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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cortar na despesa

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Cortar na despesa:
Um bom ponto de partida para pensar onde se pode cortar na despesa pública são estes dois mapas da proposta de orçamento para 2013:
Mapa II: DESPESAS DOS SERVIÇOS INTEGRADOS
Mapa VII: DESPESAS DOS SERVIÇOS E FUNDOS AUTÓNOMOS
Deve ter-se em conta que se trata de mapas de despesa (aquilo que cada serviço pode gastar) e que a receita correspondente terá várias fontes (impostos, taxas, emissão de dívida e outros empréstimos e receitas de verdadeiras prestações de serviços) e que maior parcela (68% do total do mapa 2) é a gestão da dívida e da tesouraria (pagamento de dívida antiga, com emissão de dívida nova).
Há alguns números extraordinários:


Filed under: Geral
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Cientistas condenados a seis anos de prisão por homicídio

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Cientistas condenados a seis anos de prisão por homicídio: No dia 6 de Abril de 2009 morreram 309 pessoas por causa de um terramoto na cidade italiana de L'Aquila. Três anos depois, em Outubro de 2012, seis cientistas foram condenados pelo homicídio de 29 dessas pessoas. O tribunal considerou que uma comissão nomeada pelo Departamento de Protecção Civil, da qual faziam parte seis cientistas especialistas em sismos, deu falsas garantias de segurança à população. E que essas 29 pessoas teriam ido para um sítio mais seguro, caso não tivessem sido erradamente tranquilizadas quanto à inexistência de perigo iminente de um terramoto na região. Seis dias depois da reunião da comissão de avaliação de riscos, um terramoto de magnitude 6,3 destruiu a cidade e causou  centenas de vítimas.

L'Aquila situa-se na região dos montes Apeninos, uma das zonas de maior risco sísmico de Itália. Desde o início do ano que tinham ocorrido dezenas de abalos de fraca intensidade, que alarmaram a população. Para aumentar a confusão, um técnico de laboratório reformado chamado  Giampaolo Giuliani começou a fazer previsões de terramotos, baseadas em medições das concentrações de radon. A ideia, segundo ele, é que a concentração deste gás varia significativamente nas 24 horas que antecedem um grande terramoto. Mas isso nunca foi provado e aceite pela comunidade científica. Aliás, uma das poucas coisas simples acerca deste assunto é isto: a ciência, no seu estado actual, não consegue prever terramotos.


(clique para aumentar; fonte: nature.com)

Com a Terra a tremer (coisa que não era novidade em L'Aquila) e com um reformado de medidor de radon em punho a prever terramotos, as autoridades locais convocaram uma reunião da Protecção Civil em L'Aquila. Este facto é invulgar, dado que as reuniões desta comissão costumavam ter lugar habitualmente em Roma. Pode-se entender que a sua convocação em L'Aquila tinha como objectivo, à priori, tranquilizar a população. Nessa reunião, que decorreu a 31 de Março de 2009, participaram seis geofísicos e um alto responsável da protecção civil italiana chamado Bernardo De Bernardinis. Ao contrário do que é habitual estiveram ainda presentes cerca de uma dúzia de responsáveis locais, que não são cientistas. Ao fim de uma hora, e também ao contrário do que é habitual, não houve uma declaração conjunta acerca das conclusões do encontro. Houve sim uma entrevista, desastrosa, do vice Presidente da Protecção Civil. Nessa entrevista Bernardo De Bernardinis diz uma mão cheia de barbaridades sem qualquer sustentação científica:


- Segundo ele, a situação era “certamente normal” e não representava “nenhum perigo”.
- Acrescentou que a comunidade científica lhe assegurou que a situação até era favorável, por causa da descarga contínua de energia (os pequenos abalos).
- Quando no final o jornalista lhe perguntou se deveriam tomar um copo de vinho, respondeu afirmativamente e aconselhou os habitantes locais a abrirem uma garrafa de Montepulciano. 

Numa região altamente sísmica como L'Aquila nunca se pode dizer que não há nenhum perigo. Se é verdade que não se pode prever a ocorrência de terramotos, também não se pode prever a sua ausência. E a ideia de que os abalos sísmicos menores reduzem a probabilidade de um grande terramoto, também não tem qualquer apoio científico. Dificilmente algum dos cientistas lhes terá dito alguma destas coisas durante a reunião. Aliás, nada disso consta da acta da reunião, que no entanto apenas foi escrita após o terramoto que iria ocorrer seis dias depois. Os cientistas nada disseram. Aliás, um deles afirmou que apenas soube da conferência de imprensa informal de Bernardo de Bernardinis quando já se encontrava em Roma.

