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domingo, 14 de outubro de 2012

Projecto Red Bull Stratos, a pura da loucura

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Projecto Red Bull Stratos, a pura da loucura:
Felix Baumgartner e a sua equipa conseguiram alcançar três dos quatro records mundials a que se propunham: o primeiro homem a ultrapassar a barreira do som em queda livre, o salto mais alto de sempre, mais tempo em queda livre e o balão mais alto de sempre.
redbull_stratos_felix_jump

O dia foi longo para a equipa de Felix Baumgartne. A equipa começou os preparativos às 3 da manhã, houve um pequeno percalço que atrasou o lançamento mas 10 horas depois a missão tinha sido dado como concluída. Apesar dos quatro records não terem sido batidos, a missão foi considerada um sucesso. Felix Baumgartner abriu o paraquedas mais cedo do que era planeado (abriu aos 6600 pés em vez de abrir apenas aos 5000 pés) e portanto Joe Kittinger ainda mantém o seu record, batido em 1961.
Eu acho que as pessoas naquela altura ainda eram mais malucas do que agora! :P Joe Kittinger saltou de uma altura menor mas esteve mais tempo no ar.
Aqui fica um vídeo (com legendas em Português) do salto concretizado por Joe. Reparem na diferença dos materiais da altura para os materiais de agora! :P
A Red Bull foi o maior patrocinador do projecto Stratos e para além do equipamento e dinheiro, também elaborou um site muito porreiro, para que o resto do planeta pudesse observar a missão em direto. Houve algumas falhas no streaming online mas muito aceitáveis.
Os novos records do mundo são agora:
  1. Salto mais alto: 127776 pés
  2. Maior altitude alcançada por um balão tripulado: 127776 pés
  3. Maior velocidade em queda livre: 1136,2 Km/h
Mas para já aqui fica a continuação da conferência de imprensa que a equipa do projecto Red Bull Stratos vai dar e o testemunho de Felix Baumgartne.
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Relvas e Passos agiram juntos para angariar contratos: os documentos

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Relvas e Passos agiram juntos para angariar contratos: os documentos: Pelo menos, três documentos de arquivo contam as diligências em simultâneo de Miguel Relvas e de Passos Coelho junto da Ordem dos Arquitectos para conseguirem contratos para a Tecnoforma, no âmbito do programa Foral.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Golfe Para Lamentar

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Golfe Para Lamentar:

Estado paga torneio de golfe a deputados e não só. Associação dos ex-deputados e grupo desportivo receberam 286 mil euros do Orçamento da Assembleia da República nos últimos cinco anos
Saiu do orçamento da Assembleia da República dinheiro para financiar, este ano, um torneio de golfe para deputados, na Quinta da Marinha, entre 11 e 13 de Julho.
Segundo o jornal a Associação dos ex-deputados do Parlamento (AEDAR) e o Grupo Desportivo receberam à volta de 286 mil euros do orçamento da Assembleia da República nos últimos cinco anos. Só em 2012, a primeira encaixou 42,5 mil euros vindos do Estado e a segunda outros 15,2 mil euros.
Um montante que se destina também a custear o gabinete que a associação possui na assembleia, com uma funcionária a tempo inteiro e um técnico de contas, para além de apoiar antigos deputados com reformas baixas.

Contrariamente a muitos que defendem a diminuição do número de deputados eu prefiro que se lhes reduzam as mordomias. Olhe-se para o exemplo da Suécia em que os deputados vindos de fora da capital vivem em pequenos apartamentos com cozinha e sala de lavagem comuns onde cada um faz a sua comida e lava a sua roupa. Não Têm empregada, assim como o Primeiro Ministro, nem assessores ou secretárias. Afinal o deputado devia ser visto como alguém que ser o país e não como alguém que se serve dele. Temos de procurar uma nova forma de democracia mais verdadeira e participativa e modificar tanto na forma como são escolhidos como na forma como representam e são avaliados pelos seus eleitores. Aquilo que temos é uma vergonha que faz da democracia que temos uma palhaçada.

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Mais uma Reunião do Conselho de Ministros

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A 'Crash? média

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A solidariedade da ESEP!

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A solidariedade da ESEP!:

As Escolas de Enfermagem andam "aborrecidas" com a Ordem dos Enfermeiros no que concerne à atribuição de títulos de Enfermeiro Especialista. Apenas porque a Ordem decidiu exercer, meticulosamente, de forma escrupulosa a suas atribuições.
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Durante anos, abriram cursos, especializações e tudo mais, ao sabor duma intolerável maré anárquica - sem quaisquer critérios de necessidade, adequação e razoabilidade, ou sem qualquer estratégia formativa. Cingiram-se tão só ao argumento do tacho. Para alimentar um corpo docente faminto, era um "toc'abrir" de cursos e cursinhos, para que se vendessem a Enfermeiros, em troca de uns euros, para manter o nome na porta de um gabinete. Não interessava o respeito pelo quadro legal vigente, nem por regra definida alguma. Mudavam as regras do jogo quando lhes apetecia, enquanto continuavam a extorquir dinheiro, a alunos que nelas confiavam
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A Escola Superior de Enfermagem do Porto (dirigida pelo Prof. Paulo Parente, que é contra tudo o que posso "ameaçar" o seu "tacho"), emitiu um comunicado indignado (põe tudo em causa, menos os seus próprios erros) porque a Ordem recusou a atribuição de títulos de Especialista a alunos da instituição. Em reposta, a Ordem dos Enfermeiros emitiu um comunicado, perfeitamente sustentado, esclarecendo os (já cristalinos) motivos da decisão: 
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(Clicar para ampliar e ler)
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Desprovida de argumento válidos, a ESEP, no tal comunicado assinado pelo Prof. Parente, é peremptória: "como principais visados, caberá, em primeira instância, a estes enfermeiros, e não à Escola, responder em sede de audiência de interessados (...) Aqueles que o desejem fazer poderão contar, desde já, não só com a solidariedade, mas, também, como o apoio da ESEP [que não cumpriu os requisitos legais]".
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Ou seja, o guito das propinas já está do lado da ESEP (já pagou o vencimento ao Prof. Parente), agora cada um que se desenrasque como quiser e boa sorte. Solidariamente lindo!

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Racionar a vida

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Racionar a vida:

No parecer solicitado pelo Ministério da Saúde o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defende que o racionamento de tratamentos é legítimo e deve ser feito depois de ouvidos os médicos, os gestores e os doentes.
Em entrevista à Antena 1, Miguel Oliveira da Silva, presidente deste órgão consultivo, afirma que "não só é legítimo como, mais do que isso, desejável". "Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo", diz.
"Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados", sustenta.

