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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

College degree you say!?

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College degree you say!?:

Submitted by: juvesan93

Posted at: 2012-10-29 05:36:27

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Computador dá movimentos a pessoas com limitações motoras

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Computador dá movimentos a pessoas com limitações motoras: Gabriel Pires, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra (UC), criou um interface cérebro-computador para pessoas com limitações motoras como esclerose lateral...


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Prometheus Logic

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Prometheus Logic:

Submitted by: gummisnorri

Posted at: 2012-10-30 15:48:32

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Greve Geral a 14 de novembro

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Greve Geral a 14 de novembro:
São cada vez mais os sindicatos a aderir, muitos filiados na UGT: Função Pública, CTT, Fisco e muitos mais.
Cresce também pela Europa um sentimento de cumplicidade com a Greve Geral marcada para Portugal – 14 de novembro. Também por França.
É geral, de TODOS os que trabalham e vai ser estrondosa: TODOS a podem fazer.
E, sem margem para qualquer tipo de dúvida: Esta Greve vai ser uma Greve especial.
Quanto a isso, já não há dúvidas.
14n ficará na história como o primeiro momento de luta à escala europeia.


Tagged: 14 novembro, 14n, CGTP, europa, governo, greve geral
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A crise explicada às crianças

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A crise explicada às crianças:
Era uma vez uma família que tinha 100 euros. Viviam felizes – os pais trabalhavam e os filhos andavam na escola. O Rex era o cão da casa e o Tareco era o gato.
Não eram nem mais nem menos do que outra qualquer família da sua terra, a terra das pessoas felizes.
Na televisão iam ouvindo que uns senhores, lá longe, na cidade, onde toda a gente vestia fatos cinzentos e gravatas azuis, andavam a fazer grandes negócios. Faziam coisas grandes, coisas muito grandes. É verdade que também faziam coisas menos grandes e algumas até muito pequenas.
Mas, de uma maneira ou de outra nunca usavam o seu dinheiro. Pediam emprestado. Iam aos bancos e diziam que precisavam de dinheiro para fazer uma rua nova. Faziam de conta que a rua custava 1000 euros, quando ela só custava 500. O Banco emprestava e eles faziam a rua por 500 euros e ficavam com os outros 500 só para eles. Muitas vezes os Bancos que emprestavam eram também parte do grupo que ia fazer a rua nova, mas isso explicamos mais tarde.
Mas, sabemos todos, quando pedimos uma coisa emprestada, temos que devolver. Certo?
Errado.
A família da terra das pessoas felizes não pediu nada emprestado a ninguém. E ainda tem os seus 100 euros.
Houve um dia em que os Bancos exigiram aos senhores dos fatos cinzentos e gravatas azuis o dinheiro que lhes tinham emprestado e que, claro, eles não podiam pagar, como os Bancos sempre souberam – eles tinham pedido dinheiro, mas tinham gasto o dinheiro todo em carros, em férias, em  pulseiras e em roupa.
E foi nesse dia que os homens dos fatos cinzentos e gravatas azuis se lembraram de começar a tirar o dinheiro das pessoas felizes. Elas, que não pediram nada a ninguém, se sempre trabalharam e sempre pagaram o que tinham a pagar.
A família começou por dar parte dos seus 100 euros, mas exigiram mais e os 100 euros não chegaram. Como os homens maus fizeram isto a todas as famílias, houve muita gente que ficou sem dinheiro para comprar comida nos supermercados e eles tiveram que fechar. Muita gente foi então despedida. Aconteceu isso ao pai da família da nossa história.
O Pai não encontrou trabalho e a mãe ficou doente – eles não tinham dinheiro para pagar a sua casa e tiveram que a deixar. Foram viver para casa dos avós – o Tareco e o Rex tiveram que ficar na rua porque não cabiam em casa dos avós.
Não tinham casa, não tinham emprego, não tinham dinheiro.
Deixaram de sorrir, deixaram de ser felizes.
Até o céu, quase sempre azul, ficou cinzento. Choveu.
Os filhos comiam na cantina da escola, onde cada vez mais gente comia. Nunca  a comida da cantina pareceu tão boa. Até a escola parecia mais bonita, apesar de terem visto na televisão que para ser licenciado e viver bem bastava ter um fato cinzento e uma gravata azul.
Os pais e os avós tinham cada vez mais dificuldade em ter dinheiro para comer e até houve dias em que não havia, no único supermercado aberto, comida para comprar.
Os homens dos fatos cinzentos e das gravatas azuis insistiam em tirar coisas aos mais pobres, que agora eram todos.
Houve então um dia em que as pessoas tristes decidiram recuperar o seu TESOURO.
Saíram todos à rua e foram dizer aos homens maus dos fatos cinzentos e das gravatas azuis que estava na hora de partirem e deixarem de roubar as pessoas, agora tristes.
Os homens maus dos fatos cinzentos e das gravatas azuis ainda tentaram explicar que não eram eles os culpados, que eram os estrangeiros que os obrigavam – que era só esperar mais uns dias e tudo ser iria resolver. Mas as pessoas tristes, que começaram a ver o sol a brilhar, não acreditaram em mais mentiras!
O sol voltou a brilhar e a Terra das Pessoas Felizes poderia voltar a existir, desde que as pessoas não voltem a acreditar nos homens maus dos fatos cinzentos e das gravatas azuis.