Em L'Aquila há uma cultura tradicional relacionada com a actividade sísmica. Ao longo de gerações as famílias habituaram-se a correr para as praças e locais abertos, assim que há qualquer abalo sísmico. E era isso que muitos dizem que teriam feito com a suas famílias quando a Terra tremeu às 11 da noite de dia 5 de Abril de 2009. Muitos dizem que passaram essa noite em casa, por causa da mensagem tranquilizadora da comissão. E que os seus familiares e amigos mortos não estariam debaixo de tectos antigos e frágeis no dia seguinte de madrugada, quando um terramoto de magnitude 6,3 arrasou a cidade e mudou a vida de todos os seus habitantes para sempre.

Três anos depois o tribunal de L'Aquila considerou os sete membros da comissão culpados de homicídio de 29 pessoas pois, segundo entendeu o juiz, estas teriam procurado um local um seguro na sequência do abalo da noite de 5 de Abril, se não fossem as declarações tranquilizadoras atribuídas à comissão de avaliação de risco. 

No entanto, nenhum dos seis cientistas pertencentes à comissão abriu a boca. E penso que disso podem ser acusados: de não partilharem a sua cultura científica e de não terem corrigido imediatamente Bernardinis. Não apenas os que estiveram presentes na reunião, mas todos os que sabiam que as declarações do vice presidente da Protecção Civil eram disparates empoleirados na credibilidade da ciência. Mas a ideia parece ter sido mesmo essa: foi convocada uma reunião com o objectivo prévio de tranquilizar a população, para a qual os cientistas foram convidados como figurantes. Não deveriam ter deixado. Mas será que estavam em condições de supor o impacto das declarações de  Bernardinis na população de L'Aquila?

Podem ser acusados de muita coisa, essencialmente por omissão. Mas não de homicídio. E muito menos de não preverem o terramoto, porque isso é impossível. O que está aqui em causa, pode condicionar gravemente o papel da ciência na sociedade. Muitos cientistas poderão sentir-se inibidos de dar opiniões ou participar em comissões, se souberem que podem ser responsabilizados por homicídios decorrentes de interpretação de conclusões a eles atribuídas. O que está em causa, é a própria ciência.

E salta também outra coisa à vista: a comunicação da ciência não é uma coisa secundária, uma espécie de manual de etiqueta da Paula Bobone para parecer bem. A comunicação de ciência é fundamental para  o papel da ciência na sociedade.

E não deixa de ser estranho, que num tempo em que os políticos continuam a prestar declarações falsas e a fazer todo o tipo de erros que têm gravíssimas consequências na vida das pessoas (os cortes na assistência médica causam mortes), os cientistas sejam responsabilizados por não terem certezas sobre fenómenos imprevisíveis da natureza.

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SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON

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SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON: A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica (também conhecida como síndrome de Lyell) são duas doenças semelhantes, que ocorrem por uma grave reação imunológica, habitualmente após o uso de certos medicamentos. Ambas são uma espécie de reação alérgica grave.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica:

  • O que são a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica.
  • Quais as diferenças entre a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica.
  • Causas da síndrome de Stevens-Johnson.
  • Sintomas da síndrome de Stevens-Johnson.
  • Tratamento da síndrome de Stevens-Johnson.
O que são as síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica



A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica são reações idiossincráticas, ou seja, ocorrem raramente, de forma aguda e imprevisível. Elas não são exatamente um efeito colateral do medicamento, pois a reação é imprevisível e ocorre não por um problema específico da droga, mas por uma característica do sistema imunológico do indivíduo. A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica ocorrem em aproximadamente 1 em cada 1 milhão de pessoas.



Tanto a síndrome de Stevens-Johnson como a necrólise epidérmica tóxica são reações que envolvem habitualmente a pele e as mucosas. Essas reações são caracterizadas por febre e erupções cutâneas, que podem levar à necrose e extenso descolamento da camada mais superficial da pele (explicaremos os sintomas com mais detalhes logo abaixo).



A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica são uma emergência médica, que devem ser tratadas em ambiente hospitalar.



Diferenças entre a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica



A síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica se distinguem pela gravidade e pelo percentual da superfície corporal atingida.



A síndrome de Stevens-Johnson é a forma menos grave, com uma descamação da pele limitada a menos de 10% da superfície corporal.



A necrólise epidérmica tóxica, ou síndrome de Lyell, é a forma mais grave da doença, envolvendo mais de 30% da área da superfície corporal. Quanto mais extenso for o envolvimento da pele, maior é o risco de complicações e de morte.



As mucosas são afetadas quase 100% em ambos os casos, normalmente em dois ou mais locais distintos ao mesmo tempo, como mucosa dos olhos, boca, vias aéreas ou órgãos genitais.



A síndrome de Stevens-Johnson tem uma mortalidade de cerca de 3% enquanto que na necrólise epidérmica tóxica a mortalidade chega a 30% dos casos.



