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sábado, 23 de outubro de 2010

Enf. Germano Couto defende Enfermeiros

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Enf. Germano Couto defende Enfermeiros: "No Gravatar

Que os Enfermeiros andam desmotivados, não é novidade para ninguém. Todos os dias ouvimos isso, pensamos, mas ninguém dos nossos representantes da Ordem o afirma. Assim foi no meio de toda esta desmotivação, falta de auto-realização e onde as condições de trabalho pouco incentivam quem trabalha em saúde que descobrimos várias entrevistas e afirmações que nos surgem como interessantes.


No meio de toda esta conjuntura desanimadora ( raiz de todo este cenário, o desemprego, que aumenta entre os membros da OE de forma preocupante), redescobrimos nestes artigos uma esperança, uma luz que teve como voz o Enfermeiro Germano Couto( Presidente da Secção Regional do Norte (SRN) da Ordem dos Enfermeiros (OE). pois é preciso coragem para abordar certos assuntos incómodos.



Este Enfermeiro pertence à única lista eleita que rompeu com a instalação da lista da actual Bastonária, Enfª. Maria Augusta de Sousa.








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A curva do sucesso...

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Uma história de pasmar

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Uma história de pasmar: "
Tenho um amigo com quem me encontro muitas vezes. O meu amigo está a ficar velho e, talvez por isso, gosta de me contar histórias do seu país.

Contou-me ele então que, há algumas décadas, foi decidido construir, numa grande cidade, um novo edifício para um Hospital Pediátrico precariamente instalado numa construção centenária, sem condições para um hospital moderno e com elevado potencial de risco.

Um Engenheiro do Ministério chegava mesmo a dizer que, em caso de incêndio, seria uma catástrofe, não apenas pela carga térmica ali concentrada, como pelo facto de, em tal situação, a configuração do edifício provocar o chamado efeito chaminé.
Escolhido o local de construção do novo hospital, elaborado o projecto, toda a gente pensava que o início da obra estaria para breve.

Mas, no país do meu amigo, parece que decisão e acção não fazem parte do mesmo processo. Para já não falar na avaliação, um assunto quase tabu para os indígenas.
De modo que os anos foram passando sem o projecto sair do papel.
Em determinada altura surgiu nova ideia. Afinal, o que devia ser construído era um Centro Materno Infantil.

Uma Maternidade cinquentenária, património afectivo e cultural da cidade, ocupando um edifício estruturalmente sólido, precisava de se expandir.
A área circundante da Maternidade poderia ser facilmente aumentada. Cercavam-na dois bairros de casas térreas, sem condições de habitabilidade e presumia-se que o Município estivesse receptivo à ideia de realojar os moradores e libertar os terrenos.

Situando-se a Maternidade muito perto dum Hospital Central, fazia todo o sentido que o Centro ali fosse construído, de modo a evitar a duplicação de meios e a aproveitar a sinergia da interacção entre os estabelecimentos.
Foi então elaborado o programa e o anteprojecto do futuro Centro. A opção de não construir em altura, consentânea com as preocupações de humanização dum hospital deste tipo e com a sua inserção na malha urbana, seria possível com a libertação dos bairros adjacentes.

Só que Câmara e Governo eram de cores diferentes e aproximavam-se eleições. A Câmara aceitava resolver o problema desde que o Governo incluísse o financiamento num programa especial que tinha para realojamentos. O Governo entendeu que não e não se passou do estudo prévio.

Das eleições saiu um Governo da cor da Câmara. Os moradores foram realojados pelo Município e a expropriação dos terrenos paga pelo MS.

Era agora possível avançar com o Centro. Mas o Governo resolveu abandonar o programa anterior e elaborar um outro, muito mais ambicioso. O projecto foi desenvolvido por um arquitecto, jovem mas já com renome, que apresentou obra asseada.
Foi mesmo possível, maravilhas do digital, passear pelo interior duma magnificente torre tecnológica. No país do meu amigo o virtual é um mundo perfeito.
Entretanto tinha mudado a cor da Câmara mas, estando já resolvido o problema dos terrenos, pensava-se que nada poderia afectar a consecução do projecto.
Só que, antes de se iniciar a sua execução, mudou também o Governo, que voltou a ficar da cor da Câmara.

Entre Câmara e Governo houve rápido entendimento. Não para realizar o projecto, mas para o liquidar.

