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terça-feira, 17 de maio de 2011
Como seria o casal perfeito?
O Véio Tarado Research Web and Life fez uma análise sobre os tipos de relacionamento:

Sei não, mas o melhor lugar para se estar aí é na intersecção de “Sexo e Amizade”
e o pior é com certeza: “Amor e Amizade”.
Já viu o Paradoxo dos Relacionamentos?
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Andar nas nuvens
Os halos, solares e lunares, são um fenómeno óptico bastante vulgar que ocorre em determinadas condições atmosféricas, mais concretamente, a formação de halos deve-se à difracção (e reflexão) de luz nos minúsculos cristais de gelo existentes nas nuvens que dão pelo nome cirros-estratos.
Os cirros-estratos, nuvens que lembram um véu transparente, formam-se entre 5 e 11 km e portanto o fenómeno pode ocorrer em qualquer ponto do globo, dos pólos ao equador, como confirmaram há uns anos os gaúchos de Rio Grande do Sul.
Por vezes, em latitudes que permitem temperaturas suficientemente baixas, ocorre um fenómeno conhecido como «Pó de diamante», em que os halos são formados por difracção da luz em cristais de gelo formados próximo do solo, tão próximo que o fotógrafo pode «tocar» os raios de luz com as mãos.
(crédito: Alberto Frias/Expresso)
Ontem, em Fátima, foi vísivel um destes fenómenos habituais e facilmente explicáveis. Como o dia de ontem em Fátima era dedicado ao mais recente beato católico, o papa João Paulo II, houve imediatamente, como não podia deixar de ser, inúmeras vozes a clamar milagre. Como deveria ser óbvio para todos, media em particular, não houve qualquer suspensão das leis da natureza, por acaso ontem estavam reunidas as condições atmosféricas para o fenómeno, fascinante mas banal, tão banal como outros fenómenos ópticos da atmosfera, o arco-íris ou as auroras, por exemplo.
Tenho uma certa dificuldade em perceber como, no século XXI, se atribui a milagres fenómenos tão corriqueiros como os halos solares - que na maior parte das vezes em que ocorrem passam completamente despercebidos e não dão origem a manchetes como a granizada que se abateu, selectivamente, sobre a região de Lisboa. Aí ninguém gritou milagre ou maldição porque a data não tinha qualquer conotação religiosa. Assim como não percebo porque razão se aceita como milagre fenómenos luminosos e não se espera algo que corresponda de facto a uma suspensão das leis da natureza e, já agora, não fútil. Sei lá, a transmutação da cera das velas do santuário no ouro que nos salvaria da crise ou quejandos.
Como escreve o Carlos Oliveira, «O mundo seria excelente se as pessoas em vez de gritarem “milagre”, tentassem compreender as causas dos fenómenos». A que acrescento que o conhecimento deveria ser a beleza oculta em fenómenos que a todos nos maravilham como sejam as auroras, os halos solares ou o arco-íris. Infelizmente, neste país com uma longa tradição de iliteracia científica, as crendices substituem-se demasiadas vezes ao conhecimento. Talvez por isso, ou melhor, também por isso, estamos como estamos.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Pura ganância.
O meu sonho de ver Sócrates agrilhoado a uma galera talvez não chegue a cumprir-se, mas se a oposição fizer o seu trabalho o PS acaba de perder as eleições:
A introdução de portagens nas Scut prejudicou os automobilistas, que passaram a pagar o que antes era gratuito, mas foi igualmente ruinosa para o Estado.
Antes, o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros. Agora, a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.
O problema é que a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público, com pagamentos por disponibilidade às concessionárias.
«As concessionárias passaram a beneficiar de rendas Avultadas», denuncia o Tribunal de Contas.
Na sua própria previsão, a Estradas de Portugal vai cobrar 250 milhões de euros de portagens em 2011, mas terá de pagar rendas de 650 milhões. Resultado: 62% de prejuízo.
(...) O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.