Tagged: crise, Pedro Passos Coelho, soluções, Troika, vítor gaspar
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Vamos partir umas montras do BPI?

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Programa Nacional Saúde Oral

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Programa Nacional Saúde Oral:
Doze milhões de euros 
É o valor estimado dos encargos que o Estado tem mantido com o programa cheque-dentista, link a cujo acesso o Ministério da Saúde decidiu agora privar as crianças e jovens com 7, 10 e 13 anos. link corresponde, no seu montante, à generosa, inesperada e excedente oferenda financeira aos colégios privados, link   feita pelo Ministério da Educação no início deste ano. 
São escolhas senhores: o dinheiro que servia para prevenir e tratar problemas dentários de milhares de crianças e jovens é poupado para custear o luxo, ilusório, link da frequência de escolas privadas por filhos das classes alta e média-alta. 
Nuno Serra, ladrões de bicicletas
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Portugueses criam novos implantes para regeneração óssea

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Portugueses criam novos implantes para regeneração óssea: A Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, está a criar um novo tipo de implantes para regeneração óssea, os quais devem começar, a partir de setembro do próximo ano, a ser testados em seres...


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Palhaços que não me fazem rir

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Palhaços que não me fazem rir:

Desculpem lá não conseguir estar a fazer este blog sem deixar que a minha má disposição se transponha para ele. Estou triste, zangado e cansado de tudo isto. Viver num país governado por gatunos, viver indignado todos os dias e ainda ver por aí tanta falta de respeito e companheirismo, tanta hipocrisia custa-me muito. Confesso que estou magoado mas desta vez não vou deixar que a cabeça quente me faça desistir de fazer este blog, um local onde me sinto livre e onde posso sentir-me bem, sobretudo por ver que há tanta gente que me acompanha todos os dias nesta minha aventura. Isto é algo que não me podem tirar e vão ter de levar comigo. Podem tirar-me o sorriso da cara durante algum tempo mas não me podem fazer deixar de ser aquilo que sou. Não se livram de mim tão facilmente e por aqui vou continuar a dizer o que quero, quando quero e de quem quero. Há um país para resgatar das mãos dos aldrabões que o estão a desbaratar, há muitas mentiras que não podemos aceitar ficando calados e por isso o que peço a todos é que não parem de confrontar todos os canalhas com as suas canalhices, sejam eles quem forem. Todos juntos podemos mudar tudo isto.

PS: Mais uma vez as minhas desculpas pelo meu mau feitio e por vir para aqui chorar as minhas mágoas, mas precisava de desabafar. O meu muito obrigado a todos.

