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sábado, 1 de dezembro de 2012

Gabinete do PRIMEIRO-MINISTRO: quando o esforço de contenção só permite um staff modestozinho...!!! (recebido por mail)

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CONTENÇÃO DE CUSTOS é isto... 
PRIMEIRO-MINISTRO












Função
Nome                                                           

Idade
    Nomeação
Vencimento


  







Chefe de  Gabinete
Francisco Ribeiro de Menezes 
46 anos
06-08-2011
4.592,43



Assessor
Carlos Henrique Pinheiro Chaves
60 anos
21-06-2011
3.653,81



Assessor
Pedro Afonso A, Amaral e Almeida
38 anos
18-07-2011
3.653,81



Assessor
Paulo João L, Rêgo Vizeu Pinheiro
48 anos
11-07-2011
3.653,81



Assessor
Rudolfo Manuel Trigoso Rebelo
48 anos
21-06-2011
3.653,81



Assessor
Rui Carlos Baptista Ferreira
47 anos
21-06-2011
3.653,81



Assessora
Eva Maria Dias de Brito Cabral
54 anos
12-10-2011
3.653,81



Assessor
Miguel Ferreira Morgado
37 anos
21-06-2011
3.653,81



Assessor
Carlos A Sá Carneiro Malheiro
38 anos
01-12-2011
3.653,81



Assessora
Marta Maria N, Pereira de Sousa
34 anos
21-06-2011
3.653,81



Assessor
Bruno V de Castro Ramos Maçaes
37 anos
01-07-2011
3.653,81



Adjunta
Mafalda Gama Lopes Roque Martins
35 anos
01-07-2011
3.287,08



Adjunto
Carlos Alberto Raheb Lopes Pires
38 anos
21-06-2011
3.287,08



Adjunto
 João Carlos A Rego Montenegro
34 anos
21-06-2011
3.287,08



Adjunta
Cristina Maria Cerqueira Pucarinho
46 anos
23-08-2011
3.287,08



Adjunta
Paula Cristina Cordeiro Pereira
41 anos
22-08-2011
3.287,08



Adjunto
Vasco Lourenço C P Goulart Ávila
47 anos
21-11-2011
3.287,08



Adjunta
Carla Sofia Botelho Lucas
28 anos
25-01-2012
3.287,08



Técn. Especialista
Bernardo Maria S Matos Amaral
38 anos
07-09-2011
3.287,08



Técn. Especialista
Teresa Paula Vicente de Figueiredo Duarte
44 anos
21-07-2011
3.653,81



Técn.Especialista
Elsa Maria da Palma Francisco
40 anos
16-01-2012
3.653,81



Tecno. Especialista
Maria Teresa Goulão de Matos Ferreira
49 anos
18-07-2012
3.653,81



Secretária pessoal
Maria Helena Conceição Santos Alves
54 anos
18-07-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Inês Rute Carvalho Araújo
46 anos
18-07-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Ana Clara S Oliveira
38 anos
13-07-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Maria de Fátima M L Hipólito Samouqueiro
47 anos
21-06-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Maria Dulce Leal Gonçalves
52 anos
01-07-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Maria M, Brak-Lamy Paiva Raposo
59 anos
13-07-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Margarida Maria A A Silva Neves Ferro
53 anos
21-06-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Maria Conceição C N Leite Pinto
51 anos
21-06-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Maria Fernanda T C Peleias de Carvalho
45 anos
01-08-2011
1.882,76



Secretária pessoal
Maria Rosa E Ramalhete Silva Bailão
58 anos
01-09-2011
1.882,76



Coordenadora 
Luísa Maria Ferreira Guerreiro
48 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Alberto do Nascimento Cabral
59 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Ana Paula Costa Oliveira da Silva
42 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Elisa Maria Almeida Guedes
47 anos
01-01-2012
1.500,00



téc, administrativo
Isaura Conceição A Lopes de Sousa
59 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
José Manuel Perú Éfe
60 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Liliana de Brito
50 anos
01-01-2012
1.500,00



téc, administrativo
Maria de Lourdes Gonçalves Ferreira Alves
61 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Maria Fernanda Esteves Ferreira
57 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Maria Fernanda da Piedade Vieira
61 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Maria Umbelina Gregório F. Barroso
47 anos
01-01-2012
1.500,00



téc, administrativo
Zulmira Jesus G Simão Santos Velosa
47 anos
01-01-2012
1.506,20



téc, administrativo
Artur Vieira Gomes
53 anos
01-01-2012
1.600,15



téc, administrativo
Benilde Rodrigues Loureiro da Silva
58 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Fernando Manuel da Silva
68 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Francisco José Madaleno Coradinho
45 anos
01-01-2012
1.472,82



Apoio Auxiliar
Joaquim Carlos da Silva Batista
57 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
José Augusto Morais
51 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Maria Lurdes da Silva Barbosa Pinto
58 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Maria de Lurdes Camilo Silva
65 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Maria Júlia R Gonçalves Ribeiro
58 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Maria Natália Figueiredo
64 anos
01-01-2012
975,52



Apoio Auxiliar
Maria Rosa de Jesus Gonçalves
58 anos
01-01-2012
975,52



Motorista
António Francisco Guerra
52 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
António Augusto Nunes Meireles
61 anos
01-01-2012
2.028,28



Motorista
António José Pereira
48 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Arnaldo de Oliveira Ferreira
49 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Jaime Manuel Valadas Matias
52 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Jorge Henrique S Teixeira Cunha
52 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Jorge Martins Morais
46 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
José Hermínio Frutuoso
53 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Nuno Miguel R Martins Cardoso
37 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Paulo Jorge Pinheiro da Cruz Barra
40 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Rui Miguel Pedro da Silva Machado
42 anos
01-01-2012
1.848,53



Motorista
Vitor Manuel G Marques Ferreira
42 anos
01-01-2012
1.848,53














Total  Mês
149.486,76











RESUMO







01
Chefe de Gabinete







10
Acessores







07
Adjuntos







04
Tècnicos Especialistas







10
Secretárias Pessoais







01
Coordenadora







13
Técnicos Administrativos







09
Apoio Auxiliar







12
Motoristas






















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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Médicos e polícias

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Médicos e polícias:
«Paulo Macedo voltou a afirmar que "o SNS é essencial, sobretudo para os mais vulneráveis" e lembrou que é no serviço público "onde há o trabalho mais diferenciado, serviços de excelência e de investigação". Quanto a possíveis cortes, o ministro reforçou que o Governo acha "que a área da saúde será uma área protegida". "Não é na saúde que estamos acima da média europeia", salientou, referindo que o orçamento para o próximo ano "é relativamente estável, com uma redução de 3% devido ao encargo com o pagamento de mais um subsídio que não ocorreu em 2012".»
dn 22.11.12

Esta história da Saúde, área protegida, com direito a cortes de financiamento mais suaves, não passa de mais uma tirada de propaganda urdida pelos assessores de marketing do senhor  ministro, destinada a enganar  os portugueses.
Para já, estão previstos 485 milhões de euros de cortes para o próximo ano. Fora os extraordinários e estruturais.
A estratégia de não fazer ondas e discurso simpático,  enquanto vai mexendo os cordelinhos, visa atingir fundo.  Não já o corte de gorduras mas o cerrar de nacos do sistema .
As taxas moderadoras, ou antes, os co-pagamentos  dos cuidados hospitalares vão aumentar no próximo ano,  ceifando  mais alguns milhares de utentes do acesso . Os que ainda puderem pagar, dentro em breve, reclamarão a saída atraídos pela oferta privada mais barata. Victor Gaspar, não hesitará, então, em dar aos corajosos reclamantes o merecido prémio fiscal.
O discurso de falinhas mansas, em defesa do SNS,  é o instrumento escolhido pelo ministro da saúde para adormecer os portugueses. Sem oposição de monta, se nada acontecer que trave esta política, dentro em breve, a reviravolta estará consumada. Restar-nos-à um SNS assistencialista, espremido à expressão mais simples, destinado a tratar portugueses isentos de co-pagamentos, igualmente assistidos pelo banco alimentar da senhora jonet.
Não foi por acaso que Paulo Macedo decidiu assinar o acordo e pagar mais aos médicos. Tal como o seu colega de governo,  Miguel,  decidiu pagar mais aos policias .