Os moradores voltaram ao local inicial, já não para casinhas térreas, como antigamente, mas para casas de três andares, exoticamente pagas, em grande parte, pelo Ministério da Saúde, que tratou de encomendar, ao jovem arquitecto, um outro projecto para instalar o Centro junto de outro Hospital Central.

As casas levam tempo a construir, mas ainda mais a pagar. Quando a última factura chegou ao Ministério da Saúde já o Ministro era outro e o Governo de outra cor.
O novo Ministro entendeu que construir habitação social não era competência do seu Ministério e recusou a factura. A Câmara nunca mais lhe perdoou.

Perante a enorme confusão que se gerara, com tantas mudanças, o Ministro incumbiu a autoridade regional de lhe apresentar uma solução final para o problema.
O estudo, feito com parcimónia e tendo sempre presente os recursos já existentes, concluiu que a solução estaria na construção do Centro, agora com muito menos volume de construção, nos terrenos ainda pertencentes à Maternidade.

Apresentado o projecto à Câmara, a Câmara disse que não. O projecto ofendia o PDM.
Aqui chegados, o meu amigo começou uma longa explicação sobre o que é o PDM e como é que a coisa funciona no seu país.

Confesso que, nesta altura, já não o ouvia. Toda a sua narração era tão inverosímil, que ele só me pode ter estado a falar dum seu país inventado!

Murphy
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Três laboratórios deram entre 2005 e 2007 um milhão de euros em prendas a médicos

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Três laboratórios deram entre 2005 e 2007 um milhão de euros em prendas a médicos: "Um único laboratório gastou 2,6 milhões de euros com viagens de médicos a congressos no estrangeiro e outros três ofereceram prendas de quase um milhão de euros entre 2005 e 2007. Estes dados constam num relatório de auditoria que a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) realizou em 2009 ao sistema de controlo do sector da indústria farmacêutica, e a que o PÚBLICO teve acesso. A auditoria ao sector não visou apurar o cumprimento da legislação relativa ao patrocínio de congressos ou às prendas à classe médica, mas debruçou-se apenas sobre o modo como as empresas farmacêuticas declaram as suas despesas do ponto de vista fiscal, tendo detectado várias ilegalidades e irregularidades."
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Estamos em crise,mas o INEM Gasta o triplo do dinheiro!

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Estamos em crise,mas o INEM Gasta o triplo do dinheiro!: "No Gravatar

Estamos em época de crise e de poupança, mas o SNS continua a esbanjar dinheiro na Saúde, sobretudo no INEM !



Senão veja-se a notícia aqui LINK avançada onde dá conta que a formação dos novos técnicos de emergência pré-hospitalar vai custar pelo menos o triplo (cerca de 2 milhões de euros) quando comparada com formações do INEM para enfermeiros e médicos que queiram trabalhar em emergência médica. Só uniformizar a formação dos actuais operacionais dos centros de emergência e do suporte básico de vida, cerca de 843 técnicos, vai custar 1 .389. 840 euros ( estamos a FALAR DE MUITO DINHEIRO), segundo a estimativa avançada por um grupo de profissionais ligados ao pré-hospitalar e às formações do INEM, tendo em conta o custo por hora de formações internas e externas.


Tudo isto porque decidiram“inventar” na Emergência Pré-hospitalar e com isto o Estado Não REDUZ OS GASTOS, aumenta. Em suma tinhamos uma solução em que a emergência pré-Hospitalar era assegurada por Enfermeiros e Médicos ( a nosso ver profissionais qualificados) , mas alguém decidiu brincar na Saúde e mais uma vez fazendo disparar os gastos…


Decidiram criar a carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) - ( plano elaborado pela anterior direcção do INEM ) que já se demitiu (!!!) e aprovado pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde Manuel Pizarro. Ao avançar este ano com a decisão de criação desta nova carreira, coincidiu com a descontinuação da formação interna dos enfermeiros para actuarem nas ambulâncias SIV. Neste momento só estão a funcionar 28 das 40 previstas.


Além da formação ser mais cara, (a formação prevista para os TEPH) não trará qualificações para os actos que lhes são atribuídos no novo plano, como proceder à observação clínica das vítimas, isolar vias áreas, identificar ruídos respiratórios de risco – sobretudo pela falta de experiência em meio hospitalar, onde os enfermeiros têm de estar dois anos antes de fazer emergência pré-hospitalar.




