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domingo, 11 de novembro de 2012

Artigo de Opinião : Governo promove eliminação dos enfermeiros da Emergência Pré-Hospitalar

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Artigo de Opinião : Governo promove eliminação dos enfermeiros da Emergência Pré-Hospitalar:
Divulgamos este Artigo dos Enfermeiros Tiago Pinheiro e  Pedro Aguiar (Conselho Diretivo Secção Regional Sul Ordem Enfermeiros) Fonte : Esquerda

O despacho que atribui a técnicos “competências para prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar” a não profissionais de saúde, no interior das ambulâncias de emergência médica, não só coloca em causa a qualidade e a segurança dos cuidados pré-Hospitalares prestados ao cidadão, como também abre a possibilidade de uma eventual usurpação de funções por parte dos mesmos.

Foto Mundo Desconcertante/Flickr
Com a efetivação deste despacho o país está a recuar mais de duas décadas de trabalho na diferenciação de cuidados prestados ao cidadão em contexto pré-hospitalar”.
A publicação em Diário da República do Despacho número 13794/2012, assinado a 8 de Outubro, pelo Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que atribui a técnicos “competências para prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar e outros procedimentos” a não profissionais de saúde, no interior das ambulâncias de emergência médica, não só coloca em causa a qualidade e a segurança dos cuidados pré-Hospitalares prestados ao cidadão, como também abre a possibilidade de uma eventual usurpação de funções por parte dos mesmos.
Segue-se uma linha economicista, já antes implementada com a extinção de Enfermeiros no Centro de Orientação de Doente Urgente (CODU). Esta medida comportou um aumento de erro na triagem de situações emergentes, logo no tempo de assistência à população com necessidade imediata.
Regredimos desta forma para um nível em que a assistência pré-hospitalar era menos diferenciada, equiparando-nos ao nível de países que recorreram a este modelo para suprir a carência de enfermeiros nesta área. Regredimos sobretudo no conceito de assistência pré-hospitalar, afastando-nos da desejável prestação de cuidados o mais diferenciado possível com a maior brevidade, ou seja com a maior complexidade no local de ocorrência. Progredimos para uma estabilização rudimentar do utente, guardando para meio Hospitalar o grosso das medidas a instituir, acumulando minutos valiosos no processo de assistência emergente.
Um universo de 65.000 enfermeiros, dos quais 10.000 desempregados permitem responder a quaisquer carências, e otimizar o sistema de resposta. Um universo de enfermeiros com 4 anos de Licenciatura e múltiplas opções de formação especializada e pós-graduada na área do utente crítico e emergente, permite levar “à rua” a diferenciação das unidades de saúde hospitalares, minimizando ao máximo o tempo até à instituição de todas as medidas adequadas.
Pretende o Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, que se substituam anos de formação, por alguns meses e que se valorize a aprendizagem por repetição ao invés da intervenção científica e estruturada, que só pode advir da formação exaustiva de um profissional de saúde. Agir pontualmente em situações de risco de vida, é linearmente diferente de desde o primeiro instante contribuir para que este risco de vida não se instale de forma irreversível.
Sendo ainda, que estes técnicos e respetivas ambulâncias só intervêm em meio urbano, está o Ministério da Saúde, na pessoa do Secretario de Estado, a contribuir para que se crie, entre meio urbano e meio rural, um maior fosso de desigualdade e iniquidade nos cuidados prestados à população.
A bem da segurança dos cidadãos não é possível permitir este retrocesso na diferenciação de meios pré-hospitalares. Salvaguardando o mérito dos homens e mulheres que se dedicam diariamente ao socorro, independentemente da sua formação, é preciso que se revejam estudos, que se deixe de parte a poupança cega e que se coloque ao serviço dos cidadãos e da sua saúde, para já um direito constitucional, os melhores meios para dela cuidar.
Será necessário sim, que se crie um modelo de Emergência pré hospitalar, que seja sustentável e que gere equidade e eficiência a longo prazo. Para isto é imprescindível uma diferenciação e profissionalização de recursos, garantindo sempre a segurança, qualidade e continuidade de cuidados desde o acontecimento até à unidade de saúde, passando pelo pré hospitalar.
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sábado, 10 de novembro de 2012

ESTATINAS | Remédios para colesterol alto

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ESTATINAS | Remédios para colesterol alto: As estatinas são atualmente os medicamentos mais usados para tratar o colesterol alto. As estatinas existentes no mercado são: Sinvastatina, Atorvastatina, Pravastatina, Rosuvastatina, Lovastatina, Fluvastatina e Pitavastatina.



Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre as estatinas:

  • O que são as estatinas.
  • Melhores remédios para o colestrol alto.
  • Como se deve tomar as estatinas.
  • Efeitos colaterais das estatinas.
  • Interação medicamentosa
Após a leitura deste texto, não deixe de ler também nossos outros artigos sobre colesterol:

- COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS

- DIETA PARA BAIXAR O COLESTEROL

- O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS?


O que são as estatinas?



A nossa taxa de colesterol sanguíneo tem duas origens: dieta e produção pelo fígado. As pessoas com colesterol alto podem tê-lo devido a uma dieta rica em gordura ou porque seu fígado produz mais colesterol do que o necessário.