Já há algum tempo num debate a Manuela Ferreira Leite e o empregado do grande merceeiro, o António Barreto tinham questionado se valeria a pena pagar os tratamentos mais caros a que quem tivesse mais de 70 anos. Esta gente só pensa em números e colocam-nos acima das pessoas. Agora é um Conselho que se diz da ética da vida que quer racionar os tratamentos dizendo que não podem ser para todos. Sorteia-se ou escolhe-se pela cor do cartão do Partido? Já agora, para as finanças mais vale dar logo uma injecção atrás da orelha a quem atinja a idade da reforma que passam a ser gente que só dá despesa.
Mas, por mais indignados que possamos ficar com esta corja toda até pode ter uma vantagem é que um dia não teremos tantos escrúpulos na forma de os corrermos a pontapé.
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Se o ridículo pagasse imposto este ia à falência

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Se o ridículo pagasse imposto este ia à falência:

Miguel Relvas avisou para a falta de confiança dos cidadãos nos políticos Europeus. Olha quem vem falar de confiança nos políticos. Um cadáver politico que já faz parte da história das anedotas do país, merecido porque ser a única coisa conseguida sem ser por equivalências. Haverá ainda alguém neste país que não se ria ou vomite quando o ouve falar? Pessoalmente a mim dá-me náuseas mas acabo sempre por me rir com mais uma anedota.
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Pânico no 5 de Outubro

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Pânico no 5 de Outubro:

5 de outubro: a República proclamada... à porta fechada. Sem primeiro-ministro, longe do povo e pela última vez antes do fim do feriado, esta será uma data comemorada quase às escondidas. 112 anos depois chegámos ao dia em que pela primeira vez o chefe de Governo não vai estar nas comemorações e as cerimónias oficiais (com direito a discurso do Presidente da República) não decorrerão no Largo do Município, mas num outro espaço logo ali ao lado, o Pátio da Galé.

Desde que Cavaco Silva chegou à Presidência, em 2006, os jardins do Palácio de Belém estavam abertos ao público no dia da República, e próprio chefe de Estado costumava aparecer e contactar com os visitantes mas este ano os jardins de Belém não abrirão ao público por «razões de contenção de custos», disse à Lusa fonte oficial da Presidência da República.
Bem podem falar de contenção de custos que é evidente que é medo que os faz esconderem-se por detrás de portas. Quando se chega a um momento em que os governante têm medo do seu povo isso quer dizer que a democracia já não existe. Quando só saem à rua com reforços policiais, entram pelas portas das traseiras para evitar contactos com os cidadãos e levam para dentro de portas e transformam em privadas celebrações que sempre foram públicas é porque o medo já se transformou em terror e vivem num constante pânico. Esse é um momento em que já só representam os seus donos e a democracia está morta. Também é este o momento em que temos nós que reconstruir uma nova democracia, mais participativa e mais verdadeira. Uma democracia que vai exigir o empenho e a participação de todos mas que vale a pena pois assim poderemos construir um futuro para todos alternativo a este a que nos querem condenar de precariedade, desemprego, fome e miséria. Está na hora de a exigirmos e a construirmos.


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Mais uma poupança do governo...para os amigos

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Mais uma poupança do governo...para os amigos:

«O Governo decidiu extinguir a Fundação das Salinas do Samouco, instituição que o Estado se comprometeu a criar junto de Bruxelas como contrapartida do financiamento comunitário para a construção da Ponte Vasco da Gama.  
A fundação tinha por objectivo preservar as salinas que se encontram na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Entre as entidades presentes na génese da fundação, está a Lusoponte, presidida por Ferreira do Amaral, que, como concessionária da ponte, assumiu o compromisso de contribui r com 300 mil euros anuais, até 2030, para o funcionamento da fundação. Com a extinção decretada, o Estado liberta a Lusoponte de qualquer compromisso e transfere todas as responsabilidades para o Instituto Nacional de Conservação da Natureza.
» [CM]

Mais uma enorme poupança. Não para o Estado mas para a Lusoponte. Vivemos tempos loucos em que uma vezes por incompetência, noutras por desespero e noutras por compadrio este governo vai destruindo o país e quem nele vive. Esta noticia prova-o e mostra que temos de mudar e quanto mais depressa melhor. Tem de ser antes que destruam o pouco que ainda nos resta e já não é muito.

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Assembleia da República Paga Torneio de Golfe a Deputados

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Assembleia da República Paga Torneio de Golfe a Deputados:
A associação dos ex-deputados do parlamento português e o grupo desportivo receberam mais de 286 mil euros nos últimos 5 anos! A informação é avançada pelo jornal “i”. Só este ano, a associação de ex-deputados recebeu 42,5 mil euros e o grupo desportivo 15,2 mil euros. De acordo com o parlamento, estas comparticipações são aprovadas [...]

Clica aqui para ver o artigo completo: Assembleia da República Paga Torneio de Golfe a Deputados

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Junta gasta dinheiro em vacinas da Gripe para proveito das Farmácias ??

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Junta gasta dinheiro em vacinas da Gripe para proveito das Farmácias ??:
Ao lermos o anúncio que se segue onde a Junta de Matosinhos  escreve  relativamente à vacinação da gripe sazonal: ”O Governo falha e a Solidariedade resolve”, ficamos curiosos …
Ainda mais alarmados  ficamos ao lermos  que esta  Junta está preocupada  com as Fármacias e com os seus stocks excessivos ????
Ora,  este ano o Governo e o Ministério da Saúde, até reforçaram a campanha da vacinação da gripe e esta passou a ser distribuída de forma gratuita, nos Centros de Saúde   a todos os utentes com mais de 65 anos de idade (se calhar o problema foi aqui para algumas fármacias) , logo não entendo onde é que o Governo falhou .. tal como o post no site desta junta refere !
Pior levanto algumas preocupações: 
  • Quem administra estavas vacinas da Gripe – Os farmacêuticos ?
  • No caso de uma Paragem Cardio-Respiratória existe o material que a DGS refere ser necessário ?
  • Qual o circuito de lixos, para o lixo doméstico ?
  • Quanto custará esta campanha de vacinação da junta ?
  • O registos destas vacinas serão efectuados no programa informático SINUS nos centros de saúde ?
Em suma apesar  das 1,1 milhões de vacinas que estão  disponíveis nos centros de saúde, sem ser necessária receita, e são gratuitas para todas as pessoas com idade superior a 65 anos, ao contrário do que acontecia no ano passado, esta junta acredita que ainda é necessário ir mais longe !
Quantas mais juntas deste Portugal seguirão este exemplo Eleitoral ?
Para mais informações sobre a campanha de vacinação poderão ainda consultar o Site da DGS e a Orientação nº 013/2012 de 21/09/2012 – Atualização 24/09/2012
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CERÚMEN | Cera do ouvido

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CERÚMEN | Cera do ouvido:
O cerume ou cerúmen, vulgarmente conhecido como a cera do ouvido, é uma substância produzida pelas glândulas dos ouvidos, que tem como função proteger a pele do canal auditivo externo de danos provocados pela água, traumas, corpos estranhos, infecções, etc.



O acúmulo de cerume é geralmente assintomático, mas pode, ocasionalmente, causar sintomas incômodos, como a perda de audição, coceira, desconforto ou sensação de ouvido entupido de cera.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a cera de ouvido:

  • O que é o cerúmen.
  • Sintomas do ouvido entupido de cera.
  • O que causa impactação de cera no ouvido.
  • Como remover cera do ouvido.
O que é o cerúmen



O cerúmen é uma substância produzida no canal auditivo, que é a parte mais externa do sistema auditivo, localizada entre a membrana timpânica e o orifício da orelha (ver imagem abaixo).