Causas da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica



Na imensa maioria dos casos, a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica são desencadeadas por algum medicamento. Nas crianças, medicamentos também são a principal causa, mas não é incomum que o gatilho seja uma infecção.



Raramente ambas as reações podem ser desencadeadas por contato com produtos químicos, vacinação, existência de tumores, consumo de ervas naturais ou alimentos.



Mais de 200 medicamentos já foram descritos como possíveis desencadeadores das duas doenças, mas a maioria dos casos ocorre após o uso de uma das seguintes drogas:



Ácido Valproico

Alopurinol

Amitiozona

Amoxicilina

Ampicilina

Barbitúricos

Carbamazepina

Fenilbutazona

Fenobarbital

Hidantoína

Lamotrigina

Nevirapina

Piroxicam

Sulfadiazina

Sulfadoxina

Sulfassalazina

Trimetoprim-sulfametoxazol (cotrimoxazol)



No caso de infecções, a pneumonia causada pela bactéria Mycoplasma pneumonia parece ser uma das causas mais comuns. Outras infecções possíveis de desencadear um quadro de síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica são:



- HIV (leia: SINTOMAS DO HIV | AIDS).

- Influenza.

- Herpes simples (leia: HERPES LABIAL | Transmissão e tratamento).

- Herpes zoster e catapora (leia: CATAPORA (VARICELA) | Sintomas e tratamento).

- Difteria.

- Hepatite (leia: O QUE É HEPATITE?).



Cabe aqui alertar, mais uma vez, que ambas as reações são muito raras. Apenas 1 em 1 milhão de pessoas irá desenvolver reação do tipo Stevens-Johnson a uma dessas drogas ou infecções.



Sintomas da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica



Nos casos causados por drogas, que são a maioria, os sintomas geralmente iniciam-se entre 1 e 3 semanas após a exposição ao medicamento.



Síndrome de Stevens-Johnson
Síndrome de Stevens-Johnson - fase inicial
O quadro inicia-se com uma infecção inespecífica, podendo parecer uma quadro inicial de gripe, com febre, dor de garganta, tosse e ardência ou coceira nos olhos. Cerca de 3 dias depois surgem as primeiras lesões na pele.



As lesões de pele geralmente começam como máculas eritematosas (traduzindo: manchas avermelhadas). No Stevens-Johnson as máculas são mais arredondadas, podendo a região central ser mais arroxeada. Na necrólise epidérmica tóxica as machas são mais difusas, atípicas e com bordas menos demarcadas.



Em ambas as doenças, as máculas podem ser bem dolorosas. As lesões são habitualmente distribuídas de forma simétrica, começando sobre a face e tórax antes de se espalhar para outras áreas. O couro cabeludo é tipicamente poupado.



As máculas evoluem para bolhas. Dentro de poucos dias, a pele começa a sofrer necrose, soltando-se e descamando-se. A descamação progride rapidamente por dois a três dias e, em seguida, se estabiliza. Na necrólise epidérmica tóxica podem haver casos fulminantes, no qual 100% da epiderme se descola em questão de horas.



Necrólise epidérmica tóxica
Necrólise epidérmica tóxica com descamação da pele.



Clique para ampliar (atenção: a foto acima pode ser considerada ofensiva para algumas pessoas)


As mucosas estão envolvidas em mais de 90% dos casos de síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Tipicamente, pelo menos duas mucosas são afetadas ao mesmo tempo. Crostas e úlceras dolorosas podem ocorrer em qualquer superfície mucosa, como olhos, bocas, laringe, faringe e órgãos genitais.



No casos mais graves, órgãos internos podem ser afetados, como coração, pulmão, rins e fígado. A lesão ocular pode levar à cegueira. Quando não o faz, geralmente deixa algum tipo de sequela na visão.



A doença costuma durar de duas a quatro semanas. A pele demora mais ou menos este mesmo tempo para crescer novamente, porém, cicatrizes, machas e irregularidades podem ser permanentes. Pelos e unhas também podem crescer de forma irregular nas áreas afetadas.



Quanto mais extensas forem as lesões de pele e mucosa, maior é o risco de morte, pois o paciente fica muito susceptível a infecções oportunistas e sepse (leia: O QUE É SEPSE | CHOQUE SÉPTICO?), já que a pele é a nossa principal proteção contra germes do ambiente.



Tratamento da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica



O primeiro passo é retirar o agente causador da doença. Qualquer remédio novo deve ser imediatamente suspenso. Quanto mais cedo a droga for suspensa, melhor é o prognóstico.



O paciente com síndrome de Stevens-Johnson e, principalmente, necrólise epidérmica tóxica deve ser tratado como se fosse alguém que sofreu queimaduras extensas e graves. Alguns hospitais possuem áreas para tratar grandes queimados. É nestes setores que o paciente deve ficar internado.



