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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Another 10 Untranslatable Words

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Another 10 Untranslatable Words: "

I thoroughly enjoyed Jamie’s first list of “10 Words That Can’t Be Translated Into English” and so I set about researching for a sequel. These words are unique in their own language, and this is incredibly fascinating, as it demonstrates how fragile and delicate each and every language is to the culture to which it pertains. So, here you go: another 10 words which quite simply can’t be translated into English.



10
Toska



Ennui-Askerov-Mid-1900S-Azerbadjan


Language: Russian


Vladmir Nabokov describes it best: “No single word in English renders all the shades of toska. At its deepest and most painful, it is a sensation of great spiritual anguish, often without any specific cause. At less morbid levels it is a dull ache of the soul, a longing with nothing to long for, a sick pining, a vague restlessness, mental throes, yearning. In particular cases, it may be the desire for somebody of something specific, nostalgia, love-sickness. At the lowest level it grades into ennui, boredom.”



9
Litost



Misery


Language: Czech


Milan Kundera, author of The Unbearable Lightness of Being, remarked that “As for the meaning of this word, I have looked in vain in other languages for an equivalent, though I find it difficult to imagine how anyone can understand the human soul without it.” The closest definition is a state of agony and torment created by the sudden sight of one’s own misery.



8
Prozvonit



Language: Czech


Iphone0007B


This word means to call a mobile phone and let it ring once, so that the other person will call back, saving the first caller money. In Spanish, the phrase for this is “Dar un toque,” or, “To give a touch.” Intriguingly, this word can be translated into languages other than English.



7
Torschlusspanik



Old-Lady-Lighting-Cig


Language: German


Translated literally, this word means “gate-closing panic,” but its contextual meaning refers to “the fear of diminishing opportunities as one ages.” This partly explains why so many older people wish to ‘recapture their youth’ – in order to try re-establish their, perhaps, passed opportunities.



6
Wabi-Sabi



2738822008 5Ed97348E6


Language: Japanese


Much has been written on this Japanese concept, but in a sentence, one might be able to understand it as “a way of living that focuses on finding beauty within the imperfections of life and accepting peacefully the natural cycle of growth and decay.”

















5
L’appel du vide



At-The-Edge-Of-A-Cliff


Language: French


“The call of the void” is this French expression’s literal translation, but more significantly it’s used to describe the instinctive urge to jump from high places.



4
Ya’aburnee



2560862610 Ee3A65F083 B


Language: Arabic


Both morbid and beautiful at once, this incantatory word means “You bury me,” a declaration of one’s hope that they’ll die before another person, because of how difficult it would be to live without them.



3
Duende



4.1273165829.Michelangelo-S-Sistine-Chapel


Language: Spanish


While originally used to describe a mythical, sprite like entity that possesses humans and creates the feeling of awe of one’s surroundings in nature, its meaning has transitioned into referring to “the mysterious power that a work of art has to deeply move a person.”



2
Saudade



Lagrimas De Saudade


Language: Portuguese


One of the most beautiful of all words, translatable or not, this word “refers to the feeling of longing for something or someone that you love, and which is lost.” Fado music, a type of mournful singing, relates to saudade.



1
Mamihlapinatapai



Tumblr L4M1Lqzw6G1Qc59V9O1 500


Language: Yagan (indigenous language of Tierra del Fuego, an archipelago off the coast of South America)


“The wordless, yet meaningful look shared by two people who both desire to initiate something but are both reluctant to start.” This explains so much for my failures with women.





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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fotos do Vulcão que entrou em erupção no Chile

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Fotos do Vulcão que entrou em erupção no Chile: "

Confira 20 fotos do Vulcão que entrou em erupção no Chile






















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quarta-feira, 15 de junho de 2011

O ar é de todos.

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Novas regras no Transporte de Doentes

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Novas regras no Transporte de Doentes: "


Despacho n.º 7861/2011 de 31 de Maio, relativo ao Regulamento Geral de Acesso ao Transporte não Urgente no Âmbito do Serviço Nacional de Saúde.

Porquê consultar o documento?