Sancho Pança, o refundador
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O menino que Gaspar não conhece

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O menino que Gaspar não conhece:
Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.

Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros.
Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica.
Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.
O momento embaraçoso é quebrado pela senhora atrás da jovem mãe. Quanto são as bolachas, pergunta à empregada da caixa. Ponha na minha conta. O menino sorriu. Mas foi um sorriso muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais envergonhada. A pobreza de quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de vergonha e pudor os que a sofrem.
Tenho a certeza que o ministro Vítor Gaspar não conhece este menino, o que seria obviamente muito improvável. Mas desconfio que o ministro Vítor Gaspar não conhece nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou se conhece considera que esse é o preço a pagar pela famoso ajustamento. É isso que é muito preocupante. 
Nicolau Santos, Quarta feira, 21.11.12 

Tavisto

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ANA MANSO, das cíclicas asneiras ao linchamento…

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ANA MANSO, das cíclicas asneiras ao linchamento…:
Ana Manso, além de figura ‘histórica’ do PSD e da política nacional – exerceu funções de deputada pelo círculo da Guarda de 1999 a 2009 – é, também, uma ‘velha conhecida’ dos Hospitais portugueses.
Desde a sua iniciação em 1980 nos Hospitais da Universidade de Coimbra como administradora, não parou de circular por Hospitais: Castelo Branco, Fundão, S. Francisco Xavier, Amadora/Sintra e Guarda. Para além deste movimentado ‘rodízio’ ainda exerceu funções em Administrações Regionais de Saúde (Castelo Branco) e o seu longo braço chegou até ao Oriente (consultora do Centro Hospitalar de Macau).
Sempre foi – ao longo de toda a sua já longa ‘carreira’ essencialmente política - uma figura envolta em polémicas. Provavelmente, este recente percalço, desccalçou-a, e encerrou - pela porta pequena - a sua vida pública.
Na sua gestão da ULS da Guarda avolumaram-se as ‘irregularidades’ que passam pela escandalosa nomeação (seguida de demissão) do marido como auditor interno da estrutura que presidia linkaté ao misterioso caso de suspeita de envolvimento num ‘desaparecimento de cadáver’
Hoje, apresenta-se como ‘vitima de um linchamento político’  num nebuloso processo que movimenta as estruturas partidárias regionais, como se adivinha nas declarações da comissão política distrital do PSD (Guarda) num programa de rádio. link. Facto que é revelador dos mecanismos ‘usuais’ do Ministério da Saúde inerentes às nomeações para cargos de direcção nas estruturas do SNS. Este problema não começou com as nomeações para as ACES…
Para além dos aspectos controversos da actuação de Ana Manso na ULS da Guarda (ao longo de 11 meses) o que parece estar, neste momento, a aflorar são os primeiros rebates de uma obscura (não discutida) reforma hospitalar e, ainda, questões de política de saúde regionais (integração de serviços e unidades), bem como o seu reflexo local (próximas eleições autárquicas)link
A recente criação da USL da Guarda não pode deixar de ser considerada como um primeiro passo na ‘política de integração de cuidados para melhorar o acesso’ (Relatório Mendes Ribeiro, págs. 113 a 126) link.Todavia, todo o processo 'integrador' foi colocado sobre a pressão de ‘economias de escala’ - mas não acaba aí. Tem condicionantes políticas que, de quando em vez, afloram.

A USL tendo promovido a integração do Hospital da Guarda, do Hospital de Seia e de 12 Centros de Saúde distritais, visou dar uma dimensão (escala) que se mostrasse capaz de salvaguardar autonomia funcional e, evidentemente, política (distrital).
Hoje, os problemas colocam-se numa concepção mais alargada e ultrapassando a dimensão distrital desembocam na regional (mesmo sem o País estar regionalizado).
E aí o Centro Hospitalar da Cova da Beira (H. da Covilhã e do Fundão) funcionará como um pólo agregador (e ameaçador) das unidades hospitalares que integram a USL da Guarda, manifestando uma evidente capacidade de colonização regional (Beira Interior).
Ana Manso, concomitantemente com uma administração da ULS verdadeiramente desastrosa, foi colocada (ou colocou-se) no centro de uma tempestade provocada por concepções 'integracionistas' ou de fusão que a ultrapassaram e anularam a capacidade de manobra do seu suporte político (Comissão Distrital do PSD).
O ‘linchamento político’, que até poderá ter existido, não foi uma execução paroquial. Tem a ver com ‘ajustamentos’ regionais (políticos e partidários).
A evolução da reforma hospitalar aportará – a breve trecho – mais e melhores dados. O perfil do futuro presidente da USL não deixa de ser significativo.
Finalmente, o caricato desta situação – os dramas têm sempre um aspecto caricatural – é ter sido o inefável Ministro Relvas a ‘promover’ o afastamento de Ana Manso por considerar ‘insustentável’ a sua situação como presidente do conselho de administração da ULS da Guarda linkDefinitivamente este Ministro não deve viver acima das suas possibilidades. E estamos em crer que o inefável Relvas não tem espelho em casa…

E-Pá!
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Assim vai a Saúde

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Assim vai a Saúde:

1. Segundo dados do INE, no ano de 2011, morreram em Portugal 302 crianças antes de completarem um ano de idade, um aumento de 46 casos em relação ao ano 2010. link link
2. O BE recomenda ao Governo a realização de uma auditoria urgente sobre a redução do número de órgãos recolhidos e de transplantes efectuados bem como a implementação de um plano de acção que permita inverter esta situação. link Os transplantes diminuíram 22% face ao mesmo período de 2011 (menos cem). link
3. Enquanto a administração do Centro Hospitalar Lisboa Central se desdobra em manobras para encolher o hospital. link
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Desemprego 16,3%

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Desemprego 16,3%:
A taxa de desemprego em Portugal voltou a subir em Outubro para os 16,3% de acordo com os dados divulgados hoje pelo Eurostat. link
Isto depois de Vítor Gaspar ter subido no “ranking” do “Financial Times” de 18º para a 10ª posição. link
Ainda acabamos todos aos tiros.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

The truth behind every congress meetings

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The truth behind every congress meetings:

Submitted by: coviehuman55

Posted at: 2012-11-28 01:39:26

See full post and comment: http://9gag.com/gag/5946697

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

MICOSE DE UNHA | Onicomicose

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MICOSE DE UNHA | Onicomicose: Onicomicose, conhecida popularmente como micose de unha, é o nome dado à infecção da unha causada por fungos. A onicomicose é uma infecção comum, acometendo cerca de 10% da população adulta e 20% dos idosos.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a micose de unha (onicomicose):

  • O que é a onicomicose.
  • Como se pega micose de unha.
  • Transmissão da micose de unha entre pessoas.
  • Fatores de risco para onicomicose.
  • Sintomas da micose de unha.
  • Diagnóstico da onicomicose
  • Tratamento da micose de unha.
O que é a onicomicose



Como já explicado na introdução deste artigo, a onicomicose é uma infecção da unha dos pés ou das mãos causada por fungos.