As estatinas são cientificamente chamadas como inibidores da enzima HMG-CoA redutase. A HMG-CoA redutase é uma das enzimas do fígado responsáveis pela produção de colesterol. Dependendo da dose e do tipo de estatina usada, a redução do colesterol LDL (colesterol ruim) pode ser superior a 60%.



As estatinas não são as únicas drogas disponíveis no mercado para tratar o colesterol alto, porém, são as que apresentam os melhores resultados nos estudos científicos. As estatinas comprovadamente inibem o acúmulo de colesterol nas artérias, um processo chamado de aterosclerose, que a longo prazo leva a doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC (leia: INFARTO DO MIOCÁRDIO | Causas e prevenção e AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL).



Melhores remédios para baixar colesterol



Além das estatinas, há no mercado uma variedade de drogas indicadas para o tratamento do colesterol alto, entre elas, Ezetimiba, colestiramina, ácido nicotínico e fibratos. Todavia, nenhuma destas apresenta o mesmo desempenho que as estatinas nos estudos científicos.



Mesmo entre as estatinas, os resultados variam, havendo algumas drogas claramente mais potentes que outras. A Rosuvastatina e a Atorvastatina são as duas estatinas mais potentes, com maior capacidade de redução dos níveis do colesterol LDL. Sinvastatina, Pravastatina e Pitavastatina têm potência intermediária, enquanto a Fluvastatina e Lovastatina são as estatinas menos potentes.



A Rosuvastatina e Atorvastatina também são as que possuem melhores resultados na redução dos triglicerídeos e no aumento do colesterol HDL (colesterol bom). Em relação ao HDL, doses elevadas de Sinvastatinas também apresentam bons resultados.



Apesar dos diferentes resultados, todas as estatinas são eficazes para reduzir o colesterol LDL e aumentar o colesterol HDL. A Rosuvastatina e a Atorvastatina são as estatinas mais eficazes, mas também as mais caras. Nem todo paciente precisa da droga mais potente para controlar seu colesterol. Mesmo a Fluvastatina, que é a menos potente das estatinas, quando em doses altas, pode conseguir reduções de até 40% nos valores de colesterol LDL, o que é suficiente para muitos pacientes.



O ideal é pesquisar bem os preços das estatinas no mercado e conversar com o seu médico sobre qual é a melhor opção para o seu caso individual. Nem todo mundo precisa da estatina mais cara.



Só para ilustrar, em 2011 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez uma pesquisa sobre os preços da estatinas no mercado. O resultado pode ser visto abaixo.



Preço dos remédios para baixar colesterol
Preços das principais estatinas segundo a ANVISA (clique na imagem para ampliá-la)
Potência das doses de estatinas
Potencial de redução do colesterol LDL de acordo com a dose prescrita de cada estatina


Efeitos colaterais das estatinas



Além de ser o grupo de medicamentos para baixar o colesterol com maior eficácia, as estatinas também são as que apresentam menores taxas de efeitos colaterais. Isso, porém, não significa que eles não ocorram. Entre os efeitos potencialmente mais graves, podemos citar:



Lesão do fígado



Estudos mostram que 0,5 a 1% dos pacientes que tomam uma estatina pode apresentar sinais de lesão leve do fígado e 0,1% pode ter lesões mais graves, como hepatite medicamentosa (leia: O QUE É HEPATITE?).



O diagnóstico da toxicidade hepática é feito através do doseamento das transaminases do sangue (TGO e TGP) (leia: O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?). Níveis elevados de TGO e TGP podem indicar lesão hepática provocada pelas estatinas.



As lesões do fígado geralmente surgem nos primeiros 3 meses de tratamento e, se forem discretas, costumam regredir espontaneamente, mesmo que o tratamento não seja interrompido. Nas lesões hepáticas mais relevantes, como no caso de elevação da TGO e da TGP em mais que 3 vezes o valor normal, apenas redução da dose costuma ser suficiente. Na imensa maioria dos casos, não é preciso suspender o tratamento definitivamente.



Pacientes com doença conhecida do fígado, como cirrose, devem evitar o uso de estatinas (leia: CIRROSE HEPÁTICA | Sintomas e causas).



Obs: a Fluvastatina parece ser a que mais frequentemente provoca alterações nos exames do fígado.



Lesão muscular



A toxicidade dos músculos é outro efeito colateral possível das estatinas. Cerca de 2% a 10% dos pacientes em uso de uma estatina podem queixar-se de dor muscular ou câimbras (leia: CÂIMBRAS | Causas e tratamento). 0,5% aprestam miosite, que é uma inflamação do músculo, caraterizada por dor e fraqueza em alguns grupamentos musculares, como nos músculos da coxa. 0,1% apresenta rabdomiólise, que é uma lesão grave do músculo.



A Pravastatina e a Fluvastatina são as drogas que menos causam lesão muscular. Nos pacientes com queixas de dor muscular e/ou aumento dos níveis de CK sanguínea (CK é a enzima que aumenta nos casos de lesão muscular), deve-se tentar reduzir a dose da estatina ou trocá-la por uma destas duas menos tóxicas aos músculos.