O tratamento é de suporte, consistindo-se em manter o paciente vivo enquanto a pele não se recupera e a extensa reação inflamatória não desaparece. Deve-se manter o paciente sempre bem hidratado com soros (a ausência de pele provoca grave desidratação) e todas as feridas da pele e das mucosas devem ser tratadas cuidadosamente, se necessário, com retirada cirúrgica das áreas com necrose.



O uso de corticoides ainda é controverso, mas pode ser usado se reação for detectada em fases inciais (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

É oficial: Mira Amaral passa a ser sinónimo de idiota

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Fernando Ulrich, o chupista do estado

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Qual austeridade!?

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Qual austeridade!?:
Governo investe 800 milhões no Banif. Mas descansem os corações sobressaltados, não vai ter maioria em termos de votos.

Tagged: bancos, Banif, crise financeira, insolvência, insolvência da banca
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Cortemos na despesa onde ela é ilegítima

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Cortemos na despesa onde ela é ilegítima:
Já é recorrente, listar organismos do estado onde cortar na despesa. Não nego que muitos são inexistentes, o estado desperdiça os seus recursos  (gastos com estudos e pareceres orçamentados em 2012: 128,4 milhões de euros), parcerias público privadas (vd hospitais para não falarmos sempre de estradas) etc. etc.
Esta listagem de serviços e fundos autónomos é mais uma que delira: as universidades levam um corte de 20% porque são “serviços onde são sobejamente reconhecidas ineficiências”, e o resto é arrasar na educação e formação, ambiente e cultura, para poupar uns míseros 2857 milhões de euros.
Sim míseros: eu encerrava o Ministério dos Juros da Dívida. Poupança: 7164,4 milhões.  A bem dizer, cruzando com os dados deste gráfico, a coisa ficava quase toda entre fronteiras. O BCP, o BPI e o BES* iam à vida? que chatice,  problema deles. É o mercado, estúpidos.

*Não incluo a CGD, pelo simples facto de, esta sim, ter emprestado ao estado por ser gerida pelo estado. Os restantes bancos andaram à procura de lã. Que saiam tosquiados.

Tagged: cortes, despesa pública, juros da dívida
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Constituição islandesa feita pelos cidadãos

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Constituição islandesa feita pelos cidadãos:
Salta-me à vista esta notícia, «vinda» da Islândia: “A futura Constituição islandesa poderá ser a primeira no mundo a incluir propostas redigidas por cidadãos (…) 25 pessoas de diferentes áreas eleitas em 2010 e que ao longo de 2011 pediram ideias a todos os islandeses através da Internet, obtendo 3600 comentários e 370 sugestões. (…)  As reivindicações para a que a nova Constituição fosse redigida por cidadãos seguem-se à crise de 2008, quando o sistema bancário do país entrou em colapso.”
O povo a escrever a sua Constituição!
Que se copiem os bons exemplos. Será que conseguimos? Eu acredito que sim!
(Não estará na altura certa?)
E por falar na Islândia… Sabia que o desemprego neste país desceu de 12%, em maio de 2010, para os 5%, em setembro deste ano?
Eles estão a trabalhar bem!

Tagged: cidadania, Constituição, democracia, desemprego, islândia, povo
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De que é que se queixa quem está melhor do que eu?

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De que é que se queixa quem está melhor do que eu?:
O portuguesinho é um português pequenino e isso vê-se não só pelo diminutivo. Uma das características do portuguesinho consiste em desvalorizar o sofrimento de quem sofre menos do que ele, o portuguesinho. O portuguesinho que fracturou ambas as pernas ri-se com desprezo daquele que geme a dor de ter partido apenas uma. Se o portuguesinho ganha quinhentos euros, nunca perceberá de que se queixa o outro que ganha seiscentos.
Não sei quantos portuguesinhos existem em Portugal, porque a sua existência é oscilante. Qualquer um de nós, por muito português que seja, passa por momentos em que é portuguesinho, invejando a infelicidade alheia, porque, vista daqui, até parece felicidade.
A recente vaga de emigração, consequência da miserificação do país, tem suscitado alguns comentários desagradáveis relativamente às reacções de muitos jovens que se lamentam por se verem obrigados a procurar emprego noutro país. Para alguns portuguesinhos, quem consegue arranjar emprego não tem razões para se queixar, mesmo que seja no estrangeiro e mesmo que se deva à incompetência crónica dos políticos, de facto, corruptos, mesmo que não de direito, até porque as leis são feitas por quem delas se aproveita.
Camilo Lourenço é uma das vozes do portuguesinhismo (e, só hoje, já vão dois neologismos), embora adopte um estilo mais a fugir para o marialva remediado e menos para o invejoso pobrezinho. Neste texto, imitando Miguel Relvas, esse épico de pacotilha, faz o elogio da emigração, ignorando, evidentemente, as culpas de quem pôs um país a expulsar os cidadãos.
É no último parágrafo, no entanto, que surge a caganita em cima de outra coisa ainda maior:
Fazer da emigração um bicho de sete cabeças é uma estupidez. Se os portugueses que estão a emigrar são os mais bem qualificados de sempre, a experiência internacional só os vai valorizar (como mostrou a RTP, a propósito da enfermeira que foi para a mesma cidade de Pedro Marques, e que ao fim de um ano já foi promovida!). E o país só ganha com isso. É nossa função, jornalistas, lembrar isso.
Vivemos num país que não só não alcançou o desenvolvimento que devia ter alcançado como, ainda por cima, começou a regredir, graças à parceria socrático-coelheira, nos últimos anos. Só alguém muito curto de entendimento pode, portanto, congratular-se com a emigração de profissionais qualificados, como se não fizessem falta ao país. Imagino, aliás, que os doentes que levam horas a ser atendidos nos centros de saúde e nos hospitais, em Portugal, vivam consolados por saber que há muitos enfermeiros portugueses a trabalhar… em Inglaterra.

