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sexta-feira, 4 de março de 2011

F

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F: "
Os representantes no Parlamento Europeu recebem mensalmente €19,709 só para despesas do seu gabinete.

Ontem decidiram aumentar-se em mais 1500 euros mensais, depois de no ano passado terem aprovado igual aumento.


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terça-feira, 1 de março de 2011

Sócrates, o corta-fit...cabeças, cabeças!

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Sócrates, o corta-fit...cabeças, cabeças!: "


'Vêm aí novos cortes'
Cartoon de Henrique Monteiro
(01-3-2011)
"
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12 de Março de 2011 - Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

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Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a "chulisse", está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

Eu acrescento ainda: Acabar com a contagem de 2 anos para efeitos de reforma por cada ano como deputado, é um incentivo à corrupção!!!!!!! Saem de lá muito "novinhos" e sem "trabalhinho comum", taditos... têm de ir para administradores de grandes empresas para as quais não têm a mínima formação especifica.... C***ões!!!

Ao "povo", pede-se o reencaminhamento deste e-mail. 
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As universidades "Deolindas"

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As universidades "Deolindas": "

A crise tem levado à ideia de que o desemprego jovem se deve apenas a razões de ordem económica, escondendo uma outra realidade miserável que é o mundo da universidade privada e de uma parte significativa da oferta da universidade pública. Muitos dos jovens licenciados que se estão no desemprego são mais vítimas de universidades que nasceram como cogumelos e que têm qualidade.

A massificação do ensino secundário combinada com a mania dos portugueses de quererem ser doutores criaram um mercado fácil para professores sem escrúpulos que criaram universidades privadas para venderem cursos ou multiplicaram cursos em universidades e institutos públicos que apenas servem para alimentar o estatuto dos seus professores.

Multiplicaram-se os cursos que não exigem qualquer investimento por parte das universidades privadas, bastando professores e salas para venderem assinaturas. Por todo o lado há cursos de gestão, de recursos humanos, de direito, de relações públicas ou de marketing, cursos de onde se sai sem grandes qualificações.

O próprio Estado alimentou estas “universidades”, com os seus esquemas de concursos internos, reclassificações e promoções permitiu a muitos funcionários administrativos ascenderem à categoria de técnicos superiores, para isso bastava-lhes inscreverem-se num cursos nocturno e uns anos mais tarde entregarem os respectivos diplomas. Neste casos o Estado não olha a médias de curso ou a qualificações profissionais e quando o faz, nos concursos de admissão, os alunos destas escolas passaram à frente de muitos licenciados por universidades públicas onde é maior o rigor da avaliação.

Quando esta crise for ultrapassada muitos destes jovens licenciados vão perceber definitivamente o logro em que caíram, dificilmente encontrarão o emprego com que sonharam pois os seus cursos não lhes garantem as aptidões profissionais pretendidas.

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Brincar às guerras

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Brincar às guerras: "
Um telegrama divulgado pela WikiLeaks e enviado para Washington pelo então embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, arrasa os negócios do Ministério da Defesa português.
“No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O ministério compra armamento por uma questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)”,
Nas mensagens enviadas a Washington, o embaixador passa a imagem de um país de “generais sentados”, dizendo que o Ministério da Defesa não é capaz de tomar decisões e que “os militares têm uma cultura de status quo, em que as posições-chave são ocupadas por carreiristas que evitam entrar em controvérsias”. O embaixador sublinha ainda que o dinheiro na Defesa é gasto de forma imprudente e que Portugal tem mais almirantes e generais por soldado do que quase todas as outras forças armadas.

Assim se mostra a utilidade das nossas forças armadas sem força para fazer frente a qualquer armada. Assim se mostra que, como não temos nem o dinheiro, nem razões que justifiquem os muitos milhares de milhões que se gastam na sua manutenção, mais um pasto para generais que uma necessidade efectiva. A cada vez maior 'policiatização' das forças armadas representa mais a necessidade de o poder as utilizar mais para se defender dos seus próprios cidadãos que de uma qualquer ameaça estrangeira. As revoltas nos países do Magrebe, com a Líbia à cabeça, são disso um bom exemplo.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Enfermeiros fogem da Urgência

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Enfermeiros fogem da Urgência: "Já por algumas vezes AQUI no PDDSE falei de stress e burnout. É um tema que me preocupa particularmente, pela saúde mental de todos nós.A Urgência caracteriza-se por ser um dos serviços que mais problemas cria a esse nível. Não é novidade para ninguém, toda a gente o sabe. Devia haver um exame tipo psicotécnico para saber se uma pessoa teria ou não o perfil ou capacidade para trabalhar na"
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Segurança nos Cuidados na Urgência

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Segurança nos Cuidados na Urgência: "

A gestão do risco é algo que sempre me intrigou... Principalmente o conceito de risco aceitável.