Obs: pacientes com hipotireoidismo apresentam maior risco de lesão muscular pelas estatinas (leia: HIPOTIREOIDISMO | TIREOIDITE DE HASHIMOTO).



Não se indica solicitar exames para dosar TGO, TGP e CK de rotina em pacientes que usam estatinas. Porém, antes do início do tratamento é interessante saber quais são os valores basais do paciente para futura comparação, caso seja necessário.



Diabetes mellitus



Nos últimos anos tem havido uma crescente preocupação em relação ao aumento de casos de diabetes provocados pelo uso das estatinas. O que se sabe atualmente é que o risco é baixo e ocorre somente nos pacientes que fazem uso de doses elevadas de estatinas. Nestes, a incidência de diabetes parece ser de 0,2 a 0,1% (leia: O QUE É DIABETES?).



Como tomar as estatinas



A produção de colesterol pelo fígado parece ser mais intensa durante a madrugada, quando o indivíduo está em jejum prolongado. Por isso, geralmente aconselhamos os pacientes a tomar suas estatinas à noite. Todavia, as estatinas mais novas , como a Atorvastatina e a Rosuvastatina, têm um tempo de ação mais prolongado que a sinvastatina, podendo ser tomadas a qualquer hora do dia.



As estatinas podem ser tomadas fora ou durantes as refeições, exceto pela Lovastatina que deve ser tomada junto com os alimentos, pois estes potencializam sua absorção.



As estatinas devem ser tomadas diariamente. Em raros casos, o médico pode sugerir o uso em dias alternados, principalmente nos pacientes que apresentam efeitos colaterais. Aparentemente tomar uma estatina dia sim, dia não, só é eficaz se a dose do comprimido for aumentada.



Apesar de na teoria ser uma opção, não há estudos que provem que o uso de estatinas em dias alternados tenha os mesmo resultados que o uso diário.



Interação medicamentosa



As estatinas podem interagir com vários outros medicamentos. O principal risco é o aumento dos casos de lesão muscular.



Os medicamentos que costumam ter interação com as estatinas são:



- Antirretrovirais usados no tratamento do HIV.

- Eritromicina.

- Itraconazol.

- Claritromicina.

- Ciclosporina.

- Diltiazem.

- Verapamil.

- Genfibrozila.



O consumo excessivo de álcool também aumenta o risco de lesão muscular e hepática pelas estatinas (leia: ALCOOLISMO | Quando a bebida se torna um problema).
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ele há cada palhação

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Ele há cada palhação:

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse, depois de questionado se Portugal aguenta mais austeridade, respondeui «ai aguenta, aguenta!». Apesar das dificuldades, «os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos», disse.


O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, pediu que as empresas nacionais recorram ao crédito bancário.  A súplica de Ulrich aconteceu  durante a conferência X Fórum Banca, organizada pelo Diário Económico.  «Não falta dinheiro para emprestar a promotores de projetos empresariais. O que não está a aparecer são pedidos de financiamento», apontou o banqueiro. 

Para este palhaço que nunca passou por um dia de necessidade na vida a austeridade é algo que pode ser aplicada sem limites porque os povinho aguenta tudo. Podem morrer alguns, como tem acontecido na Grécia, mas muitos ainda estão vivos e por isso aguentam. Si, porque a crise e a austeridade não lhe tiram o sono, aumentando lucros e como se vê com tanto dinheiro que até suplica que lho peçam emprestado. Dinheiro que recebeu da ajuda da Troika ou que ganha em juros comprando dívida portuguesa a juros de mais de 7% com dinheiro emprestado pelo BCE a 1%. Isto sim é que é gente séria e patriótica. Mas, como não tenho paciencia para esra escumalhao que lhe desejo é que um dia tenha de vicer com um ordenado mínimo para o resto da sua vida, que certamente seria muito curta pois esse dinheiro não lhe chragava para dois dias. Gente que ganha muitas centenas de milhares de euros por mês não pode falar assim. são a vergonha deste país e a demonstração que só correndo com eles podemos encontrar uma solução para a miséria a que nos condenam.
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domingo, 4 de novembro de 2012

TIPOS DE ANESTESIA

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TIPOS DE ANESTESIA: A anestesia é um procedimento médico que visa bloquear temporariamente a capacidade do cérebro de reconhecer um estímulo doloroso. Graças à anestesia, os médicos são capazes de realizar cirurgias e outros procedimentos invasivos sem que o paciente sinta dor.



Neste texto vamos explicar resumidamente quais os tipos mais comuns de anestesia na prática médica, incluindo:

  • Anestesia geral.
  • Anestesia peridural.
  • Anestesia raquidiana.
  • Anestesia local.
Sensação de dor



Para entendermos como funcionam as anestesias, vale a pena uma rápida explicação sobre o que é a dor.