Não deixem de ler o resto aqui e aqui. Veremos se a participação do grupo Espirito Santo neste tráfico miserável não inibe a direita de provocar os danos que a notícia e a decência justificam. Temo o pior.
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Na trincheira do Estado social*
Uma multidão concentrou-se há dias no Hospital dos Capuchos. Pretendiam marcar uma consulta de Oftalmologia. A administração do Hospital dos Capuchos mostrou-se surpreendida com aquela afluência inusitada. Extraordinariamente, nem a administração daquele hospital nem o Ministério da Saúde acham estranho que nesta unidade as marcações para a consulta de Oftalmologia só possam ser feitas duas vezes por ano. Aquela multidão aglomerada nos Capuchos procurando marcar uma consulta num dos dois únicos dias em que tal é possível em todo o ano são o sinal de protesto por que todos esperavam. Mas como os presentes não queimavam pneus, não usavam capuzes e não sabem o que é o Twitter, ninguém lhes deu o devido destaque. Acresce também que eles não gritavam palavras de ordem contra o capitalismo, coisa que torna telegénica qualquer aglomeração. Diziam apenas: “Isto é uma pouca-vergonha!”
E é. Realmente um serviço que apenas marca consultas duas vezes por ano, a não ser que se trate de uma ONG em regime de absoluto voluntariado, não se entende. Mas é também um aviso – nos próximos tempos esta ânsia de não ficar entre os excluídos levará a uma procura intensiva do que ainda existe. E é um símbolo de um Estado que gasta no funcionamento da sua máquina burocrática e nas suas mordomias aquilo que foi prometido e garantido aos portugueses como serviços públicos.
A multidão que acorreu aos Capuchos procurando obter a sua migalha do serviço universal e gratuito é o vivo retrato do que acontece a um povo apanhado na armadilha estatista dos serviços públicos ditos universais e apresentados como gratuitos: estas pessoas descontaram para a Segurança Social uma parte significativa dos seus vencimentos, descontaram para o IRS, algumas pagaram IRC, pagaram taxas, contribuições… tudo sempre em nome da promessa de uma tranquilidade futura.
A cada ano o valor dessas contribuições aumenta e a cada ano diminuem os serviços, as consultas e os apoios prestados. A máquina absorve no seu funcionamento quase tudo e não hesita em pressionar para que mais verbas da segurança social e dos PPR sejam afectadas à compra de dívida pública. Mas eles, os que estão na fila dos Capuchos, não podem ir a uma consulta noutro lugar. A não ser que paguem. Mas como o podem fazer se a cada mês descontam mais para os tais serviços gratuitos a que não têm acesso? Ou têm se chegarem de madrugada num dos dois dias do anos em que existe marcação de consulta. A isto chama-se ratoeira perfeita.
Mas porque não poderão estas pessoas ter a sua consulta custeada pelo Serviço Nacional de Saúde noutro local público ou privado? Desde que a comparticipação não fosse superior ao que custam na realidade estas consultas nos Capuchos, só por obsessão estatista se entende esta política.
Mas de cada vez que alguém equaciona alguma proposta para quebrar este círculo vicioso imediatamente se ouve a acusação de liberalismo que depois passou a ultraliberalismo e já vai em liberalismo radical. E que de ciência certa se garante pretender acabar com o Estado social.
Mas ao certo o que é e onde começa e acaba o Estado Social, o tal majestaticamente maiusculado nos programas do PS e PSD, que José Sócrates classifica como o “nosso Estado Social” e que o PSD pretende transformar num “Estado Social Sustentável”?
Lamento informar, mas o Estado social é uma bela expressão para os debates eleitorais, sobretudo porque permite aos socialistas em queda entrincheirarem-se na cidadela do “nosso Estado social”, ao PSD explanar o seu argumentário sobre o desvario despesista de Sócrates e ao CDS afivelar o seu perfil democrata-cristão que lhe permite pairar sobre tudo isto. (Quanto ao PCP e ao BE, a questão para eles não é se o Estado é social, mas sim se pode existir social sem Estado, o que os coloca noutro patamar de discussão).
