essas necessidades. Se você não consegue ter uma dieta equilibrada, é possível que seu médico recomende o uso de multivitamínicos, para garantir um bom consumo de vitamina A, E, C e B.



Precauções nutricionais durante o aleitamento materno



Alguns tipos de comidas e bebidas devem ser evitados ou reduzidos durante a amamentação. Vamos falar um pouco sobre alguns desses alimentos.



1. Álcool



Quando a lactante consome álcool, uma pequena parte deste é transferido para o leite materno. A quantidade de álcool considerado "segura" durante a amamentação é controversa. Uma série de fatores afetam a quantidade de álcool que é transferida para o leite materno e quanto o bebê absorve.



Uma mulher de peso médio precisa de cerca de duas horas para que uma única dose de álcool (um copo de cerveja ou taça de vinho) seja completamente metabolizada e eliminada de seu corpo. Portanto, para evitar qualquer quantidade de álcool sendo transferida para o bebê, os especialistas recomendam que a mulher não consuma álcool se for amamentar nas próximas 2 ou 3 horas (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo).



Obs: o uso de bombas para retirar o leite não acelera o processo de eliminação do álcool no mesmo.



2. Cafeína



A maioria dos médicos sugere que durante a amamentação as mães devem limitar o consumo de cafeína (incluindo café, chás, refrigerantes, bebidas energéticas, chocolate, etc.) para não mais do que 300 mg por dia (cerca de 3 xícaras de café por dia).



Atenção: esse limite de 300mg ainda está sob debate, por isso, o ideal é consumir o mínimo possível de alimentos com cafeína. Se o seu bebê se torna irritadiço com a cafeína da sua dieta, corte o café, refrigerantes e o chocolate da dieta.



3. Peixes contendo mercúrio



Os peixes fornecem proteína de alta qualidade e outros nutrientes essenciais, incluindo ômega-3 os ácidos graxos. O consumo de peixe por mães que amamentam tem sido sugerido devido às grandes quantidades de ácidos graxos essenciais, que são importantes no desenvolvimento do cérebro do recém-nascido.



No entanto, quase todos os peixes e frutos do mar contêm traços de mercúrio. Para a maioria das pessoas, esta pequena quantidade é irrelevante. Todavia, mesmo resquícios de mercúrio parecem ser prejudiciais ao sistema nervoso em desenvolvimento do bebê.



Portanto, mães que amamentam não devem comer tubarão, peixe-espada ou cavala, porque são peixes que naturalmente contêm altas concentrações de mercúrio. Outros peixes possuem concentrações menores de mercúrio, como camarão, atum light enlatado, salmão, badejo e bagre, e devem ser limitados a 2 porções por semana.



Bebês que não toleram certos alimentos




A maioria das mães pode comer uma grande variedade de alimentos, incluindo os picantes, sem que isso cause qualquer reação ao seu bebê. Algumas mães, porém, juram que certos alimentos - como brócolis, repolho, leite, nozes, ovos, chocolate, frutas cítricas, alho, pimentão, pimenta, soja ou frutos do mar, cebola, etc.- fazem o seu bebê ficar com mais gases e irritado.



É importante salientar que todo bebê tem seus dias melhores e piores, sem que necessariamente haja uma explicação clara para isso. Muitas mães procuram logo algum culpado na dieta que justifique essas alterações de comportamento do bebê. Habitualmente, a dieta da mãe não é a culpada, mas se você suspeitar que algum alimento possa estar fazendo seu bebê ficar mais inquieto que o habitual não custa nada suspendê-lo por alguns dias e ver se há alguma resposta. Atenção, mesmo que o bebê melhore o humor, isso não prova que a culpada era a comida. Como já dissemos, o humor do bebê pode variar muito de um dia para o outro nos primeiros meses de vida.