A dor é um dos mecanismo de defesa mais importantes do nosso organismo, sendo ativada toda vez que um tecido nosso esteja sofrendo algum tipo de estresse ou injúria. Inicialmente, pode parecer estranho pensar que um mecanismo que serve para nos proteger provoque um sensação tão ruim quanto a dor. Mas, pense bem, se você encostar em uma superfície muito quente, o seu cérebro precisa lhe avisar para retirar a mão o mais depressa possível, antes que você sofra queimaduras graves. O melhor modo para que você responda imediatamente, sem pensar e sem questionar, é fazer-lhe sentir que aquela ação de encostar no calor seja algo extremamente desconfortável. Com a dor, você não só vai retirar a mão o mais rápido possível, como não irá querer pô-la de volta de modo algum.



Para podermos sentir dor, é preciso haver receptores para identificar lesões dos tecidos e nervos sensitivos especializados em transportar a sensação de dor. Nossa pele, por exemplo, é amplamente inervada por nervos sensitivos capazes de reconhecer eventos traumáticos mínimos. Quando sofremos um corte, uma queimadura, uma picada ou qualquer outra injúria do tecido da pele, estes nervos são ativados, enviando rapidamente sinais elétricos em direção à medula espinhal, que por sua vez, transporta-os para o cérebro, onde a sensação de dor é reconhecida.



Portanto, se quisermos bloquear a sensação de dor, podemos agir em três pontos:

1. No local exato onde a injúria está ocorrendo, através do bloqueio dos receptores da dor presentes na pele.

2. Na medula espinhal, bloqueando um sinal doloroso vindo de um nervo periférico, impedindo que o mesmo continue seu trajeto e chegue ao cérebro.

3. No cérebro, impedindo que o mesmo reconheça os sinais dolorosos que chegam a si.



Esse três modos de agir sobre a dor são os mecanismos básicos da anestesia local, anestesia regional e anestesia geral, respectivamente.



Objetivos da anestesia



O objetivo principal de qualquer uma das 3 modalidades de anestesia é bloquear a sensação de dor.



Nos procedimentos simples, onde apenas uma anestesia local é necessária, a única função da anestesia é mesmo cortar a dor. Todavia, em casos de cirurgia, principalmente as de grande porte, não basta apenas retirar a dor. Nestes, o procedimento anestésico também tem outras funções, como bloquear a musculatura do paciente, impedindo que o mesmo se mexa durante a cirurgia, e provocar amnésia, fazendo com que o paciente se esqueça de boa parte dos acontecimentos durante a cirurgia, mesmo que ele permaneça acordado durante o ato cirúrgico.



Tipos de anestesia



Como já referido, existem basicamente 3 tipos de anestesia: anestesia geral, anestesia regional e anestesia local. Vamos falar resumidamente sobre cada uma delas.



1. Anestesia geral



A anestesia geral é a modalidade anestésica indicada para as cirurgias mais complexas e de grande porte. Indicamos a anestesia geral quando o procedimento cirúrgico é muito complexo, não sendo viável anestesiar apenas uma região do corpo. É importante notar que o tipo de anestesia indicado para cortes na pele é completamente diferentes da anestesia que precisa ser feita quando se vai cortar uma parte do intestino ou retirar um órgão do abdômen. Em cirurgias extensas não é possível bloquear diferentes camadas e tecidos do organismos apenas com anestésicos locais.



Na anestesia geral, o paciente fica inconsciente, incapaz de se mover e, habitualmente, intubado e acoplado a um respirador artificial. Um dos motivos do paciente não sentir é pelo fato do mesmo estar profundamente sedado, como se o cérebro estive parcialmente "desligado" (leia: O QUE É O COMA INDUZIDO?).



Existe o mito de que a anestesia geral seja um procedimento anestésico perigoso. Não é verdade. Atualmente, a anestesia geral é procedimento bastante seguro. Na maioria dos casos, quando o paciente submetido a uma cirurgia extensa apresenta complicações, o motivo não é a anestesia geral. As complicações são geralmente derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como problemas cardíacos, renais, hepáticos ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais.



Em pacientes saudáveis, a taxa de complicação da anestesia geral é de apenas 1,4 para cada 1 milhão de cirurgias. Portanto, problemas com anestesia geral são semelhantes a acidentes de avião: são raros, mas assustam, porque quando ocorrem, há intensa exposição na mídia, levando à falsa impressão de que são frequentes.



Se você quiser saber mais detalhes sobre a anestesia geral, temos um artigo exclusivo sobre esse tipo de anestesia: ANESTESIA GERAL | Quais são os riscos?



2. Anestesia regional



A anestesia regional é um procedimento anestésico usado em cirurgias mais simples, onde o paciente pode permanecer acordado. Este tipo de anestesia bloqueia a dor em apenas uma determinada região do corpo, como um braço, uma perna ou toda região inferior do corpo, abaixo do abdômen.



Os 2 tipos de anestesia regional mais usados são:

- Anestesia raquidiana (ou raquianestesia).

- Anestesia peridural.

Anestesia regional - peridural e raquianestesia


a. Anestesia raquidiana



Para realizar a anestesia raquidiana, uma agulha de pequeno calibre é inserida nas costas, de modo a atingir o espaço subaracnoide, dentro da coluna espinhal. Em seguida, um anestésico é injetado dentro do líquido espinhal (liquor), produzindo dormência temporária e relaxamento muscular.