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O gigante Relvas

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O gigante Relvas:

Miguel Relvas sustentou que, embora se assista a uma «crescente crispação em Portugal» e «a gritaria» tenha ocupado o debate público, não há «alternativa à austeridade e às reformas estruturais» do Governo. «Temos consciência dos custos elevados para as famílias e da coragem com que os desempregados estão a suportar estes tempos difíceis». Mas, mesmo quem contesta a austeridade «sabe que não tem outra saída» e comporta-se como um doente que «vai pensando todo o tempo em evitar aquela medicação» indispensável para a sua cura, que exige «sacrifícios, paciência e disciplina».

“Quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa-fé. Era assim que estava, é assim que estou e é assim que continuarei a estar”, insistiu o governante, depois de sustentar que prossegue “uma vida aberta, transparente e clara” e que “quem desempenha cargos públicos tem de estar sempre disponível para poder responder sobre todas as dúvidas que existem”.

O relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, noticia o semanário Expresso na sua última edição, mostra que Miguel Relvas foi não só o aluno que recebeu mais equivalências a maior número de cadeiras (32 num total de 36, o que equivale a 160 dos 180 créditos exigidos para a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais) como contou com equivalências a cadeiras que tão-pouco existiam no ano lectivo de 2006/2007, quando esteve matriculado na Universidade Lusófona.

Dois recentes momentos em que o Miguel Relvas fez afirmações, primeiro sobre a austeridade onde exigiu sacrifícios, paciência e disciplina chamando às vozes que a contestam, gritaria. No segundo para mostrar toda a sua beatitude apresentando-se como senhor de uma vida aberta, impoluta e transparente. Só não se viram crescer-lhe asinhas  nas costas porque foi agora conhecido, não que já não se soubesse que era Senhor Doutor por equivalência, mas porque se formou com equivalências até a cadeiras que não existiam na faculdade.
Um governo que tem um Relvas como Ministro não é um governo, é um covil de hienas, é um antro de compadrio e aldrabices, é uma vergonha a que nenhum povo devia ser sujeito. Se lhe juntarmos que é essa gente que está a vender o que resta de público em nebulosas privatizações, então temos a certeza que este país está a ser saqueado. Está o país e estamos todos nós com roubos de salários e reformas. Se pensam que isto é muito mau então juntem-lhe a destruição do emprego, da saúde  e escolas públicas, do estado social, dos direitos laborais e civis e vejam o que restará quando esta gente terminar a pilhagem. Isto não vai acontecer no futuro, está acontecer agora e se o não travamos já não vai restar nada para salvar mais tarde. 
Se todos não percebermos que não podemos ficar sentados à espera que outros resolvam os nossos problemas, temos de ser nós, todos a fazê-lo e já.

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428 mil empregos destruídos desde entrada da troika em Portugal

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428 mil empregos destruídos desde entrada da troika em Portugal: 650 mil empregos destruídos desde 2008 De acordo com o projeto de parecer sobre o Orçamento do Estado para 2013, que hoje circula em vários meios de comunicação social, o Conselho Económico e Social (CES) calcula que em cinco anos,desde 2008, a economia portuguesa tenha destruído quase 650 mil empregos, 428 mil dos quais desde que [...]
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domingo, 28 de outubro de 2012

Relvas, o da consciência tranquila

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Relvas, o da consciência tranquila:
Afinal, a façanha de Miguel Relvas foi ainda maior do que pensávamos.
A criatura, não só fez um curso completo em 365 dias, obtendo equivalência em 32 cadeiras, sem sequer lá por os pés, como conseguiu, ainda, obter aproveitamento em cadeiras que nem sequer existiam!
Segundo uma auditoria agora realizada, Relvas obteve aproveitamento nas cadeiras de Teorias Políticas Contemporâneas II e Língua Portuguesa III e IV, cadeiras essas que nem sequer existiam no ano em que homem se licenciou.
Muita coisa fica explicada, depois desta revelação.
Não tendo frequentado Teorias Políticas Contemporâneas, Relvas não pesca nada da política actual e não tendo, de facto, assistido a aulas de Língua Portuguesa III e IV, não percebe o significado de algumas frases feitas do nosso idioma.
“Consciência tranquila” é uma das frases feitas que o tipo não entende.
É que Relvas afirmou: «não tenho receio de nada, quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa fé».
Ora, estar de “consciência tranquila”, significa estar em paz consigo próprio. Como pode Relvas estar em paz consigo próprio, ao saber que a Universidade lhe ofereceu cadeiras que nem sequer existiam?
Estás a ver, Relvas? fez-te falta frequentares as cadeiras de Língua Portuguesa, pá!|
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Os loopings do pré-hospitalar...