Cera de ouvido
O ragião mais próxima do exterior do ouvido possui glândulas ceruminosas e glândulas sebáceas, responsáveis pela produção de sebo e gordura. A cera do ouvido é o resultado da mistura deste sebo com sujeiras, pele descamada, bactérias, água e restos de pelos que existem no ouvido. A cera é produzida exclusivamente no terço mais externo do ouvido, podendo ser encontrada mais profundamente, perto do tímpano, somente se tiver sido empurrada por cotonetes, grampos, tampa de caneta ou qualquer outro corpo estranho introduzido no ouvido.



O cerúmen é importante para a saúde do ouvido, pois ele serve de proteção contra traumas, ressecamento e bactérias. A cera possui diversas propriedades protetoras, como impermeabilidade à água, presença de anticorpos e um pH ácido (que combatem germes presentes no ouvido), consistência pegajosa, que ajuda a grudar corpos estranhos minúsculos, além de servir como lubrificante do canal auditivo, o que diminui o risco de ressecamento e lesões.



O ouvido externo é "autolimpante". As suas células vão se renovando sempre de dentro para fora, o que faz com que o cerúmen seja naturalmente e continuamente empurrado para fora do ouvido. As pessoas tendem a achar que a existência de pedacinhos de cera do lado de fora do ouvido seja um sinal de excesso de cerúmen ou de ouvido entupido por cera. Na verdade, isto é apenas o ouvido trabalhando adequadamente para eliminar porções de cera antiga.



Sintomas do ouvido entupido de cera



Como já explicado, a cera não é uma doença ou problema de saúde, por isso, a sua simples existência não causa nenhum sintoma.



O problema da cera do ouvido surge quando a mesma fica impactada e causa obstrução do canal auditivo. Neste caso os seguintes sintomas podem estar presentes:

Por que a cera fica impactada no ouvido?



Uma das causas mais comuns de entupimento do canal auditivo por cera é o uso de cotonetes ou outros objetos com intuito de limpar o ouvido. O cotonete é muito grande e acaba que empurra a cera muito mais do que consegue remover. O seu uso frequente pode criar um grande rolha  no fundo do canal auditivo, fazendo com que o processo de natural de limpeza do ouvido seja incapaz de empurrar todo o cerúmen impactado.



O processo normal de envelhecimento também pode ser um fator de risco. Pessoas mais velhas produzem um cerúmen mais duro e menos lubrificado, que, junto com alterações e agressões à pele que recobre o ouvido, provocam uma redução na capacidade de expulsar a cera.



Pessoas com alterações na anatomia do ouvido, seja de nascença, por infecções frequentes de ouvido ou causada por traumas, podem ter um canal auditivo mais apertado, o que favorece a impactação do cerúmen.



Em alguns casos, porém, não conseguimos encontrar nenhum motivo claro para a ocorrência do entupimento do ouvido por cera. Algumas pessoas simplesmente produzem mais cerúmen do que o ouvido é capaz de eliminar, estando sob risco permanente de criar rolhas de cerúmen.



Como remover cera do ouvido



O cerúmen deve ser removido sempre que o paciente tiver algum dos sintomas descritos anteriormente. Existem basicamente três modos para se remover o excesso de cera dos ouvidos: ceruminolíticos, irrigação ou remoção mecânica pelo otorrinolaringologista.



Os ceruminolíticos são são substâncias que podem ser pingadas nos ouvidos com o objetivo de amolecer o cerúmen, facilitando sua expulsão natural. Um dos ceruminolíticos mais conhecidos é o Cerumin®. Gotas de óleo mineral também podem ser usadas. O uso de ceruminolíticos, apesar de serem simples e vendidos sem necessidade de receita médica nas farmácias, não deve ser feito sem orientação de um otorrinolaringologista. Pessoas com lesões do tímpano, dor ou sinais de infecção do ouvido não devem pingar nada sem orientação médica. Há também o risco dos ceruminolíticos ficarem presos atrás da rolha de cera, provocando irritação da membrana timpânica.



A irrigação é outra opção válida para remoção do cerúmen. O procedimento é geralmente feito com um jato de soro morno no ouvido com uma seringa grande de 200ml. O uso prévio de ceruminolíticos ajuda a amolecer a cera e aumenta a eficácia do procedimento. A irrigação também não deve ser feita em pacientes com dor, perfuração do tímpano ou sinais de infecção do ouvido. Apesar de ser um procedimento simples, o mais seguro é evitar o seu uso em casa, sem assistência de um profissional treinado, pois há riscos de perfuração do tímpano e infecção do ouvido se a irrigação for feita de forma errada.



A remoção mecânica do cerúmen é o método mais rápido e eficaz, mas só pode ser feito por um otorrinolaringologista. O médico, com instrumentos especiais, consegue visualizar diretamente o interior do ouvido, podendo remover facilmente o excesso de cera impactada.
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Enfermeiros: adeus aos "suplementos" (nocturnos e fins-de-semana)?!?

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Enfermeiros: adeus aos "suplementos" (nocturnos e fins-de-semana)?!?:
A remuneração dos Enfermeiros é, só por si, parca e injustíssima; inferior a qualquer outro licenciado da Administração Pública. Todavia, em 2013 sofrerão (ainda) mais "cortes" do que todos os outros...?!!!
Pese o facto dos Enfermeiros laborarem por turnos (mesmo assim auferem um redimento inferior a quase todos outros licenciados), com sacrifícios pessoais, familiares e sociais, e atendendo ao desgaste, penosidade e elevado risco inerente ao exercício profissional... sofrerão mais cortes nas horas extraordinárias e, sobretudo, nos suplementos (nocturnos e fins-de-semana) para metade dos actuais magros valores?!!
Mas o que é isto?! Que VERGONHA é esta?!!! 
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Proposta do Governo:
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(Clicar para ampliar e ler)
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sábado, 6 de outubro de 2012

RINS POLICÍSTICOS | Doença policística renal

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RINS POLICÍSTICOS | Doença policística renal:
A doença policística renal do adulto (chamada em Portugal de doença poliquística renal) é, como o próprio nome diz, uma doença caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins ao longo da vida adulta.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a doença policística renal:

  • Causas da doença policística renal.
  • Sintomas dos rins policísticos. 
  • Relação entre rins policísticos e câncer
  • Diagnóstico de rins policístico.
  • Tratamento da doença policística renal
O que causa os rins policísticos?



A doença policística renal tem origem genética. É uma doença autossômica dominante, ou seja, se um dos seus pais tem rins policísticos, a sua chance de ter os genes defeituosos também é de 50%.



Todavia, não basta ter os genes da doença policística renal para que os cistos comecem a se proliferar descontroladamente. Os rins policísticos se manifestam de forma muito distinta entre cada indivíduo, sugerindo que fatores ambientas ainda não reconhecidos possam também ser importantes para o grau de progressão da doença.