- Explicita quem tem direito ao transporte:

a) Doentes com doença comprovadamente incapacitante nas seguintes situações:
i) Sequelas motoras de doenças vasculares;
ii) Transplantados quando houver indicação expressa do serviço hospitalar responsável pela transplantação, sem prejuízo do disposto no artigo 14.º;
iii) Insuficiência cardíaca e respiratória grave;
iv) Perturbações visuais graves;
v) Doença do foro ortopédico;
vi) Doença neuromuscular de origem genética ou adquirida;
vii) Patologia do foro psiquiátrico;
viii) Doenças do foro oncológico;
ix) Queimaduras;
x) Insuficientes renais crónicos;
b) Grandes acamados;
c) Doentes com imunodepressão em fase de risco para o próprio;
d) Mulheres com gravidez de risco;
e) Doentes portadores de doença infecto -contagiosa que implique risco para a saúde pública.

Como considerar que alguém tem insuficiência económica:


a) A verificação da condição de recursos, nos termos do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 70/2010, de 16 de Junho, é efectuada com base no rendimento bruto e no agregado familiar que constam da declaração de rendimentos a que se refere o artigo 57.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), aprovado pelo Decreto -Lei n.º 442 -A/88, de 30 de Novembro, do ano em relação ao qual decorreu há menos tempo o respectivo prazo de entrega, previsto no artigo 60.º do Código do IRS;
(...)

A quem se aplica:
(...)
a) Transporte para consultas, tratamentos e ou exames complementares de diagnóstico, mediante prescrição médica e requisição emitida pelos estabelecimentos do SNS referidos no n.º 2 do artigo 2.º;
b) Transporte de doentes para a sua residência, após alta hospitalar, desde que clinicamente justificado e mediante requisição emitida pelo estabelecimento integrado na rede do SNS;
c) Transporte de doentes que, assistidos numa qualquer unidade do SNS, por razões clínicas e decisão médica, careçam de transferência para outro estabelecimento de saúde.


(...)
nos serviços de urgência com sistema de triagem de Manchester são considerados com direito ao transporte as situações:
a) Emergentes (cor vermelha);
b) Muito urgentes (cor de laranja);
c) Urgente (cor amarela), a confirmar pelo médico assistente;

Direito a acompanhante:
(...)
a) Necessidade de acompanhamento permanente de terceira pessoa;
b) Idade inferior a 18 anos;
c) Debilidade mental;
d) Problemas cognitivos;
e) Surdez;
f) Défice de visão significativo;
g) Incapacidade funcional marcada

Prescrição do transporte

A prescrição do transporte é da exclusiva competência do médico, que deve obrigatoriamente registar no software de apoio à actividade médica (SAM) os seguintes elementos.(...)

Comentários:
É possível aplicar já a lei? Nomeadamente o relativo a comprovativos de incapacidade económica ou à interoperabilidade entre os sistemas de informação?

Quando não é possível deve ser considerado ilegal?

As requisições de transporte devem ser reformuladas?

E mais importante: Faz sentido, numa lógica de economia de recursos, inclusive humanos, a responsabilidade ser da exclusiva competência do médico? Não faria sentido ser alargada aos enfermeiros que até estruturam a sua actividade profissional de acordo com a avaliação da incapacidade das pessoas/utentes/ doentes e por conseguinte estão mais do que habilitados/os mais habilitados a avaliar a incapacidade dos utentes de se deslocarem pelos próprios meios?
Numa lógica de economia de tempo, não seria mais responsável partilhar a responsabilidade com os enfermeiros, principalmente num serviço de Urgência, face à necessidade de fazer o máximo uso dos recursos disponíveis, de acordo com a própria Lei de Bases da Saúde e sendo os médicos os únicos responsáveis e nem sempre os últimos a prestarem cuidados de saúde, sempre indicados para fazerem essa prescrição? Os doentes e as famílias não serão melhor servidos... Se um dos maiores factores de insatisfação é o tempo de espera este não foi acautelado e se falarmos então em eficácia e eficiência muito menos. Perde-se qualidade nos cuidados de saúde... Uma revisão que poderia ter sido melhor planeada ...

Por último: Condicionar a justificação do transporte à cor da triagem de Manchester, sabendo-se de antemão que apesar de ser o melhor sistema de triagem de prioridades, no momento, para Portugal, tem inúmeras desvantagens , quando aplicado à letra, nomeadamente a não correcta atribuição de prioridade a algumas situações, nomeadamente quando a queixa é dor torácica, alterações neurológicas de novo, hipoglicemia ou convulsões, não estará a criar-se uma situação de iniquidade e conflito, pressionando injustificadamente o triador?