  • Estamos a falar de pessoas que têm o 9.o ano ou as Novas Oportunidades e disso temos este exemplo LINK, fazem 1500 horas de formação e acredita-se que estarão habilitadas a realizar actos complexos e de grande diferenciação como por exemplo espetar uma agulha num pulmão ou fazer uma desobstrução de via área.” (Fonte Jornal I)



Há também uma indefinição daquele que será o lugar destes novos técnicos, que passam a apresentar “competências semelhantes às de um médico, de um enfermeiro e de um técnico de cardiopneumologia.”


A própria Ordem dos Enfermeiros defende que a nova direcção do INEM deve recuar no Plano Estratégico dos Recursos Humanos da Emergência Pré-Hospitalar aprovado este ano.




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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Farmacêuticas facturaram 5300 milhões em três anos mas só pagaram nove de IRC

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Farmacêuticas facturaram 5300 milhões em três anos mas só pagaram nove de IRC: "O sector da indústria farmacêutica declarou um volume de negócios que ultrapassou os 5300 milhões de euros entre 2005 e 2007, mas o que pagou, para efeitos de IRC, ficou 'aquém dos nove milhões de euros', de acordo com um relatório de auditoria da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), a que o PÚBLICO teve acesso."
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Ilusionismo

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Ilusionismo: "
O OE 2011 prevê, na despesa total consolidada, no orçamento do Ministério da Saúde uma redução de 12,8 % passando de 9 818,8 milhões de euros para 8 563,0 milhões de euros. Ou seja uma redução global de cerca de 1.255,8 milhões de euros. Tendo em conta que 2010 encerrará com uma dívida a terceiros que estará próxima dos 1.600,0 milhões de euros, que esta dívida não dá sinais de regressão, que a IF mantém a ameaça da cobrança de juros, que o OE 2011 prevê a imposição ao SEE de prazos máximos de pagamento a fornecedores de dois meses ficam por responder (como é costume) muitas questões.

Presume-se que o MS já tenha desistido dos aumentos salariais prometidos aos diferentes grupos profissionais desde 2008 até há bem pouco tempo. Ainda assim persiste uma pergunta daquelas do tipo das que valem um milhão de dólares: como é que as medidas anunciadas (partindo do princípio que serão executadas) irão cobrir necessidades de financiamento que, actualmente, se cifram em mais de 2.800,0 milhões de euros?

Olinda
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ladrão de laptop envia de volta pen drive contendo dados

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Ladrão de laptop envia de volta pen drive contendo dados: "

Se você precisava de alguma prova de que a Suécia é um bom lugar para se morar, ei-la: no país, até os ladrões são gente boa. Ou ao menos os ladrões de laptop que ficam com peso na consciência depois do furto. Esse parece ser o caso do ser que roubou o computador portátil de um professor da universidade sueca de Umeå.

A consciência do fora-da-lei parece ter pesado tanto que ele resolveu salvar todos os dados que considerava importantes no notebook roubado em um pen drive USB e enviou-o pelo correio de volta para o professor, que recebeu o pen-drive uma semana depois do roubo. Em entrevista para um jornal local, o professor disse que essa experiência “me faz ter esperança na humanidade”.

Pessoalmente acho que teria mais esperança na raça humana se os dados tivessem sido devolvidos junto com o laptop. Mas deve ser só eu.

Com informações: Gizmodo. Imagem sob licença CC de NCReedplayer.

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Novas guidelines para RCP da ERC

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Novas guidelines para RCP da ERC: "






Publicado na Resuscitation, foram divulgadas as novas guidelines da European Resuscitation Council (ERC) 2010 (relembro que as últimas foram lançadas em 2005).



Do leque de mudanças que sugerem, sublinho as seguintes:




  • Há uma clara intenção em enfatizar as compressões torácicas no pré-hospitalar. Os leigos deverão ser atores (vide novo acordo ortográfico) num cenário de PCR, realizando pelo menos as compressões torácicas. O lema é algumas compressões sempre serão melhores do que nenhumas. Pessoas treinadas em SBV deverão realizar ventilações/compressões no mesmo rácio 2:30.



  • As compressões torácicas deverão ser implementadas o mais rapidamente possível e com menor número de interrupções (inclusive a interrupção das compressões torácicas para Entubação Endotraqueal deverá ser ponderada e apenas realizadas por peritos experientes).



  • As drogas não deverão ser mais administradas pela via Endotraqueal, pois no caso de não haver acessos periféricos, deverá ser utilizada a via intra-óssea.



  • A atropina não é mais recomendada para utilização em situações de Assistolia ou Actividade Eléctrica sem Pulso.