A presença do anestésico dentro da coluna espinhal bloqueia os nervos que passam pela coluna lombar, fazendo com que estímulos dolorosos vindos dos membros inferiores e do abdômen não consigam chegar ao cérebro.



A raquianestesia é muito usada para procedimentos ortopédicos de membros inferiores e para cesarianas.



b. Anestesia peridural



A anestesia peridural é muito semelhante a anestesia raquidiana, porém há algumas diferenças:

1- Na anestesia peridural o anestésico é injetado na região peridural, que fica ao redor do canal espinhal, e não propriamente dentro, como no caso da raquianestesia.

2- Na anestesia peridural, o anestésico é injeto por um cateter, que é implantado no espaço peridural. Enquanto na raquianestesia o anestésico é administrado por uma agulha uma única vez, na anestesia peridural o anestésico fica sendo administrado constantemente através do cateter.

3- A anestesia peridural pode continuar a ser administrada no pós-operatório para controle da dor nas primeiras horas após a cirurgia. Basta manter a infusão de analgésicos pelo cateter.

4- A quantidade de anestésicos administrados é bem menor na anestesia raquidiana.



A anestesia peridural é comumente usada durante o parto normal.



A complicação mais comum das anestesias raquidianas e peridurais é a dor de cabeça, que ocorre quando há extravasamento de liquor pelo furo feito pela agulha no canal espinhal. Essa perda de líquido provoca uma redução da pressão do liquor ao redor de todo o sistema nervosos central, sendo esta a causa da dor de cabeça.



Na próximas semanas escreveremos um artigo sobre a anestesia durante o parto, onde abordaremos as anestesias raquidiana e peridural com mais detalhes.



3. Anestesia local



A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo, habitualmente na pele. Ao contrário das anestesias geral e regional, que devem ser administradas por um anestesiologista, a anestesia local é usada por quase todas as especialidades.



A anestesia local é habitualmente feita com a injeção de lidocaína na pele e nos tecidos subcutâneos. Ela serve para bloquear a dor em uma variedade de procedimentos médicos, como biópsias, punções de veias profundas, suturas da pele, punção lombar, punção de líquido ascítico ou de derrame pleural (leia: ASCITE | Causas e tratamento e DERRAME PLEURAL | Sintomas e tratamento), etc.



A anestesia local também pode ser feita através de gel ou spray, como nos casos das endoscopias digestivas, onde o médico aplica um spray com anestésico local na faringe de modo a diminuir o incômodo pela passagem do endoscópio (leia: ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA).



A anestesia local funciona bloqueando os receptores para dor na pele e os nervos mais superficiais, impedindo que os mesmos consigam enviar sinais doloroso para o cérebro.


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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

College degree you say!?

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College degree you say!?:

Submitted by: juvesan93

Posted at: 2012-10-29 05:36:27

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Computador dá movimentos a pessoas com limitações motoras

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Computador dá movimentos a pessoas com limitações motoras: Gabriel Pires, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra (UC), criou um interface cérebro-computador para pessoas com limitações motoras como esclerose lateral...


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Prometheus Logic

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Prometheus Logic:

Submitted by: gummisnorri

Posted at: 2012-10-30 15:48:32

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Greve Geral a 14 de novembro

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Greve Geral a 14 de novembro:
São cada vez mais os sindicatos a aderir, muitos filiados na UGT: Função Pública, CTT, Fisco e muitos mais.
Cresce também pela Europa um sentimento de cumplicidade com a Greve Geral marcada para Portugal – 14 de novembro. Também por França.
É geral, de TODOS os que trabalham e vai ser estrondosa: TODOS a podem fazer.
E, sem margem para qualquer tipo de dúvida: Esta Greve vai ser uma Greve especial.
Quanto a isso, já não há dúvidas.
14n ficará na história como o primeiro momento de luta à escala europeia.


Tagged: 14 novembro, 14n, CGTP, europa, governo, greve geral
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A crise explicada às crianças