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Anatomia fofinha

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Anatomia fofinha: "

amigos


Os verdadeiros amigos do peito.


- – -


Dos fofuxos do Haznos.


Anatomia fofinha é um artigo originalmente publicado no ((( TRETA ))).

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RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento

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RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento: "Rinite alérgica é um quadro de inflamação das mucosas da cavidade nasal causada por uma reação exagerada do sistema imune a partículas alérgenas do ar. Neste texto vamos explicar os mecanismos que desencadeiam a rinite alérgica, seus sintomas e opções de tratamento.



Rinite alérgica | como surge?



Alérgeno é qualquer partícula que tenha capacidade de desencadear uma reação alérgica, que nada mais é do que uma reação do sistema imune a agentes estranhos. Os alérgenos podem entrar em contato com nosso corpo por 1.) inalação, como pólen, fumaça, produtos químicos, poeira etc...; 2.) ingestão, como comidas, remédios e suplementos; 3.) contato com a pele, como substâncias químicas, perfumes, cremes, látex, plantas etc...; 4.) inoculação na pele, como picadas de insetos.

Gatilhos da rinite alérgica

O que causa a reação alérgica não é uma ação direta e ativa do alérgeno, mas sim a resposta exagerada do organismo ao contato com o mesmo. Isto explica porque algumas pessoas têm alergia a determinadas partículas e outras não. O pólen, por exemplo, pode ser alérgeno para alguns e inócuo para outros.



Rinite é a inflamação das mucosas da cavidade nasal, causada geralmente por uma infecção viral ou por uma reação alérgica. Neste texto vamos nos ater à rinite alérgica.



Nos próximos dois parágrafos usarei um pouco mais termos técnicos para explicar o mecanismo de inflamação da rinite alérgica, mas não se assuste, procurarei usar analogias e ser o mais didático possível. A informação a seguir será importante para entender como funcionam alguns dos tratamentos.



A rinite alérgica surge quando uma pessoa alérgica inala alguma partícula que estimule o seu sistema imune. Quando criança, nós entramos em contato com diversos potenciais alérgenos sem que tenhamos maiores problemas. As pessoas alérgicas são aquelas que ao entrar em contato com determinadas partículas passam a produzir anticorpos contra elas, como se fossem agentes invasores danosos, tipo vírus, bactérias etc...



Vamos usar o pólen como exemplo. Pessoas alérgicas ao pólen são aquelas que ao entrar contato com este alérgeno pela primeira vez produzem em grande quantidade um anticorpo chamado IgE. A partir deste momento, a mucosa nasal começa a ficar povoada com uma célula do sistema imune chamada mastócito, que possui vários anticorpos IgE em sua superfície. É como se o corpo pensasse que o pólen era um assaltante e passasse a encher a cavidade nasal de seguranças (mastócitos) altamente armados (IgE). Assim que esta pessoa entra novamente em contato com o pólen, os anticorpos IgE rapidamente o capturam, ativando os mastócitos que liberam vários mediadores químicos para destruir o invasor, sendo a mais importante a histamina, responsável pelos principais sintomas da rinite, que serão explicados mais à frente.



Os sintomas alérgicos da rinite alérgica são, portanto, um efeito colateral da guerra química que o sistema imune trava contra algumas partículas. O pólen em si não causa nenhum mal, mas o sistema imune do alérgico não pensa assim.



Pessoas não alérgicas são aquelas que entram em contato com o pólen, por exemplo, e corretamente não desenvolvem IgE específicas contra ele. Em outras palavras, o corpo reconhece o pólen como partícula estranha, mas não o vê como uma ameaça e não produz anticorpos contra o mesmo.



Rinite alérgica | fatores de risco



Como a rinite alérgica é nada mais que uma reação alérgica da cavidade nasal, pessoas com outras doenças de origem alérgica, como asma, eczema, conjuntivite alérgica, urticária etc... apresentam um maior risco de também terem rinite de origem alérgica.