85% dos pacientes com rins policísticos têm uma mutação no gene chamado PKD1. Os restantes 15% herdam a mutação no gene chamado PKD2. A mutação do PKD1 costuma provocar uma doença mais agressiva, com maior e mais rápido crescimento dos cistos nos rins. Este grupo costuma perder a função completa dos rins ao redor dos 55 anos de idade. A doença policística renal causada pela mutação no PKD2 é mais branda e de progressão mais lenta. Estes pacientes acabam só precisando de hemodiálise depois dos 70 anos de idade. Muitos falacem por outras doenças sem nem sequer terem tomado conhecimento de que tinham uma doença nos rins.



A doença policística renal acomete, em média, 1 a cada 1000 pessoas. É, portanto, uma doença muito comum. Atualmente, cerca de 5% dos pacientes que entram em hemodiálise, o fazem devido à insuficiência renal crônica causada pela doença policística renal (leia: O QUE É HEMODIÁLISE).



Sintomas dos rins policísticos 



A doença policística renal costuma progredir de forma silenciosa por décadas, só provocando sintomas em fases tardias. Os cistos em si não causam sintomas até estarem bem grandes, quando, eventualmente, podem causar dor ou se romperem.



A maioria das pessoas descobre a doença por acaso, em exames de rotina como o ultrassom abdominal, que podem facilmente identificar a existência de múltiplos cistos nos rins. Pacientes com rins policísticos também podem desenvolver cistos em outros órgãos, como fígado e o pâncreas. Nestes, porém, os cistos não costuma causar maiores problemas.



Os dois sintomas mais comuns dos rins policísticos são a dor lombar e sangramento na urina (HEMATÚRIA | URINA COM SANGUE), que surgem em cerca de 50% dos casos.



A doença policística renal também pode provocar:



- Hipertensão arterial (leia: HIPERTENSÃO ARTERIAL | Sintomas e tratamento).

- Cálculo renal (leia: CÁLCULO RENAL | Causas e sintomas). 

- Perda de proteínas na urina (leia:  PROTEINÚRIA, URINA ESPUMOSA E SÍNDROME NEFRÓTICA).

- Insuficiência renal crônica (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA).

- Infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | Pielonefrite).

- Aneurisma cerebral (leia: ANEURISMA CEREBRAL | Sintomas e tratamento).



A insuficiência renal crônica é a complicação mais temida dos rins policísticos, pois costuma levar à hemodiálise. A insuficiência renal é uma doença de progressão lenta e começa a ser detectável quando os cistos já são tão numerosos e grandes, que ocupam o lugar do tecido renal normal. Os cistos começam a comprimir o tecido renal sadio, destruindo-o com o passar do tempo.



A insuficiência renal crônica pode ser detectada através da dosagem da creatinina sanguínea (leia: CREATININA e UREIA). Todo paciente com rins policísticos deve ter sua creatinina dosada pelo menos uma vez por ano.



Além da creatinina, outro modo de se prever a evolução da doença é através
da medição anual do volume renal pela ressonância magnética. Rins com
volumes maiores que 1,5 litros apresentam pior prognóstico, assim como
aqueles que apresentam rápido crescimento dos cistos de um ano para o outro.



Em relação ao aneurisma cerebral, cerca de 5 a 10% dos pacientes com rins policísticos tem este problema. O risco é maior se também houver na família algum caso de aneurisma cerebral.



Rins policísticos e câncer do rim



Ao contrário do que se costuma pensar, na doença policística não há um
maior risco de desenvolver câncer do rim ou de qualquer outro órgão que
também venha a ter cistos. O problema é que quando ocorre um câncer no
rim é muito difícil identificá-lo no meio de tantos
cistos. Os cistos não viram câncer, mas podem acabar escondendo-o,
principalmente porque alguns cânceres podem também ter um aspecto de cisto. O
ultrassom feito por um bom radiologista costuma conseguir diferenciá-los
com facilidade. Quando há dúvidas, o médico pode solicitar uma
tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética.



Diferenças entre rins policísticos e cisto nos rins.



Possuir alguns cistos isoladamente, principalmente após os 50 anos de
idade, não é um sinal de doença e não costuma provocar nenhuma repercussão
clínica, diferentemente da doença policística, que pode levar à lesão
dos rins e insuficiência renal crônica. É comum encontrarmos 1 ou 2 cistos nos rins de pessoas mais velhas, sem que isso tenha qualquer relevância clínica. (leia: CISTO RENAL | Significado, riscos e sintomas).

Rins policísticos

Ao contrário dos cistos simples, que costumam aparecer em pessoas acima de 50 anos, a doença policística renal inicia-se ainda quando jovem, com o aparecimento de múltiplos pequenos cistos (às vezes tão pequenos que podem inicialmente passar despercebidos pelo ultrassom), que vão crescendo e se multiplicando lentamente ao longo dos anos.



Critérios e diagnóstico de rins policístico:



Para facilitar a distinção entre doença policística renal em fases iniciais e cistos simples, estabeleceu-se alguns critérios diagnósticos:



- Para indivíduos até os 30 anos é normal ter até 1 cisto em cada rim.

- Para indivíduos entre 30 e 60 anos é normal ter até 2 cistos em cada rim.

- Para indivíduos a partir dos 60 anos é normal ter até 4 cistos em cada rim.



Se o paciente tiver mais cistos do que o normal e houver história familiar positiva para rins policísticos, o diagnóstico de doença policística renal está feito. Se não houver parentes com rins policísticos, o próximo passo é a realização de tomografia computadorizada ou  ressonância magnética, exames que conseguem detectar cistos ainda muito pequenos, que podem passar despercebidos pelo ultrassom. Outra opção é realizar a investigação genética através do sangue, procurando identificar do genes PKD1 ou PKD2 mutantes, causadores da doença. Essa pesquisa genética, todavia, ainda é cara e não está disponível em todos os laboratórios.



Quando se faz o diagnóstico de doença renal policística é importante investigar os familiares de 1º grau maiores que 18 anos, para descobrir outros casos silenciosos precocemente.



Tratamento da doença policística renal



Infelizmente ainda não há cura nem tratamento eficaz contra a doença. O que se faz é tentar retardar o crescimento dos cistos e a evolução para insuficiência renal terminal. O passo mais importante é o controle da pressão arterial. Quanto mais alta for a pressão, mais rápido a doença se desenvolve. O ideal é mantê-la abaixo de 130 x 80 mmHg.



Os medicamentos mais indicados para tratar hipertensão na doença policística renal  são os inibidores da ECA (captopril, enalapril, ramipril, lisinopril...) ou antagonistas da angiotensina 2 (losartan, telmisartana, candesartan, irbesartan...) (leia: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO | Captopril, Losartan, Enalapril). Se não houver contra-indicações, deve-se dar preferência a este grupo de anti-hipertensivos.



Parece que beber bastante líquido retarda a progressão dos cistos, pois a desidratação seria um fator de estímulo ao crescimento dos cistos. Não adianta exagerar. Basta beber o suficiente para que a urina fique bem clarinha. O importante é evitar aquela urina bem amarelada e com odor forte (leia: URINA COM CHEIRO FORTE E MAL CHEIROSA). Em geral, 2 litros por dia conseguem esse objetivo.