A noção que tenho é que os estudos sobre a viabilidade económica de um sistema mais seguro versus a sustentabilidade financeira do mesmo sistema estão inquinados. Ninguém me convence de que maior segurança nos cuidados não traz menores custos finais...

Depois acho que "alguém" anda a brincar com a saúde das pessoas(utentes e profissionais)... É mais fácil tomar decisões erradas, embora politicamente aceitáveis se não estivermos confrontados com a dura realidade... Só assim se explica que o serviço de urgência seja um contínuo hospital de campanha ( a coexistência de serviços de "elite" com uma carga de trabalho quase incipiente versus outros como o SU , dentro dum mesmo sistema é algo de verdadeiramente inacreditável e incompreensível),

O SU está endemicamente subdotado de profissionais, essencialmente enfermeiros, que como se sabe são os responsáveis pela quase totalidade dos procedimentos invasivos, quer no serviço de Urgência quer nos outros serviços, assim como por outras actuações que não sendo invasivas em muito contribuem para o aumento do erro ( alimentação dos utentes, articulação entre os diferentes profissionais para a realização de MCDT's, gestão do circuito de informação entre utente, família e profissionais).

No entanto , a nível ético e moral tal parece ser descurado pelas organizações e pergunto-me quantos erros sucederão diariamente, quantas mortes, quantos euros serão gastos inutilmente em tratamento de complicações resultantes de mau atendimento em serviços de Urgência, por força da subdotação de profissionais.

Do Burn Out já nem falo...


Um exemplo de erro:


O Sr Paulo de 76 anos (nome fictício pelo que qualquer semelhança com nome real será pura coincidência) entrou há cerca de 20 minutos e apresenta sinais de isquemia aguda do MIE (membro inferior esquerdo). Está sozinho no SU visto ter sido transferido de outro Hospital para ser observado por Cirurgião vascular(Cir. Vasc.) e a família não pode acompanhá.lo. Apresenta confusão aguda relacionada com processo demencial.



Após 10 minutos chega o Cir, Vasc. que após observar o utente prescreve 5000 U de heparina via
endovenosa(EV). De imediato o enfermeiro A administra a medicação prescrita. Dez minutos após o utente
entra em estado letárgico apresentando.se suado, diaforético e bradipneico. É transferido de imediato para a
Sala de Emergência na eventualidade de possível AVC(acidente vascular cerebral) hemorrágico.


Na sala de emergência além dos sinais vitais, é avaliada a glicemia capilar, visto ser um procedimento de
rotina na admissão nessa área de cuidados: O utente apresenta glicemia de 12 mg/dL. Instantaneamente o
enfermeiro e o médico agilizam o atendimento. Faz repetidamente glicose hipertónica mas mantém
hipoglicemia constante. Fez TC CE que não revela alterações agudas. Faz glucagon Ev e fica com perfusão
contínua de glicose a 30%. Após várias horas recupera estado de consciência anterior e estabilidade
hemodinâmica.


Entretanto na área Laranja, junto do utente está uma ampola de Insulina de Acção Rápida. Conclui-se que foi administrada insulina ao invés de Heparina.



Porque é que aconteceu este erro?


O mais provável seria dizer que o enfermeiro leu mal o rótulo da embalagem... mas porque aconteceu isso? Que factores contribuíram para que tal acontecesse?
Deve ser feita uma abordagem individual ou sistémica.


Se a maior causa de erro se deve ao cansaço dos profissionais de que forma pode ser isso resolvido?


Não merecem os profissionais mais respeito mas acima de tudo... Não merecem os doentes mais segurança?
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Uso inadequado dos serviços de saúde

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Uso inadequado dos serviços de saúde: "


No seguimento desta 'declaração de intenções' link da Ministra da Saúde (Dra Ana Jorge) e continuação do post anterior:

Tudo o que diz respeito a esta temática está impregnado de hipocrisia e demagogia de parte a parte, quer dos utentes quer do sistema (profissionais e sistemas de gestão).