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A crise explicada às crianças:
Era uma vez uma família que tinha 100 euros. Viviam felizes – os pais trabalhavam e os filhos andavam na escola. O Rex era o cão da casa e o Tareco era o gato.
Não eram nem mais nem menos do que outra qualquer família da sua terra, a terra das pessoas felizes.
Na televisão iam ouvindo que uns senhores, lá longe, na cidade, onde toda a gente vestia fatos cinzentos e gravatas azuis, andavam a fazer grandes negócios. Faziam coisas grandes, coisas muito grandes. É verdade que também faziam coisas menos grandes e algumas até muito pequenas.
Mas, de uma maneira ou de outra nunca usavam o seu dinheiro. Pediam emprestado. Iam aos bancos e diziam que precisavam de dinheiro para fazer uma rua nova. Faziam de conta que a rua custava 1000 euros, quando ela só custava 500. O Banco emprestava e eles faziam a rua por 500 euros e ficavam com os outros 500 só para eles. Muitas vezes os Bancos que emprestavam eram também parte do grupo que ia fazer a rua nova, mas isso explicamos mais tarde.
Mas, sabemos todos, quando pedimos uma coisa emprestada, temos que devolver. Certo?
Errado.
A família da terra das pessoas felizes não pediu nada emprestado a ninguém. E ainda tem os seus 100 euros.
Houve um dia em que os Bancos exigiram aos senhores dos fatos cinzentos e gravatas azuis o dinheiro que lhes tinham emprestado e que, claro, eles não podiam pagar, como os Bancos sempre souberam – eles tinham pedido dinheiro, mas tinham gasto o dinheiro todo em carros, em férias, em  pulseiras e em roupa.
E foi nesse dia que os homens dos fatos cinzentos e gravatas azuis se lembraram de começar a tirar o dinheiro das pessoas felizes. Elas, que não pediram nada a ninguém, se sempre trabalharam e sempre pagaram o que tinham a pagar.
A família começou por dar parte dos seus 100 euros, mas exigiram mais e os 100 euros não chegaram. Como os homens maus fizeram isto a todas as famílias, houve muita gente que ficou sem dinheiro para comprar comida nos supermercados e eles tiveram que fechar. Muita gente foi então despedida. Aconteceu isso ao pai da família da nossa história.
O Pai não encontrou trabalho e a mãe ficou doente – eles não tinham dinheiro para pagar a sua casa e tiveram que a deixar. Foram viver para casa dos avós – o Tareco e o Rex tiveram que ficar na rua porque não cabiam em casa dos avós.
Não tinham casa, não tinham emprego, não tinham dinheiro.
Deixaram de sorrir, deixaram de ser felizes.
Até o céu, quase sempre azul, ficou cinzento. Choveu.
Os filhos comiam na cantina da escola, onde cada vez mais gente comia. Nunca  a comida da cantina pareceu tão boa. Até a escola parecia mais bonita, apesar de terem visto na televisão que para ser licenciado e viver bem bastava ter um fato cinzento e uma gravata azul.
Os pais e os avós tinham cada vez mais dificuldade em ter dinheiro para comer e até houve dias em que não havia, no único supermercado aberto, comida para comprar.
Os homens dos fatos cinzentos e das gravatas azuis insistiam em tirar coisas aos mais pobres, que agora eram todos.
Houve então um dia em que as pessoas tristes decidiram recuperar o seu TESOURO.
Saíram todos à rua e foram dizer aos homens maus dos fatos cinzentos e das gravatas azuis que estava na hora de partirem e deixarem de roubar as pessoas, agora tristes.
Os homens maus dos fatos cinzentos e das gravatas azuis ainda tentaram explicar que não eram eles os culpados, que eram os estrangeiros que os obrigavam – que era só esperar mais uns dias e tudo ser iria resolver. Mas as pessoas tristes, que começaram a ver o sol a brilhar, não acreditaram em mais mentiras!
O sol voltou a brilhar e a Terra das Pessoas Felizes poderia voltar a existir, desde que as pessoas não voltem a acreditar nos homens maus dos fatos cinzentos e das gravatas azuis.

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Vamos partir umas montras do BPI?

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Programa Nacional Saúde Oral

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Programa Nacional Saúde Oral:
Doze milhões de euros 
É o valor estimado dos encargos que o Estado tem mantido com o programa cheque-dentista, link a cujo acesso o Ministério da Saúde decidiu agora privar as crianças e jovens com 7, 10 e 13 anos. link corresponde, no seu montante, à generosa, inesperada e excedente oferenda financeira aos colégios privados, link   feita pelo Ministério da Educação no início deste ano. 
São escolhas senhores: o dinheiro que servia para prevenir e tratar problemas dentários de milhares de crianças e jovens é poupado para custear o luxo, ilusório, link da frequência de escolas privadas por filhos das classes alta e média-alta. 
Nuno Serra, ladrões de bicicletas
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Portugueses criam novos implantes para regeneração óssea

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Portugueses criam novos implantes para regeneração óssea: A Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, está a criar um novo tipo de implantes para regeneração óssea, os quais devem começar, a partir de setembro do próximo ano, a ser testados em seres...


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Palhaços que não me fazem rir

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Palhaços que não me fazem rir:

Desculpem lá não conseguir estar a fazer este blog sem deixar que a minha má disposição se transponha para ele. Estou triste, zangado e cansado de tudo isto. Viver num país governado por gatunos, viver indignado todos os dias e ainda ver por aí tanta falta de respeito e companheirismo, tanta hipocrisia custa-me muito. Confesso que estou magoado mas desta vez não vou deixar que a cabeça quente me faça desistir de fazer este blog, um local onde me sinto livre e onde posso sentir-me bem, sobretudo por ver que há tanta gente que me acompanha todos os dias nesta minha aventura. Isto é algo que não me podem tirar e vão ter de levar comigo. Podem tirar-me o sorriso da cara durante algum tempo mas não me podem fazer deixar de ser aquilo que sou. Não se livram de mim tão facilmente e por aqui vou continuar a dizer o que quero, quando quero e de quem quero. Há um país para resgatar das mãos dos aldrabões que o estão a desbaratar, há muitas mentiras que não podemos aceitar ficando calados e por isso o que peço a todos é que não parem de confrontar todos os canalhas com as suas canalhices, sejam eles quem forem. Todos juntos podemos mudar tudo isto.