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Os loopings do pré-hospitalar...:

No passado dia 11 de Novembro decorreu uma reunião relativa à organização do sistema de emergência pré-hospitalar, entre a Ordem dos Enfermeiros (OE) e Secretário de Estado Adjunto da Saúde (SEAS), Dr. Leal da Costa.
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Coube na ordem de trabalhos a discussão do modelo de assistência pré-hospitalar concebido e proposta por Grupo de Trabalho constituído pela OE para o devido efeito.
Foi uma reunião muito positiva interessante, tendo tido início com alguns considerações  do SEAS muito positivas sobre outras temas - relativos à Enfermagem (compromissos  de futuro -  mais adiante serão conhecidos) não previstos na agenda do encontro.
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Tudo decorreu muito bem, e todas as propostas/contributos da OE foram calorosamente recebidos pelo Dr. Leal da Costa, que se mostro conhecedor do processo e afirmou um conjunto de pressupostos que geraram consenso entre todos os intervenientes e, posteriormente, fomentaram a concordância final relativa ao paradigma do pré-hospitalar português: "os meios de intervenção pré-hospitalar devem ser constituídos por profissionais de saúde, nomeadamente médicos e/ou enfermeiros". A conclusão final da reunião foi indubitável para ambas as partes: "assumiu o compromisso de desenvolver as diligências necessárias com o INEM, de forma a desenvolver e implementar o modelo proposto pela OE. Esta instituição reafirmou que a sua principal preocupação é a garantia de respostas com qualidade e segurança à população, com particular tenacidade numa área tão sensível como a emergência pré-hospitalar. 
A tutela informou ainda que não será criada, de momento, qualquer nova carreira para a área da Emergência Pré-Hospitalar". Além desta inexorável declaração de compromisso, ficou acordado, também, o regresso dos Enfermeiros aos CODU (os Enfermeiros têm provas dadas em todo o tipo de triagens!).
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No passado dia 24 de Outubro eis que é publicado em Diário da República o Despacho n.º 13794/2012 do Ministério da Saúde (prontamente repudiado e refutado pela OE), assinado pelo mesmo Dr. Leal da Costa e datado de 8 de Novembro (3 dias antes da reunião supra-referida!) - informação que foi sonegada durante a reunião! Os Enfermeiros não apreciaram este gesto.
Lendo com alguma atenção o tosco Despacho é possível extrair algumas ilações.
Não se observam particularidades e disposições objectivas especiais (que colidam directamente com as intenções dos Enfermeiros para a qualidade e segurança do pré-hospitalar) de forma explícita, mas implicitamente abre portas a astutas maquinações (com competências que até já vêm noticiadas no Jornal de Notícias. Curioso...): altera a denominação das SBV, equipa as mesmas com material inespecífico de estabilização clínica e assistência obstétrica, que supostamente é inacessível às competências dos Tripulantes de Ambulância de Emergência (TAE), deixa à consideração e livre-arbítrio do próprio INEM (na pessoa do Dr. Rego - Miguel Rego Oliveira - ilustre Presidente do casebre) o desenho das competências dos TAE's, joga com os timings da troika, etc.