Como vai saber um utente o que é urgente e o que não é urgente?
Em 1º lugar as pessoas não recebem aulas de educação para a Saúde portanto como poderiam saber sequer a que serviços e em que situações devem recorrer.

Para os que sabem que não é urgente, qual o incentivo para que não recorram, por exemplo ao serviço de Urgência?

Porque recorrem os utentes ao serviço de Urgência(Motivos eventualmente modificáveis)?
Não lhes é negado a realização de MCDT, independentemente da sua situação ser não urgente, e aqui a culpa é dos profissionais(directamente) porque mesmo tendo avaliado a situação como não urgente pediram os exames.
Os MCDT's são realizados num espaço temporal muito curto face ao que aconteceria se recorressem ao CS ou USF.
Têm acesso a várias especialidades médicas que virtualmente não existem (para o bolso comum) fora do Hospital.
Têm acesso a médicos em tempo útil...
Portanto quem é que no seu perfeito juízo não recorreria a uma Urgência ?

Dos profissionais. Qual é o profissional de saúde que em caso de doença, súbita ou nem por isso, não recorre ao SU se tiver hipótese? Como podemos pedir aos utentes aquilo que não fazemos?

Do sistema... se um episódio de Urgência num Hospital Central é pago a 147 euros, independentemente dos MCDT's realizados, não são precisamente os utentes menos graves (aqueles que menos recursos consumem individualmente) os que mais interessam? E quando consomem, os poucos que pagam (ver lista de isenções), têm acesso a algo que é tudo menos gratuito e levam com uma taxa moderadora que também deveriam ser isentos tal como todos os outros cidadãos.

Quem são os utentes que mais utilizam os serviços de saúde? São precisamente os que não pagam nem podem pagar.


Solução?
Muitas e nenhuma:
Cidadania saudável, incentivo ao não consumo de cuidados de saúde, Educação para a Saúde desde tenra idade... (Promoção de autocuidado)
Incentivo negativo à referenciação inadequada para os SU (da parte de profissionais de saúde)
Triagem prévia (através da Saúde 24 e 112 e CSP) com carácter de obrigatoriedade, de todas as idas à Urgência.
Acabar com a dependência do SNS e dos utentes dos médicos
E acima de tudo... aproveitando a visão de outros profissionais e de outras perspectivas: saúde centrada na pessoa e não no sistema e no apoio ao médico



Porque: The upstream metaphor goes like this: People are drowning in a river. Rescue workers are pulling them out but soon realize that no matter how hard they work, there are always more people floating
downstream. Public health advocates decide to take a walk upstream, to see why people are falling into the river in the first place.link
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do ser e parecer

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do ser e parecer: "Faci quod potui, faciant meliora potentes

as pessoas que não deram nada na vida e queriam ser alguma coisa, ou que só se é alguma coisa na vida com um curso, uma licenciatura, um dia pensaram que afinal podiam ser enfermeiras. naquele intuito de... ajudar o sr dr, ser empregada do sr dr, afinal queriam ser alguém na vida mas sem identidade, sem carácter, sem pontos nem vírgulas na sua história de vida (se algum dia for contada).
e assim esta profissão (?) vacila para um lado, depois para o outro, uns vão para a frente outros andam por trás, existe um orgulho tão grande em ser rotineiro, em cumprir uma rotina como se a doença fosse igual em todo o seu curso patológico.
existe um orgulho tão grande em dar a cadeira ao sr dr, em advertir o sr dr do seu erro de prescrição (com empregados tão bons assim, qualquer um era médico), em deixar tudo o que se está a fazer para colher a amostra de qualquer fluido do corpo para o sr dr ter o seu resultado num espaço de tempo curto (com empregados assim, qualquer um...).
não foi por isto pelo que a florence, e a virginia lutaram!
a relação de enfs e médicos cada vez mais parece uma relação de dono-cão! (e o cão cada vez se julga mais autónomo. hell yeah)

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Especialidades para quê?