Alguns trabalhos mostram que o consumo de cafeína também pode acelerar o
crescimento dos cistos. Por isso, até que se prove sua segurança,
aconselhamos os pacientes a evitar alimentos e bebidas ricos em cafeína.



Existem atualmente dois medicamentos sendo mais estudados para o tratamento da doença policística renal. Um deles é Tolvaptan, um inibidor dos receptores da vasopressina (hormônio antidiurético). O outro é a Rapamicina (Sirolimus) um imunossupressor muito usado no transplante renal. Ambos aprestam bons resultados preliminares, mas ainda não há estudos definitivos que comprovem sua eficácia e segurança em humanos com rins policísticos.



Nos pacientes que desenvolvem insuficiência renal crônica terminal há duas opções: hemodiálise ou transplante renal.
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SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ | Sintomas e tratamento

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SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ | Sintomas e tratamento:
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença neurológica capaz de provocar fraqueza muscular generalizada que, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a síndrome de Guillain-Barré:

  • O que é a síndrome de Guillain-Barré.
  • Funcionamento básico do sistema nervoso.
  • Causas da síndrome de Guillain-Barré.
  • Relação entre vacinação e Guillain-Barré.
  • Sintomas do Guillain-Barré.
  • Diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré
  • Tratamento do Guillain-Barré.
O que é síndrome de Guillain-Barré



A síndrome de Guillain-Barré é uma doença de origem autoimune (leia: DOENÇA AUTOIMUNE), que ocorre devido à produção inapropriada de anticorpos contra a bainha de mielina, substância que recobre e protege os nervos periféricos.



Na medicina consideramos a síndrome de Guillain-Barré uma polirradiculopatia desmielinizante inflamatória. Vamos traduzir esse palavrão nos próximos parágrafos.



Funcionamento básico do sistema nervoso



Para entendermos a síndrome de Guillain-Barré é preciso conhecer um pouco do nosso sistema nervoso central e periférico. Vamos explicá-lo de forma bem simples.



Todos os nossos estímulos sensoriais, como dor, sensação de temperatura, tato e sensação de pressão são captados pelos nervos periféricos da pele e levados para o cérebro, onde eles são adequadamente interpretados. Só conseguimos perceber que uma superfície está quente porque os nervos periféricos são capazes de sentir a temperatura, levando esta informação em forma de sinais elétricos através dos nervos para a medula espinhal e, posteriormente, para o cérebro. O mesmo processo acontece com os estímulos motores, só que em sentido contrário. Quando mexemos a mão, o cérebro precisa primeiro executar uma ordem que vai até a medula espinhal e desta para o nervo periférico que inerva os grupos musculares que comandam a mão.



Portanto, os estímulos sensoriais e os estímulos motores são sinais elétricos que viajam pelo nosso sistema nervoso em direções opostas, passando sempre pelos nervos periféricos, medula espinhal e cérebro. Se o paciente tiver alguma lesão em um desses 3 pontos do sistema nervoso, os sinais elétricos sofrerão uma interrupção e o paciente pode ter paralisias motores ou perda da sensibilidade.



Na síndrome de Guillain-Barré a lesão ocorre nos nervos periféricos motores que saem da medula espinhal e vão em direção aos músculos, sendo responsáveis por levar os comandos cerebrais para contração muscular. Nos pacientes com Guillain-Barré, o cérebro executa uma ordem para os músculos, mas ela não chega até eles, tornando o paciente incapaz de mexer certos grupos musculares.



O termo radiculopatia significa doença dos nervos que saem da medula espinhal. Como na síndrome de Guillain-Barré mais de um nervo é acometido ao mesmo tempo, ela é considerada uma polirradiculopatia.



Por que ocorre a síndrome de Guillain-Barré?



Bainha de mielinaComo já explicado, os nervos levam e trazem as informações do cérebro através de impulsos elétricos. Assim como fios encapados, os nervos também são revestidos por uma substância isolante chamada bainha de mielina. Na síndrome de Guillain-Barré o nosso sistema imunológico passa a equivocadamente produzir anticorpos contra a bainha de mielina dos nervos periféricos, como se esta fosse um vírus ou uma bactéria invasora.



O ataque dos anticorpos cria um intenso processo inflamatório e leva à destruição da bainha de mielina (desmielinização do nervo), bloqueando a passagem dos estímulos nervosos. Os nervos acometidos pela síndrome de Guillain-Barré são basicamente os motores, sem acometimento dos nervos sensitivos. Logo, há paralisia muscular com pouca ou nenhuma diminuição da sensibilidade.



Portanto, com o conhecimento adquirido até aqui, já podemos entender por que a síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculopatia desmielinizante inflamatória.



Por que surgem estes auto-anticorpos?



Alguns microrganismos, como vírus ou bactérias, podem possuir proteínas semelhantes às presentes na bainha de mielina, causando confusão em alguns anticorpos. Se por azar o sistema imune criar anticorpos exatamente contra essas proteínas, os mesmos passarão a atacar não só o vírus invasor, mas também a bainha de mielina, pois para os anticorpos ambos são a mesma coisa.



Até dois terços dos pacientes com Guillain-Barré referem um quadro de infecção respiratória ou gastrointestinal (geralmente sob a forma de diarreia) semanas antes do aparecimento da síndrome. A infecção mais comumente associada é pelo Campylobacter jejuni, uma bactéria que provoca gastroenterites.



Outros eventos associados ao surgimento da síndrome de Guillain-Barré são:



- Infecção pelo HIV (leia: SINTOMAS DO HIV | AIDS).

- Vacinação recente.

- Traumas.

- Cirurgias.

- Linfomas (leia: O QUE É UM LINFOMA?).

- Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO).



É bom salientar que em boa parte dos casos não conseguimos descobrir um evento desencadeante para a síndrome de Guillain-Barré.



Vacinas e Guillain-Barré



O conceito de que a síndrome de Guillain-Barré possa ser desencadeada por algumas vacinas é amplamente aceito, porém, esta relação é geralmente superestimada. O risco de desenvolvimento de Guillain-Barré após uma vacinação é muitíssimo baixo. Só como exemplo, um estudo realizado no Reino Unido entre 1992 e 2000 com 1.8 milhão de pessoas identificou apenas 7 casos de Guillain-Barré surgidos dentro do intervalo de 45 dias após uma vacinação. Também é importante destacar que não houve aumento da incidência de casos de Guillain-Barré após a introdução da vacinação anual contra a gripe. Portanto, os benefícios de qualquer vacina superam em muito o risco de desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré.



Em relação aos pacientes que já tiveram a SGB, é indicado esperar pelo menos 1 ano para se administrar alguma vacina.



Sintomas do Guillain-Barré



O principal sintoma do Guillain-Barré é a fraqueza muscular, geralmente iniciada nas pernas e com progressão ascendente. Em questão de algumas horas, às vezes poucos dias, a doença começa a subir e acometer outros grupos musculares, indo em direção a braços, tronco e face.



A síndrome de Guillain-Barré pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando apenas leve fraqueza muscular em alguns pacientes e casos de paralisia total dos 4 membros em outros.