Permita-me que relembre a todos um pressuposto fulcral: os Enfermeiros são a maior classe do sector da saúde. Não há nenhuma medida política, estratégica ou de outra índole que seja operacionalizável se não se obtiver a colaboração dos Enfermeiros! Nenhuma! Nunca houve; nunca haverá!
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(Clicar para ampliar e ler)
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Pese (e muito) este facto, depois do Sr. Bastonário da OE, Enf. Germano Couto ter revelado o seu desagrado, obteve de imediato importantes feedbacks do Dr. Leal da Costa e um telefonema pessoal do Sr. Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo: "Sr. Bastonário, temos de marcar uma reunião urgente para um entendimento". O Sr. Ministro sua preocupação e sensibilidade para importância dos Enfermeiros nesta matéria. A reunião ficou marcada, segundo sei, para esta semana. 
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Cabe agora ao Sr. Ministro da Saúde pacificar (e resolver) a questão perante o ponderado (mas intransigente) Bastonário da OE. Está em cima da mesa a vida ou a morte de muitos cidadãos. Com Enfermeiros é possível um sistema de emergência pré-hospitalar eficaz, eficiente e seguro, tal como comprovam as evidências devidamente fundamentadas publicadas nas comunicações científicas (link 1 e link 2).
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Aproveito o momento para disponibilizar a informação de que Malta (mais outro país!) decidiu, no passado mês de Setembro, introduzir mais Enfermeiros no seu sistema pré-hospitalar e reforçar as respectivas competências

Em todo o mundo os Técnicos de Emergência são uma terceira escolha (de recurso), fruto da escassez de Enfermeiros. Cada vez mais, na maior parte, os Enfermeiros são cada vez mais uma aposta no pré-hospitalar. Portugal parece um autista que conduz em contramão.
Queremos um pré-hospitalar desqualificado, com técnicos de panela de pressão, com dois ou três protocolos médicos? Não, obrigado. 
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sábado, 27 de outubro de 2012

Agressão social

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Agressão social:
Idosa ferida em assalto escondeu agressão para não pagar 108 euros no hospital.

Tagged: serviço nacional de saúde
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Proporcionalidade

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Proporcionalidade:
Se cientistas são presos por não adivinharem um sismo, Gaspar pode ser esquartejado por não acertar no défice?

Tagged: economia, vítor gaspar
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cortar na despesa

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Cortar na despesa:
Um bom ponto de partida para pensar onde se pode cortar na despesa pública são estes dois mapas da proposta de orçamento para 2013:
Mapa II: DESPESAS DOS SERVIÇOS INTEGRADOS
Mapa VII: DESPESAS DOS SERVIÇOS E FUNDOS AUTÓNOMOS
Deve ter-se em conta que se trata de mapas de despesa (aquilo que cada serviço pode gastar) e que a receita correspondente terá várias fontes (impostos, taxas, emissão de dívida e outros empréstimos e receitas de verdadeiras prestações de serviços) e que maior parcela (68% do total do mapa 2) é a gestão da dívida e da tesouraria (pagamento de dívida antiga, com emissão de dívida nova).
Há alguns números extraordinários:


Filed under: Geral
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Cientistas condenados a seis anos de prisão por homicídio

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Cientistas condenados a seis anos de prisão por homicídio: No dia 6 de Abril de 2009 morreram 309 pessoas por causa de um terramoto na cidade italiana de L'Aquila. Três anos depois, em Outubro de 2012, seis cientistas foram condenados pelo homicídio de 29 dessas pessoas. O tribunal considerou que uma comissão nomeada pelo Departamento de Protecção Civil, da qual faziam parte seis cientistas especialistas em sismos, deu falsas garantias de segurança à população. E que essas 29 pessoas teriam ido para um sítio mais seguro, caso não tivessem sido erradamente tranquilizadas quanto à inexistência de perigo iminente de um terramoto na região. Seis dias depois da reunião da comissão de avaliação de riscos, um terramoto de magnitude 6,3 destruiu a cidade e causou  centenas de vítimas.

L'Aquila situa-se na região dos montes Apeninos, uma das zonas de maior risco sísmico de Itália. Desde o início do ano que tinham ocorrido dezenas de abalos de fraca intensidade, que alarmaram a população. Para aumentar a confusão, um técnico de laboratório reformado chamado  Giampaolo Giuliani começou a fazer previsões de terramotos, baseadas em medições das concentrações de radon. A ideia, segundo ele, é que a concentração deste gás varia significativamente nas 24 horas que antecedem um grande terramoto. Mas isso nunca foi provado e aceite pela comunidade científica. Aliás, uma das poucas coisas simples acerca deste assunto é isto: a ciência, no seu estado actual, não consegue prever terramotos.