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Especialidades para quê?: "


No dia 18 do mês do presente mês foram publicado em Diário da República os regulamentos das competências específicas para as várias especialidade da Enfermagem. Em primeiro lugar, importa referir que algumas foram extintas, outras criadas (ou reformuladas), sendo que parte das mesmas se mantiveram.
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Quanto a mim, tal como a contribuição que disponibilizei, não concordo com a estrutura e organização das mesmas. Estão edificadas sem uma linha dorsal que suporte a sua abrangência, determinadas focam a sua especificidade na pessoa, outras na área, numa tónica avulsa, despropositada.
Não respondem às exigências na sociedade ou da crescente complexidade do sector, mas às vontades de um qualquer teórico descontextualizado. As lacunas são mais do que muitas, mas o aspecto mais negativo e nefasto, prende-se com o facto de, em pleno séc. XXI, as competências dos Enfermeiros especialistas se manterem (à semelhança do passado, ou atrofiarem até...).
Em boa verdade, as competências de um especialista relativamente a um generalista não se consubstanciam em nada. Assentam num enquadramento vazio, sem perspectivas evolutivas, sem motivação para o desenvolvimento, sem estratégias ou skills de intervenção que permitam, objectivamente, dar resposta a necessidade, secundarizando o papel - scope - da Enfermagem.
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Enquanto assistimos a evoluir de outras profissões, ao ajustamento das suas competências às novas realidades, perspectiva-se um regredir de uma Enfermagem que, autonomamente, nada oferece ao cidadão, que se afasta cada vez mais da ciência, que cada vez mais deixa abrir brechas onde outros criam nichos assistenciais.
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Assim, terei de dar razão, ao poder de decisão, Administradores, Presidentes de Conselhos de Administração, etc, que indagam, cada vez mais frequentemente: 'especialistas para quê?'. 'Nada mais oferecem. O que é que um especialista apresenta mais do que um graduado experiente?".
Se ninguém sente a necessidade da sua existência (apenas e só mesmo os Enfermeiros), para que existem? Apenas uma ou duas especialidades é que acrescentam e materializam, efectivamente, uma diferenciação científica, técnica e funcional, relativamente à Enfermagem geral.
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Além da completa desarticulação das mesmas com a carreira (progressão e reconhecimento económico), parece-me que cada vez mais, a especialidade sem torna injustificável para o empregador. Existem, como devem saber, várias instituições que não albergam especialistas por decisão própria. Todavia, apesar da contra-argumentação, os números e os factos corroboram a sua posição.
Na grande oportunidade de inverter a situação, nada se concretizou, nenhuma negociação com o Ministério da Saúde se encetou, nenhuma proposta de upgrade funcional, nenhuma vontade em evoluir foi manifestada. Uma lista considerável de possibilidade de êxito e incursão para Enfermeiros ficou pelo caminho.
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Parece-me que a continuar este rumo, nos afogamos num mar conceptual que teima em balizar o âmbito da Enfermagem, que parece estar a ser concebida não de acordo com os requisitos da ciência ou da sociedade, mas sob a capa da cumplicidade abstracta de quem se afasta da ciência e da coerência a passos preocupantes, fugindo incoerente e cegamente das ciências da vida.

ENQUADRAMENTO LEGAL

Regulamento que define o Perfil das Competências Comuns dos Enf. especialistas (estabelece o quadro de conceitos aplicáveis na regulamentação das competências específicas para cada área de especialização em Enfermagem) link
(Regulamento n.º 122/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18)

Enf. especialista em Enfermagem em Pessoa em Situação Crítica link
Regulamento n.º 124/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18

Enf. especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública link
Regulamento n.º 128/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18

Enf. especialista em Enfermagem de Reabilitação link
Regulamento n.º 125/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011- 02-18

Enf. especialista em Enfermagem de Saúde da Criança e do Jovem link
Regulamento n.º 123/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18

Enf. especialista em Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica link
Regulamento n.º 127/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18

Enf. especialista em Enfermagem de Saúde Mental link
Regulamento n.º 129/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18

Enf. especialista em Enfermagem em Saúde Familiar link
Regulamento n.º 126/2011. D.R. n.º 35, Série II de 2011-02-18
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Prémios Monstros do Ano: As Categorias e os Nomeados deste Ano!

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Prémios Monstros do Ano: As Categorias e os Nomeados deste Ano!: "
Categorias e Nomeados
Monstros do Ano 2011








1

DERBY DO ANO

Sócrates vs Louçã: “Manso é a tua tia!”