PS: Mais uma vez as minhas desculpas pelo meu mau feitio e por vir para aqui chorar as minhas mágoas, mas precisava de desabafar. O meu muito obrigado a todos.

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O gigante Relvas

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O gigante Relvas:

Miguel Relvas sustentou que, embora se assista a uma «crescente crispação em Portugal» e «a gritaria» tenha ocupado o debate público, não há «alternativa à austeridade e às reformas estruturais» do Governo. «Temos consciência dos custos elevados para as famílias e da coragem com que os desempregados estão a suportar estes tempos difíceis». Mas, mesmo quem contesta a austeridade «sabe que não tem outra saída» e comporta-se como um doente que «vai pensando todo o tempo em evitar aquela medicação» indispensável para a sua cura, que exige «sacrifícios, paciência e disciplina».

“Quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa-fé. Era assim que estava, é assim que estou e é assim que continuarei a estar”, insistiu o governante, depois de sustentar que prossegue “uma vida aberta, transparente e clara” e que “quem desempenha cargos públicos tem de estar sempre disponível para poder responder sobre todas as dúvidas que existem”.

O relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, noticia o semanário Expresso na sua última edição, mostra que Miguel Relvas foi não só o aluno que recebeu mais equivalências a maior número de cadeiras (32 num total de 36, o que equivale a 160 dos 180 créditos exigidos para a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais) como contou com equivalências a cadeiras que tão-pouco existiam no ano lectivo de 2006/2007, quando esteve matriculado na Universidade Lusófona.

Dois recentes momentos em que o Miguel Relvas fez afirmações, primeiro sobre a austeridade onde exigiu sacrifícios, paciência e disciplina chamando às vozes que a contestam, gritaria. No segundo para mostrar toda a sua beatitude apresentando-se como senhor de uma vida aberta, impoluta e transparente. Só não se viram crescer-lhe asinhas  nas costas porque foi agora conhecido, não que já não se soubesse que era Senhor Doutor por equivalência, mas porque se formou com equivalências até a cadeiras que não existiam na faculdade.
Um governo que tem um Relvas como Ministro não é um governo, é um covil de hienas, é um antro de compadrio e aldrabices, é uma vergonha a que nenhum povo devia ser sujeito. Se lhe juntarmos que é essa gente que está a vender o que resta de público em nebulosas privatizações, então temos a certeza que este país está a ser saqueado. Está o país e estamos todos nós com roubos de salários e reformas. Se pensam que isto é muito mau então juntem-lhe a destruição do emprego, da saúde  e escolas públicas, do estado social, dos direitos laborais e civis e vejam o que restará quando esta gente terminar a pilhagem. Isto não vai acontecer no futuro, está acontecer agora e se o não travamos já não vai restar nada para salvar mais tarde. 
Se todos não percebermos que não podemos ficar sentados à espera que outros resolvam os nossos problemas, temos de ser nós, todos a fazê-lo e já.

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428 mil empregos destruídos desde entrada da troika em Portugal

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428 mil empregos destruídos desde entrada da troika em Portugal: 650 mil empregos destruídos desde 2008 De acordo com o projeto de parecer sobre o Orçamento do Estado para 2013, que hoje circula em vários meios de comunicação social, o Conselho Económico e Social (CES) calcula que em cinco anos,desde 2008, a economia portuguesa tenha destruído quase 650 mil empregos, 428 mil dos quais desde que [...]
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domingo, 28 de outubro de 2012

Relvas, o da consciência tranquila

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Relvas, o da consciência tranquila:
Afinal, a façanha de Miguel Relvas foi ainda maior do que pensávamos.
A criatura, não só fez um curso completo em 365 dias, obtendo equivalência em 32 cadeiras, sem sequer lá por os pés, como conseguiu, ainda, obter aproveitamento em cadeiras que nem sequer existiam!
Segundo uma auditoria agora realizada, Relvas obteve aproveitamento nas cadeiras de Teorias Políticas Contemporâneas II e Língua Portuguesa III e IV, cadeiras essas que nem sequer existiam no ano em que homem se licenciou.
Muita coisa fica explicada, depois desta revelação.
Não tendo frequentado Teorias Políticas Contemporâneas, Relvas não pesca nada da política actual e não tendo, de facto, assistido a aulas de Língua Portuguesa III e IV, não percebe o significado de algumas frases feitas do nosso idioma.
“Consciência tranquila” é uma das frases feitas que o tipo não entende.
É que Relvas afirmou: «não tenho receio de nada, quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa fé».
Ora, estar de “consciência tranquila”, significa estar em paz consigo próprio. Como pode Relvas estar em paz consigo próprio, ao saber que a Universidade lhe ofereceu cadeiras que nem sequer existiam?
Estás a ver, Relvas? fez-te falta frequentares as cadeiras de Língua Portuguesa, pá!|
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Os loopings do pré-hospitalar...