(clique para aumentar; fonte: nature.com)

Com a Terra a tremer (coisa que não era novidade em L'Aquila) e com um reformado de medidor de radon em punho a prever terramotos, as autoridades locais convocaram uma reunião da Protecção Civil em L'Aquila. Este facto é invulgar, dado que as reuniões desta comissão costumavam ter lugar habitualmente em Roma. Pode-se entender que a sua convocação em L'Aquila tinha como objectivo, à priori, tranquilizar a população. Nessa reunião, que decorreu a 31 de Março de 2009, participaram seis geofísicos e um alto responsável da protecção civil italiana chamado Bernardo De Bernardinis. Ao contrário do que é habitual estiveram ainda presentes cerca de uma dúzia de responsáveis locais, que não são cientistas. Ao fim de uma hora, e também ao contrário do que é habitual, não houve uma declaração conjunta acerca das conclusões do encontro. Houve sim uma entrevista, desastrosa, do vice Presidente da Protecção Civil. Nessa entrevista Bernardo De Bernardinis diz uma mão cheia de barbaridades sem qualquer sustentação científica:


- Segundo ele, a situação era “certamente normal” e não representava “nenhum perigo”.
- Acrescentou que a comunidade científica lhe assegurou que a situação até era favorável, por causa da descarga contínua de energia (os pequenos abalos).
- Quando no final o jornalista lhe perguntou se deveriam tomar um copo de vinho, respondeu afirmativamente e aconselhou os habitantes locais a abrirem uma garrafa de Montepulciano. 

Numa região altamente sísmica como L'Aquila nunca se pode dizer que não há nenhum perigo. Se é verdade que não se pode prever a ocorrência de terramotos, também não se pode prever a sua ausência. E a ideia de que os abalos sísmicos menores reduzem a probabilidade de um grande terramoto, também não tem qualquer apoio científico. Dificilmente algum dos cientistas lhes terá dito alguma destas coisas durante a reunião. Aliás, nada disso consta da acta da reunião, que no entanto apenas foi escrita após o terramoto que iria ocorrer seis dias depois. Os cientistas nada disseram. Aliás, um deles afirmou que apenas soube da conferência de imprensa informal de Bernardo de Bernardinis quando já se encontrava em Roma.

Em L'Aquila há uma cultura tradicional relacionada com a actividade sísmica. Ao longo de gerações as famílias habituaram-se a correr para as praças e locais abertos, assim que há qualquer abalo sísmico. E era isso que muitos dizem que teriam feito com a suas famílias quando a Terra tremeu às 11 da noite de dia 5 de Abril de 2009. Muitos dizem que passaram essa noite em casa, por causa da mensagem tranquilizadora da comissão. E que os seus familiares e amigos mortos não estariam debaixo de tectos antigos e frágeis no dia seguinte de madrugada, quando um terramoto de magnitude 6,3 arrasou a cidade e mudou a vida de todos os seus habitantes para sempre.

Três anos depois o tribunal de L'Aquila considerou os sete membros da comissão culpados de homicídio de 29 pessoas pois, segundo entendeu o juiz, estas teriam procurado um local um seguro na sequência do abalo da noite de 5 de Abril, se não fossem as declarações tranquilizadoras atribuídas à comissão de avaliação de risco. 

No entanto, nenhum dos seis cientistas pertencentes à comissão abriu a boca. E penso que disso podem ser acusados: de não partilharem a sua cultura científica e de não terem corrigido imediatamente Bernardinis. Não apenas os que estiveram presentes na reunião, mas todos os que sabiam que as declarações do vice presidente da Protecção Civil eram disparates empoleirados na credibilidade da ciência. Mas a ideia parece ter sido mesmo essa: foi convocada uma reunião com o objectivo prévio de tranquilizar a população, para a qual os cientistas foram convidados como figurantes. Não deveriam ter deixado. Mas será que estavam em condições de supor o impacto das declarações de  Bernardinis na população de L'Aquila?

Podem ser acusados de muita coisa, essencialmente por omissão. Mas não de homicídio. E muito menos de não preverem o terramoto, porque isso é impossível. O que está aqui em causa, pode condicionar gravemente o papel da ciência na sociedade. Muitos cientistas poderão sentir-se inibidos de dar opiniões ou participar em comissões, se souberem que podem ser responsabilizados por homicídios decorrentes de interpretação de conclusões a eles atribuídas. O que está em causa, é a própria ciência.