Mas voltemos ao que interessa: procurem o Estado social nos debates da Assembleia da República e constatarão, tal como eu constatei, que se trata de um recém-chegado à nossa política. Desde que a Assembleia da República entrou em funções, nos idos de 1976, a expressão “Estado social” foi repetida 874 vezes, 730 das quais nos Governos Sócrates. Até 2005 o Estado social raramente foi invocado nos debates parlamentares e quando tal acontecia isso devia-se geralmente ao CDS e ao PSD (e também ao fugaz PRD) que até meados dos anos 80 contrapunham um “Estado social de direito” ao argumentário muito caro ao PCP das conquistas do povo trabalhador. Aliás durante a Constituinte o Estado social só é invocado uma única vez, precisamente pelo MDP-CDE, que acusava o “reaccionário” CDS de pretender instituir em Portugal um Estado social à semelhança do que fizera anos antes o “fascista Marcelo Caetano”.
O que acontece após a chegada de Sócrates ao poder é a aglomeração para efeitos de propaganda de um conjunto até então fragmentado de direitos e apoios, nascidos em diferentes Governos, num todo que passou a ser identificado como Estado social e que paulatinamente passou a ser associado ao PS. De repente, Estado social podia ser tudo: Magalhães para as criancinhas, rendimentos de inserção, estágios para jovens etc. Tudo era Estado social e tinha de ser porque este conceito assaz difuso permitia preencher o imenso vazio deixado por um Estado que estava a falhar clamorosamente nas suas obrigações fundamentais tais como garantir a soberania do país. Como era inevitável, acabámos socialmente falidos e a viver num Estado tutelado. Por isso um dos grandes passos que teremos de dar nos próximos anos é conseguirmos que o Estado seja Estado e deixarmos de lhe colar adjectivos como social que pertencem à política e que como tal devem ser discutidos.
*PÚBLICO
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Chocante: Mendigo ganha mais que Professor
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Escolhas em momento de crise
Que ninguém duvide que existirão cortes substancias na Saúde... E isto de dizer que temos Estado Social é uma boa desculpa para cometer muitos atropelos às mais elementares boas práticas de gestão e justiça. É só ver o miserável estado de marcação de consultas de oftalmologia no H.dos Capuchos ( também poderia perguntar se precisavam mesmo da consulta...)
Mas o que irá ser cortado?
Será feita uma escolha sobre o nível e tipo de cuidados de saúde a serem prestados no SNS?
Serão penalizados os profissionais, por exemplo os enfermeiros, sob a capa de crise não foram aumentados porém todos os outros, de forma mais ou menos encapotada o foram?
Do meu ponto de vista , face à manta curta de que dispomos, temos de repensar o nível de isenções porque não faz sentido um sector em que mais de 50% são isentos... Ou faz? É que as isenções só o são porque alguém as paga.
Fará sentido termos mais facilmente acesso a uma ressonância magnética do que a um enfermeiro a assegurar a gestão do regime terapêutico no domicílio de um utente?
Algo está mal num sistema em que o mais caro é mais fácil de obter que o mais básico, importante e barato?
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Vídeo com várias personalidades Portuguesas sobre os Enfermeiros
Enfermeiros. Quem são? O que podem fazer por si? No dia internacional do enfermeiro o Projecto Mudar a OE (LINK) da Enfermeira Ana Rita foi à procura das respostas. Surpreendam-se: com várias personalidades Portuguesas que neste vídeo falam sobre os Enfermeiros . divulguem..
Video com Personalidades Portuguesas a falar sobre Enfermagem
PS: Estes Vídeos são necessários como forma de marketing para a classe e fazem muito bem ao ego. Neste caso a fonte deste vídeo surge bem identificada, numa futura candidata à Ordem dos Enfermeiros e aqui (LINK) ?
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