As infecções fúngicas das unhas são geralmente causadas por um fungo que pertence a um grupo denominado dermatófitos, que também pode causar infecções nos pelos do corpo e na pele, como no caso da frieira (pé de atleta). Outro grupo de fungos que também pode causar micose de unha são as leveduras. Em geral, as leveduras causam onicomicose nas mãos e os dermatófitos onicomicose nas unhas dos pés



A micose de unha não é uma doença fatal, mas pode causar dor, desconforto e destruição da unha, levando a efeitos emocionais importantes, que podem ter um impacto significativo na qualidade de vida.



Como se pega micose de unha



Os fungos que provocam a micose de unha são habitualmente adquiridos no ambiente, principalmente em áreas úmidas e quentes, que são os meios propícios para o crescimento de fungos. Banheiros, chuveiros, vestiários e piscinas públicas são exemplos de locais que frequentemente abrigam fungos. Frequentar estes espaços públicos descalço é um importante fator de risco para adquirir micose nas unhas.



O contato com o fungo por si só não costuma ser suficiente para se adquirir a onicomicose. Geralmente é preciso haver pequenas lesões entre a unha e a pele para que o fungo consiga penetrar por baixo da unha e se alojar. Também é necessário que a unha seja exposta frequentemente a ambientes úmidos para que o fungo possa se multiplicar com mais facilidade.



A onicomicose nas unhas dos pés é muito mais comum do que nas unhas das mãos. Os pés costumam estar mais expostos a locais úmidos, não só quando se anda descalço em locais públicos, mas também por passar boa parte do dia fechado dentro de meias e calçados. Em dias de calor, os pés calçados podem passar várias horas seguidas cobertos e úmido pelo suor. Calor, falta de luz e umidade é tudo que um fungo deseja para se proliferar. Além disso, os dedos dos pés estão no ponto do corpo mais distante do coração, não sendo tão bem vascularizados com os dedos da mão. Deste modo, os anticorpos e as células de defesa do organismo não chegam às unhas dos pés com tanta facilidades quanto a outros pontos do organismo.



Micose de unha é contagiosa?



A micose de unha pode ser transmitida de uma pessoa para outra, mas essa forma de contágio é pouco comum. Compartilhar lixas ou cortadores de unha pode ser uma forma de transmissão, mas em geral é preciso contato íntimo e frequente, como, por exemplo, morar na mesma casa para uma pessoa pegar onicomicose da outra. Não se pega micose de unha apenas apertando a mão ou tocando em objetos manipulados por alguém infectado.



Fatores de risco para onicomicose



A presença de alguns fatores favorece a infecção da unha por fungos. Por exemplo, pacientes com frieira (pé de atleta), que é uma infecção fúngica da pele dos dedos, têm um maior risco de terem também infecção fúngica das unhas. Outros fatores de risco são:



- Diabetes mellitus (leia: O QUE É DIABETES?).

- Idade avançada.

- HIV (leia: SINTOMAS DO HIV | AIDS).

- Uso de drogas imunossupressoras.

- Problemas imunológicos.

- História familiar de onicomicose.

- Psoríase (leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas).

- Problemas de circulação sanguínea dos membros inferiores.



Atletas também são um grupo de risco para onicomicose. Estes indivíduos costumam estar com os pés frequentemente calçados e úmidos pela transpiração, além de terem uma maior incidência de traumas nas unhas devido ao impacto de suas atividades físicas.



Sintomas da micose de unha



A micose de unha não costuma produzir nenhum sintoma além das alterações cosméticas das unhas. Em casos mais graves, porém, ela pode causar dor. Em pacientes diabéticos ou imunossuprimidos a onicomicose pode servir como porta de entrada para bactérias, favorecendo o surgimento de infecções secundárias, como erisipela ou celulite (leia: ERISIPELA | CELULITE | Sintomas e tratamento).



As lesões da unha provocadas pela onicomicose apresentam algumas variações na sua apresentação, dependendo do tipo de fungo e de gravidade da infecção. Em geral, a micose de unha costuma apresentar um ou mais dos seguintes sinais:



- Espessamento da unha.

- Fragilidade da unha, deixando-a quebradiça.

- Distorções na forma da unha.

- Perda do brilho da unha, deixando-a opaca.

- Escurecimento da unha.

- Descolamento da unha em relação ao seu leito na pele.



As formas mais comuns de onicomicose são:



1. Onicomicose subungueal distal : é de longe a forma mais comum e se caracteriza pela infecção da ponta da unha. O primeiro dedo do pé (dedão) é geralmente o primeiro a ser afetado. A infecção começa com uma descoloração esbranquiçada, amarelada ou acastanhada em uma das pontas laterais da unha, estendendo-se lentamente por toda unha, em direção à cutícula. A unha pode se descolar e a ponta costuma partir-se e cair, expondo a pele que serve de leito para a unha.



Micose de unha
2. onicomicose subungueal proximal - é a forma menos comum de onicomicose. Sua apresentação é bem parecida com a onicomicose subungueal distal , porém, a progressão ocorre de forma oposta, iniciando-se próxima à cutícula e depois estendendo-se em direção à ponta da unha. Este tipo de micose de unha ocorre geralmente em pacientes imunossuprimidos, sendo comum nos indivíduos com HIV.



3. Onicomicose superficial branca - é uma forma comum em crianças, mas que nos adultos corresponde a apenas 10% dos casos de micose de unha. Caracteriza-se pelo aparecimento de manchas brancas sobre a superfície da unha, geralmente mais próxima da cutícula do que da ponta. Quando não tratada, as manchas tendem a se espalhar centrifugamente por toda unha, deixando-a quase toda branca, além de áspera e quebradiça.



Diagnóstico da onicomicose



As lesões das unhas da onicomicose podem se parecer com as lesões de unha de outras doenças, como psoríase, eczemas, traumas, líquen plano, deficiência de ferro, etc. A maioria dos estudos atesta que a onicomicose é responsável por apenas metade dos casos de lesões das unhas. Em várias situações não é possível afirmar que o paciente sofre de onicomicose apenas olhando e examinando para a unha. Portanto, é importante demonstrar inequivocadamente a presença do fungo antes de se iniciar o tratamento antifúngico. Para tal, o médico irá fazer uma pequena raspagem da sua unha de forma a colher amostras para avaliação laboratorial à procura de fungos.



Tratamento da micose de unha



A micose de unha é uma infecção difícil de tratar porque as unhas crescem lentamente e recebem pouco suprimento de sangue. Até um passado recente, os medicamentos utilizados para o tratamento da onicomicose não eram muito eficazes e os resultados eram frequentemente decepcionantes. Na última década, porém, os os tratamentos para pacientes com onicomicose melhoraram substancialmente, principalmente por causa da introdução de medicamentos antifúngicos orais mais eficazes.



Estudos recentes mostram que medicamentos por via oral como Terbinafina e Itraconazol apresentam taxas de cura mais altas que a Griseofulvina e o Cetoconazol, as drogas mais usadas antigamente.



Taxas de cura dos principais antifúngicos:



- Terbinafina (73 a 79%).

- Itraconazol (56 a 70%).

- Griseofulvina (54 a 66%).

- Fluconazol (43 a 52%).



O tratamento com Terbinafina com comprimidos por via oral deve ser feito por 6 semanas para onicomicose das mãos ou 12 semanas para onicomicose dos pés.



O tratamento tópico da micose de unha com pomadas ou esmaltes, como o Ciclopirox, não costuma funcionar sozinho, mas pode ser usado como complemento do tratamento com Terbinafina ou Itraconazol por via oral.