E salta também outra coisa à vista: a comunicação da ciência não é uma coisa secundária, uma espécie de manual de etiqueta da Paula Bobone para parecer bem. A comunicação de ciência é fundamental para  o papel da ciência na sociedade.

E não deixa de ser estranho, que num tempo em que os políticos continuam a prestar declarações falsas e a fazer todo o tipo de erros que têm gravíssimas consequências na vida das pessoas (os cortes na assistência médica causam mortes), os cientistas sejam responsabilizados por não terem certezas sobre fenómenos imprevisíveis da natureza.

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SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON

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SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON: A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica (também conhecida como síndrome de Lyell) são duas doenças semelhantes, que ocorrem por uma grave reação imunológica, habitualmente após o uso de certos medicamentos. Ambas são uma espécie de reação alérgica grave.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica:

  • O que são a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica.
  • Quais as diferenças entre a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica.
  • Causas da síndrome de Stevens-Johnson.
  • Sintomas da síndrome de Stevens-Johnson.
  • Tratamento da síndrome de Stevens-Johnson.
O que são as síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica



A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica são reações idiossincráticas, ou seja, ocorrem raramente, de forma aguda e imprevisível. Elas não são exatamente um efeito colateral do medicamento, pois a reação é imprevisível e ocorre não por um problema específico da droga, mas por uma característica do sistema imunológico do indivíduo. A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica ocorrem em aproximadamente 1 em cada 1 milhão de pessoas.



Tanto a síndrome de Stevens-Johnson como a necrólise epidérmica tóxica são reações que envolvem habitualmente a pele e as mucosas. Essas reações são caracterizadas por febre e erupções cutâneas, que podem levar à necrose e extenso descolamento da camada mais superficial da pele (explicaremos os sintomas com mais detalhes logo abaixo).



A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica são uma emergência médica, que devem ser tratadas em ambiente hospitalar.



Diferenças entre a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica



A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica se distinguem pela gravidade e pelo percentual da superfície corporal atingida.



A síndrome de Stevens-Johnson é a forma menos grave, com uma descamação da pele limitada a menos de 10% da superfície corporal.



A necrólise epidérmica tóxica, ou síndrome de Lyell, é a forma mais grave da doença, envolvendo mais de 30% da área da superfície corporal. Quanto mais extenso for o envolvimento da pele, maior é o risco de complicações e de morte.



As mucosas são afetadas quase 100% em ambos os casos, normalmente em dois ou mais locais distintos ao mesmo tempo, como mucosa dos olhos, boca, vias aéreas ou órgãos genitais.



A síndrome de Stevens-Johnson tem uma mortalidade de cerca de 3% enquanto que na necrólise epidérmica tóxica a mortalidade chega a 30% dos casos.



Causas da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica



Na imensa maioria dos casos, a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica são desencadeadas por algum medicamento. Nas crianças, medicamentos também são a principal causa, mas não é incomum que o gatilho seja uma infecção.



Raramente ambas as reações podem ser desencadeadas por contato com produtos químicos, vacinação, existência de tumores, consumo de ervas naturais ou alimentos.



Mais de 200 medicamentos já foram descritos como possíveis desencadeadores das duas doenças, mas a maioria dos casos ocorre após o uso de uma das seguintes drogas:



Ácido Valproico

Alopurinol

Amitiozona

Amoxicilina

Ampicilina

Barbitúricos

Carbamazepina

Fenilbutazona

Fenobarbital

Hidantoína

Lamotrigina

Nevirapina

Piroxicam

Sulfadiazina

Sulfadoxina

Sulfassalazina

Trimetoprim-sulfametoxazol (cotrimoxazol)



No caso de infecções, a pneumonia causada pela bactéria Mycoplasma pneumonia parece ser uma das causas mais comuns. Outras infecções possíveis de desencadear um quadro de síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica são:



- HIV (leia: SINTOMAS DO HIV | AIDS).

- Influenza.