Tagged: camilo lourenço, centros de saúde, emigração, Enfermeiros, hospitais, Pedro Marques, saúde
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domingo, 21 de outubro de 2012

Descubra as diferenças

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Descubra as diferenças:



Imagem amavelmente enviada por Anastácia Venenosa, mulher-a-dias na Quinta da Marinha, Bairro da Lapa e Parque das Nações
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3 Idiotas

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3 Idiotas:

Hoje estou um pouco mais cansado do que o habitual, cansado porque quase não dormi e cansado de notícias só vão de imposto em imposto, birras na coligação do governo e pouco mais. Tinha por isso de fazer um boneco rápido para poder ir dormir mais cedo e lembrei-me que o melhor era fazer uns idiotas. Fiz.

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JPG animado (8)

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JPG animado (8):
E ainda faltam dois dias pra semana acabar…
JPG animado (8) é um artigo originalmente publicado no ((( TRETA ))).
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ALCOOLISMO | Quando a bebida se torna um problema

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ALCOOLISMO | Quando a bebida se torna um problema: O álcool é a droga recreativa mais usada no Brasil. O consumo de bebidas alcoólicas é estimulado e romantizado na nossa sociedade, a ponto do mesmo ser frequentemente associado na mídia à juventude, beleza, bem-estar, sucesso pessoal e sexo. Não é incomum assistir em pleno horário nobre televisivo a propagandas de cerveja recheadas de erotismo, com mulheres jovens, bonitas e com pouca roupa.



O consumo de cerveja, aguardente, vinho e uísque, fazem parte do contexto cultural do país, sendo frequentemente incorporadas a eventos, reuniões sociais e festas (umas mais que as outras dependendo da classe social). Na nossa sociedade, o consumo de bebida alcoólica não só é aceito como também é frequentemente estimulado e glamourizado. O problema são as consequências desse costume.



O álcool é uma droga que, se consumida em excesso, pode provocar inúmeros problemas de saúde física e psicológica, e em vez de trazer o bem-estar e sucesso sugeridos pela publicidade, pode destruir famílias e vidas profissionais. Poucos sabem deste estatística, mas 1 em cada 3 homens que consomem bebidas alcoólicas o fazem de modo excessivo.



Neste texto vamos explicar o que é o alcoolismo e quais são os critérios para se classificar o consumo de álcool como excessivo.

Após a conclusão deste texto, não deixe de ler também os seguintes artigos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas:



Consumo diário máximo de álcool recomendado




Considera-se que o consumo aceitável de bebidas alcoólicas é aquele que não é diário e não ultrapassa a quantidade de 20 gramas de álcool em um único dia para mulheres e pessoas idosas ou 30 gramas de álcool por dia para os homens. Vamos converter isso em linguagem popular:



Consideramos 1 drink a medida de qualquer bebida que contenha cerca de 12 a 14 gramas de álcool. Isso equivale a uma taça de vinho, uma lata de cerveja ou 50 ml de uísque. Portanto, podemos dizer que o consumo aceitável de álcool preenche os seguintes critérios:

  • Não beber todos os dias, devendo haver pelo menos 2 dias da semana em que não haja consumo de álcool.
  • Homens não devem beber mais do que 2 drinks em um único dia.
  • Mulheres e pessoas acima de 65 anos (homens incluídos) não devem beber mais do que 1 drink por dia.
Em uma sociedade que estimula o consumo de álcool e pouco divulga dados sobre seus malefícios, os números acima podem parecer exagerados. Mas não são. Esses são os volumes de álcool atualmente aceitos pela comunidade científica internacional como de baixo risco para a maior parte da população. Com esse padrão de consumo de álcool há poucas chances de surgirem dependência, problemas pessoas ou danos para órgãos, como fígado, coração, pâncreas e cérebro.