Namorados do Euromilhões

McCann vs Gonçalo Amaral

Goucha vs Ana Guedes

JN vs Mário Crespo



2

FUGA DO ANO

Gajo do Goucha

Wikileaks

TGV

Vitor Constancio para Europa

Pequenita Alexandra para a Rússia



3

FLOP DO ANO

Redução dos feriados

Arcade Fire em portugal

Paulo Rangel

Comissão Inquerito PT/TVI

Chips das SCUTs



4

TURISMO EM PORTUGAL

ETA em Óbidos

Papa em Fátima

Nato na Expo

Chavez nos saldos da Worten

Cavaco em Belém



5

PRAGA DO ANO

Gato Fedorento na Meo

O Pai da criança

Vuvuzela

Manzarra

Nilton, Eu Amo Você



6

TÁ-SE MESMO A VER QUE VAI ACONTECER EM 2011

Lyonce entra no Acordo Ortográfico

Crianças da UNICEF aceitam Rei Ghob mas estão fartas da Catarina Furtado

Carlos Castro fala com ele próprio no Depois da Vida e manda crónica para a TV7 Dias.

Indústria discográfica Portuguesa sugere que Renato Seabra seja extraditado para Portugal em troca com novo ábum dos Ban

Miguel Sousa Tavares tenta abrir conta no Facebook mas acaba no Hi5.



7

ANIMAL DO ANO

Águia do Benfica

Coelho da madeira

Galinha de Fernando Nobre

Os polvos do jornal Sol e do Mundial

Cão de água em loiça oferecido ao Obama



8

PRÉMIO SÓ VIM VER A BOLA

Vulcão da Islândia

Papa

Namorado da Madonna

Maradona

Selecção Nacional no Mundial



9

BIRRA DO ANO

Eduardo Barroso no Prolongamento

Red Bull sai de Portugal

Rui Moreira sai do programa desporto RTPN

Jorge Jesus e o ciao ao repórter TVI

Santana Lopes e a Lei da Rolha



10

NOVAS OPORTUNIDADES

Fernando rosas sai do Parlamento

Carrilho sai de Paris

Carlos Queiroz sai de todo o lado: do Mundial, da Selecção, da Federação, da Comissão Anti doping e assina pela Selecção do Irão...

Jornalistas do 24 horas e do Rádio Clube Português

Ourives assaltado 8 vezes pondera abandonar carreira...



11

SÓ SE ESTRAGA UMA CASA

Luciana Abreu e Djaló

Secret Story

Casamento gay

Familia Carreira

António Costa no Intendente



12

FRASES DO ANO

Presidente Coelho: “As mulheres são como os homens, mas no feminino”

Marta Leite Castro: “Foi um erro crasso ter nascido em Portugal”

Carlos Queiroz: “Porque é que não vais a esta hora fazer o controle para a cona da tua tia?”.

Ronaldo: “Explicações? Perguntem ao Queiroz”.

Figo sobre o orgasmo e o Messi



13

ALGUÉM VIU ESTE ACIDENTE?

Discurso Isabel Alçada

Katyazinha

FC Porto x Benfica 5-0

A queda de Abrunhosa

Al-Cajuda em inglês na SporTV



14

FRUTA DO ANO

Rita Pereira nos Emmys

Moutinho, maça podre

Escutas Apito Dourado

Figo Face Oculta

Fim da Playboy



15

VILÃO DO ANO

Ricardo Rodrigues

Duarte Lima

Rei Ghob

Acordo ortográfico

Vulcão da Islândia



16

SEXY DO ANO

Beijo de Casillas à namorada

Professora de Mirandela na Playboy

Gabriela Canavilhas

Albano Jerónimo na EDP

Tucha, by Carlos Bondage



17

SÃO MUITOS ANOS A VIRAR FRANGOS

Roberto

Manuel Alegre

Paulo Bento

Mário Crespo

Margarida Rebelo Pinto



18

CINEMA 2010

José e Pilar

Fantasia Lusitana

Maria João Bastos

O Filme do Desassossego e o método João Botelho

Shortcutz



19

MÚSICA 2010

PAUS

Orelha Negra

Noiserv

Linda Martini

Golpes



20

REVELAÇÕES

António Pinhão Botelho

Filipe Oliveira Baptista

Júlio Resende

Domingos

Rui Pedro Soares





MONSTRO SAGRADO DO ANO

O Senhor do Adeus





3ª Edição dos Monstros do Ano



Quinta-feira | 24 de Fevereiro 2011 | 22 horas

Jardim Zoológico de Lisboa


A cerimónia de Prémios mais divertida e irreverente | Um ano inteiro em revista

20 categorias | 100 nomeados | Um prémio que todos querem ganhar!