- Herpes simples (leia: HERPES LABIAL | Transmissão e tratamento).

- Herpes zoster e catapora (leia: CATAPORA (VARICELA) | Sintomas e tratamento).

- Difteria.

- Hepatite (leia: O QUE É HEPATITE?).



Cabe aqui alertar, mais uma vez, que ambas as reações são muito raras. Apenas 1 em 1 milhão de pessoas irá desenvolver reação do tipo Stevens-Johnson a uma dessas drogas ou infecções.



Sintomas da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica



Nos casos causados por drogas, que são a maioria, os sintomas geralmente iniciam-se entre 1 e 3 semanas após a exposição ao medicamento.



Síndrome de Stevens-Johnson
Síndrome de Stevens-Johnson - fase inicial
O quadro inicia-se com uma infecção inespecífica, podendo parecer uma quadro inicial de gripe, com febre, dor de garganta, tosse e ardência ou coceira nos olhos. Cerca de 3 dias depois surgem as primeiras lesões na pele.



As lesões de pele geralmente começam como máculas eritematosas (traduzindo: manchas avermelhadas). No Stevens-Johnson as máculas são mais arredondadas, podendo a região central ser mais arroxeada. Na necrólise epidérmica tóxica as machas são mais difusas, atípicas e com bordas menos demarcadas.



Em ambas as doenças, as máculas podem ser bem dolorosas. As lesões são habitualmente distribuídas de forma simétrica, começando sobre a face e tórax antes de se espalhar para outras áreas. O couro cabeludo é tipicamente poupado.



As máculas evoluem para bolhas. Dentro de poucos dias, a pele começa a sofrer necrose, soltando-se e descamando-se. A descamação progride rapidamente por dois a três dias e, em seguida, se estabiliza. Na necrólise epidérmica tóxica podem haver casos fulminantes, no qual 100% da epiderme se descola em questão de horas.



Necrólise epidérmica tóxica
Necrólise epidérmica tóxica com descamação da pele.



Clique para ampliar (atenção: a foto acima pode ser considerada ofensiva para algumas pessoas)


As mucosas estão envolvidas em mais de 90% dos casos de síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Tipicamente, pelo menos duas mucosas são afetadas ao mesmo tempo. Crostas e úlceras dolorosas podem ocorrer em qualquer superfície mucosa, como olhos, bocas, laringe, faringe e órgãos genitais.



No casos mais graves, órgãos internos podem ser afetados, como coração, pulmão, rins e fígado. A lesão ocular pode levar à cegueira. Quando não o faz, geralmente deixa algum tipo de sequela na visão.



A doença costuma durar de duas a quatro semanas. A pele demora mais ou menos este mesmo tempo para crescer novamente, porém, cicatrizes, machas e irregularidades podem ser permanentes. Pelos e unhas também podem crescer de forma irregular nas áreas afetadas.



Quanto mais extensas forem as lesões de pele e mucosa, maior é o risco de morte, pois o paciente fica muito susceptível a infecções oportunistas e sepse (leia: O QUE É SEPSE | CHOQUE SÉPTICO?), já que a pele é a nossa principal proteção contra germes do ambiente.



Tratamento da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica



O primeiro passo é retirar o agente causador da doença. Qualquer remédio novo deve ser imediatamente suspenso. Quanto mais cedo a droga for suspensa, melhor é o prognóstico.



O paciente com síndrome de Stevens-Johnson e, principalmente, necrólise epidérmica tóxica deve ser tratado como se fosse alguém que sofreu queimaduras extensas e graves. Alguns hospitais possuem áreas para tratar grandes queimados. É nestes setores que o paciente deve ficar internado.



O tratamento é de suporte, consistindo-se em manter o paciente vivo enquanto a pele não se recupera e a extensa reação inflamatória não desaparece. Deve-se manter o paciente sempre bem hidratado com soros (a ausência de pele provoca grave desidratação) e todas as feridas da pele e das mucosas devem ser tratadas cuidadosamente, se necessário, com retirada cirúrgica das áreas com necrose.



O uso de corticoides ainda é controverso, mas pode ser usado se reação for detectada em fases inciais (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).
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