Uma vez curada a micose de unha, se o paciente não tiver cuidado a taxa de reinfecção pode chegar a 50%. Portanto, é preciso ter cuidado com os pés para que a unhas não voltem a ficar colonizadas por fungos.
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sábado, 24 de novembro de 2012

COMO ACABAR COM A CASPA

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COMO ACABAR COM A CASPA: A caspa é um problema muito comum, caracterizado por coceira e descamação da pele na região do couro cabeludo. Embora a caspa não seja contagiosa nem grave, a sua presença pode ser embaraçosa e, por vezes, difícil de tratar.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a caspa:

  • O que é a caspa.
  • Causas da caspa.
  • Sintomas da caspa.
  • Tratamento da caspa.
  • Mitos e verdades sobre a caspa.
O que é a caspa?



A caspa é uma forma leve de dermatite seborreica, que acomete o couro cabeludo. A pele do couro cabeludo está em contante processo de renovação, havendo sempre produção de novas células e descamação de tecido morto. Conforme a camada mais superficial da pele vai se renovando, as células mais velhas são empurradas para fora, onde acabam por morrer e descamar.



Esse processo ocorre diariamente e passa despercebido na maioria das pessoas. Entretanto, nos pacientes com caspa, esse processo de renovação da pele está acelerado, fazendo com que grande quantidade de pele morta se descole, formando placas de tecido morto ao longo do couro cabeludo. Esta pele morta tende a descamar, formando os flocos brancos típicos da caspa, facilmente visíveis devido ao seu contraste com a cor do cabelo.



A caspa costuma surgir na adolescência e tende a ser um problema crônico e recorrente, havendo períodos de melhora que se alternam com momentos de exacerbação.



Causas da caspa




A caspa tem um componente genético, pois costuma acometer mais de um membro em uma mesma família. Não sabemos exatamente a causa da caspa nem por que algumas pessoas têm mais propensão a tê-la. Porém,  vários fatores de risco já foram identificados, entre eles:



- Presença de dermatite seborreica em outras áreas do corpo.

- O aumento da oleosidade do couro cabeludo.

- Ressecamento do couro cabeludo.

- Viver em locais onde haja muitos dias frios e secos ou quentes e úmidos.

- Má higiene do couro cabeludo.

- Uso excessivo de shampoo.

- Uso frequente de gel ou mousse nos cabelos.

- Estresse emocional.

- Alergia a alguns shampoos ou cosméticos usados nos cabelos.

- Psoríase (leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas).

- Eczemas em outras partes do corpo.



Pacientes com algumas doenças apresentam uma incidência maior de caspa do que o habitual.  Mais de 80% dos pacientes portadores do vírus HIV apresentam caspa e/ou dermatite seborreica, enquanto que na população sadia esta taxa é de apenas 30% (leia: SINTOMAS DO HIV | AIDS). Além do HIV, outras situações que comprometem o sistema imunológico, como quimioterapia ou uso de drogas imunossupressoras, também favorecem o aparecimento da caspa.



Outra condição na qual a caspa também é muito comum é na doença de Parkinson (leia: DOENÇA DE PARKINSON | Sintomas e tratamento).



A presença de um fungo chamado Malassezia parece aumentar o risco de caspa, porém isso ainda não está totalmente provado.



Sintomas da caspa



A caspa é caracterizada pelo aparecimento de pequenos e finos flocos de pele morta, que se apresentam como pontos brancos distribuídos pelo cabelo. Quando se examina o couro cabeludo é possível encontrar placas de pele morta aderidas. Em casos mais severos, a descamação pode ser tanta, que a caspa cai dos cabelos, acumulando-se nos ombros e na camisa do paciente.



Geralmente não há sinais de inflamação ao redor destas placas, mas como muitos pacientes com caspa sentem comichão no couro cabeludo, o ato de coçar a cabeça frenquentemente pode causar irritação e feridas em vários pontos.



Como acabar com a caspa?



A caspa não é uma condição que tenha uma cura propriamente dita. Há vários tratamentos efetivos para a caspa, mas é muito comum que o paciente apresente novos episódios ao longo dos anos.



Shampoo anticaspa
Nos casos mais simples, basta lavar os cabelos diariamente com qualquer shampoo comum. Nos casos de caspa recorrente, há no mercado vários shampoos anticaspa que são eficientes. Geralmente os shampoos para a caspa contêm uma das seguintes substâncias:



- Piritionato de zinco.

- Alcatrão.

- Sulfato de selênio.

- Ácido salicílico



Habitualmente, não há um shampoo anticaspa que possa ser considerado mais eficiente. Cada indivíduo se adapta melhor a uma marca. Por isso, se a sua caspa não melhorar após uma semana de tratamento, procure uma marca com uma substância anticaspa diferente, até encontrar aquela que melhor funciona no seu caso.



Se a sua capsa for mais severa, principalmente se houver dermatite seborreica associada a inflamação do couro cabeludo, shampoos com antifúngicos costumam ser indicados. Procure shampoos que contenham ciclopirox ou cetoconazol. Se não houver melhora, o paciente deve procurar ajuda de um dermatologista.



Mitos e verdades sobre a caspa



- Raspar o cabelo não ajuda em nada no tratamento, pois o problema está na pele do couro cabeludo e não no tamanho ou na quantidade de cabelo.



- A caspa quando não tratada pode levar à queda de cabelo, principalmente nos casos mais graves, quando há inflamação do couro cabeludo (leia: CALVÍCIE | QUEDA DE CABELOS | Causas e tratamento).



-  Períodos de maior estresse ou cansaço podem aumentar a ocorrência de caspa.



- A caspa não é contagiosa e não é transmitida através de pentes ou escovas de cabelo.



- A caspa pode surgir caso o paciente não lave os cabelos frequentemente, porém, ela não necessariamente tem a ver com falta de higiene. Na verdade, pessoas que lavam os cabelos em excesso ou o fazem com sabão em vez de shampoos também podem ter caspa.



- A caspa é mais comum em homens que em mulheres.
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sábado, 17 de novembro de 2012

A Europa recruta e os Enfermeiros Emigram

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A Europa recruta e os Enfermeiros Emigram:
O fenomeno Emigração leva com que Enfermeiros com experiência se juntem ao rol de Enfermeiros rece-formados que todos os meses saem de Portugal. A razão… Simples têm uma melhor formação e no estrangeiro são melhor remunerados. 
A este ritmo Portugal ganha a batalha da austeridade, mas perde a sua força motriz os JOVENS !
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Porque é que os Enfermeiros Emigram, porque em Portugal, recebem mal e no Estrangeiro pagam melhor.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Afinal foram cerca de 1500 os nomeados pelo Governo a receber subsídio de férias

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Afinal foram cerca de 1500 os nomeados pelo Governo a receber subsídio de férias: Foram 10 vezes mais os nomeados pelo Governo a receber subsídio de férias relativamente ao admitido em Setembro Em Julho o Governo garante que não foi pago a qualquer membro dos gabinetes ministeriais o subsídio de férias, depois, em Setembro já admite existirem 131 assessores de gabinetes ministeriais que beneficiaram do subsídio de férias, agora, depois de [...]
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COMO ACABAR COM O CHULÉ

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COMO ACABAR COM O CHULÉ: O famoso chulé, termo popular usado para descrever o mau cheiro dos pés, recebe na medicina o nome de bromidrose plantar. O chulé e outros odores pelo corpo surgem habitualmente após a puberdade e ocorrem devido à ação de bactérias sobre o suor de determinadas regiões do corpo.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre o chulé:

  • Como surge o chulé.
  • Fatores que favorecem o aparecimento do chulé.
  • Como acabar com o chulé.
Como surge o chulé



Como citado logo acima, na introdução do texto, o chulé surge devido à ação de bactérias sobre o suor em determinadas partes do corpo. Mas se todos nós temos suor e bactérias por toda a nossa pele, porque algumas pessoas só tem mau cheiro nos pés? Bom, vamos gastar algumas linhas explicando o que é a bromidrose.