O principal risco desta doença está nos casos em que há acometimento dos músculos respiratórios e da face, provocando dificuldade para respirar, engolir e manter as vias aéreas abertas. Até 30% dos pacientes com SGB precisam ser ligados a um ventilador mecânico (respirador artificial).



Cerca de 70% dos pacientes também apresentam outros sintomas além da fraqueza/paralisia muscular, como taquicardia (coração acelerado), hipertensão ou hipotensão, perda da capacidade de suar, arritmias cardíacas, retenção urinária ou constipação intestinal. Dor nos membros enfraquecidos é comum e ocorre provavelmente pela inflação dos nervos.



Em geral, o Guillain-Barré progride por duas semanas, mantém-se estável por mais duas e, então, começa a regredir, um processo que pode durar várias semanas (ou meses) até a recuperação total. Em alguns pacientes o Guillain-Barré progride tão lentamente que a doença começa a regredir antes mesmo de chegar à parte superior do corpo. Estes são os casos de melhor prognóstico e menor risco de sequelas.



Como a bainha de mielina dos nervos periféricos tem capacidade de se regenerar, a grande maioria dos pacientes consegue recuperar todos (ou quase todos ) os movimentos. Após 1 ano de doença, 60% dos pacientes apresentam recuperação completa da força muscular e 85% recuperam-se o suficiente para já estarem andando sem ajuda, mantendo uma vida praticamente normal.



As sequelas só costumam ocorrer nos casos mais graves. A mortalidade é de 5% e, aproximadamente, 10% dos pacientes não conseguem voltar a andar sem ajuda.



Os critérios que estão associados a um maior risco de sequelas são:

  • Idade avançada do paciente.
  • Rápida evolução para os membros superiores, geralmente com menos de 7 dias.
  • Presença de paralisia muscular já no momento da primeira avaliação médica.
  • Necessidade de ventilação mecânica.
  • Guillain-Barré surgido dias após um quadro de diarreia.
Diagnóstico do Guillain-Barré



O diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré deve ser suspeitado em todo paciente com quadro progressivo de fraqueza motora, com pouco ou nenhum comprometimento da sensibilidade. Os dois exames complementares que ajudam no diagnóstico são a punção lombar para avaliação do liquor e a eletroneuromiografia, um exame que avalia a resposta dos músculo a estímulos elétricos.



No últimos anos alguns anticorpos contra proteínas presentes nos nervos têm sido descobertos. Os anticorpos que podem ser pesquisados no sangue são: anti-GQ1b, GM1, GD1a, GalNac-GD1a, GD1, GT1a, GD1b.



Tratamento do Guillain-Barré



Todos os pacientes diagnosticados com Guillain-Barré devem ficar internados para observação, mesmo os com doença leve, uma vez que o acometimento dos músculos respiratórios pode ocorrer rapidamente.



O tratamento se baseia em duas terapêuticas:



- Plasmaférese - Uma espécie de hemodiálise na qual é possível filtrar os auto-anticorpos que estão atacando a bainha de mielina (leia: ENTENDA O QUE É PLASMAFERESE).



- Imunoglobulinas - Injeção de anticorpos contra os auto-anticorpos que estão atacando a bainha de mielina.



Os dois tratamentos são igualmente efetivos e devem ser iniciados dentro das primeiras quatro semanas de doença para serem efetivos. O tratamento acelera a recuperação e diminui os riscos de sequelas.



Antigamente usava-se corticoides, mas estes foram abandonados por ausência de benefícios nos trabalhos científicos realizados. Hoje não estão mais indicados no tratamento do Guillain-Barré.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ESPORÃO DE CALCÂNEO | Dor no calcanhar

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ESPORÃO DE CALCÂNEO | Dor no calcanhar:
O esporão de calcâneo, ou esporão de calcanhar, é um problema ortopédico que surge devido ao crescimento anormal de uma parte do osso do calcanhar, formando uma protuberância, que pode provocar intensa dor na sola do pé.



Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre o esporão do calcanhar:

  • O que é o esporão de calcanhar.
  • Causas do esporão de calcâneo.
  • Sintomas do esporão de calcanhar.
  • Tratamento do esporão de calcâneo.
O que é o esporão de calcâneo?



Esporão de calcâneoCalcâneo é nome dado ao osso do calcanhar. O esporão do calcâneo é uma protuberância óssea, que surge habitualmente na base do osso calcâneo, na sola do pé (veja ilustração ao lado). Outro local onde o esporão pode surgir é na região posterior do calcâneo, próximo à inserção do tendão de Aquiles.



O esporão costuma se desenvolver devido a microtraumas e inflamação crônica da parte inferior do calcanhar, afetando não só osso calcâneo, mas também os tendões e a fáscia plantar (ligamento localizado na planta dos pés, cuja uma das extremidades fica aderida ao osso calcâneo). Os múltiplos microtraumas e a inflamação crônica ao longo de vários meses favorecem a calcificação dos tecidos ao redor do osso do calcanhar, o que leva à formação dos esporões.



Causas de esporão do calcanhar



Qualquer situação que cause estresse crônico à região do calcanhar pode provocar o desenvolvimento de um esporão. Como uma das extremidades da fáscia plantar fica aderida à base do osso calcâneo, a fascite plantar (inflamação da fáscia) possui os mesmos fatores de riscos que o esporão de calcanhar (leia: FASCITE PLANTAR | Dor no pé), sendo comum a coexistência dos dois problemas ortopédicos.



São fatores de risco para o desenvolvimento do esporão de calcâneo e da fascite plantar:

  • Idade acima de 40 anos.
  • Obesidade (leia: OBESIDADE | Síndrome metabólica).
  • Pé chato.
  • Pé cavo.
  • Prática de esportes de alto impacto nos pés, como corrida, ballet e dança.
  • Trabalhar muito tempo em pé, como seguranças, professores, cirurgiões, trabalhadores de fábrica, etc.
  • Uso excessivo de salto alto.
  • Uso de calçados pouco apropriados para os pés, como sapatos apertados, largos ou velhos.
  • Alterações da marcha, como pisar com o pé torto, principalmente com a parte de dentro dos pés.
    Sintomas do esporão de calcâneo



    Os esporões de calcanhar frequentemente causam pouco ou nenhum sintoma. A simples existência de um esporão não é suficiente para causar dor em cerca de 95% dos pacientes. Para haver dor é preciso existir também inflamação na região ao redor do calcanhar, geralmente com acometimento da fáscia plantar.



    Apesar de ter uma forma pontiaguda, a dor do esporão não costuma ocorrer pelo espetamento de alguma estrutura ao seu redor. A dor surge pelo processo inflamatório local que é provocado por microtraumas repetitivos. Em geral, os pacientes com esporão de calcanhar que se queixam de dor apresentam também o quadro de fascite plantar (é bom salientar que o esporão do calcanhar não provoca a fascite plantar).



    Portanto, não é o esporão em si que causa dor nos pés. O esporão é apenas um sinal indireto de que aquela região do calcanhar esteve nos últimos meses, ou anos, exposta a traumas e estresses repetitivos.