Outros fatores de risco para rinite alérgica incluem:



- Ser do sexo masculino

- História familiar de alergias

- Nascimento durante a época do pólen

- Bebês que pararam o aleitamento materno precocemente

- Exposição frequente à fumaça de cigarro no primeiro ano (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo)

- Exposição precoce a antibióticos

- Viver ou trabalhar em ambientes ricos em potenciais alérgenos.



Rinite alérgica | Sintomas



Os sintomas da rinite alérgica incluem espirros, coriza nasal, entupimento nasal, lacrimejamento e coceira nos olhos, nariz e palato (céu da boca). A ocorrência de sinusite também é frequente, caracterizando um quadro de rinossinusite (rinite + sinusite). Falamos mais especificamente da sinusite neste texto: SINUSITE | Sintomas e tratamento). Outros sintomas comuns são dor de garganta, rouquidão, tosse e diminuição do paladar e olfato.






 Sinais de rinite alérgica
Sinais de rinite alérgica
Dois sinais típicos da renite alérgica são o acentuamento das linhas das pálpebras inferiores (sinal chamado de linhas de Dennie-Morgan) e o escurecimento da pele abaixo dos olhos, tipo uma olheira. A foto ao lado ilustra bem esses dois sinais.



A rinite alérgica em algumas pessoas pode ser sazonal, ocorrendo apenas em determinadas épocas do ano. Entretanto, muitos pacientes apresentam um quadro quase constante de rinite alérgica, como numerosos episódios ao longo de todo o ano. Estes geralmente são aqueles que ficam expostos a alérgenos constantemente, seja em casa ou no trabalho.



Se o paciente convive em um meio onde está exposto ao alérgeno de forma frequente, a tendencia é de que os sintomas fiquem cada vez piores e cada vez mais uma menor quantidade de alérgeno seja capaz de desencadear as crises. Algumas pessoas se tornam tão sensíveis que outros fatores podem passar a desencadear a rinite, como exposição ao frio, fumaça ou cheiro forte.



Rinite alérgica | Tratamento



Além do controle dos sintomas, o tratamento da rinite alérgica deve sempre visar a redução da exposição aos alérgenos desencadeadores das crises. Se o alérgeno for desconhecido, existem testes de alergia de pele que podem identificá-lo.



a.) Solução salina: a lavagem das narinas com soro fisiológico ou outras soluções salinas é eficiente para eliminar os alérgenos aderidos na mucosa nasal naqueles casos mais leves. A lavagem pode ser feita várias vezes ao dia e pode ser usada para limpar a cavidade antes da aplicações de outros medicamentos.



b.) Descongestionantes nasais: durante muitos anos os descongestionantes nasais foram as drogas mais populares no tratamento da rinite. As substâncias mais usadas são pseudoefedrina, fenilefrina e oximetazolina. Estas drogas causam uma constrição dos vasos nasais, diminuindo a secreção de muco e aliviando os sintomas. Entretanto, esses sprays nasais NÃO devem ser usados por mais do que três dias seguidos, pois costumam causar dependência, fazendo com que o nariz volte a ficar entupido a não ser que os descongestionantes voltem a ser usados repetidamente. Esta dependência é difícil de ser revertida.



c.) Anti-histamínicos: como a histamina é a substância que causa os sintomas da rinite alérgica, drogas anti-histamínicas podem ser usadas para o tratamento. Entretanto, os anti-histamínicos apesar de melhorarem os espirros, a coceira e a coriza, não são tão efetivos contra a congestão nasal, sendo um descongestionante normalmente necessário. É muito comum no mercado a associação de uma solução nasal que combine um anti-histamínico e um descongestionante.



Os anti-histamínicos também podem ser tomados em comprimidos, mas geralmente causam alguma sonolência. Os mais comuns são: Loratadina, desloratadina, cetirizina, levocetirizina, difenidramina , clemastina e fexofenadina.



d.) Corticoides nasais: os corticoides por via nasal são atualmente a droga de primeira linha no tratamento da rinite alérgica. Existem várias opções no mercado: fluticasona, mometasona, budesonida, flunisolida, triancinolona e beclometasona. São todos semelhantemente eficazes. Pacientes com quadro de congestão nasal muito intensa às vezes precisam usar descongestionantes nasais e anti-histamínicos por um ou dois dias antes de iniciarem o corticoide, para que este tenha maior eficácia.