Apresentação: Fernando Alvim e Carolina Torres



reservas@monstrosdoano.com



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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aqui está algo que não estava a espera e que pode ser muito muito bom

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Bem... após alguns anos de experiência na net...e depois de ter recusado mts destes tipos de sites... axo que este é mesmo o mais indicado para quem passa algum tempo na net.. até porque os links são para paginas que usamos diariamente... pode-se ate colocar com pagina inicial e navegar a partir de la para os sites que gostamos!!!!! fazem transferência bancaria ou para o paypal :) muito bom !!!

clica aqui e começa também a aumentar o teu saldo...
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ora que melhora

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Ora que melhora: "

Cenas do cotidiano de profissionais da área de saúde:


medicamento


Em tempo: sou a favor da eutanásia em caso de diagnóstico de morte cerebral.


- – -


O Haznos só reza pra chegar sexta.


Ora que melhora é um artigo originalmente publicado no ((( TRETA ))).

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Curiosidades Curiosas que você precisa saber [22]

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Tudo normal na frente ocidental

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Tudo normal na frente ocidental: "

Um primeiro-ministro a fazer oposição à oposição…



…que é um mimo de boa educação…


José Sócrates volta a atacar presidente da Jerónimo Martins


…e tem amigos que são uma doçura.


Vara passa à frente de todos em centro de saúde


Um Governo caloteiro…


Ministério da Justiça não paga a ex-secretário de Estado


…e especialista em trapalhadas.


Presidente do TC convocou assembleia de apuramento geral para corrigir resultados


Uma administração pública eficiente.


Segurança Social envia mensagem aos recibos verdes com exemplos trocados


E até um palerma que anda ao colo do Estado mas é mal agradecido



Não há pois motivo para nos preocuparmos com “os mercados”. Eles são mesmo o menor dos nossos problemas.




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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

HUMOR - DESEMPREGO 3

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Título por Carlos Drummond de Andrade

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Título por Carlos Drummond de Andrade: "

Rui Pedro Soares era administrador da PT,


que é dona da TMN,


que perdeu registos telefónicos de Rui Pedro Soares,


num caso que também envolvia Joaquim Oliveira,


que é dono do DN,


cujo director tentou abafar a história.



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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vendidos por trinta dinheiros

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Vendidos por trinta dinheiros: "
Porque o silêncio é inimigo da justiça, é preciso dizer: Os profissionais do Hospital de São Marcos, actualmente reduzido a uma comissão liquidatária, foram vendidos. Como uma bomba perfusora, um computador ou uma secretária. Fazem parte de um «pacote», que incluiu uma estrutura de prestação de serviços, os prestadores desses serviços, e os beneficiários dos mesmos serviços. Numa espécie de alquimia dos tempos modernos, uma instituição privada (ser)viu-se com muito mais que um hospital e os seus funcionários. (Ser)viu-se com um mercado (quase) totalitário da prestação do serviço contratado. (Ser)viu-se com um pagante que tem que pagar e paga, ainda que possa atrasar-se a fazê-lo.

Aproximando-se agora a transição para as novas instalações, tem sido o previsível sufoco gestionário. E temos assistido, nos últimos tempos, a entrevistas conduzidas por um grupo de meninos-gestores, a muitos profissionais médicos, de assistentes a assistentes graduados seniores, onde reina o desplante de propostas remuneratórias para quem quiser transitar para a nova unidade hospitalar. O inconcebível, inominável desplante de propor a assistentes graduados em exclusividade vencimentos de 2200-2400 euros mensais por 40 horas, de propor a assistentes em 35 horas vencimentos de 1700-1900 euros mensais por 40 horas. Num Hospital em que há médicos contratados pela Sociedade Gestora a ganharem mais de 5000 euros mensais (das «especialidades muito carenciadas»). E tudo isto sob o manto do «mas se o sotôr não aceita, não podemos contar com o sôtor no novo Hospital». E tudo isto com o beneplácito do MS, ACSS e ARS Norte.