Pessoas que não devem consumir álcool



O valor de 20 a 30 gramas por dia de álcool vale para grande parte da população, mas há grupos especiais que não devem ingerir álcool algum. Os indivíduos que devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas são:

Consumo excessivo de álcool 



Consideramos um etilista moderado aquela pessoa que bebe álcool, mas o faz de forma esporádica ou em pequena quantidade como 1 ou 2 dinks por dia, por no máximo 5 dias não consecutivos da semana.



Etilista pesado é aquele que bebe álcool em excesso, ou seja, em quantidades sabidamente prejudiciais ao organismo. O consumo excessivo de álcool expõe o individuo a um elevado risco de desenvolver problemas relacionados à bebida, como alcoolismo (explico sua definição mais à frente) ou doenças de órgãos importantes como fígado, coração ou cérebro.



A definição de consumo pesado de álcool pode variar dependendo da fonte bibliográfica. Em geral, aceita-se as seguintes definições para um etilista pesado:

  • Consumo de mais de 7 drinks por semana para mulheres ou mais de 14 drinks por semana para homens.
  • Pelo menos 1 vez por semana, consumo de mais de 3 drinks em um único dia para mulheres ou  mais de 4 drinks em um único dia para homens.
  • 1 episódio de embriaguez por semana.
  • Consumo de mais de 20 dias seguidos de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade.
Definição de alcoolismo



Alcoolismo é o termo usado quando o individuo que bebe torna-se dependente do álcool.



Nem todo etilista pesado torna-se um alcoólico ou alcoólatra (pessoa que sofre da doença alcoolismo), mas o risco é muito elevado. O contrário quase sempre é verdadeiro, os alcoólatras frequentemente preenchem critérios para etilismo pesado.



As pessoas com dependência de álcool costumam ter um padrão de consumo de álcool destrutivo, que está associado a três ou mais dos seguintes:



- Tolerância, o que significa que precisar de quantidades cada vez maiores de álcool para obter efeitos de embriaguez.

- Sintomas de abstinência, o que significa sentir sintomas desconfortáveis ​​quando se tenta parar de beber.

- Perda de controle sobre a quantidade de álcool consumida, o que significa frequentemente beber mais do que o inicialmente previsto.

- Desejo contínuo de cortar ou reduzir o consumo de álcool.

- Passar uma quantidade crescente do dia pensando, comprando, consumindo ou se recuperando do álcool.

- Negligenciar tarefas sociais, profissionais ou recreativas.

- Continuar a beber, apesar de já reconhecer ter problemas físicos e psicológicos advindos do álcool.



A dependência de álcool também pode causar sintomas físicos, como, por exemplo, distúrbios do sono, tremores, desmaios e lapsos de memória.



Alguns grupos costumam o usar o termo "uso abusivo de álcool" para aqueles casos que ainda não preenchem critérios para dependência, mas apresentam um padrão de consumo de álcool que interfere com suas vidas, como por exemplo:



- Deixar de cumprir deveres no trabalho ou nos estudos.

- Consumo repetitivo de álcool, mesmo quando é perigoso fazê-lo, tal como antes de dirigir.

- Desenvolver problemas legais relacionados à embriaguez.

- Continuar a beber ainda que o uso de álcool crie problemas sociais ou interpessoais.



Teste para averiguar consumo de álcool



Se você acha que pode estar consumindo bebidas alcoólica em excesso, responda o questionário abaixo e some seus pontos para saber o risco de desenvolver alcoolismo e problemas relacionados ao álcool.



0-7 pontos - baixo risco de haver problemas relacionados ao álcool.

8-15 pontos - risco moderado de haver problemas relacionados ao álcool, possibilidade de já haver dependência.

16-19 pontos - risco elevado de haver problemas relacionados ao álcool e dependência

20 pontos ou mais -  Com certeza há problemas relacionados ao álcool e há elevado risco de haver dependência também.



Risco de alcoolismo
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ALERGIA À PENICILINA

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ALERGIA À PENICILINA: A penicilina é o mais antigo dos antibióticos, tendo sido descoberta em 1928 pelo médico Alexander Fleming. Quase 100 anos depois do seu desenvolvimento, a penicilina e seus derivados continuam sendo amplamente utilizados na prática médica como uma das principais armas contra infecções bacterianas.



A alergia às penicilinas é uma situação tão comum que 1 em cada 10 pacientes refere ser alérgico a esta classe de antibióticos.



Neste texto abordaremos os seguintes pontos sobre a alergia à penicilina:

  • O que são as penicilinas.
  • Reações adversas às penicilinas.
  • Sintomas da alergia à penicilina.
  • Tipos de alergia às penicilinas.
  • Diagnóstico da alergia à penicilina.
  • Reação cruzada às penicilinas.
O que são as penicilinas



A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser usado em larga escala no mundo. Hoje em dia, quando falamos em penicilina já não nos referimos mais àquele antibiótico descoberto no iníco do século XX, mas sim ao grande grupo de antibióticos desenvolvidos a partir daquela primeira droga.