    Quando há inflamação local o sintoma mais comum é uma dor na planta do pé, especialmente na região abaixo do calcanhar. A dor é tipicamente pior durante os primeiros passos, como ao sair da cama de manhã ou levantar-se depois de estar sentado por algum tempo.



    Tratamento do esporão de calcanhar



    O tratamento do esporão de calcâneo só é necessário quando há inflamação dos tecidos ao redor, habitualmente sob a forma de fascite plantar. Inicialmente, o controle da inflamação pode ser feito com repouso e gelo local.



    Em casos mais resistentes, outras opções são a  fisioterapia, com execícios e alongamentos específicos para os pés e panturrilhas, e o uso de calçados com palmilhas especiais para reduzir a pressão sobre o calcâneo e a fáscia plantar. Pessoas obesas devem emagrecer para reduzir o estresse que o excesso de peso provoca sobre os pés.



    Se não houver contra-indicações, o uso de anti-inflamatórios por curto período ajuda bastante no controle do processo inflamatório (leia: ANTI-INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais). Injeções de corticoides no calcanhar podem ser utilizadas nos casos em que não há resposta satisfatória ao tratamento conservador (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).



    A cirurgia para retirada do esporão é a última alternativa e atualmente é raramente indicada, pois a grande maioria dos pacientes consegue controle da dor com medidas conservadoras.




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    quinta-feira, 27 de setembro de 2012

    FASCITE PLANTAR

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    FASCITE PLANTAR:
    A fascite plantar (fasceíte plantar em Portugal) é uma das causas mais comuns de dor nos pés, sendo provocada pela inflamação da fáscia plantar, uma espécie de ligamento localizado na sola do pé.



    Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a fascite plantar:

    • O que é fáscia plantar.
    • O que é a fascite plantar.
    • Causas da fascite plantar.
    • Sintomas da fascite plantar.
    • Diagnóstico da fascite plantar.
    • Tratamento da fascite plantar.
    O que a fáscia plantar



    Fascite plantar
    A fáscia plantar, também chamada de aponeurose plantar, é um ligamento que corre ao longo da parte inferior do pé, conhecida como sola ou planta do pé. A fáscia plantar é uma faixa de tecido espesso, intimamente ligada à pele e com propriedades elásticas, capaz de se esticar ligeiramente conforme a movimentação dos pés. Este tecido recobre toda base do pé, estendendo-se desde o osso do calcanhar, chamado osso calcâneo, até a ponta do pés, local onde se divide em cinco ramos, um para cada dedo.



    A fáscia plantar age como um elástico. Ela cria uma tensão de modo a manter o pé sempre levemente arqueado. Quando andamos, no momento em que levantamos o calcanhar do chão e ficamos apenas com a ponta dos pés encostada ao solo, a fáscia plantar age como uma espécie de guincho, diminuído pressão que os dedos sofrem ao receber grande parte do peso do corpo.



    O que é a fascite plantar



    A fascite plantar é uma inflamação da fáscia plantar. Habitualmente, o local onde há maior inflamação da fáscia é próximo à sua ligação com o osso calcâneo.



    Causas de fascite plantar



    A fascite plantar surge após repetitivos estresses na região da planta dos pés, causados normalmente por tensão e esgarçamento da fáscia plantar, que levam a micro traumas neste tecido e, consequentemente, inflamação da área lesionada.



    A fascite plantar ocorre habitualmente em pessoas entre 40 e 60 anos, que ao longo de sua vida tiveram atividades ou problemas que provocaram repetido estresse sobre a fáscia plantar, como por exemplo:

    • Obesidade(leia: OBESIDADE | Síndrome metabólica).
    • Pé chato.
    • Pé cavo.
    • Trabalhar muito tempo em pé, como seguranças, professores, cirurgiões, trabalhadores de fábrica, etc.
    • Uso excessivo de salto alto.
    • Uso de calçados pouco apropriados para os pés, como sapatos apertados, largos ou velhos.
    • Alterações da marcha, como pisar com o pé torto, principalmente com a parte de dentro dos pés.
    A fascite plantar também é muito comum em pessoas que praticam determinadas atividades, como corridas, ballet, levantamento de peso e dança. Caminhada sem tênis adequado também pode causar estresse sobre a sola dos pés e levar à lesão da fáscia plantar. Estas atividades podem provocar o aparecimento precoce da fascite plantar, antes dos 40 anos.



    Obs: esporão do calcâneo não é atualmente considerado uma causa de fascite plantar.



    Sintomas da fascite plantar



    O sintoma mais comum da fascite plantar é a dor, tipo pontada, na planta do pé, especialmente na região logo abaixo do calcanhar. A dor é tipicamente pior durante os primeiros passos, como ao sair da cama de manhã ou levantar-se depois de estar sentado por algum tempo. A dor da fascite plantar costuma acometer apenas um dos pés, apesar de não ser impossível ter a lesão em ambos os pés ao mesmo tempo.



    A dor pode ser agravada por andar descalço em superfícies duras ou subir escadas. Em atletas, ela pode ser particularmente agravada pela corrida. Profissionais que permanecem em pé por muito tempo costumam se queixar de piora do quadro ao final do dia.



    Um elemento importante na história clínica é o período que antecede o início da fascite plantar. Os pacientes podem relatar que antes do aparecimento da dor haviam aumentado a quantidade das atividades físicas, mudado o tipo de calçado habitual ou sofrido algum trauma no pé.



    Diagnóstico da fascite plantar



    O diagnóstico pode ser feito através da história clínica do paciente e do exame físico dos pés. O médico irá procurar por sinais de lesão nos pés, pontos dolorosos e alterações anatômicas, como pé chato.



    Em caso de dúvida, a ultrassonografia e a ressonância magnética podem ajudar no diagnóstico. A radiografia do pé é geralmente solicitada quando queremos descartar outras causar para a dor.



    Tratamento da fascite plantar



    O tratamento é inicialmente feito de forma conservadora, com repouso e gelo local. Outros tratamentos para fascite plantar  incluem:



    - Fisioterapia, com execícios e alongamentos específicos para os pés e panturrilhas

    - Calçados com palmilhas especiais. São importantes para quem trabalha muito tempo em pé.

    - Em alguns casos, o uso por poucos dias de um anti-inflamatório pode ser necessário para controlar a dor (leia: ANTI-INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais).

    - O uso de talas noturnas também é uma opção.

    - Pessoas com excesso de peso devem emagrecer.



    Injeções de corticoides no calcanhar pode ser utilizada nos casos em que não há resposta satisfatória ao tratamento conservador (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais).



    Em geral, mais de 80% dos pacientes respondem a esses tratamentos. A cirurgia é última opção, sendo  raramente necessária.
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    quinta-feira, 20 de setembro de 2012

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    terça-feira, 18 de setembro de 2012

    COMO SABER SE ESTOU GRÁVIDA?

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    COMO SABER SE ESTOU GRÁVIDA?: Você teve relações sexuais desprotegidas recentemente e agora está cheia de dúvidas quanto a possibilidade de ter engravidado.



    O que fazer agora?