  • Em episódios de Síndrome Coronário Agudo, o emprego do Oxigénio deve ser restrito apenas a situações em que existe hipóxia, dispneia ou congestão pulmonar (o algoritmo MONA foi questionado pela Cochrane Col., num artigo que irei publicar em breve aqui no blogue).



  • Uso de terapêutica hipotérmica em doentes comatosos que sobreviveram após as manobras de RCP.



As guidelines podem ser consultadas neste site ou ou pode consultá-las em PDF através deste link.







http://www.atriumlegal.com/cms_media/images/500x500_fitbox-istock_000010975701small.jpeg


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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Planos para ferias de Dezembro:

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Republica Dominicana

"CLIMA
Tropical (quente e húmido). O calor é constante, e os dominicanos costumam dizer que só conhecem duas estações: o Verão e… uma velha estação de comboios. A temperatura oscila entre os 22 e os 33 graus centígrados"
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Agora em Tugalês... Linhas Orientadoras 2010 do CPR

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Agora em Tugalês... Linhas Orientadoras 2010 do CPR: "Cá estou de novo... estou a ficar chata não é... quer dizer, isso queria eu... mas para ficar chata ainda tenho de perder mais uns quilos... loooooooool ;);)
Malta só para dizer que desta vez o CPR foi muito rápido e já publicou as Guidelines em Tugalês, estão de Parabéns os senhores do Norte do CPR!!!
Ficam então aqui em TUGALÊS http://www.cpressuscitacao.pt/Download.aspx?id=27552

Para os que não gostam de Inglês já podem entreter-se!!!

Beijinhos e Abracinhos


Catarina
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domingo, 17 de outubro de 2010

OE Saúde /2011

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OE Saúde /2011: "
Relatório do OE/2011 link Indice das principais materias da Saúde: III- 2.1.4 - redução da despesa do SNS- pág. 56; V-13 – Ministério da Saúde 13.1 Políticas pag. 267; 13.2 Orçamento: pág. 272.

Novas Medidas em 2011
- Extinção da Estrutura de Missão das Parcerias da Saúde
- Redução do número de administradores das EPE
- Criação de incentivos à cobrança das taxas moderadoras
- Actualização das taxas sanitárias
- Revisão da legislação do transporte de doentes não urgentes
- Operacionalização da condição de recursos ao regime especial de comparticipação
- Revisão do preço de algumas áreas de MCDT
- Controlo dos custos da hemodiálise através da revisão do preço prospectivo
- Negociação do preço de medicamentos hospitalares/SPMS
- Redução da despesa com consultadoria
- Alienação de imóveis não afectos à prestação de cuidados de saúde ou outros serviços imprescindíveis
- Criação da unidade de detecção de fraude no Centro de Conferência de Facturas
- Criação do Centro Hospitalar de Aveiro
- Simplificação entrada em mercado dos genéricos – questão da patent linkage
- Redução de Programas Verticais MS
- Revisão e alargamento da lista de medicamentos não sujeitos a receita médica à venda nas parafarmácias . in OE/11 pag. 57
...
Vamos ficar atentos à 'redução da despesa com consultadoria'.
Nada se prevê sobre a redução da despesa com a contratação de assessorias de imagem. O que nos pode levar a pensar que a politica 'chá e bolos' da bondosa senhora é para continuar.

Florival
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A DEFESA DAS NOVAS OPORTUNIDADES

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A DEFESA DAS NOVAS OPORTUNIDADES: "
“E toda a realidade é um excesso, uma violência,/ Uma alucinação extraordinariamente nítida/ Que vivemos todos em comum com a fúria das almas” (Álvaro de Campos).

O anónimo que me dirigiu um comentário, dividido em meia dúzia de partes, ao meu postUm novo fôlego para as Novas Oportunidades' (16.Out.2010), sendo que a sexta é uma repetição da quinta, quis honrar-se mais do que elucidar-me e aos leitores, através de uma longa prédica que peca à partida por ser subscrita por quem, segundo ele próprio, ”gere um centro de Novas Oportunidades” espalhando e exaltando as doutrinas a que elas se subordinam, mas escamoteando as desgraças por elas produzidas. Ora, como diziam os latinos, “laus in ore próprio vilescit”.

O comentário em questão encerra uma tese. Reportemo-nos agora a comentários que encerram antíteses para daqui ser feita a necessária síntese. Assim, num comentário a um meu post anterior,O Elogio da Ignorância (11/10/2010), é apresentado o testemunho seguinte (11.Out.2010):

“Há já algum tempo que não comento os seus artigos, mas fá-lo-ei agora, infelizmente, sob anonimato por razões que rapidamente entenderá.