O nosso suor é produzido pelas glândulas sudoríparas, sendo naturalmente um líquido sem odor. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas: écrinas e apócrinas.



A glândulas écrinas são as mais comuns e estão distribuídas por toda a superfície da pele. O suor produzido por essas glândulas é composto por 99% de água e 1% de sais minerais, como cloreto de sódio (sal) e ureia. A principal função da glândulas écrinas é controlar a temperatura do nosso corpo. Por isso, transpiramos toda vez que está muito quente ou quando fazemos exercícios. O suor serve para esfriar o nosso corpo, ajudando-o a se manter entre 36ºCe 37ºC.



Ao contrário da crença popular, o suor não é uma fonte de eliminação de toxinas e não serve para "purificar" o organismo. Passar um tempo em uma sauna pode até ser relaxante, mas não fará você eliminar nada em quantidades relevantes além de água e sal.



As glândulas apócrinas, por sua vez, só estão presentes em algumas partes do corpo, como nas axilas, virilhas, região ao redor dos mamilos e do ânus. As glândulas apócrinas surgem entre os 8 e 14 anos de idade e produzem um tipo de suor completamente diferente, oleoso, que não evapora e não tem função termorreguladora.



Tanto as glândulas écrinas quanto as apócrinas produzem um suor sem odor. Porém, devido à ação de bactérias naturalmente presentes na pele, as regiões onde há mais transpiração podem passar a ter um odor incômodo.



As regiões de glândulas apócrinas, como axilas e genitais, costumam ser mais propícias ao desenvolvimento de bromidrose porque o suor oleoso destas glândulas é mais facilmente digerido pelas bactérias, liberando gases com odor desagradável. Falaremos especificamente sobre o mau cheiro provocado pelas axilas em um artigo à parte, que será escrito nas próximas semanas.



No locais onde há glândulas écrinas, o suor é basicamente água e sal, não havendo substrato para as bactérias produzirem mau cheiro. O chulé, todavia, é um caso a parte. Nos pés, as glândulas sudoríparas, apesar de écrinas, podem também provocar cheiro ruim.



Nossos hábitos sociais nos fazem usar sapatos e meias por grande parte do dia, vários dias por semana, mesmo em épocas de maior calor. Por estarem sempre enclausurados, dois fatores ocorrem com os pés:



1- ele sua mais, para tentar controlar a temperatura. Os pés são dos locais do corpo onde mais há glândulas sudoríparas, podendo causar uma transpiração profusa.

2- o suor produzido tem mais dificuldade de evaporar, mantendo os pés sempre com alguma umidade, o que favorece a proliferação de bactérias.



Nossa pele possui uma proteína chamada queratina que é renovada constantemente. Nos pés, essa proteína quando exposta constantemente à umidade acaba sendo mais facilmente destacada da pele, formando um bom alimento para as bactérias. É a degradação da queratina por bactérias que libera um forte odor, provocando o chulé.



Fatores que favorecem o aparecimento do chulé



Quase todo mundo passa o dia com os pés cobertos por meias e calçados, mas nem todo mundo tem chulé na mesma intensidade. A presença de suor e bactérias nos pés é a principal causa de chulé, mas há outros fatores que colaboram para a intensidade do mesmo.

Chulé


As mãos têm aproximadamente a mesma quantidade de glândulas sudoríparas que os pés, mas a não ser que você passe o dia de luva, é pouco provável que sua mão exale odores como o seus pés. Portanto, os dois fatores mais importantes para o aparecimento do chulé são a quantidade de suor produzida ao longo dia  e a quantidade de tempo que o indivíduo passa com os pés totalmente cobertos, sem contato com o ar para que a suor possa evaporar. Por exemplo, pessoas que passam o dia inteiro de botas, sob forte calor, tendem a ter mais chulé que aqueles que passam o dia sentado no ar condicionado e podem usar calçados mais leves, que permitem uma melhor ventilação dos pés.



Pacientes que suam em excesso, uma condição chamada hiperidrose (leia: HIPERIDROSE | Suor em excesso), por motivos óbvios, apresentam uma maior chance de ter chulé. Algumas pessoas com hiperidrose suam tanto que ficam com as meias encharcadas, mesmo que passem o dia sentadas ou em repouso.



A má higiene dos pés também pode contribuir para o aparecimento do chulé, pois favorece a proliferação bacteriana. Repetir meias e/ou sapatos por vários dias seguidos também facilita o crescimento de bactérias, aumentado o risco da pessoa ter chulé.



Alguns alimentos também podem mudar a composição do suor, favorecendo a bromidrose. Os mais comuns são: alho, cebola, álcool, molho curry e pimenta. Alguns medicamentos também podem contribuir para o chulé, como, por exemplo, o antibiótico penicilina.



Pacientes obesos (leia: OBESIDADE | Síndrome metabólica), diabéticos (leia: SINTOMAS DO DIABETES), fumantes (leia: DOENÇAS DO CIGARRO | Como parar de fumar) ou com doenças de pele ou unha também costumam apresentar mais chulé que o resto da população.



Como tirar o chulé



Agora que você já conhece as causas do chulé, fica mais fácil planejar o seu tratamento. Dois passos são essenciais: reduzir a umidade dos pés e o número de bactérias na pele.



Algumas atitudes bem simples podem resolver o problema de chulé nos casos menos intensos. Evite usar o mesmo sapato por dias seguidos. O ideal é revezar 2 ou 3 pares de calçados ao longo da semana. Os sapatos não utilizados no dia devem ficar sempre em locais bem ventilados, e se possível, expostos ao sol por algumas horas. Sempre que possível, dê preferência a calçados mais leves e que permitam melhor ventilação dos pés. Todo mundo já teve aquele sapato que é ótimo de se usar, mas que parece ser uma fábrica de chulé. Estes normalmente são feitos com material mais isolante, como borracha ou plástico, que impedem a ventilação dos pés e favorecem a proliferação de bactérias.



Evite usar sapatos sem meias, pois elas ajudam na absorção da umidade. Sapatos sem meias costumam provocar mais chulé. Quando usar meias, as melhores são as finas e feitas com algodão. Se você sua muito, troque as meias pelo menos uma vez por dia. Se você nota que seu pé fica úmido ao final do dia, tente usar talco nas meias e nos sapatos para facilitar a absorção da umidade. Alguns talcos são antissépticos e têm perfume, o que ajuda ainda mais a tirar o chulé. Quando estiver em casa, prefira andar descalço ou de chinelo em vez de com meias e/ou sapatos fechados.



Lave os pés diariamente, de preferência com sabão antisséptico. Ao final seque bem, principalmente entre os dedos. O uso de secador ajuda nesta tarefa.