Os corticoides nasais são efetivos no tratamento e na prevenção da rinite alérgica, podendo ser usados mesmo fora das crises.



Ao contrário dos corticoides sistêmicos, os nasais são drogas seguras que podem ser usadas seguidamente por muitos anos (leia: PREDNISONA E CORTICÓIDES | Indicações e efeitos colaterais). Aconselha-se apenas que os pacientes que estão usando corticoides nasais por prolongados períodos tenham sua cavidade nasal examinada por uma otorrinolaringologista periodicamente para evitar as raras complicações, como lesões da mucosa e infecções.



e.) Imunoterapia: chamada também de 'vacinas', a imunoterapia é um tratamento que visa dessensibilizar o paciente aos alérgenos. Consiste na injeção de pequenas doses do alérgeno de modo a acostumar o organismo ao mesmo, diminuindo a resposta à sua exposição. A imunoterapia atualmente só existe para os alérgenos mais comuns, como pólen, ácaros, pelo de animais etc... O tratamento dura alguns anos e não deve ser interrompido sob o risco da perda de eficácia.
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Deputado sofre

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

CÓLICA MENSTRUAL | Sintomas e tratamento

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CÓLICA MENSTRUAL | Sintomas e tratamento: "A cólica menstrual, chamada em medicina de dismenorreia, é uma das queixas ginecológicas mais comuns. Dividimos as cólicas menstruais em duas categorias: dismenorreia primária, que é a cólica menstrual que surge sem que haja alguma doença ginecológica por trás; e dismenorreia secundária, que é aquela causada por doenças ginecológicas, como endometriose, miomas ou infecções.



Cólica menstrual | Incidência



Cólica menstrualA cólica menstrual surge tipicamente em adolescentes, geralmente um ou dois anos após a menarca (primeira menstruação), época em que o ciclo hormonal ovulatório já encontra-se estabelecido.



Até 90% das adolescentes e 1/4 das mulheres adultas sofrem de cólicas menstruais. Não existe diferença de prevalência entre mulheres de diferentes etnias ou nacionalidades, mas a dismenorreia tende a melhorar conforme a mulher envelhece.



A dismenorreia em si não causa grandes problemas de saúde, porém em algumas mulheres a cólica é tão intensa que compromete seus afazeres diários.



Como referido na introdução deste texto, dividimos as cólicas menstruais em dois grupos: dismenorreia primária e dismenorreia secundária. Neste texto vamos dar ênfase à dismenorreia primária, aquela que surge sem que haja uma doença ginecológica por trás. Todavia, antes de prosseguirmos, vale a pena perdemos 2 ou 3 linhas resumindo a dismenorreia secundária.



Dismenorreia secundária



Ao contrário da dismenorreia primária, que surge logo após as primeiras menstruações, a dismenorreia secundária geralmente surge em mulheres após seus 20-30 anos. Para ser caracterizada como dismenorreia secundária, a cólica menstrual precisa ter como causa, ou fator agravante, alguma condição ginecológica identificada. As mais comuns são:



- Endometriose (leia: ENDOMETRIOSE | Sintomas e tratamento)

- Miomas uterinos (MIOMA UTERINO | Sintomas, causas e tratamento)

- Doença inflamatória pélvica (infecção dos órgãos reprodutivos femininos, geralmente causada por uma doença sexualmente transmissível)

- Estenose do canal cervical (abertura do colo do útero tão pequena que impede a saída do fluxo menstrual)

- Uso de DIU



Dismenorreia primária



A partir de agora, sempre que falarmos em cólica menstrual estaremos nos referindo à dismenorreia primária.



Durante muitos anos a cólica menstrual foi um sintoma que recebeu pouca importância, sendo a dor frequentemente associada a condições emocionais e psicológicas das mulheres. Entretanto, atualmente já conhecemos o mecanismo fisiopatológico que leva às cólicas menstruais, não havendo relação com estado emocional, personalidade da paciente ou estresse.



Durante o ciclo menstrual a parede do útero vai se tornando mais grossa e vascularizada à espera da implantação de um possível embrião. Se o óvulo liberado não é fecundado, a queda nos níveis hormonais faz com esse excesso de parede do útero desabe, caracterizando a menstruação (se você quiser ler sobre o ciclo menstrual: CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL).