A este propósito, a ARS Norte recentemente emitiu uma nota informativa onde afirma que o instrumento de mobilidade previsto para os profissionais do hospital é a cedência por interesse público. A cedência que permitirá a uma das partes, se insatisfeita (como suponho que uma, facilmente, ficará), denunciá-la mediante pré-aviso de 1 mês, colocando o profissional na malha da mobilidade. E parece que (quase) toda a gente ganha: o MS, que sempre perde alguns funcionários públicos (esses preguiçosos inveterados), a Sociedade Gestora que pode condicionar os profissionais a aceitar reduções da massa salarial com uma carga horária igual ou superior, e os profissionais a quem se permite, condescendentemente, trabalhar num Hospital de ponta (nem que não vá ter ponta por onde se lhe pegue).

E pergunta-se, e estranha-se: o que ganha a Sociedade Gestora com esta afronta aos profissionais, nomeadamente aos médicos? Qual o tipo de lealdade conquistada a profissionais aos quais se lhes diz «muito bem, agora o sotôr, para ter o ensejo de trabalhar connosco, abdica de metade do seu vencimento, fica com menos dias de férias, trabalha as mesmas horas ou um pouquinho mais» e, perante a cara de espanto de muitos, rematam «mas o sotôr agora, depois de 20 ou 30 anos em exclusividade, pode finalmente fazer privada» ou «damos-lhe um suplemento se vir x doentes este ano, x+y no próximo, x+y+z no seguinte». As costas destes indivíduos devem queimar de tão quentes…

E cá andamos. A convocar doentes para serem operados às cataratas, nem que dementes, nem que com neoplasias terminais. A ver as habilidades da facturação nos exames e procedimentos. A reconvocar (quase compulsivamente) doentes que faltaram, a dar altas administrativas, a ver os doentes indefinidamente pela primeira vez, a inventar consultas urgentes, de triagem, de prescrição. Impedidos de alterar a agenda cá andamos a marcar 3 e 4 doentes à mesma hora. Cá andamos a justificar nº de consultas e cirurgias, primeiras versus segundas, tempos de execução e taxas de ocupação, GDH e case-mix, e etc., e etc. Tempos para reuniões, estudos, publicações, congressos, moderações e afins, apenas se não comprometerem a actividade (dita) assistencial. Cá andamos. Neste antro. Neste inominável antro.

Para não falar no corte das «ceias» dos profissionais, no racionamento do leite (do leite, leram bem) das crianças na Pediatria, nas camas que não se podem fazer todos os dias, dos lençóis aproveitados de doentes transferidos de outros hospitais. E a avistar todos os dias os carros topo de gama, todos curiosamente de finais de 2009, que adornam o parque da Administração. Cá andamos sem luz ao fim do túnel. Sem nenhuma das virtudes e com todos os vícios dos hospitais privados (e mais um: o de não se depender sequer dos «subsistemas», mas do «sistema» em si).
Cá andamos, vendidos por nem 30 dinheiros pela ARS e pelo MS. Até ao dia, que não se afigura distante, em que vamos dizer: cá andámos.
E neste silêncio, neste silêncio que não se percebe, neste silêncio de abandono.»

Ante Meridiem
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Hugo Chavez o ditador (?)

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Hugo Chavez o ditador (?): "
Hugo Chavez foi responsável por uma tentativa falhada de golpe de Estado, foi preso pelo presidente que tentou derrubar e passou 2 anos preso até ter sido amnistiado pelo presidente seguinte. Este homem chegou ao poder sem grandes alaridos mas começou imediatamente a fazer mudanças extremas no seu país. Não vou falar de cores politicas, apesar de Chavez ser assumidamente socialista. Vou falar do que irrita os Americanos e comunidade internacional e do motivo pelo qual ele é pintado como um ditador.


Chavez começou a nacionalizar empresas. Esta medida é muito mal vista pela comunidade internacional, pois é uma acção geralmente tomada quando se caminha para uma ditadura comunista. No entanto o caminho tomado após as nacionalizações, não foi a repressão do povo nem o seu empobrecimento, pois a economia Venezuela tem estado em largo crescimento tal como o combate ao analfabetismo está a ter incríveis efeitos positivos.