Se o chulé não melhorar com essas dicas, ou se houver sinais de doenças de pele, como pé de atleta (frieira), o melhor é procurar ajuda de um dermatologista. Pacientes com hiperidrose também devem receber tratamento médico para poder tratar seu chulé.
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domingo, 11 de novembro de 2012

Artigo de Opinião : Governo promove eliminação dos enfermeiros da Emergência Pré-Hospitalar

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Artigo de Opinião : Governo promove eliminação dos enfermeiros da Emergência Pré-Hospitalar:
Divulgamos este Artigo dos Enfermeiros Tiago Pinheiro e  Pedro Aguiar (Conselho Diretivo Secção Regional Sul Ordem Enfermeiros) Fonte : Esquerda

O despacho que atribui a técnicos “competências para prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar” a não profissionais de saúde, no interior das ambulâncias de emergência médica, não só coloca em causa a qualidade e a segurança dos cuidados pré-Hospitalares prestados ao cidadão, como também abre a possibilidade de uma eventual usurpação de funções por parte dos mesmos.

Foto Mundo Desconcertante/Flickr
Com a efetivação deste despacho o país está a recuar mais de duas décadas de trabalho na diferenciação de cuidados prestados ao cidadão em contexto pré-hospitalar”.
A publicação em Diário da República do Despacho número 13794/2012, assinado a 8 de Outubro, pelo Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que atribui a técnicos “competências para prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar e outros procedimentos” a não profissionais de saúde, no interior das ambulâncias de emergência médica, não só coloca em causa a qualidade e a segurança dos cuidados pré-Hospitalares prestados ao cidadão, como também abre a possibilidade de uma eventual usurpação de funções por parte dos mesmos.
Segue-se uma linha economicista, já antes implementada com a extinção de Enfermeiros no Centro de Orientação de Doente Urgente (CODU). Esta medida comportou um aumento de erro na triagem de situações emergentes, logo no tempo de assistência à população com necessidade imediata.
Regredimos desta forma para um nível em que a assistência pré-hospitalar era menos diferenciada, equiparando-nos ao nível de países que recorreram a este modelo para suprir a carência de enfermeiros nesta área. Regredimos sobretudo no conceito de assistência pré-hospitalar, afastando-nos da desejável prestação de cuidados o mais diferenciado possível com a maior brevidade, ou seja com a maior complexidade no local de ocorrência. Progredimos para uma estabilização rudimentar do utente, guardando para meio Hospitalar o grosso das medidas a instituir, acumulando minutos valiosos no processo de assistência emergente.
Um universo de 65.000 enfermeiros, dos quais 10.000 desempregados permitem responder a quaisquer carências, e otimizar o sistema de resposta. Um universo de enfermeiros com 4 anos de Licenciatura e múltiplas opções de formação especializada e pós-graduada na área do utente crítico e emergente, permite levar “à rua” a diferenciação das unidades de saúde hospitalares, minimizando ao máximo o tempo até à instituição de todas as medidas adequadas.
Pretende o Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que se substituam anos de formação, por alguns meses e que se valorize a aprendizagem por repetição ao invés da intervenção científica e estruturada, que só pode advir da formação exaustiva de um profissional de saúde. Agir pontualmente em situações de risco de vida, é linearmente diferente de desde o primeiro instante contribuir para que este risco de vida não se instale de forma irreversível.
Sendo ainda, que estes técnicos e respetivas ambulâncias só intervêm em meio urbano, está o Ministério da Saúde, na pessoa do Secretario de Estado, a contribuir para que se crie, entre meio urbano e meio rural, um maior fosso de desigualdade e iniquidade nos cuidados prestados à população.
A bem da segurança dos cidadãos não é possível permitir este retrocesso na diferenciação de meios pré-hospitalares. Salvaguardando o mérito dos homens e mulheres que se dedicam diariamente ao socorro, independentemente da sua formação, é preciso que se revejam estudos, que se deixe de parte a poupança cega e que se coloque ao serviço dos cidadãos e da sua saúde, para já um direito constitucional, os melhores meios para dela cuidar.
Será necessário sim, que se crie um modelo de Emergência pré hospitalar, que seja sustentável e que gere equidade e eficiência a longo prazo. Para isto é imprescindível uma diferenciação e profissionalização de recursos, garantindo sempre a segurança, qualidade e continuidade de cuidados desde o acontecimento até à unidade de saúde, passando pelo pré hospitalar.
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sábado, 10 de novembro de 2012

ESTATINAS | Remédios para colesterol alto

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ESTATINAS | Remédios para colesterol alto: As estatinas são atualmente os medicamentos mais usados para tratar o colesterol alto. As estatinas existentes no mercado são: Sinvastatina, Atorvastatina, Pravastatina, Rosuvastatina, Lovastatina, Fluvastatina e Pitavastatina.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre as estatinas:

  • O que são as estatinas.
  • Melhores remédios para o colestrol alto.
  • Como se deve tomar as estatinas.
  • Efeitos colaterais das estatinas.
  • Interação medicamentosa
Após a leitura deste texto, não deixe de ler também nossos outros artigos sobre colesterol:

- COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS

- DIETA PARA BAIXAR O COLESTEROL

- O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS?


O que são as estatinas?



A nossa taxa de colesterol sanguíneo tem duas origens: dieta e produção pelo fígado. As pessoas com colesterol alto podem tê-lo devido a uma dieta rica em gordura ou porque seu fígado produz mais colesterol do que o necessário.



As estatinas são cientificamente chamadas como inibidores da enzima HMG-CoA redutase. A HMG-CoA redutase é uma das enzimas do fígado responsáveis pela produção de colesterol. Dependendo da dose e do tipo de estatina usada, a redução do colesterol LDL (colesterol ruim) pode ser superior a 60%.



As estatinas não são as únicas drogas disponíveis no mercado para tratar o colesterol alto, porém, são as que apresentam os melhores resultados nos estudos científicos. As estatinas comprovadamente inibem o acúmulo de colesterol nas artérias, um processo chamado de aterosclerose, que a longo prazo leva a doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC (leia: INFARTO DO MIOCÁRDIO | Causas e prevenção e AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL).



Melhores remédios para baixar colesterol



Além das estatinas, há no mercado uma variedade de drogas indicadas para o tratamento do colesterol alto, entre elas, Ezetimiba, colestiramina, ácido nicotínico e fibratos. Todavia, nenhuma destas apresenta o mesmo desempenho que as estatinas nos estudos científicos.



Mesmo entre as estatinas, os resultados variam, havendo algumas drogas claramente mais potentes que outras. A Rosuvastatina e a Atorvastatina são as duas estatinas mais potentes, com maior capacidade de redução dos níveis do colesterol LDL. Sinvastatina, Pravastatina e Pitavastatina têm potência intermediária, enquanto a Fluvastatina e Lovastatina são as estatinas menos potentes.



A Rosuvastatina e Atorvastatina também são as que possuem melhores resultados na redução dos triglicerídeos e no aumento do colesterol HDL (colesterol bom). Em relação ao HDL, doses elevadas de Sinvastatinas também apresentam bons resultados.



Apesar dos diferentes resultados, todas as estatinas são eficazes para reduzir o colesterol LDL e aumentar o colesterol HDL. A Rosuvastatina e a Atorvastatina são as estatinas mais eficazes, mas também as mais caras. Nem todo paciente precisa da droga mais potente para controlar seu colesterol. Mesmo a Fluvastatina, que é a menos potente das estatinas, quando em doses altas, pode conseguir reduções de até 40% nos valores de colesterol LDL, o que é suficiente para muitos pacientes.



O ideal é pesquisar bem os preços das estatinas no mercado e conversar com o seu médico sobre qual é a melhor opção para o seu caso individual. Nem todo mundo precisa da estatina mais cara.



Só para ilustrar, em 2011 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez uma pesquisa sobre os preços da estatinas no mercado. O resultado pode ser visto abaixo.