Durante o descolamento da parede uterina, isto é, durante a menstruação, há a liberação de uma substância chamada prostaglandina, que causa contrações no útero. Essas contrações são importantes para que o útero expulse todo o tecido uterino descamado. Todavia, em algumas mulheres as contrações são tão intensas que até mesmos os vasos sanguíneos que irrigam o útero ficam comprimidos, causando uma isquemia temporária do mesmo (angina do útero). As mulheres que costumam ter intensas cólicas menstruais geralmente apresentam níveis elevados de prostaglandina no fluido menstrual.



Cólicas menstruais | Fatores de risco



O principal fator de risco é a idade; as cólicas são comuns em mulheres antes dos 20 anos e vão melhorando conforme a mulher envelhece. Entretanto, algumas pacientes podem continuar apresentando quadros de cólica menstrual muito incômodos mesmo com o passar com anos. Entre os fatores de risco para a dismenorreia, podemos citar:



- Menarca (primeira menstruação) antes dos 12 anos

- Índice de massa corporal (IMC) menor que 20 ou maior que 30 (para entender o IMC. leia: OBESIDADE | SÍNDROME METABÓLICA | Definições e consequências)

- Menstruação volumosa ou com duração de vários dias

- Ciclos menstruais irregulares

- Tabagismo (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo)

- História familiar de dismenorreia

- Nuliparidade (nunca ter tido filhos)



Cólica menstrual | Sintomas



A cólica menstrual é uma dor que caracteristicamente inicia-se junto, ou logo antes da menstruação, amenizando progressivamente nas primeiras 72 horas. As cólicas são intensas e intermitentes, tendendo a localizar-se na região inferior do abdômen. Em algumas mulheres a dor pode irradiar-se para as costas ou membros inferiores (para saber mais sobre outras causas de dor abdominal, leia: DOR NA BARRIGA | DOR ABDOMINAL | Principais causas). Náuseas, suores, diarreia, tonturas, dor de cabeça e cansaço podem surgir junto com as cólicas.



Cólica menstrual | Tratamento



O remédio de primeira linha no tratamento das cólicas menstruais são os anti-inflamatórios (AINES), que agem diminuindo a liberação das prostaglandinas (leia: ANTI- INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais) e apresentam boa resposta em até 90% dos casos. Atualmente o mais indicado é o Ácido Mefenâmico (Ponstan®), mas há dúvidas se este é realmente superior aos outros anti-inflamatórios no controle da cólica.



Outra opção além dos AINES são os anticoncepcionais orais, que ao controlar os níveis hormonais fazem com menstruação e as cólicas sejam menos intensas. Os anticoncepcionais em injeção ou adesivo também funcionam.



Mulheres que não respondem aos tratamento acima devem ser investigadas para dismenorreia secundária.



Em relação a tratamentos caseiros para as cólicas menstruais, o uso de bolsas de água quente são efetivos para aliviar as dores. Exercícios físicos regulares, ingestão de líquidos e uma dieta pobre em gorduras também são indicados e melhoram as cólicas



A acupuntura é uma opção, mas ainda não existem evidências inequívocas de que este procedimento seja superior ao placebo.
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Saúde e memorando

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Saúde e memorando: "

O presidente da AEP diz que o acordo com a Troika exige uma revisão constitucional, e dá como exemplo caso da Saúde, em que a actual lei prevê que seja tendencialmente gratuita ao invés daquilo que foi acordado no memorando de entendimento que a obriga a pagar. Depois das afirmações infundadas de Marcelo sobre como o memorando exigiria uma suposta revolução no sector da educação, este é mais um caso em que o desejo de alguns se sobrepõe à realidade. O memorando não impõe qualquer alteração à matriz actual do SNS, que é, como toda a gente sabe, universal, geral e tendencialmente gratuito; limita-se a exigir a revisão das taxas moderadoras. Esta revisão tem dois objectivos:



  • revisão do valor, que, para manter o seu valor real, deverá ser indexado à taxa de inflação;


  • revisão das isenções;




Ora, ao contrário do que diz o presidente da AEP, isto em nada obriga a uma transformação do actual SNS. Como recorda Pedro Pitta Barros: 'As taxas moderadoras têm como objectivo evitar abusos de utilização, e por esse motivo não é expectável que subam para valores muito elevados (por exemplo, na Grécia, após o aumento, a taxa moderadora é ainda assim mais baixo do que em Portugal). As taxas moderadoras não têm como objectivo financiar o Serviço Nacional de Saúde, e são normalmente valores modestos face ao total das necessidades de financiamento'. A revisão das isenções é, quanto muito, uma desautorização daquilo que a oposição, na versão coligação 'positiva' contra o PS, andou a fazer na última legislatura, onde se entreteve a criar isenções para tudo quanto era doença crónica.