Em casos raros, o bebê pode ser alérgico a alguma coisa que você comeu. Nestes casos, é possível notar reações na pele, respiração ruidosa, congestionamento nasal e alterações nas características habituais das fezes. Se você suspeitar de alergia, entre em contato com o pediatra.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Portugal: Cientistas obrigam células cancerosas a suicidarem-se

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Portugal: Cientistas obrigam células cancerosas a suicidarem-se: Descoberta abre portas à pesquisa e evolução de estudos sobre a Cura do Cancro Uma das doenças que mais assombram a população Mundial é o Cancro.  Esta doença que se caracteriza por uma proliferação anormal das células, atingi uma grande parte das pessoas em vários pontos do Mundo. Existem vários tipos de Cancro, como o [...]
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Ai aguentam, aguentam

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Ai aguentam, aguentam:
Quando os funcionários públicos perderam 10% dos seus vencimentos, todos os outros portugueses ficaram calados, muitos aprovaram pois por um motivo ou outro odeiam o Estado. Somos um pais de empresas pouco competitivas e que fugimos ao pagamento dos impostos, mas exigimos ao Estado uma qualidade que não temos nas nossas empresas e queremos que o Estado nos dê aquilo a que nos furtamos a pagar.
 
Os meus amigos pensionistas deram-me palmadinhas de conforto nas costas, que a medida era justa. Mas quando cortou os subsídios aos funcionários e pensionistas os meus amigos substituíram as palmadinhas pelo ranger de dentes, ranger de dentes que aumentou de intensidade quando souberam que lhes ia ser igualmente aplicado o corte de 10%.
 
Mas se os pensionistas entraram no clube dos inúteis da sociedade portuguesa o sector privado ainda vivia fora da austeridade, Portugal passou a ser um país com dois sistema, de um lado o sector dos produtivos e do outro os dos inúteis, odiados pelos liberais do governo e eleitos para serem as vítimas da sociedade. Haviam estudos a provar que eram malandros e que ainda por cima ganhavam mais, enfim, eram uma espécie de gregos a viver em Portugal.
 
O Cavaco, um dos nossos colecionadores de pensões a cujo rendimento juntou o conforto de lucros asiáticos nas suas acções de uma empresa falida e gerida por criminosos, achou que não se tinha de preocupar com os direitos dos nossos “gregos”, estes eram ricos e não seria a eles que se referia quando dizia que haviam limites para a austeridade. Havia coisas mais importantes a tratar, como a libertação do Estado, de que a venda em regime acelerado do Pavilhão Atlântico foi o exemplo simbólico. Tudo estava a correr bem, o homem das finanças da campanha presidencial e emissário junto da candidatura de Passos Coelho já ganhava 50.000 na EDP e o Pavilhão Atlântico ficou na família a preço de saldo.
 
Só que a Europa arrastou os pés, os preços dos combustíveis subiram, os portugueses encolheram-se nas lojas, as exportações começaram a cair e o Álvaro não percebeu que os estivadores não tinham medo dele. As contas afundaram-se e estavam criadas as condições para o Gaspar seguir com a sua estratégia de transferência de riqueza, em vez de baixar a TSU, aumenta o IRS e baixa o IRC. A desvalorização fiscal dos trabalhadores para criação de lucros artificiais às empresas que não souberam ou não quiseram ser competitivas continua em marcha.
 
Afinal a estratégia do Gaspar não era lixar a Função Pública, era lixar todos os portugueses e quando se percebeu a manobra é o ai Jesus. Os mesmos jornalistas que escreviam artigos sugerindo uma ditadura do Gaspar, um salazarismo começado por “g”, estão agora indignados, vão provar da mesma receita que aprovaram quando era para consumo exclusivo de funcionários públicos. Todos os que apoiavam o Gaspar com ar de grande sacrifício, até parecia que sofriam todos de um abcesso no dente do siso, estão agora revoltados com o excesso de austeridade.
 
Sejam bem-vindos à austeridade. Aqueles que apoiaram o corte de mais de 30% do rendimento aos funcionários e pensionistas certamente que aguentam mais austeridade, como diz o Fernando Ulrich  "Ai aguentam, aguentam". E agora é a vez de os patrões exigirem que no privado hajam condições idênticas no Estado, aí não há cartões visas para despesas pessoais, carros de serviço nas garagens do supermercado, prémios no fim do ano, ou outras benesses.
  
Os portugueses estão caindo que nem patinhos na estratégia de Passos Coelho de impor o seu modelo neo-fascistas divindo os e lançando deliberadamente o país na maior crise financeira da sua história.
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