Preço dos remédios para baixar colesterol
Preços das principais estatinas segundo a ANVISA (clique na imagem para ampliá-la)
Potência das doses de estatinas
Potencial de redução do colesterol LDL de acordo com a dose prescrita de cada estatina


Efeitos colaterais das estatinas



Além de ser o grupo de medicamentos para baixar o colesterol com maior eficácia, as estatinas também são as que apresentam menores taxas de efeitos colaterais. Isso, porém, não significa que eles não ocorram. Entre os efeitos potencialmente mais graves, podemos citar:



Lesão do fígado



Estudos mostram que 0,5 a 1% dos pacientes que tomam uma estatina pode apresentar sinais de lesão leve do fígado e 0,1% pode ter lesões mais graves, como hepatite medicamentosa (leia: O QUE É HEPATITE?).



O diagnóstico da toxicidade hepática é feito através do doseamento das transaminases do sangue (TGO e TGP) (leia: O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?). Níveis elevados de TGO e TGP podem indicar lesão hepática provocada pelas estatinas.



As lesões do fígado geralmente surgem nos primeiros 3 meses de tratamento e, se forem discretas, costumam regredir espontaneamente, mesmo que o tratamento não seja interrompido. Nas lesões hepáticas mais relevantes, como no caso de elevação da TGO e da TGP em mais que 3 vezes o valor normal, apenas redução da dose costuma ser suficiente. Na imensa maioria dos casos, não é preciso suspender o tratamento definitivamente.



Pacientes com doença conhecida do fígado, como cirrose, devem evitar o uso de estatinas (leia: CIRROSE HEPÁTICA | Sintomas e causas).



Obs: a Fluvastatina parece ser a que mais frequentemente provoca alterações nos exames do fígado.



Lesão muscular



A toxicidade dos músculos é outro efeito colateral possível das estatinas. Cerca de 2% a 10% dos pacientes em uso de uma estatina podem queixar-se de dor muscular ou câimbras (leia: CÂIMBRAS | Causas e tratamento). 0,5% aprestam miosite, que é uma inflamação do músculo, caraterizada por dor e fraqueza em alguns grupamentos musculares, como nos músculos da coxa. 0,1% apresenta rabdomiólise, que é uma lesão grave do músculo.



A Pravastatina e a Fluvastatina são as drogas que menos causam lesão muscular. Nos pacientes com queixas de dor muscular e/ou aumento dos níveis de CK sanguínea (CK é a enzima que aumenta nos casos de lesão muscular), deve-se tentar reduzir a dose da estatina ou trocá-la por uma destas duas menos tóxicas aos músculos.



Obs: pacientes com hipotireoidismo apresentam maior risco de lesão muscular pelas estatinas (leia: HIPOTIREOIDISMO | TIREOIDITE DE HASHIMOTO).



Não se indica solicitar exames para dosar TGO, TGP e CK de rotina em pacientes que usam estatinas. Porém, antes do início do tratamento é interessante saber quais são os valores basais do paciente para futura comparação, caso seja necessário.



Diabetes mellitus



Nos últimos anos tem havido uma crescente preocupação em relação ao aumento de casos de diabetes provocados pelo uso das estatinas. O que se sabe atualmente é que o risco é baixo e ocorre somente nos pacientes que fazem uso de doses elevadas de estatinas. Nestes, a incidência de diabetes parece ser de 0,2 a 0,1% (leia: O QUE É DIABETES?).



Como tomar as estatinas



A produção de colesterol pelo fígado parece ser mais intensa durante a madrugada, quando o indivíduo está em jejum prolongado. Por isso, geralmente aconselhamos os pacientes a tomar suas estatinas à noite. Todavia, as estatinas mais novas , como a Atorvastatina e a Rosuvastatina, têm um tempo de ação mais prolongado que a sinvastatina, podendo ser tomadas a qualquer hora do dia.



As estatinas podem ser tomadas fora ou durantes as refeições, exceto pela Lovastatina que deve ser tomada junto com os alimentos, pois estes potencializam sua absorção.



As estatinas devem ser tomadas diariamente. Em raros casos, o médico pode sugerir o uso em dias alternados, principalmente nos pacientes que apresentam efeitos colaterais. Aparentemente tomar uma estatina dia sim, dia não, só é eficaz se a dose do comprimido for aumentada.



Apesar de na teoria ser uma opção, não há estudos que provem que o uso de estatinas em dias alternados tenha os mesmo resultados que o uso diário.



Interação medicamentosa



As estatinas podem interagir com vários outros medicamentos. O principal risco é o aumento dos casos de lesão muscular.



Os medicamentos que costumam ter interação com as estatinas são:



- Antirretrovirais usados no tratamento do HIV.

- Eritromicina.

- Itraconazol.

- Claritromicina.

- Ciclosporina.

- Diltiazem.

- Verapamil.

- Genfibrozila.



O consumo excessivo de álcool também aumenta o risco de lesão muscular e hepática pelas estatinas (leia: ALCOOLISMO | Quando a bebida se torna um problema).
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ele há cada palhação

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Ele há cada palhação:

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse, depois de questionado se Portugal aguenta mais austeridade, respondeui «ai aguenta, aguenta!». Apesar das dificuldades, «os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos», disse.


O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, pediu que as empresas nacionais recorram ao crédito bancário.  A súplica de Ulrich aconteceu  durante a conferência X Fórum Banca, organizada pelo Diário Económico.  «Não falta dinheiro para emprestar a promotores de projetos empresariais. O que não está a aparecer são pedidos de financiamento», apontou o banqueiro. 

Para este palhaço que nunca passou por um dia de necessidade na vida a austeridade é algo que pode ser aplicada sem limites porque os povinho aguenta tudo. Podem morrer alguns, como tem acontecido na Grécia, mas muitos ainda estão vivos e por isso aguentam. Si, porque a crise e a austeridade não lhe tiram o sono, aumentando lucros e como se vê com tanto dinheiro que até suplica que lho peçam emprestado. Dinheiro que recebeu da ajuda da Troika ou que ganha em juros comprando dívida portuguesa a juros de mais de 7% com dinheiro emprestado pelo BCE a 1%. Isto sim é que é gente séria e patriótica. Mas, como não tenho paciencia para esra escumalhao que lhe desejo é que um dia tenha de vicer com um ordenado mínimo para o resto da sua vida, que certamente seria muito curta pois esse dinheiro não lhe chragava para dois dias. Gente que ganha muitas centenas de milhares de euros por mês não pode falar assim. são a vergonha deste país e a demonstração que só correndo com eles podemos encontrar uma solução para a miséria a que nos condenam.
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domingo, 4 de novembro de 2012

TIPOS DE ANESTESIA

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TIPOS DE ANESTESIA: A anestesia é um procedimento médico que visa bloquear temporariamente a capacidade do cérebro de reconhecer um estímulo doloroso. Graças à anestesia, os médicos são capazes de realizar cirurgias e outros procedimentos invasivos sem que o paciente sinta dor.



Neste texto vamos explicar resumidamente quais os tipos mais comuns de anestesia na prática médica, incluindo:

  • Anestesia geral.
  • Anestesia peridural.
  • Anestesia raquidiana.
  • Anestesia local.
Sensação de dor



Para entendermos como funcionam as anestesias, vale a pena uma rápida explicação sobre o que é a dor.



A dor é um dos mecanismo de defesa mais importantes do nosso organismo, sendo ativada toda vez que um tecido nosso esteja sofrendo algum tipo de estresse ou injúria. Inicialmente, pode parecer estranho pensar que um mecanismo que serve para nos proteger provoque um sensação tão ruim quanto a dor. Mas, pense bem, se você encostar em uma superfície muito quente, o seu cérebro precisa lhe avisar para retirar a mão o mais depressa possível, antes que você sofra queimaduras graves. O melhor modo para que você responda imediatamente, sem pensar e sem questionar, é fazer-lhe sentir que aquela ação de encostar no calor seja algo extremamente desconfortável. Com a dor, você não só vai retirar a mão o mais rápido possível, como não irá querer pô-la de volta de modo algum.