No fundo, o memorando limita-se a reafirmar a política que o PS para o sector da saúde. O PSD e o CDS têm toda a legitimidade para mudar de política, só não podem invocar o memorando como desculpa. Para terminar, e em jeito de antecipação de reformas futuras, importa desmontar alguns mitos difundidos sobre o SNS:




  • O SNS não é eficaz: desde 1979, a mortalidade infantil passou de 29/1000 para 3/1000, e a esperança média de vida passou de 71 para 79 anos;




  • O SNS não responde às necessidades dos portugueses: o total de consultas hospitalares aumentou 29%, passando de cerca de oito milhões de em 2005 para quase onze milhões em 2010; o tempo de espera para cirurgia reduziu-se 62%, de 8,6 meses em 2005 para pouco mais de 3 meses em 2010; e, finalmente, diminuiu o número de pessoas em listas de espera: de 248 mil em 2005 para 161 mil em 2010. A Rede Nacional de Cuidados Continuados tem 4.720 camas em funcionamento, tendo já sido assistidos 60 mil utentes. Estão em actividade 223 equipas multidisciplinares que prestam apoio diário a 8.103 pessoas. O cheque dentista abrange as mulheres grávidas, os beneficiários do Complemento Solidário para Idosos e os alunos até aos 13 anos, englobando mais de 900 mil utentes




  • Portugal gasta demasiado em saúde: Portugal gasta menos em saúde do que a média da OCDE, quer quando falamos de despesa pública per capita, quer quando falamos de despesa privada per capita.




  • Crescimento das despesas está descontrolado: O crescimento médio anual com a despesa de saúde (pc) entre 2000-2008 foi dos mais baixos na OCDE: 2,3%, que compara com 4,2 de média na OCDE, com 4.7 em Espanha ou 4.6 no Reino Unido, 7.6 na Irlanda, 7.4 na Polónia;




  • O SNS não é eficiente: Num estudo da OCDE sobre eficiência dos sistemas de saúde, Portugal apresenta melhores indicadores de qualidade e tem menos despesa per capita que a média da OCDE . Os EUA são o país que mais gasta e apresenta uma esperança média de vida de 78 anos, Portugal com quase ¼ do gasto alcança os 79 anos. Portugal está entre os 6 países mais eficientes da OCDE. Portugal é um dos países onde os custos administrativos do sistema de saúde são menores em termos percentuais do custo global do sistema de saúde (abaixo dos 2%).




  • Concorrência entre Público e Privado pouparia dinheiro ao Estado: A ideia de que a concorrência seria mais favorável que a complementaridade que temos, assenta no mito de que dois sectores têm os mesmos direitos e obrigações. Ora, o sector público tem serviços e obrigações de que o privado está isento: urgência de 24 horas, oferta de várias especialidades, formação de médicos e enfermeiros, menos condições para redimensionar unidades e tem a obrigação de estar presente em zonas deprimidas. No modelo proposto pelo PSD o sector privado seleccionaria sua clientela entre as patologias menos graves (e mais baratas), enviando os doentes caros para o SNS, no final da sua exploração rentável pelo sector privado. Esta solução não pouparia, antes sairia mais cara.




  • Para ser justo o SNS deve ser pago por quem pode: O PSD resiste à gratuitidade do SNS e quer impor pagamentos por escalão de rendimento, invertendo assim a lógica do acesso universal. Com barreiras de preço no momento do acesso, perde-se equidade, estigmatiza-se a desigualdade e amplia-se a fraude. Os mais ricos já pagam mais no acesso à saúde, mas fazem-no através dos impostos, não no momento em que chegam ao hospital e precisam de tratamento. Um SNS tendencialmente gratuito é a garantia que todos, qualquer que seja a sua condição, têm acesso aos mesmos cuidados de saúde, com a mesma qualidade.



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