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Os loopings do pré-hospitalar...:

No passado dia 11 de Novembro decorreu uma reunião relativa à organização do sistema de emergência pré-hospitalar, entre a Ordem dos Enfermeiros (OE) e Secretário de Estado Adjunto da Saúde (SEAS), Dr. Leal da Costa.
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Coube na ordem de trabalhos a discussão do modelo de assistência pré-hospitalar concebido e proposta por Grupo de Trabalho constituído pela OE para o devido efeito.
Foi uma reunião muito positiva interessante, tendo tido início com alguns considerações  do SEAS muito positivas sobre outras temas - relativos à Enfermagem (compromissos  de futuro -  mais adiante serão conhecidos) não previstos na agenda do encontro.
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Tudo decorreu muito bem, e todas as propostas/contributos da OE foram calorosamente recebidos pelo Dr. Leal da Costa, que se mostro conhecedor do processo e afirmou um conjunto de pressupostos que geraram consenso entre todos os intervenientes e, posteriormente, fomentaram a concordância final relativa ao paradigma do pré-hospitalar português: "os meios de intervenção pré-hospitalar devem ser constituídos por profissionais de saúde, nomeadamente médicos e/ou enfermeiros". A conclusão final da reunião foi indubitável para ambas as partes: "assumiu o compromisso de desenvolver as diligências necessárias com o INEM, de forma a desenvolver e implementar o modelo proposto pela OE. Esta instituição reafirmou que a sua principal preocupação é a garantia de respostas com qualidade e segurança à população, com particular tenacidade numa área tão sensível como a emergência pré-hospitalar. 
A tutela informou ainda que não será criada, de momento, qualquer nova carreira para a área da Emergência Pré-Hospitalar". Além desta inexorável declaração de compromisso, ficou acordado, também, o regresso dos Enfermeiros aos CODU (os Enfermeiros têm provas dadas em todo o tipo de triagens!).
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No passado dia 24 de Outubro eis que é publicado em Diário da República o Despacho n.º 13794/2012 do Ministério da Saúde (prontamente repudiado e refutado pela OE), assinado pelo mesmo Dr. Leal da Costa e datado de 8 de Novembro (3 dias antes da reunião supra-referida!) - informação que foi sonegada durante a reunião! Os Enfermeiros não apreciaram este gesto.
Lendo com alguma atenção o tosco Despacho é possível extrair algumas ilações.
Não se observam particularidades e disposições objectivas especiais (que colidam directamente com as intenções dos Enfermeiros para a qualidade e segurança do pré-hospitalar) de forma explícita, mas implicitamente abre portas a astutas maquinações (com competências que até já vêm noticiadas no Jornal de Notícias. Curioso...): altera a denominação das SBV, equipa as mesmas com material inespecífico de estabilização clínica e assistência obstétrica, que supostamente é inacessível às competências dos Tripulantes de Ambulância de Emergência (TAE), deixa à consideração e livre-arbítrio do próprio INEM (na pessoa do Dr. Rego - Miguel Rego Oliveira - ilustre Presidente do casebre) o desenho das competências dos TAE's, joga com os timings da troika, etc.

Permita-me que relembre a todos um pressuposto fulcral: os Enfermeiros são a maior classe do sector da saúde. Não há nenhuma medida política, estratégica ou de outra índole que seja operacionalizável se não se obtiver a colaboração dos Enfermeiros! Nenhuma! Nunca houve; nunca haverá!
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(Clicar para ampliar e ler)
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Pese (e muito) este facto, depois do Sr. Bastonário da OE, Enf. Germano Couto ter revelado o seu desagrado, obteve de imediato importantes feedbacks do Dr. Leal da Costa e um telefonema pessoal do Sr. Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo: "Sr. Bastonário, temos de marcar uma reunião urgente para um entendimento". O Sr. Ministro sua preocupação e sensibilidade para importância dos Enfermeiros nesta matéria. A reunião ficou marcada, segundo sei, para esta semana. 
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Cabe agora ao Sr. Ministro da Saúde pacificar (e resolver) a questão perante o ponderado (mas intransigente) Bastonário da OE. Está em cima da mesa a vida ou a morte de muitos cidadãos. Com Enfermeiros é possível um sistema de emergência pré-hospitalar eficaz, eficiente e seguro, tal como comprovam as evidências devidamente fundamentadas publicadas nas comunicações científicas (link 1 e link 2).
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Aproveito o momento para disponibilizar a informação de que Malta (mais outro país!) decidiu, no passado mês de Setembro, introduzir mais Enfermeiros no seu sistema pré-hospitalar e reforçar as respectivas competências

Em todo o mundo os Técnicos de Emergência são uma terceira escolha (de recurso), fruto da escassez de Enfermeiros. Cada vez mais, na maior parte, os Enfermeiros são cada vez mais uma aposta no pré-hospitalar. Portugal parece um autista que conduz em contramão.
Queremos um pré-hospitalar desqualificado, com técnicos de panela de pressão, com dois ou três protocolos médicos? Não, obrigado. 
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sábado, 27 de outubro de 2012

Agressão social

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Agressão social:
Idosa ferida em assalto escondeu agressão para não pagar 108 euros no hospital.

Tagged: serviço nacional de saúde
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