Portanto, quando falamos que um paciente é alérgico à penicilina, queremos dizer que o paciente é, na verdade, alérgico a todos os antibióticos da família da penicilina, que são:



Amoxicilina

Ampicilina

PenicilinaAzlocilina

Carbenicilina

Cloxacilina

Dicloxacilina

Mezlocilina

Nafcilina

Oxacilina

Penicilina G

Penicilina V

Penicilina Benzatina (Benzetacil)

Piperacilina

Ticarcilina



Apesar de serem da mesma família, as diferentes penicilinas possuem atividades contra bactérias e infecções distintas. Por exemplo, a amoxicilina é frequentemente usada para infecções respiratórias simples, enquanto a piperacilina costuma ser indicada para diversos tipos de infecção hospitalar.



As penicilinas mais próximas do antibiótico originalmente descoberto por Alexander Fleming são as Penicilina G, Penicilina V e Penicilina Benzatina (Benzetacil). Devido ao grande grau de resistência bacteriana, estes antibióticos são muito pouco usados atualmente, ficando restritos ao tratamento da sífilis (leia: SÍFILIS | Sintomas e tratamento) e de algumas infecções de garganta (leia: DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE).



Reações adversas às penicilinas



Dizemos que o paciente tem alergia à penicilina somente quando o mesmo desenvolve uma reação alérgica, ou seja, uma reação do sistema imunológico, após receber algum antibiótico da família da penicilina.



Este conceito parece óbvio, mas não é. A penicilina, como qualquer outra droga, pode causar efeitos colaterais que nada têm a ver com reações imunológicas, não sendo, portanto, reações alérgicas. Na verdade, as reações não alérgicas, como queimação no estômago, mal estar, náuseas, diarreia, tontura, dor de barriga, etc., são muito mais frequentes que as reações alérgicas propriamente ditas. O problema é que muitos pacientes interpretam estas reações como um sinal de alergia e passam a se rotular como "alérgicos à penicilina".



Muitas dessas pessoas chegam aos seus médicos e já avisam logo que são alérgicas. Nem sempre o profissional de saúde perde o tempo necessário avaliando se a reação que o paciente teve à penicilina realmente se encaixa em um quadro de alergia. Deste modo, a informação errada, criada por uma pessoa leiga, acaba sendo equivocadamente ratificada pelo médico, tornando-se uma verdade descrita nos prontuários e atestados médicos.



O fato é que estatisticamente 1 em cada 10 pacientes se considera alérgico às penicilinas. Todavia, quando vamos estudar adequadamente seus sistemas imunológicos, descobrimos que até 90% destas pessoas NÃO são realmente alérgicas às penicilinas, não havendo nenhuma contraindicação ao uso desta classe de antibióticos.



Além do diagnóstico equivocado de alergia, há um outro dado importante que contribui para esta falsa estatística: a alergia à penicilina pode desaparecer com o tempo. Cerca de 80% dos pacientes que tiveram um quadro de alergia a um antibiótico da família da penicilina podem deixar de ser alérgicos se ficarem 10 ou mais anos sem ter contato com este antibiótico. Portanto, se você teve um quadro de alergia a uma penicilina na infância e nunca mais foi exposto a essa classe de antibióticos, é bem possível que não seja mais alérgico, podendo voltar a usar a penicilina sem nenhum perigo.



Sintomas da alergia à penicilina



Já sabemos, então, que nem toda reação adversa provocada pelo uso de penicilina pode ser considerada uma reação alérgica.



As alergias, também chamadas de reação de hipersensibilidade, são reações de origem imunológica, que ocorrem por uma resposta inapropriada e exagerada do sistema imune a algumas estruturas presentes nos medicamentos.



Entre os sinais e sintomas típicos da alergia à penicilina podemos citar:

  • Urticária - caracterizada por placas avermelhadas com relevo na pele, que coçam muito.
  • Rash cutâneo - caracterizado por manchas vermelhas pelo corpo, sem relevo e sem comichão.
  • Prurido - caracterizado por uma coceira intensa, sem necessariamente haver lesões visíveis na pele.
  • Angioedema - inchaço de mucosas, como lábios, olhos, boca e língua.
Em casos graves é possível haver choque anafilático, caracterizado por queda na pressão arterial, dificuldade de respirar causada por intenso espasmo das vias aéreas (broncoespasmo) e edema da laringe (leia: CHOQUE ANAFILÁTICO | Causas e sintomas). Esse quadro é uma emergência médica e pode levar o paciente ao óbito se não for tratado rapidamente.



Tipos de alergia às penicilinas



Quando um paciente desenvolve um quadro sugestivo de alergia à penicilina é importante tentar determinar o intervalo de tempo entre o uso da droga e o aparecimento dos sintomas de alergia.