Apresentei currículo e fui consagrado em Diário da República como Avaliador Externo dos Centros de Novas oportunidades. Em Lisboa, em reunião geral, de expectantes crentes como eu, disseram-nos que éramos a pedra angular do sistema. Disseram isto instados por assistentes que já conheciam da poda e já tinham visto o tombo. Mais disseram, após a apologia da coisa,que nos competia, a nós avaliadores, zelar pela idoneidade do processo. Que quando algo corresse mal se mandava rever, apreciar, sugerir, talvez, novas competências mais elásticas...

Assisti a quatro ou cinco cerimónias públicas de 'defesa/apresentação' (já consumada, quando chega a esse estádio de desenvolvimento) do trabalho dos formandos adultos. O que vi e ouvi de todos (formandos, formadores e até do avaliador externo - cheio de dúvidas a deshoras)foi suficiente para me lembrar do Medina Carreira e decidi não comer (nunca) daquela gamela.

Como aqui já disse um formador lúcido, haja um pingo de decência no modo como se desqualificam as pessoas, enganando-as e ao país.

Tirando honrosas excepções (que, certamente, existirão), as Novas Oportunidades nem tradução do verdadeiro ensino são; nem calão!: são a certificação total e estatal da incapacidade nacional de acreditar no valor da Educação”.

Um outro anónimo, escreve no meu post O Facilitês' (14.Out.2010):

“Continuando os testemunhos sobre a verdadeira realidade do sistema Novas Oportunidades, deixo aqui o meu testemunho enquanto esposa de um aluno desse sistema, na modalidade de reconhecimento, certificação e validação de competências.

O meu marido desistiu cedo da escola para começar a trabalhar, tendo concluído o 7º ano de escolaridade. Mais tarde, já depois de nos termos casado, insisti com ele e inscreveu-se no extinto ensino recorrente por unidades capitalizáveis, onde ainda aprendeu conteúdos ligados a diversas disciplinas, como História, Matemática, Ciências, Português e Inglês. Recordo-me do 1º dia em que teve aulas, durante a noite, ele vinha completamente angustiado e estafado. Achava que não ia conseguir acompanhar as aulas, depois de tantos anos fora do sistema educativo. Não desistiu e em 2 anos (os 2 últimos deste ensino recorrente) conseguiu completar, por seu esforço, o 9º ano de escolaridade. Sentiu, animado, que o desafio tinha sido superado e que tinha feito aprendizagens significativas nas diversas áreas.

Depois... quis continuar, mas os horários do secundário do ensino recorrente por módulos, que ainda existia, eram incompatíveis com a vida profissional. Então, inscreveu-se num centro novas oportunidades. As poucas sessões presenciais que tiveram decorreram na Junta de Freguesia da nossa zona de residência e a maior parte dos trabalhos escritos (a história de vida!) foram melhorados por mim...

Entretanto, em cerca de um ano, praticamente sem ter aprendido nada, ficou com o certificado do ensino secundário…”

Um outro testemunho, nesse mesmo post, com a chancela do nome do autor, João Filipe Oliveira, reza:

“Fui avaliador externo desde início do RVCC até o sistema ter entrado em fase de propaganda. Pedi para ser retirado da bolsa quando começou a ser prática certificar 9.º ano com base em 'evidências' como conferir trocos no supermercado, redigir recados, saber ir à internet e coisas do género. Foi a gota de água”.

Recuemos no tempo, detendo-nos numa carta do “Expresso” (8.Dez.2007) em que um dos formadores das Novas Oportunidades denuncia ao mais alto magistrado da Nação, Aníbal Cavaco Silva, o estado de espírito, quase diria de reinação, vivido nas Novas Oportunidades como se de uma colónia de férias se tratasse. Escreveu ele: “Estes frequentadores da escola aparecem nas aulas sem trazer uma esferográfica ou uma folha de papel. Trazem o boné, o telemóvel, os ‘headphones’ e uma vontade incrível de não aprender e não deixar aprender”.

Muitos mais exemplos antitéticos poderiam ser apresentados à tese oficial de um declarado paladino das Novas Oportunidades. Não o farei, para não abusar da paciência do leitor. Julgo ter deixado aqui matéria mais do que suficiente, alguma dela sem ser sob anonimato (embora respeite e compreenda o anonimato de uns tantos comentários pelo evidente perigo de retaliação), para que sejam tiradas as ilações pertinentes que deixaram de me pertencer ou ao autor do referido comentário abonatório da excelsas virtudes das Novas Oportunidades.