    Como saber se você está grávida?

    Quanto tempo esperar para fazer um teste de gravidez?



    Neste artigo vamos explicar como deve proceder toda mulher que desconfia que possa estar grávida. Para o texto ficar mais fácil de compreender vamos redigi-lo em forma de perguntas e respostas.



    Como saber se eu estou grávida?



    Classicamente o diagnóstico de gravidez pode ser feito de duas maneiras:

    • Dosagem sanguínea ou urinária do hormônio hCG (Beta-hCG).
    • Ultrassonografia do útero.
    Qualquer outro método diagnóstico que não os dois acima não pode ser considerado adequado.



    O que é o hCG?



    O hCG, também chamado de gonadotrofina coriônica humana, é um hormônio que começa a ser produzido assim que o embrião implanta-se no útero. Conforme a gravidez avança, níveis cada vez maiores de hCG vão sendo produzidos e lançados na circulação sanguínea da mãe, o que permite a sua detecção através de exames de sangue ou urina (parte do hormônio é filtrado pelos rins e excretado na urina). O Beta-hCG é uma fração da molécula hCG que também pode ser usada para doseamento. Tanto o hCG quanto o Beta-hCG podem ser usados para o diagnóstico de gravidez.



    Posso confiar apenas nos sintomas para diagnosticar uma gravidez?



    Não. Os sintomas típicos da gravidez, como atraso menstrual, enjoos, seios inchados, aumento do volume abdominal, desejos alimentares, etc. servem apenas como um alerta para a possibilidade de uma gestação em curso. Esse grupo de sinais e sintomas são inespecíficos e muitas mulheres que não estão grávidas podem apresentá-los.



    Portanto, não se pode descartar nem confirmar uma gravidez apenas baseado nos sintomas.



    Para saber mais sobre os sintomas da gravidez, leia: PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ.



    Existe algum teste caseiro confiável para diagnosticar uma gravidez?



    Não. Teste da fervura da urina, teste do cloro, da água sanitária, da agulha ou qualquer outra dica caseira não servem como alternativa para o diagnóstico da gravidez. Repetindo, os únicos métodos confiáveis são a dosagem sanguínea ou urinária do hCH ou a ultrassonografia.



    Se eu estiver grávida e fizer um toque no meu útero posso sentir alguma coisa?



    GravidezNão. O útero começa a se alterar na 4ª semana de gestação, mas é impossível que uma pessoa leiga seja capaz de identificar estas mudanças. Na verdade, nem mesmo quando o exame é feito por um médico é possível afirmar com certeza que há uma gravidez inicial em curso.



    Tive relações desprotegidas ontem, já posso saber se engravidei?



    Não. O hCG só começa a ser produzido quando o embrião se implanta no útero. Como o óvulo é fecundado nas trompas, ele ainda precisa viajar até o útero para que a gravidez realmente se estabeleça. Essa viagem dura em média 7 dias. E mesmo depois da implantação é preciso esperar mais alguns dias para que a quantidade de hCG produzida seja suficiente para ser detectada através de exames.



    Outro dado relevante é que nem sempre a fecundação ocorre no dia da relação sexual. Os espermatozoides podem ficar vivos no aparelho reprodutor feminino por até 7 dias esperando o aparecimento do óvulo, o que significa que a fecundação pode ocorrer somente uma semana depois do ato sexual. Nestes casos, a implantação no útero só ocorre 14 dias depois da relação sexual (leia: PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR).



    Portanto, se você está ansiosa, seja porque se descuidou e não usou um método contraceptivo ou porque deseja muito ter um filho, não adianta sair fazendo testes de gravidez intempestivamente, pois é preciso dar tempo para eles ficarem positivos.



    Qual é o melhor exame de gravidez: sangue ou urina?



    O exame de sangue é mais confiável que o de urina.



    Quanto tempo devo esperar para fazer o teste de gravidez?



    O sinal para se fazer o teste de gravidez é o atraso menstrual. As técnicas atuais de detecção do Beta-hCG permitem que o exame fique positivo com apenas 1 dia de atraso menstrual. Porém, como a concentração do hormônio ainda é muito baixa nesta fase é possível haver falso negativo, principalmente no teste de urina de farmácia, que é menos sensível que o teste sanguíneo feito em laboratórios.



    Portanto, se você tem uma forte suspeita de estar grávida, mas o primeiro teste de gravidez foi negativo, espere mais 5 a 7 dias e repita-o. Os valores de hCG costumam dobrar a cada 2 dias; depois de 1 semana com certeza estarão bem elevados.



    Posso fazer o teste de gravidez antes de ter atraso menstrual?



    Não é o ideal, pois o risco de falso negativo é muito grande. Habitualmente, a menstruação surge 14 dias depois da ovulação; como o óvulo fecundado demora 1 semana para chegar no útero, se você fizer o exame antes da data esperada da menstruação, o embrião pode ter acabado de se implantar na parede uterina e a  produção de hCG pode ainda estar muito pequena, abaixo da capacidade do exame detectar.



    O teste de gravidez de farmácia é confiável?



    Sim, principalmente se feito com mais de um dia de atraso menstrual (leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).



    Qual o valor de hCG no exame de sangue que indica uma gravidez?



    Na maioria dos laboratórios o hCG é considerado negativo quando o seu valor é menor que 5 mIU/ml.



    Valores entre 5 e 25 mIU/ml são considerados indeterminados, podendo significar um falso positivo ou uma gravidez ainda muito recente. Nestes casos deve-se repetir o teste após 4 ou 5 dias para se ter certeza. Se for mesmo gravidez os valores vão ter triplicado ou quadruplicado neste curto intervalo.



    Valores de hCG acima de 25 mIU/ml são positivos e indicam gravidez em curso.



    Posso saber com quantas semanas de gravidez estou pelo valor do hCG?



    Não. Os valores variam muito de mulher para mulher, não sendo possível estabelecer uma relação linear entre tempo de gravidez e valor do hCG. Para se estimar o tempo de gravidez usamos a data da última menstruação e a ultrassonografia fetal.



    A ultrassonografia é capaz de detectar uma gravidez com quantas semanas?



    A ultrassonografia transvaginal é capaz de detectar o embrião a partir da 4ª ou 5ª semana de gravidez, o que significa que com uma ou duas semana de atraso menstrual já pode ser possível identificar uma gestação inicial em curso.



    Menstruei recentemente, mesmo assim acho que estou grávida. Posso fazer o teste?



    Pode. Se você realmente menstruou não há chance de estar grávida. Porém, algumas mulheres apresentam um pequeno sangramento vaginal no momento da implantação do embrião no útero, o que pode ser confundido com uma menstruação fraca. Portanto, se a dúvida persiste, não custa fazer o teste.



    Tive uma relação desprotegida, mas tomei a pílula do dia seguinte, preciso fazer o teste de gravidez?



    A maioria das mulheres menstrua em torno de 1 semana após o uso da pílula do dia seguinte. Porém, em alguns casos, a menstruação pode demorar mais. Recomenda-se fazer o teste de gravidez se a menstruação não tiver aparecido após 3 semanas do uso da pílula (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).
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