Chamamos de reações de hipersensibilidade imediata aquelas reações alérgicas que surgem na primeira hora após o contato com a penicilina. Já as reações de hipersensibilidade tardia ocorrem várias horas ou até dias depois da exposição à droga. Geralmente, o paciente já fez uso do antibiótico por vários dias antes de ter qualquer reação.



Essa distinção é importante, pois as reações imediatas são causadas por um anticorpo chamado IgE, sendo as mais perigosas devido ao risco de causarem reações anafiláticas. Pacientes com história de reações de hipersensibilidade imediata não devem ser reexpostos a tratamentos com penicilinas. As reações tardias são geralmente benignas e não costumam causar reações alérgicas mais graves.



Diagnóstico da alergia à penicilina



Na maioria dos casos, os médicos aceitam como verdadeira a informação de alergia trazida pelo paciente. Devido ao medo de processos legais, a maioria dos médicos opta por não prescrever antibióticos da família da penicilina se o paciente se rotular como alérgico, mesmo que os sintomas descritos não sejam propriamente de alergia.



Em alguns casos porém, a confirmação da alergia torna-se útil. Exemplos:

- Nos casos de sífilis, a penicilina ainda é o antibiótico mais efetivo e seu uso deve ser indicado sempre que possível.

- Pacientes com infecção de garganta ou sinusite de repetição acabam precisando de antibióticos mais fortes se não puderem tomar penicilinas.

-  Um paciente com história de alergia ocorrida há muitos anos já pode não ser mais alérgicos, não sendo necessário evitar as penicilinas em infecções mais simples.



O teste mais usado para diagnóstico da alergia à penicilina é o teste cutâneo. Este teste consiste na aplicação de uma quantidade mínima de penicilina no tecido subcutâneo. Se o paciente for alérgico, uma pequena reação alérgica irá aparecer no local da aplicação após cerca de 15 a 20 minutos.



Os tetes cutâneos devem ser administrados somente por médicos imunoalergistas, de preferência em ambiente hospitalar.



Se o teste for negativo, ou seja, se não houver reação alguma à injeção, o paciente não apresenta alergia à penicilina, podendo voltar a fazer uso deste antibiótico com segurança. Em geral, para se ter certeza, pedimos que o paciente tome um comprimido de penicilina e espere no hospital por cerca de 2 horas para descartamos qualquer reação alérgica mais grave.



Reação cruzada às penicilinas



Quando o paciente descobre ser alérgico a uma penicilina, ele deve ser encarado como alérgico a todas as outras também. O paciente não é somente alérgico a amoxacilina ou a benzetacil, ele é alérgico às penicilinas em geral.



As cefalosporinas são uma classe de antibióticos que apresentam algumas semelhanças estruturais com as penicilinas. As penicilinas e as cefalosporinas são didaticamente agrupadas em uma grande grupo de antibióticos chamado de antibióticos betalactâmicos.



Inicialmente, todo paciente alérgico às penicilinas deve também ser encarado como alérgico às cefalosporinas. Na verdade, apenas cerca de 10% apresentam alergia para essas duas classes, mas sem a realização dos testes cutâneos é impossível saber  quem é alérgico somente às penicilinas e quem tem alergia às duas classes de antibióticos.



Para saber mais sobre outros antibióticos, leia: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações
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Impostos, receita e despesa 1977-2013

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Impostos, receita e despesa 1977-2013:


A infografia original e o respectivo texto de análise podem ser consultados aqui.

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Orçamento de Estado 2013: proposta de despedimento

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Orçamento de Estado 2013: proposta de despedimento:


Dada a ausência de menção a outros grupos profissionais que não médicos na proposta do Orçamento de Estado para 2013 e dado que os não médicos não são contemplados em nenhuma decisão ou são até invisíveis ( a prestação de contas da sua actividade não está contemplada na gestão dos sistemas de informação)... proponho o despedimento de todos os trabalhadores do SNS não médicos dado que se não existem ou a sua existência não é considerada importante, são uma despesa desnecessária e portanto existe um enorme desperdício... Por isso.

De maneira que não se compreende como um discurso de contenção da despesa contempla isto e tendo em conta que se pretende que os cidadãos tenham acesso a cuidados se troque isso por acesso a profissionais, como se fosse mesma coisa...

Centrar o sistema no cidadão???

A bota não bate com a perdigota...
Numa altura em que se pede sacrifícios a todos pode entender-se que esses sacrifícios são para conseguir dar folga a outros. É simplesmente inaceitável...

Proposta : Despeçam todos os não médicos do SNS dado que são uma despesa inútil e não fazem falta
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Invisibilidade de elétrons pode mudar eletrônica

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Mas as aplicações mais imediatas estariam no campo da termoeletricidade, que permite aproveitar diretamente o calor para gerar energia.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

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