Com as nacionalizações, Chavez está a fazer algo que é inaceitável para os defensores da globalização e que é, enriquecer o seu país com os recursos naturais do seu país, tentando criar uma economia auto-sustentável. Até Chavez ter chegado ao poder, o petróleo da Venezuela era explorado por empresas internacionais a troco de tostões com a agravante de a Venezuela ter de comprar o seu próprio petróleo a essas empresas. Basicamente estavam a ser pilhados de recursos e obrigados a comprar o que é seu, tornando-os dependentes.
Com a nacionalização de todos os poços de petróleo, a Venezuela está a abarrotar deste bem, desejado em todo o mundo, ao ponto de oferecer petróleo em troca de casas pré-fabricadas para cumprir o seu programa de 'Uma casa para cada Venezuelano'. Isto é coisa de monstro ditador? Se é, gostaria de ver um ditador assim em Portugal!


Chavez recentemente entrou em conflito com um dos maiores grupos financeiros mundiais. Conflito esse que me fez aplaudir este homem.
Há vários anos, um banco chamado Banco da Venezuela foi privatizado. O dono desse banco estava em negociações secretas com o grupo Santander para lhes vender o banco. O problema é que é preciso uma autorização do governo para o fazerem, e Chavez contactou o grupo Santander dando-lhe um 'não' e contactou o Banco da Venezuela dando-lhes um 'não' acrescentando que se eles querem vender, o governo da Venezuela compra o banco. Os donos do banco da Venezuela responderam que já não queriam vender, ao que Chavez respondeu que não importava se querem ou não e que tinham de vir para a mesa de negociações pois o governo iria nacionalizar o banco de forma a garantir que um banco chamado banco da Venezuela, não só continua Venezuelano como também irá trabalhar para o desenvolvimento da Venezuela.




Esta acção é de louvar. Ao contrário da acção portuguesa, que apesar de ter impedido que o Santander comprasse mais de 50% do Totta permitiu que os dois bancos se fundissem, o que resultou exactamente no mesmo. O Santander é dono do Totta e mantém em letras pequeninas 'Totta', só para aparentemente não violar a lei portuguesa.


Outro conflito que Chavez teve também com um banco em mãos espanholas, o Banco Provincial do grupo BBVA (também presente em Portugal), foi digno de uma ovação de pé. Foi uma atitude que vejo como impensável por parte de qualquer país Europeu defensor do empobrecimento da sua nação em nome da globalização.
Chavez declarou que todos os bancos a operar na Venezuela são obrigados a dar créditos aos Venezuelanos, dentro de certos limites. Pois é verdade que os bancos hoje em dia estão a recusar empréstimos mesmo quando as pessoas possuem trabalhos fixos e podem pagar esses créditos, pois preferem recorrer a outras formas de endividar o povo sem lhe colocarem somas de dinheiro nas mãos (Por ex: Cartões de Crédito, Leasings, PPH, PPR, PPE, Seguros, etc, etc).
Este banco recusou um crédito a um casal de Venezuelanos que só queriam terminar os obras da sua moradia ainda inabitável, estas pessoas conseguiram ver a sua queixa a chegar a Chavez, que ao vivo numa assembleia e perante a imprensa, telefonou ao director do bando e disse-lhe; que ele ou cumpre a lei Venezuelana, ou o governo irá comprar o seu banco nacionalizando-o. O gerente do banco respondeu-lhe que o banco não está à venda, tentando colocar Chavez numa posição de desvantagem, no entanto Chavez respondeu com um simples: 'Se não está à venda eu posso-o expropriar, já!' E pode, tal como qualquer governo pode.




Como viram no vídeo, o gerente do banco aceitou encontrar-se com a senhora, a pedido de Chavez, às 17h daquele dia e o problema foi resolvido, o gerente do banco de uma entrevista a dizer que o crédito tinha sido aprovado e assim salvou o seu banco!


Ele poder ter piada, pode parecer um palhaço quando é gozado pela imprensa internacional e seus políticos. Podemos até usar como exemplo as suas frase como: 'Vão p'ro caralho Yankes de merda' ou 'Senhora chanceler vá à...' (sem completar a frase por ser uma senhora 'Merkel'), no entanto acho que se Portugal tivesse tive um palhaço assim, não estaríamos no buraco financeiro em que estamos, onde além de toda a nossa riqueza pertencer a grupos estrangeiros, até as nossas dívidas já estão nas mãos de estrangeiros.





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