Para podermos sentir dor, é preciso haver receptores para identificar lesões dos tecidos e nervos sensitivos especializados em transportar a sensação de dor. Nossa pele, por exemplo, é amplamente inervada por nervos sensitivos capazes de reconhecer eventos traumáticos mínimos. Quando sofremos um corte, uma queimadura, uma picada ou qualquer outra injúria do tecido da pele, estes nervos são ativados, enviando rapidamente sinais elétricos em direção à medula espinhal, que por sua vez, transporta-os para o cérebro, onde a sensação de dor é reconhecida.



Portanto, se quisermos bloquear a sensação de dor, podemos agir em três pontos:

1. No local exato onde a injúria está ocorrendo, através do bloqueio dos receptores da dor presentes na pele.

2. Na medula espinhal, bloqueando um sinal doloroso vindo de um nervo periférico, impedindo que o mesmo continue seu trajeto e chegue ao cérebro.

3. No cérebro, impedindo que o mesmo reconheça os sinais dolorosos que chegam a si.



Esse três modos de agir sobre a dor são os mecanismos básicos da anestesia local, anestesia regional e anestesia geral, respectivamente.



Objetivos da anestesia



O objetivo principal de qualquer uma das 3 modalidades de anestesia é bloquear a sensação de dor.



Nos procedimentos simples, onde apenas uma anestesia local é necessária, a única função da anestesia é mesmo cortar a dor. Todavia, em casos de cirurgia, principalmente as de grande porte, não basta apenas retirar a dor. Nestes, o procedimento anestésico também tem outras funções, como bloquear a musculatura do paciente, impedindo que o mesmo se mexa durante a cirurgia, e provocar amnésia, fazendo com que o paciente se esqueça de boa parte dos acontecimentos durante a cirurgia, mesmo que ele permaneça acordado durante o ato cirúrgico.



Tipos de anestesia



Como já referido, existem basicamente 3 tipos de anestesia: anestesia geral, anestesia regional e anestesia local. Vamos falar resumidamente sobre cada uma delas.



1. Anestesia geral



A anestesia geral é a modalidade anestésica indicada para as cirurgias mais complexas e de grande porte. Indicamos a anestesia geral quando o procedimento cirúrgico é muito complexo, não sendo viável anestesiar apenas uma região do corpo. É importante notar que o tipo de anestesia indicado para cortes na pele é completamente diferentes da anestesia que precisa ser feita quando se vai cortar uma parte do intestino ou retirar um órgão do abdômen. Em cirurgias extensas não é possível bloquear diferentes camadas e tecidos do organismos apenas com anestésicos locais.



Na anestesia geral, o paciente fica inconsciente, incapaz de se mover e, habitualmente, intubado e acoplado a um respirador artificial. Um dos motivos do paciente não sentir é pelo fato do mesmo estar profundamente sedado, como se o cérebro estive parcialmente "desligado" (leia: O QUE É O COMA INDUZIDO?).



Existe o mito de que a anestesia geral seja um procedimento anestésico perigoso. Não é verdade. Atualmente, a anestesia geral é procedimento bastante seguro. Na maioria dos casos, quando o paciente submetido a uma cirurgia extensa apresenta complicações, o motivo não é a anestesia geral. As complicações são geralmente derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como problemas cardíacos, renais, hepáticos ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais.



Em pacientes saudáveis, a taxa de complicação da anestesia geral é de apenas 1,4 para cada 1 milhão de cirurgias. Portanto, problemas com anestesia geral são semelhantes a acidentes de avião: são raros, mas assustam, porque quando ocorrem, há intensa exposição na mídia, levando à falsa impressão de que são frequentes.



Se você quiser saber mais detalhes sobre a anestesia geral, temos um artigo exclusivo sobre esse tipo de anestesia: ANESTESIA GERAL | Quais são os riscos?



2. Anestesia regional



A anestesia regional é um procedimento anestésico usado em cirurgias mais simples, onde o paciente pode permanecer acordado. Este tipo de anestesia bloqueia a dor em apenas uma determinada região do corpo, como um braço, uma perna ou toda região inferior do corpo, abaixo do abdômen.



Os 2 tipos de anestesia regional mais usados são:

- Anestesia raquidiana (ou raquianestesia).

- Anestesia peridural.

Anestesia regional - peridural e raquianestesia


a. Anestesia raquidiana



Para realizar a anestesia raquidiana, uma agulha de pequeno calibre é inserida nas costas, de modo a atingir o espaço subaracnoide, dentro da coluna espinhal. Em seguida, um anestésico é injetado dentro do líquido espinhal (liquor), produzindo dormência temporária e relaxamento muscular.



A presença do anestésico dentro da coluna espinhal bloqueia os nervos que passam pela coluna lombar, fazendo com que estímulos dolorosos vindos dos membros inferiores e do abdômen não consigam chegar ao cérebro.



A raquianestesia é muito usada para procedimentos ortopédicos de membros inferiores e para cesarianas.



b. Anestesia peridural



A anestesia peridural é muito semelhante a anestesia raquidiana, porém há algumas diferenças:

1- Na anestesia peridural o anestésico é injetado na região peridural, que fica ao redor do canal espinhal, e não propriamente dentro, como no caso da raquianestesia.

2- Na anestesia peridural, o anestésico é injeto por um cateter, que é implantado no espaço peridural. Enquanto na raquianestesia o anestésico é administrado por uma agulha uma única vez, na anestesia peridural o anestésico fica sendo administrado constantemente através do cateter.

3- A anestesia peridural pode continuar a ser administrada no pós-operatório para controle da dor nas primeiras horas após a cirurgia. Basta manter a infusão de analgésicos pelo cateter.

4- A quantidade de anestésicos administrados é bem menor na anestesia raquidiana.



A anestesia peridural é comumente usada durante o parto normal.



A complicação mais comum das anestesias raquidianas e peridurais é a dor de cabeça, que ocorre quando há extravasamento de liquor pelo furo feito pela agulha no canal espinhal. Essa perda de líquido provoca uma redução da pressão do liquor ao redor de todo o sistema nervosos central, sendo esta a causa da dor de cabeça.



Na próximas semanas escreveremos um artigo sobre a anestesia durante o parto, onde abordaremos as anestesias raquidiana e peridural com mais detalhes.



3. Anestesia local



A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo, habitualmente na pele. Ao contrário das anestesias geral e regional, que devem ser administradas por um anestesiologista, a anestesia local é usada por quase todas as especialidades.



A anestesia local é habitualmente feita com a injeção de lidocaína na pele e nos tecidos subcutâneos. Ela serve para bloquear a dor em uma variedade de procedimentos médicos, como biópsias, punções de veias profundas, suturas da pele, punção lombar, punção de líquido ascítico ou de derrame pleural (leia: ASCITE | Causas e tratamento e DERRAME PLEURAL | Sintomas e tratamento), etc.



A anestesia local também pode ser feita através de gel ou spray, como nos casos das endoscopias digestivas, onde o médico aplica um spray com anestésico local na faringe de modo a diminuir o incômodo pela passagem do endoscópio (leia: ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA).



A anestesia local funciona bloqueando os receptores para dor na pele e os nervos mais superficiais, impedindo que os mesmos consigam enviar sinais doloroso para o cérebro.


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