Mas, de forma alguma, poderia terminar sem lamentar “o sacudir de água do capote” (termo da gíria militar) quando ele atira para cima dos ombros dos formadores das Novas Oportunidades a responsabilidade daquilo que aí decorre menos bem, ou até mal. Assim, em reprodução do comentário em causa a culpa não morre solteira, como é uso neste país, recaindo numa trilogia de pecados capitais da responsabilidade de:

1. “Formadores que não estão preparados ou motivados para trabalharem com populações adultas extremamente frágeis do ponto de vista emocional, social e cognitivo, muitas delas com vários anos de escolaridade, mas que mal sabem ler e escrever, apesar dos diplomas escolares que trazem; que não estão preparados para trabalharem com pessoas pobres, necessitadas, mas que também não estão reparados (como pessoas) para aprenderem a trabalhar com e a acreditar que podem ter um papel de relevo na qualificação das pessoas deste país'.

2. “Formadores que não acreditam no que fazem e sem espinha dorsal para se afirmarem enquanto tal, que não se esforçam, que não perseguem ideais de qualidade, de excelência e que não se opõem criticamente quando são obrigados a fazer um trabalho de menor qualidade'.

3. “Formadores que, mesmo num processo de RVCC que, repito, não é um processo de aprendizagem, mas um longo exame do que a pessoa aprendeu, não acreditam na capacidade humana de aprender e de melhorar, que não têm a menor consciência da importância na vida dos que nos procuram de melhores habilitações escolares e na criação de uma atitude positiva face ao conhecimento, à aprendizagem, à procura de caminhos de qualidade de excelência”.

Ou seja, como se as Novas Oportunidades se tratassem de uma religião, a doutrina é excelente os seus intérpretes é que são maus.

Finalmente é-me imputada a ignorância do meu completo desconhecimento de que “a Iniciativa Novas Oportunidades acolhe todas as pessoas, mesmo os licenciados. Posso-lhe dizer que no meu Centro, cerca de 10% dos inscritos são pessoas (cerca de 110 indivíduos) que, à data da inscrição, já possuíam habilitações de 12º ano, obtidas pelo ensino regular e também dizer-lhe que até pessoas com mestrado temos inscritos.”

Este facto demonstra à saciedade e à própria sociedade que o desemprego nos detentores de licenciaturas e até mestrados académicos é tão grave que os obriga a andar de cavalo para burro. Ou será que as Novas Oportunidades significam andar de burro para cavalo? Em sentido figurado, claro está!
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Novidade na medicina: cirurgia cerebral através dos olhos

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Novidade na medicina: cirurgia cerebral através dos olhos: "Se você acha horrível o método de retirar o topo do crânio de uma pessoa para fazer uma cirurgia cerebral, talvez ache este novo método menos agressivo: a cirurgia pode ser feita através das entradas dos nossos olhos


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ATRITE X ARTROSE (clicar no sub-titulo)

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ATRITE X ARTROSE: "



Artrite e artrose são doenças com causas e tratamento diferentes, porém com sintomas que podem ser muito semelhantes, o que costuma causar alguma confusão, fazendo com que as duas condições, que realmente são parecidas, sejam erradamente tratadas como uma patologia única.

Neste texto vamos procurar explicar de modo simples o que é artrite e o que é artrose, destacando suas diferenças. Mas antes,"
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Atrasado

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Atrasado: "
Não entendo que se tenha feito tanto barulho por o Teixeira dos Santos ter chegado atrasado à Assembleia da Republica para entregar o Orçamento do Estado para o ano de 2011. O que ele chegou foi adiantado demais tal a 'bosta' que contem. Quem está atrasado, e são muitos anos de atraso, somos nós em correr com esta gente. Quem está atrasado é o carrasco que devia acabar com os carrascos que nos andaram a matar lentamente e que agora resolveram dar-nos o 'choque' final.
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Primeiro ensaio clínico de células estaminais embrionárias é boa notícia?

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Primeiro ensaio clínico de células estaminais embrionárias é boa notícia?: "Enquanto a Geron testa a segurança do tratamento para a paralisia, a política norte-americana pode parar investigação nesta área.
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(mas porque ainda existem seres humanos que não deixam outros seres humanos terem melhor qualidade de vida??? evoluam!!!)
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